11 agosto 2013

Um amor maior que eu – Capítulo 4: O acidente

Capa: Eme
Texto/Fic: Rafaela Vargas
Beta: @ValzinhaBarreto
Ilustrações/Gifs: Rafaela Vargas
Música Tema: Cold As You

 Nesse capítulo Alice finalmente sabe que terá a chance de conhecer Taylor Lautner, porém um grande amor do passado pode aparecer de maneira inustica e surpreedê-la!

            Eu e Taylor estávamos em um lugar lindo, o lugar tinhas flores grandes e coloridas, tinha árvores com várias folhas... Eu estava correndo e ele corria atrás de mim, vestia uma camiseta branca com botões, mas a camiseta estava aberta, usava calça Jeans e sapato preto.

             Meu cabelo estava voando e eu estava com um sorriso enorme estampado em meu rosto. A cena do Taylor correndo no meio das flores era a cena mais linda que eu já tinha visto. Ele parecia um ser de outro mundo, com seus cabelos escuros voando suavemente fazendo-o parecer um Príncipe. Seu olhar estava fixo em mim.

            Com aquela figura ali, diante de mim eu não sabia o que fazer. Eu apenas sorria. Depois de correr até a metade do campo florido, Taylor finalmente conseguiu me pegar e então me abraçou pela cintura e com um sorriso beijou meu pescoço. Vibrei com a sensação.
            Taylor me deitou no chão e deitou-se em meu lado. Como num conto de fadas, olhei para o céu, havia um arco-íris nasceu em meio ao azul, era uma sonho, tinha que ser. Eu e ele ficamos de mãos dadas, e nos olhando. Taylor me olhava de um jeito tão diferente... Não entendi de imediato seu olhar. Eu o olhava da mesma maneira, minha paixão e admiração estampada.
            Depois de alguns minutos de troca de olhares, Taylor ficou de barriga para baixo e aproximou seu rosto do meu. Fiquei nervosa. Eu não sabia exatamente o que ele queria fazer. Parecia que ele ia me beijar. Estaria Taylor maluco? Ou eu eu imaginar que ele seria capaz disso?
            Ele foi aproximando seu rosto lentamente, senti sua respiração, sua boca estava muito próxima da minha e senti seus lábios finalmente tocando os meus...

- Poxa! Que dor nas costas. Dormi a noite inteira sentado e nem percebi. – Disse uma voz familiar.
Tomei um susto e sentei-me rapidamente na cama. Quando abri meus olhos Miguel estava de pé ao lado da cama.

- Miguel? Que susto garoto! – Falei num rompante.

- Desculpa Lice, mas tu viste o que eu fiz?

- Vi sim. – Disse-lhe com a voz desanimada.

Miguel me olhou e sentou-se ao meu lado na cama, colocou seus dedos no meu rosto e enxugou minhas lagrimas.

- O que foi Lice? Aconteceu alguma coisa?



Eu estava chorando? Não havia percebido isso. Mas tinha motivos. Eu já estava farta de meus melhores momentos serem sonhos, apenas sonhos. Já estava farta de tudo aquilo não se tornar realidade. Aquilo tudo me fez chorar. Eu queria Taylor ao meu lado, nada mais. Queria somente ele!

- Miguel, esta tudo bem. – Falei quase sem voz.

- Lice, me conta! Quem foi o idiota que te deixou assim?

- Idiota? Miguel não viaja! Eu apenas tive um sonho.


- Pode me contar? – Falou Miguel olhando em meus olhos.

- Não tem necessidade. – Disse me levantando para romper aquele assunto.

            Fui até o banheiro, me olhei no espelho e vi ali uma garota comum, com cabelos loiros e cacheados e olhos azuis. Taylor nunca repararia em mim, nunca mesmo! Comparando-me com as loiras de Hollywood eu era apenas uma Fã louca sonhando um sonho impossível.
            Balancei minha cabeça para desviar aquele pensamento estúpido que só me fazia perder as esperanças. Tomei um banho e fiz o que tinha que fazer. Coloquei um vestido rosa. Saí do banheiro e fui pegar meu celular.
            Faltava exatamente 28 dias para a vinda de Taylor Lautner ao Brasil. Meu Deus... Menos de um mês.
            Desci para tomar café da manhã, conversei um pouco com minha família e depois fui até a garagem e peguei minha bicicleta.

