23 dezembro 2013

Fanfiction: Caras e Bocas – Capítulo 2


Capítulo 2


Serena P.O.V.
O caminho até a praia foi tranquilo, não houve muito trânsito e nenhum paparazzi nos seguindo.

Taylor foi estranhamente gentil comigo o caminho inteiro. Acho que ele estava assim pelo susto de quase me ver desmaiar. Eu tinha que admitir que não estava muito bem e minha aparência ajudava e muito a piorar o meu estado de saúde para quem me via.


Quando chegamos olhei para uma barraquinha de sorvete torcendo para que estivesse aberta quando a gravação terminasse.

Tivemos que correr até o local que iríamos gravar por causa dos fãs enlouquecido que tentavam pular em nós, os seguranças estavam por perto, mas ainda assim pude sentir uns arranhões nos meus braços e uns puxões em meu cabelo.

O local de gravação estava isolado por várias fitas e continha alguns seguranças em volta, era uma gruta linda e bem iluminada pela lua, o que a tornava ainda mais encantadora.

-Prontos para gravar? –perguntou David nos indicando o ponto onde deveríamos começar.

Assenti tomando meu lugar.

Taylor pegou minha mão esquerda, assim como estava no script.

-AÇÃO! –gritou David ficando ao lado do câmera man enquanto começávamos a caminhar.

-Vem, quero te mostrar algo. –Taylor disse sua fala me conduzindo até a gruta.

-Nossa, não tinha nenhuma ideia de que isto estava aqui. –digo admirando a gruta assim que chegamos a ela.

-Ninguém sabe. –Taylor sorri. Um sorriso que me causa um arrepio agradável. –É por isso que todo o meu material ainda está aqui. –diz apontando para um canto onde tem pranchas de surf, mantas e etc. –Misturada na rocha, muita gente caminha perto sem nem mesmo vê-la.

Acomodo-me no meio da manta e ele se deita ao meu lado puxando-me para baixo fazendo-me deitar junto com ele.

Quando olhei para o lado em sua direção, nossos rostos ficaram a centímetros. Eu podia sentir sua respiração quente batendo em meu rosto.

Taylor se apoia na mão e fica me encarando.

Faço cara de vergonha e me sinto ficar vermelha. Mas não fiz isso só porque estava no script, mas pelo modo como Taylor me encarava. Ele me olhou de um modo tão intenso que... Bem, tudo o que consegui pensar era em como ele era um ótimo ator.

-Por que se esconde atrás de jeans largos e capuzes? –proferiu sua fala perfeitamente enquanto eu me questionava o porquê de nos odiarmos tanto. –Você não tem ideia do quanto é bonita?

Deixo uma lágrima escorrer por minha bochecha com meus pensamentos, o que deu mais realidade a cena. Tudo que eu queria como a fã que eu era de Taylor, era que nos conhecêssemos e nos tornássemos amigos, então por que foi acontecer isso? Porque ele me tratava tão mal?

Então ele junta seus lábios aos meus quanto tento me virar. Eu me entreguei ao beijo mais do que o necessário, mais do que era permitido.

-Ever. –ele geme como no script, sua voz grossa, olhos ardentes.

Deslizo meus beijos por seus maxilar, minha respiração vindo em pequenas arfadas enquanto seus quadris pressionam e giram contra os meus.

Eu fechei os olhos enquanto ele tirava meu casaco. Eu me sentia tão envolvida na cena, tão entregue a ele... E Taylor parecia do mesmo modo.

Consentindo com a pressa de suas mãos e o impulso de seus dedos, o ajudo a desabotoar e tirar meu jeans.

A sensação de suas mãos em minha pele era tão boa; elas deixavam um rastro de fogo. Eu Serena, estava totalmente entregue, fazendo com que Ever, a personagem, estivesse do mesmo modo.

Mas quando sinto seus polegares no elástico de minha calcinha, eu sento e o empurro mesmo que contra a minha vontade. Eu não poderia burlar o script e continuar.

-Ever. –sussurra, seus olhos buscando os meus. Mas só balanço a cabeça e giro me afastando, assim como no script. Ele se aproxima e fico sentindo seu maravilhoso corpo quente moldar-se em volta do meu, o encaixe perfeito, seus lábios em meu ouvido dizendo. –Tudo bem. É sério. Agora durma.

Fechei meus olhos e relaxei o corpo aos poucos e em poucos minutos a cena havia acabado.

-CORTA! –gritou David vindo até nós e jogando uma manta em cima de mim que estava apenas de calcinha e soutien. –Foi perfeito, garotos. Nem precisaremos gravar novamente. –falou com um sorriso de orelha a orelha.

-Desta vez tenho de concordar com o David. –disse Alyson também se aproximando. –Foi perfeito, igualzinho a que imaginei ao escrever a cena.

Olhei para eles sorrindo, mas um sorriso que pareceu real só por meus talentos de atriz, pois eu não sentia vontade alguma de sorrir, ainda mais com a confusão de pensamentos que estava minha cabeça.

-Obrigada. –agradeci só neste momento percebendo que Taylor e eu ainda nos mantínhamos na posição da cena de corte. Dei um pequeno cutucão em seu braço.

-Ah! Desculpe. –exclamou ele sem graça levantando-se enquanto eu fazia o possível para vestir-me com as minhas próprias roupas debaixo daquela manta enquanto colocava as roupas de Ever de lado.

-Se quiserem podem ir agora. –disse David feliz de um modo que nunca vi.

-Amanhã cedo aqui de novo? –perguntei levantando-me assim que terminei de me vestir.

Mas ele apenas balançou a cabeça.

-Amanhã você grava com o fundo verde. Vamos colocar a gruta holograficamente. –respondeu conduzindo-nos para fora.

Não disse nada, apenas fui ao encontro de Amy e a puxei para a barraquinha de sorvete que graças a Deus estava aberta.

-Que cara é essa? –perguntou ela assim que me viu. Foi só eu sair de perto de todos para deixar meu semblante cair.

-Depois de conto. –falei enquanto pagava e pegava o sorvete. –Agora vamos para a limusine que ainda temos que voltar para o stúdio pegar seu carro.

Ela balançou a cabeça negativamente.

-Meu carro está no estacionamento aqui da praia. –falou ela gesticulando em direção a orla de fãs. –Um dos seguranças trouxe para mim. Mas vamos ter que passar por eles. –apontou para os fãs que eram segurados pelos seguranças.

-Algum problema? –perguntou Taylor chegando ao balcão e pedindo um sorvete.


Neguei com a cabeça e pedi mais um milk-shake para ajudar a amenizar aquele calor dos infernos que fazia.

-Serena, se continuar assim você não vai jantar! –Amy ralhou comigo, mas eu apenas ignorei. Estava concentrada demais em manter meus olhos longe dos de Taylor.

-Está se sentindo melhor? –perguntou ele em tom preocupado.

-Não estava mal para me sentir melhor. –respondi em tom ácido. Toda essa gentileza dele ante a normal hostilidade me assustava.

-Desculpa, Taylor, mas a Serena não está muito bem hoje. Nem ligue para ela. –disse Amy se derretendo toda para ele.

Revirei os olhos.

-Vamos, Amy, quero jantar e ir para casa logo. –disse eu me levantando e pegando minha carteira de dentro da bolsa para pagar. –Amanhã eu tenho que acordar cedo.

-Aqui, pelo sorvete e pelo milk-shake dela. –ouvi Taylor falar para o vendedor enquanto eu o via entregar o dinheiro a ele.

-O quê? –perguntei pasma.

Isso só poderia ser um sonho, ou melhor, um pesadelo!

-É isso o que ouviu Gligeusky. –disse ele em tom arrogante. –Estou pagando seu milk-shake também desejo melhoras para você. –concluiu com a cabeça meio baixada, o que me impossibilitou de encará-lo nos olhos.