- Mãe, vou dar uma volta! Daqui a pouco eu volto.  – Gritei.

- Ta bom, não demore! – Falou minha mãe acenando para mim.

-Posso ir? –Gritou Miguel.

-Pode!

Miguel saiu correndo e em menos de 1 minuto voltou andando em uma bicicleta esporte.

            Subi na minha bicicleta e comecei a pedalar. Só parei quando cheguei à praça, coloquei minha bicicleta ao lado do banco e sentei-me no mesmo. Miguel sabia que eu saíra de casa para pensar um pouco. Ele sentou-se em meu lado e ficou em silencio.
            Fiquei ali por um longo tempo pensando na vida... Será que Luan ligaria logo para minha amiga? Será que eu conheceria Taylor? Será que meu sonho um dia poderia tornar-se realidade?
            Mesmo sabendo que minhas possibilidades eram poucas, pois eu tinha apenas 18 anos e Taylor já tinha 21, eu morava no Brasil e Taylor morava no outro lado do Mundo.
            Eu era estudante de arquitetura, e Taylor o Galã de Hollywood.
            Mesmo meu pai sendo engenheiro civil e minha mãe arquiteta eu não queria arrancar dinheiro deles. Eu queria me sustentar sozinha desde cedo.
            O que Taylor iria querer comigo? Obvio que ele nunca se interessaria por mim. Meus pensamentos foram atravessados pelo toque do meu celular.

Olhei no visor e era o nome de Emile.

- Alô? – Falei.

-A... Amiga! – Falou Emile gaguejando e pude sentir a agonia em sua voz.

- O que foi? – Falei levantando-me assustada.

- A assistente do Luan me ligou! Ela disse que Luan conseguiu um dia de folga e esse dia é o dia da vinda do Tay ao Brasil. Ela disse que ele mandará dois seguranças para nos pegarem daqui a 28 dias. Você tem noção do que é isso? Amiga, estou quase desmaiando.

Eu tinha a oportunidade de ver Taylor? Eu iria conhecê-lo? Fiquei muda. Não falei absolutamente NADA.
- Amiga? – Disse Emile preocupada.

            Desliguei o telefone sem nem mesmo me despedir. Peguei minha bicicleta e fui o mais rápido possível para casa e pude ver Miguel me seguindo com o semblante preocupado.

            Eu estava tremendo muito, e o guidão da bicicleta estava indo de um lado para o outro. Tinha movimento na estrada, carros passando de um lado para o outro e eu só enxergava vultos.
            As lágrimas corriam sem parar pelo meu rosto. Eu estava sem coordenação motora. Podia ser apenas uma brincadeira dela?
            E com um descuido meu eu fui pro meio da estrada, vários carros começaram a buzinar. Tirei uma mão do guidão para limpar minhas lágrimas para enxergar melhor. Quando tirei minhas mãos de meu rosto, olhei para frente e estava vindo um carro em alta velocidade, pedalei o mais rápido que pude para a beira da estrada. O carro estava cada vez mais próximo de mim e eu não tinha mais forças. Joguei-me da bicicleta e joguei-a para o outro lado da pista. Só pude sentir uma pancada em minhas costas.
            Quando eu vi já estava no chão, meus braços e minhas pernas estavam ardendo muito. Apertei meus olhos e fechei minhas mãos em punho. Era uma dor quase insuportável.

Um braço ergueu minha cabeça fazendo-me ficar sentada novamente.

- Lice? Esta me ouvindo? –Falou uma voz doce mais ao mesmo tempo desesperada.

- Esta doendo... Meu corpo esta doendo. – Falei gaguejando e chorando.

- Vou buscar ajuda. Fique calma.

            Tentei abrir meus olhos, quando os abri por completo apertei mais ainda minhas mãos.  Pisque varias vezes tentando colocar minha consciência em ordem e ter certeza que aquilo tudo não era só um devaneio.

            Aquele rosto cheio de lagrimas olhando-me intensamente fez-me querer abraça-lo e não solta-lo mais. Mas eu tinha motivos para querer distancia, para querer nunca mais vê-lo.
            Era Ricardo que estava me segurando e deixando suas lagrimas caírem sobre meu pescoço fazendo-me encolher.
            Olhando seu semblante preocupado e assustado eu pude ver que não era aquele menino frio que eu tinha visto pela ultima vez, mas era o menino doce com quem eu passei os melhores momentos de minha vida.