Fiquei ali de boca aberta sem saber o que fazer.

-Tchau, Taylor. –disse Amy me puxando para o estacionamento. –Até amanhã.

-Tchau, Amy. Bom jantar para vocês.

Amy apenas assentiu agora estando mais preocupada em me rebocar até o carro.

-Steve! –ela chamou um dos seguranças. –Nos acompanha até o carro. –disse ela encarando a multidão.

Ele apenas assentiu e nos deu todo o apoio possível até chegarmos ao carro.

-Obrigada Steve. –agradeci estranhando minha voz. Eu estava rouca.

Fomos em silêncio até meu restaurante de comida italiana favorito.

-Por que está tão quieta? –questionou-me Amy após termos feito nosso pedido.

Balancei a cabeça me recusando a responder.
-É por causa do Taylor? –insistiu ela.

Peguei meu celular e verifiquei as horas. Eu não queria conversar sobre isso.

-Eu tenho quase certeza de que é. –falou finalmente me tirando do sério.

-Quer saber Amy? É, estou assim por causa do Lautner. –falei arrancando um sorriso dela. –O que é? –perguntei emburrada.

-Vocês se amam! –exclamou.

Revirei os olhos apesar de sentir um arrepio gostoso só de imaginar que isso fosse verdade.

-Deixa de ser idiota, garota. Nós nos odiamos isso sim. –eu me controlava para não gritar. –Eu não suporto aquele jeito prepotente e conquistador que ele tem. E mesmo que eu gostasse dele, ele não é de ficar com uma garota só e sinceramente? Eu não tenho vocação para corna.

-O ódio e o amor são sentimentos muito próximos, sabia? –perguntou ela baixinho para que o garçom que estava nos servindo não ouvisse.

-Mas neste caso, eles são sentimentos distintos.

-Você ainda vai dizer que eu tinha razão. –falou ela convicta.

Sem querer mais discutir sobre este assunto, ataquei minha lasanha que estava divina.

-Vai para aula amanhã? –perguntou Amy me fazendo lembrar da escola.

Assenti veementemente, apesar de todo meu trabalho, eu ainda teria de arranjar um tempo para estudar.

-Para quando era aquela experiência de física mesmo? –perguntei já pensando em como eu faria para fazê-lo.

-Quarta que vem. –respondeu enquanto olhava a minha agenda. –Eu já marquei para fazermos domingo, já que você não tem nada marcado.

Ergui minhas mãos para o alto em um gesto exagerado.

-Finalmente um fim de semana sem festas para ir! –exclamei feliz da vida. Às vezes festa de mais é cansativo.

-Se eu fosse você não comemorava, porque você tem uma festa no sábado. –Amy falou rindo da cara que fiz. –Não se preocupe, nesta eu vou com você. –completou rindo mais ainda quando arqueei uma de minhas sobrancelhas.

-Aposto que só para se jogar para os gatinhos. –falei tomando um gole de minha bebida.

-Certíssima. –respondeu ela rindo.

Sacudi a cabeça. Minha amiga não tinha jeito mesmo.

O resto do jantar foi tranquilo. Bem, pelo menos até a hora que Kyh recebeu uma ligação.

Aos poucos percebi seu rosto perdendo a cor enquanto seu sorriso sumia.

-O que foi? –perguntei preocupada assim que ela desligou.

-Meu pai foi atropelado. –respondeu se levantando e pegando suas coisas rapidamente. –Vou vê-lo. Você não se importa de ter que ir de táxi, não é? –perguntou ela.

-Não se preocupe, eu me viro. –respondi já levantando e a abraçando rapidamente. –Vai!

E Amy sumiu porta a fora.

Terminei meu jantar rapidamente. Minha mente vagava por todos os acontecimentos do dia, parando apenas por alguns momentos na parte da gravação na gruta.

Respirei profundamente e sacudi a cabeça tentando tirar aquilo de mente.

Paguei a conta e saí em busca de um táxi.

Quando avistei um na esquina, comecei a correr em sua direção, mas um casal acabou chegando a ele na minha frente e o pegou indo para longe. Fiquei alguns segundos ali procurando um táxi que passasse por ali.

Quando avistei um fiz sinal para que parasse, mas ele estava ocupado. Isso aconteceu com os próximos três táxis que vi. Então eu desisti e resolvi andar até o ponto de ônibus que tinha ali perto. Afinal, antes de eu mudar de vida eu só andava de ônibus, que mal havia de eu fazê-lo agora?

A medida que andava, a rua ficava mais deserta de pedestres e não era para menos, já era quase onze da noite, eu teria que correr caso quisesse pegar um dos últimos ônibus.

Uma brisa gelada passou por mim e me encolhi passando as mãos pelos braços.

Parei no ponto para esperar. Agora sim a rua estava deserta de pedestres, apenas carros passam ali.

Senti algo estranho, quase que como um aviso e olhei para o lado em uma reação impulsiva. Vi dois homens de terno e gravata se aproximando. Voltei minha visão para a rua, para ver se o ônibus chegava logo, eu estava louca por chegar em casa.

Alguns segundos depois senti minha pressão baixar enquanto outra brisa gelada passava por mim. Hoje estava um dia anormalmente frio em Los Angeles.

-Oi gatinha. –uma voz sussurrou em meu ouvido ao mesmo tempo em que um arrepio de medo desceu por minha coluna.

Fechei os olhos e rezei para que fosse apenas um bêbado pedindo dinheiro.

-Você não é aquela garota que tem aparecido recentemente nas revistas? –perguntou outra voz. –A nova atriz?
Eu nada respondi. Eu só rezava para que aquele ônibus aparecesse logo.

-Olha, Peter, parece que nossa gatinha não fala. –disse o primeiro homem. –Que tal fazermos ela falar? –perguntou esfregando seu rosto em meu pescoço.

Fechei meus olhos mais forte ainda quando um deles, enrolou uma mecha de meu cabelo e colocou a mão na base de minhas costas.

-Acho uma ótima ideia. –disse o tal de Peter já me puxando.

Comecei a me debater.

-Não, não, não. Por favor, não. –eu falava baixinho já não encontrando totalmente minha voz enquanto era arrastada para um beco escuro ali perto.

Eles riam. Uma risada sinistra e que me dava mais medo ainda.

Um deles me jogou no chão e puxou minha blusa rendada com tanta força que ela se rompeu. Enquanto o outro me mantinha presa ao chão.

Abri minha boca para gritar, mas não saiu som algum.

Senti um tapa que virou meu rosto com tudo.

-Nem pense em gritar. –falou um primeiro agressivo.

Senti sangue escorrer de meu rosto misturado as lágrimas enquanto ele arrebentava meu soutien.

Taylor P.O.V.

Estava andando em uma rua quase deserta. Eu tinha acabado de sair de uma festa após uma garota me dar um tapa na cara por eu a ter chamado de Serena.

Aquela garota...

Aqueles beijos...

Aqueles toques...

Isto estava me enlouquecendo, não conseguia tira-la de minha cabeça. Nunca havia acontecido antes, nenhuma garota havia me deixado assim.

Olhei para frente e pensei ter visto ela, Serena. Mas eu tinha certeza de que não podia ser, pois pelo o que eu ouvi, ela estava jantando com Amy. Só podia ser o efeito da bebida.

Pisquei os olhos mais uma vez tentando apagar aquela visão, mas de nada adiantou. Porém estava muito longe, então a única explicação que encontrei foi que era apenas uma garota parecida com ela.

Vi dois homens chegarem na garota e instantaneamente fiquei tenso, aquilo não me cheirava a boa coisa. Quando vi um deles se esfregar na garota e a vi ficando tensa, apertei o passo em direção a eles.

Quando vi a garota se debatendo e os homens a puxando para um beco ali perto, comecei a correr querendo quebrar a distância o mais rápido possível.