- Não tem necessidade, a dor já passou.  –Disse-lhe tentando sair de seus braços.

-Sai dai, deixa que dela eu cuido. – Falou Miguel colocando seus braços sobre minha cabeça afastando os braços de Ricardo.

- Olha me desculpe, eu não vi que tinha gente no meio da pista. Desculpa, Lice eu não queria ter machucado você. – Falou Ricardo levantando-se e indo para o outro lado pegando minha mão.

            Quando senti seu toque e a tremulação de suas mãos eu as apertei e fechei meus olhos. Fazia muito tempo que eu não sentia aquela pele tocando a minha, fazia muito tempo que eu não tinha tocado ele e sentido aquela sensação boa que eu sentia antes.
             Ao tocar sua mão aquela sensação do passado não se repetiu, apenas uma sensação de querer ele ali por perto, mas não de beijá-lo e querê-lo. Parecia que meus sentimentos em fim tinham tomado um caminho certo, e esse caminho era de amizade. Não sabia dizer.
           
- Não se mecha Lice, você já vai chegar ao Hospital. – Falou Miguel interrompendo meus pensamentos.

- Não tem necessidade, estou bem. – Falei abrindo meus olhos e soltando a mão de Ricardo. Olhei seu rosto por alguns segundo e desviei meu olhar para Miguel.

- Tem necessidade sim. Eu sou médico e sei que você precisa de cuidados.
            Tentei discordar, mas fiquei em silencio. Eu não queria assustá-lo, mas precisaria de uma ajuda médica para aquela dor passar. Minhas unhas estavam machucando minha mão agora, eu só queria segurar toda aquela dor. Não queria dizer nada, preferia ficar em silencio.
            Quando a ajuda chegou colocaram-me sobre uma maca e chegamos ao hospital 10 minutos depois.
            Fiquei esperando atendimento médico em um quarto até uma mulher com cabelos lisos e loiros e vestindo um jaleco branco começou a me examinar.
            Fez-me uma sequencia de perguntas. Respondi-lhes toda com clareza.

- Muito bem. Vamos ter que fazer um Raio X. Seus pais já estão a caminho.

- Meus pais? O que eles vão fazer aqui? Não tinha necessidade de assustá-los.

Senti uma súbita dor quando tentei levantar-me da cama.

- Seus pais estão ali fora, posso manda-los entrar?

- Ok, mande-os entrar, por favor. – Pedi a ela.

Ela retirou-se do quarto e fechou a porta.

Depois de 5 minutos a mesma mulher abriu a porta e deixou minha mãe e meu irmão passar antes que ela.

- Lice minha filha! Você esta bem? Machucou muito? – Perguntou-me minha mãe nervosa e chorando.
- Mãe, eu estou bem! Só tive alguns arranhões. Eu consegui desviar boa parte do meu corpo para longe do carro. Não chore! – Disse tentando acalmá-la.

            Apesar de eu estar sentindo muita dor naquele momento eu só queria ser forte e dizer a eles que estava bem e sem nenhuma dor.

- Vou te levar até a sala de Raio X.- Disse a mulher que havia me examinado.

- Sala de Raio X? Ela quebrou alguma coisa? – Miguel falou atravessando-se na frente da mulher.

- Miguel você esta fazendo tempestade em copo d’água. – Falei com o tom de voz um pouco mais elevado.

- Eu quero saber o que esta acontecendo aqui. Se ela esta bem não tem motivos para ela ter que fazer exames.

- Eu acho que ela teve uma fatura no braço. Mas não é nada grave, fique tranquilo.

- Onde esta o papai? – Perguntei tentando desviar aquele assunto.

- Fratura no braço? – Falou Miguel virando-se e indo até mim.

            Miguel olhou-me de um jeito tão doce que eu não pude esconder o que estava sentindo. Aquele olhar dizia tudo. Ele apenas queria que eu contasse a verdade para ele. Mas fui forte e não disse nada. Não chorei, não fiz careta e nem me movimentei.

- Alguém pode me responder onde esta o papai? –Falei com o tom de voz altivo tentando sair daquele assunto.
- Ele esta trabalhando. Não quis falar nada pra ele. – Disse minha mãe.
- Fez bem.
            A enfermeira ajudou-me a me levantar e me conduziu até uma sala de exames. Depois de várias seções de exames ela me liberou e levou-me até o quarto que eu me encontrara antes e pediu-me pra aguardar ali enquanto aguardava o diagnostico.
            Fiquei ali sozinha e sem movimentar - me para não doer. Fiquei imaginando o que Taylor acharia daquele meu quase acidente. Ele me acharia uma retardada mental, só isso.
            Eu havia sito uma completa idiota por ter me descuidado desse jeito e ainda preocupar Miguel que presenciou tudo. Eu deveria mil desculpas para meus pais e principalmente para Miguel que vivia me protegendo de tudo.
            Mas o pior de tudo foi ter que ver Ricardo novamente, foi ter que ver suas lagrimas rolando e não tiver mais coragem para enxuga-las.

-Você teve uma leve fratura no braço esquerdo e alguns arranhões nos braços. Vamos enfeixa-lo. – Falou-me a médica adentrando o quarto.

-Tudo bem.

-Esta doendo?

-Um pouco, mas é suportável.

-Ok. Vou pegar a faixa e os remédios. Volto já.

- Ta legal.

            Tombei minha cabeça para traz e fechei meus olhos. Meu braço esquerdo estava dando fisgadas fortes e eu não conseguia mechê-lo nem se quer um centímetro. Meu outro braço estava dormente pelo fato dos ferimentos.
            Fiquei imaginando Taylor sorrindo a meu lado e segurando minha mão a fim de que passasse a minha dor. Deixei os pensamentos me invadirem e a dor sumira por um determinado tempo.
            Senti uma mão gelada pegando meu braço esquerdo e interrompendo meus pensamentos e fazendo-me sentir mais uma vez a dor.
-Ai! –Falei abrindo meus olhos com vontade de falar uns palavrões para pessoa que estava sendo descuidada.

-Desculpe Lice. Como você esta? – Falou Ricardo tirando sua mão de meu braço.

- Estou bem. – Falei tentando ser rude e não demonstrar nenhum tipo de sentimento.

- Olha me desculpe por tudo. Não queria ter machucado você e...


- A culpa foi minha que me descuidei. E em relação aos machucados não foram nada de grave. – Falei cortando-o. – Ah e não se preocupe, não vou prestar queixa contra você, eu sei que é com isso que você esta preocupado.

-O que? Eu estou preocupado com isso? Lice eu estou preocupado com você, em nenhum momento eu pensei na minha carteira de motorista ou qualquer coisa.

-Ta, me conta outra. – Falei deixando escapar um tom de deboche.

- Lice, acredite em mim. Eu estou preocupado com você, me preocupo sem saber como você esta, onde você esta...

- Acreditar em você? Depois de tudo? Não, eu não escutei isso! Como você consegue ser tão cruel e falso ao mesmo tempo? – Disse deixando transparecer a raiva que me contaminara.

            Ricardo não falou mais nada, apenas virou-se e entrelaçou suas mãos atrás de seu pescoço. Fiquei olhando-o e me deu uma imensa vontade de me levantar dali e sair correndo e dar uma boa surra nele, tirar toda a raiva que eu sentia.
            Mas eu sabia que isso não adiantaria de nada, apenas ia me trazer mais decepção e arrependimento. Ricardo virou-se e aproximou-se de mim colocando sua mão em meu rosto e aproximando sua boca da minha. Fechei meus olhos e quando senti sua respiração em meu rosto eu retomei minha postura e afastei-o de mim o mais rápido que pude.

-Não se atreva! – Gritei.

- Desculpe-me, mas eu preciso enfaixar seu braço. – Falou a enfermeira entrando no quarto com uma bandeja de gases e esparadrapo cortando a nossa conversa.

            Com muito cuidado a enfermeira pegou meu braço e o esticou e começou a passar um líquido amarelo sobre ele. Senti uma dor insuportável, fechei meus olhos e trinquei meus dentes. Deixei-a fazer o que fosse preciso.
            Depois de alguns minutos estava tudo pronto. Eu estava com uma facha ao redor de meu pescoço com o braço também enfaixado apoiado sobre ela.