Cheguei a tempo de ver um deles arrebentando o soutien da garota enquanto ela chorava e sangue escorria pelo canto de sua boca. Fiquei totalmente sem reação a principio, mas minha isso logo se foi quando reconheci a garota, era mesmo a Serena.

Foquei em meus ensinamentos de karatê e logo bati no mais próximo o pegando de surpresa fazendo o outro se virar rapidamente para mim. Com esse eu tive mais trabalho, ele era uma pouco mais forte que o primeiro e estava preparado, mas logo consegui deixa-lo inconsciente.

Serena ainda continuava ali, encolhida o máximo possível e chorando.

-Serena. –chamei baixinho temendo sua reação, pois ela acabara de passar por uma experiência marcante.

Ela começou a chorar mais ainda, então eu me aproximei e abracei-a. Ela estava gelada. Gelada de medo.

Rapidamente despi minha camiseta e a vesti e abraçando-a novamente.

-Calma, calma. Já passou, agora estou aqui. –eu sussurrava tentando acalma-la. Mas eu estava ansioso por sair dali, logo qualquer um dos dois estupradores poderia acordar. –Vem. –a peguei no colo juntamente com sua bolsa que por um milagre estava a seu lado.

Ela apoiou sua cabeça em meu ombro enquanto eu corria de volta ao local da festa para pegar meu carro.

Serena era extremamente leve, era quase como se eu estivesse carregando um travesseiro.

-O que aconteceu? –perguntou Robin, meu amigo assim que me viu entrando no estacionamento entrando com Serena no colo.

Abri a porta do carro tentando coloca Serena lá dentro no banco do passageiro, mas ela se recusou a me soltar.

-Entra, Serena. –falei suavemente para ela. –Eu juro que entro logo depois de você.

Serena apenas balançou a cabeça negativamente e me agarrou mais forte ainda.

-Depois te ligo explicando. –falei para o Robin, porém eu olhava para Serena em meu colo.

Ele assentiu enquanto eu entrava no colo com ela no carro. A passei rapidamente para o banco do passageiro e afivelei seu cinto antes de dar partida.

Dirigi até meu apartamento já que não sabia onde leva-la por não saber a localização de sua casa, e pelo o que eu via, ela não estava em condições de falar.

O segurança do condomínio se assustou ao ver o estado de Serena no banco ao meu lado.

-Chame um médico. –pedi avançando com o carro antes que ele falasse algo mais.

Estacionei o carro e esperei o elevador impaciente por sua demora. Fiquei mais impaciente ainda durante a subida do elevador. Parecia quase proposital que as coisas agora estivessem lentas.

Abri a porta do meu apartamento do jeito que pude e empurrei com o pé.

Depositei Serena em minha cama e logo após indo me vestir. Aguardei o médico a seu lado, eu bem que queria pegar um copo d’água para ela, mas a própria Serena não deixava.

O interfone soou e atendi pelo telefone de meu quarto.

-O médico já chegou Sr. Lautner. Mandei-o subir. –avisou o porteiro.

-Tudo bem George, obrigado. –agradeci ao mesmo tempo que a campanhinha tocou.

Desliguei o interfone, peguei Serena no colo novamente (pois a mesma se recusava a me largar) e fui atender a porta dando de cara com um de meus ex-colegas de turma nos tempos do colégio.

-Ora, ora, Taylor Lautner. –saudou-me Roger Gruen. –Vejo que se deu bem. –disse olhando Serena em meu colo.

-Eu não te devo satisfações, mas ela não é minha namorada, Gruen. –dei espaço para ele entrar, apesar dele ter sido um dos mais odiados por mim naqueles tempos. –Siga-me. –disse indo para meu quarto e depositando Serena ali novamente.

Ela se encolheu em posição fetal abraçando as pernas me deixando mais preocupado a cada minuto.

-O que aconteceu com ela Lautner? –perguntou Gruen preocupado com o que via.