- Você esta com alta. Pode ir para casa.

- Graças!
            Miguel estava na porta do quarto me aguardando e quando viu-me levantando ele saiu correndo pelo quarto e segurou minha cintura.

-Cuidado Lice. Muito cuidado!

-Mi, eu estou legal. Afinal eu sofri um acidente e não saindo de um como recente. Esta tudo bem, okay?

- Eu sei sua bobinha. Mas eu quero que você tome cuidado, pode fazer isso por mim?

- Posso. – Falei fazendo uma careta.

            Quando comecei a dar os primeiros passos senti uma dor quente subindo de meus pés até minha coluna. Tentei ignorar aquela dor, era apenas uma dor muscular e não queria causar preocupação em mais ninguém.

            Miguel levou-me até o carro, sentou-me e colocou o sinto de segurança em mim. Achei aquilo tudo desnecessário, por que apesar da dor eu conseguiria fazer tudo.
            Parecia que Miguel estava sentindo tudo que eu sentia e por isso queria que eu tomasse tanto cuidado. Eu não tinha visto para onde Ricardo tinha ido, apenas vi seu ultimo olhar. Eu tinha medo e ver ele voltar e conseguir roubar meu coração mais uma vez, eu tinha certeza do que eu sentia por Taylor mas eu tinha medo de dar uma escorregada no meio do caminho e estragar todos os meus planos para o meu futuro.
            Ouvi meu celular tocar e no visor tinha o nome de Emile.
- Amiga? Você esta bem? Sua mãe me ligou avisando que você tinha se machucado! – Perguntou Emile e eu pude sentir o nervosismo em sua voz.
- Estou bem amiga. Apenas fiquei um pouco nervosa com a sua notícia.
Mas estou bem, tive só alguns arranhões. Nada com que se preocupar. – Falei a ela tentando acalmá-la.

- Vou pra sua casa, preciso vê-la.

- Pode ir, chego daqui a pouco.

Quando chegamos em casa Emile nos esperava no portão como o combinado. Desci do carro e quando ela me viu veio correndo me abraçar.

- Lice sua maluca! Quase me matou de susto. Tem que tomar mais cuidado.

- Eu juro que vou tomar mais cuidado!

 Quando entramos na casa sentamo-nos no sofá.

-Pessoal tenho uma novidade! Já esta quase certo que vou conhecer Taylor no Rio de Janeiro daqui a alguns dias.

- Como assim? Como você vai ir pra lá Lice? –Questionou minha mãe.

- Luan vai me ajudar.

- Luan Santana? Explica isso!

- Mamãe, quando eu fui ao Show do Luan eu e Emile pedimos ajuda para ele. Ele disse que ligaria para falar se conseguiria ou não, e hoje a tarde ele ligou para Emile avisando que esta quase certo que eu vou conhecer Taylor.

- Por isso aquela histeria toda? – Perguntou-me Miguel incrédulo.

- Histeria não Miguel. Eu apenas fiquei nervosa, só isso.

- Eu não estou acreditando Lice! Você quase sofre um acidente por causa de um idiota que nem sabe que você existe! – Gritou Miguel

Levantando-se e olhando para mim com uma fúria enorme.

- Ele não é idiota coisa nenhuma. Idiota é você por pensar assim.

            Senti um ódio pulsando dentro de mim. Eu nunca aceitaria que alguém falasse mal do Taylor na minha frente. Levantei-me e olhei dentro dos olhos de Miguel mostrando minha fúria. Encarei-o até que o silencio terminasse.

- Eu sou idiota? Você quase me mata do coração por causa de um atorzinho de merda!

- Cala sua boca Miguel! Não fale assim dele, eu não admito! 

- Ta legal Alice, fique ai sofrendo a toa por causa de um babaca.

            Miguel virou-se e subiu as escadas. Eu queria sair correndo dali e dar uns bons tapas em sua cara, mas eu saberia que me arrependeria continuei paralisada no mesmo lugar.


- Amiga, não dê atenção. Mesmo ele falando isso tudo é para o seu bem. – Falou-me Emile levantando-se do sofá e ficando de frente pra mim.

- Você acha que Taylor não me faz bem?

- Não é bem assim, não foi isso que eu quis dizer. Só acho que você sofre de mais.

- Eu não sofro coisa nenhuma, ele me faz bem com um simples sorriso!
Antes que eu brigasse com mais alguém, virei minhas costas e fui para meu quarto.

            Me joguei em cima da cama e enterrei meu rosto no travesseiro. Eu não acredito que Miguel tinha brigado comigo por causa de minha crise nervosa. Eu ficaria mais uma vez com a consciência pesada por ter brigado com Miguel. Mas eu não poderia escutar aquilo e não ter feito nada. Taylor era perfeito para mim, e ninguém percebia isso.

Ouvi uma batida na porta que fez meus pensamentos evaporarem.

- Entra.

- Lice? Quero te pedir desculpas, eu sei que Taylor é perfeito para você.

- Tudo bem Emy. Eu sei que Taylor é perfeito para mim. – Falei sentando-me na cama e abrindo meus braços para dar lhe um abraço.

            Emile veio até mim e deu aquele abraço carinhoso que só ela sabia dar. Senti uma lagrima correr por meu rosto e eu limpei-a rapidamente.

- Quem quase me atropelou foi Ricardo, ele saiu do carro e segurou-me e eu vi lagrimas escorrendo desgovernadas por seu rosto...

- Ricardo? –Perguntou-me Emile interrompendo-me.

-Sim, e nós quase nos beijamos no Hospital...
- Chega, eu não acredito! Tu não vai voltar com ele né? Tu não esta sentindo nada por ele né?

- Claro que não Emy, eu não sou trouxa de me deixar levar por aquele babaca de novo...

-É, acho melhor assim. Agora vou ter que ir para casa. Vemo-nos amanhã.

- Não quer ficar para jantar?

- Não Lice, tenho que ir para casa.

-Ta legal.

            Emile beijou o auto de minha cabeça e saiu do quarto. Deitei-me em minha cama cuidadosamente para não provocar nenhuma dor em meu corpo, deixei meu braço o mais longe possível do colchão eu tentei fazer exatamente o que eu disse para Emile “Não vou ser trouxa e me deixar levar por aquele babaca de novo.”.
            Assim como ele me machucou no passado ele poderia muito bem me machucar no futuro. Naquele momento me lembrei da musica “Cold As You”, essa foi a única musica que eu compus que não foi dedicada a Taylor, eu a escrevi na noite do mesmo dia da traição de Ricardo.
            Uma parte dela diz: “Oh, mas que pena, que final chuvoso dado há um dia perfeito. Só vá embora, não use palavras defensivas que você nunca diria. E agora que eu estou aqui sentada pensando nisso, Eu nunca estive em nenhum lugar tão frio como você.”.
            Balancei minha cabeça para romper com aqueles pensamentos, fechei meus olhos e adormeci. Senti alguém me cutucar e abri meus olhos.

- Lice?

            Ao ver aquela figura emburrei-me e virei-me para o lado oposto imediatamente.  Era Miguel e eu não queria falar com ele depois de tudo que ele me disse.

- Eu sei que você esta zangada ainda, mas eu quero te pedir desculpas. Eu fiquei pensando e eu sei que Taylor faz bem para você. Estou pedindo-lhe desculpas do fundo de meu coração.
            Eu sabia que Miguel estava sendo sincero e eu não podia negar aquele pedido de desculpas. Miguel ficaria comigo por pouco tempo e eu não queria desperdiçar esse meio tempo emburrada com ele, mesmo sabendo que ele merecia isso.

- Tudo bem Miguel, mas me prometa uma coisa?

- Fale.

- Nunca mais fala mal do Taylor? Jura?

- Juro! Vou falar com o papai e explicar tudo pra ele pra te poupar tempo e deixa-la dormir. – Disse-me Miguel dando-me um abraço e um beijo no rosto.
            Eu estava meio sonolenta ainda e apenas abri um sorriso no canto da boca mostrando que eu estava impossibilitada de falar mais alguma coisa.
            Nem vi Miguel sair do quarto, apenas escutei o barulho que a chuva fazia no telhado, ainda era noite e eu tinha tempo suficiente para dormir. Fechei meus olhos e adormeci mais uma vez. 



            

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