Cogitei por um momento se deveria responder ou não, mas no fim optei por responder, já que Gruen estava ali como médico.

-Tentativa de estupro. –respondi com a raiva me corroendo a me lembrar de que eu não tinha feito nada com aqueles cafajestes porque estava preocupado demais em tirar Serena dali. –Consegui salva-la antes que acontecesse algo pior.

Ele apenas assentiu procurando algo em sua maleta e tirando de lá uma pequena lanterna.

Ele fez um rápido exame nela, verificando os sinais vitais e se não havia nenhuma contusão quando lhe contei como a encontrei jogada no chão.

-Ela está em estado de choque. –concluiu após terminar de examiná-la. –É melhor não tira-la daqui hoje, não fará bem. –pegou um receituário e rabiscou algo nele. –Vou receitar-lhe um calmante e um analgésico, ela bateu a cabeça com um pouco de força, mas não foi nada grave. Fará no máximo um galo. Um bom banho quente também pode ajudar a relaxar.

Assenti pegando o receituário e planejando pedir os remédios por telefone.

-Mas me diga Lautner, só por curiosidade mesmo, esta não é a garota que está gravando aquele filme com você. –perguntou Gruen com um sorriso sacana.

-Sim, é ela. –respondi vendo seu sorriso aumentar. –Mas você não encostará um dedo nela. –falei por entre dentes.

-Calma, Lautner, eu só queria o telefone da moça.

Peguei minha carteira violentamente e enfiei algumas notas de cem em sua mão.

-Suma. Da. Minha. Casa. Agora. –falei cerrando os punhos. Eu não sabia de onde vinha toda essa raiva. Eu só sabia que ela estava ali e eu não tinha a mínima vontade de conte-la.

Gruen ergueu as mãos e saiu de costas para a porta. Só relaxei quando ouvi a porta de entrada ser fechada.

Sentei-me ao lado de Serena na cama.

-Quer tomar um banho? –perguntei passando a mão por entre seus sedosos cabelos.
Ela assentiu relaxando um pouco a meu toque.

Saí e fui encher a banheira do meu quarto.

Quando voltei vi que suas lágrimas tinham secado e tudo o que restava agora era um pouco de sangue acumulado no canto de sua boca.

Passei o dedão delicadamente ali, mas parei assim que a vi tremer de dor.

-Obrigada... Taylor. –foi a primeira coisa que a ouvi dizer depois do acontecido. Sua voz estava fraca e insegura, totalmente diferente do que era em seu normal. –Eu não sei o que teria acontecido se... se... –Serena não conseguiu voltar a frase e recomeçou a chorar. Ela pode até não ter completado a frase, mas eu entendi o que ela quis dizer.

Abracei-a novamente deixando ruir todas as barreiras que construí a partir do momento em que vi seus olhos pela primeira vez.

-Não tem importância. O que importa é que você está aqui agora e está bem. –falei levantando-me.

-Não vai. –sussurrou ela com olhos suplicantes. E só agora reparei que ela ainda usava as lentes de Ever.

Dei um sorriso torto para ela, apesar de que naquele sorriso não houvesse nada de animador.

-Só vou verificar a água da banheira para você. –respondi me afastando lentamente.

Quando achei que a água estava numa temperatura razoável, coloquei ali alguns sais de banho, espuma e liguei o jato.

-Consegue andar sozinha? –perguntei a Serena assim que voltei ao quarto.

Apesar de ainda estar encolhida em posição fetal e seus olhos estarem distantes, ela parecia um pouco melhor, podia até ver a cor voltar a seu rosto aos poucos.

-Acho que sim. –respondeu com a voz ainda fraca e apoiando-se ao máximo na cama para ter estabilidade devido a suas pernas que estavam bambas.

Serena foi ao chão assim que se soltou da cama. Corri até ela e a ergui delicadamente em meus braços a levando para o banheiro e a colocando sentada na beirada da banheira.

Ela tremia inteira, mal conseguia abrir sua calça como estava tentando enquanto eu apoiava suas costas para que não caísse.

-Me permite? –perguntei já substituindo os seus dedos pelos meus no trabalho de tirar-lhe a roupa.

Apesar de ficar vermelha ela assentiu.

Deslizei a calça por suas pernas com suavidade, do mesmo modo como havia feito no inicio daquela mesma noite.

Em um deslize eu esbarrei minhas mãos em suas pernas sentindo uma corrente elétrica atravessar meu corpo.

Sacudi a cabeça tentando dissipar e sensação e não pensar no que estava fazendo ao tirar sua calcinha. Mas graças a Deus, eu consegui manter a sanidade por minha camiseta ficar quase como um vestido para ela.

-Acho melhor ficar com a camiseta. –falei enquanto a pegava no colo novamente e a colocava dentro da banheira. –Vou buscar uma roupa para você. –avisei saindo sem olhá-la.

Rapidamente providenciei roupas, uma cueca minha sem uso e uma camiseta qualquer. Teria de bastar, pois era o que eu tinha no momento. Providenciei também os remédios, toalhas e cobertores confortáveis.

Deixei-a sozinha no banheiro enquanto esperava os remédios. Peguei-os e paguei assim que eles chegaram a minha mão. Providenciei uma xícara de chá e depositei em meu criado mudo enquanto eu ia para o banheiro buscar Serena.

-Está tudo pronto. –falei assim que cheguei ao banheiro com as roupas e toalhas em mãos.
Serena ligou o jato de água mais forte e abriu o ralo para que a água saísse enquanto ela se enxaguava.

Enquanto isso eu forrei a pia de mármore com várias toalhas.

Depois de enxaguada, peguei Serena no colo e a coloquei em cima da pia.

-Por enquanto isso vai ter que servir. –falei tirando a etiqueta da boxer preta enquanto ela se enxugava.

Ajudei-a vestir a boxer por baixo da camiseta molhada encarando apenas seus olhos, e saí do banheiro para ela vestir a camiseta.

Ouvi um baque no chão e corri para o banheiro e vi Serena jogada no chão.

-Acho que ainda não tenho controle total do meu corpo. –falou. Sua voz ainda continuava extremamente fraca, não passava de um sussurro.

Levei-a até minha cama e dei o chá juntamente com os remédios para ela.

Ouvi um barulho desconhecido vindo de dentro da bolsa de Serena. Ela apenas me olhou por cima da xícara antes de eu pegar sua bolsa e procurar por seu celular.

Atendi. Era a mãe dela. Identifiquei-me e saí do quarto pronto para contar a história para sua mãe, mas não quis fazer isso na frente dela, Serena não precisava passar por tudo outra vez.

A Sr.ª Gligeusky entendeu a situação e pediu meu endereço dizendo que passaria aqui pela manhã para levar roupas e buscar a filha.

Quando voltei ao quarto, Serena já estava deitada e totalmente enrolada nas cobertas, seus cabelos molhados espalhados pelo travesseiro formando um lindo leque a sua volta.

-Acho que vou para o quarto de hospedes. –falei pegando a xícara pronto para levar a cozinha e sair dali o mais rápido possível.

-Não vá. –sussurrou Serena desesperada. Eu sabia que a ideia de ficar sozinha por muito tempo a assustava. –Fica aqui comigo, por favor. –ela praticamente implorava naquela voz fraquinha.

Assenti uma vez antes de deixar a xícara onde estava e ir para meu closet me vestir apropriadamente para dormir. E quando já tinha o feito, me acomodei ao lado de Serena deixando o máximo de espaço para ela.

-Me abraça. –pediu uma vez.

Eu a abracei fazendo com que ela se aninhasse em meu peito.

E aquela foi a primeira noite que dormi com uma mulher sem segundas intenções.


 (Continua...)

Um comentário:

  1. O q foi isso?Nossa q barra essa q ela esta´ vivendo?Continua q ta´ demais!

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