06 dezembro 2013

Fanfiction com Lautner e Pattinson: Bizarre Love Triangle – BLT – Capítulo 2


Capítulo 2

Continuei meu caminho até em casa repassando cada um desses momentos que me levaram até onde estava hoje. Às vezes ainda acho que estou sonhando...
#Flash Back on#

O avião pousou no aeroporto JFK exatamente às 15h, conforme nosso comandante havia dito.

Luana, incrivelmente, dormiu feito uma pedra durante o vôo, enquanto eu e Tomaz conversávamos o tempo todo.


-Acorda Bela Adormecida. – chamei-a assim que a tripulação autorizou nossa saída do avião. – Caramba, você me impressiona a cada dia, Luh. Quem vê pensa que é uma viagem de férias de 5 dias pra São Joaquim. Menina, nós estamos indo morar em Nova Iorque, tens noção?!?! – disse para ela fazendo cara de louca. Luana ria. Para ela era tudo tão normal que dava até medo.

Eu sabia que ela teria que ir comigo. Assim que decidi viajar mesmo, fiz minha exigência número um: Luana tinha que ir! Não tinha jeito de ir morar em Nova Iorque e ficar sem minha parceira de todas as horas. É claro que ela nem pensou duas vezes em dizer sim.

O mais difícil foi preparar minha mãe e a avó de Luana. Elas ficaram receosas no início, mas entenderam que deveríamos crescer e viver nossas vidas. Estava decidido!

Trancamos a faculdade, preparamos as coisas e nos organizamos para viajar em 2 dias. Tomaz preferiu ir conosco, o que foi muito bom, pois nos dava mais segurança com ele por perto. Era inverno e fazia um frio mortal em Nova Iorque.

Assim que saímos da sala de desembarque com as malas, encontramos os produtores nos esperando no saguão. Fomos muito bem recebidos. Logo nos dirigimos para o teatro a fim de conhecer o elenco e todos os detalhes da produção.

Minha cara e a de Luana olhando a janela do táxi era de puro êxtase. Toda aquela neve na rua, a loucura do trânsito de Manhattan, as pessoas andando apressadas,  ..... Meu deus! Estávamos em Nova Iorque!- pensei. Não via a hora de poder ligar para minha mãe e contar tudo. Prometi a ela que ligaria sempre. Foi difícil me despedir dela, mas, como sempre, minha mãe me apoiou em mais uma decisão.


Chegando na Broadway o agito tornou-se ainda maior. O táxi estacionou em frente a um teatro enorme. Na frente dele tinha um grande cartaz dizendo o nome da companhia e anunciava um novo musical. Ao lado dele havia um cartaz da Saga Crepúsculo. Estávamos ali!



O grupo de trabalho era formado por jovens atores desconhecidos do público. Na verdade, a proposta era dar chance a novos talentos e evitar comparações com os atores da saga que passava nos cinemas. Por ser uma superprodução musical que contava a história dos 4 livros, o grupo era formado por um corpo de baile, com bailarinos de todas as partes do mundo, e um grande grupo de jovens talentosos atores. Eu nem podia acreditar que fazia parte desse grupo.

De cara nos disseram que para que tudo acontecesse conforme o previsto seria preciso muito empenho e dedicação por parte de todos, já que o investimento seria enorme e eles esperavam um retorno maior ainda. Eu e Tomaz ouvíamos tudo com muita atenção, enquanto Luana estava hilária no papel de empresária conversando com os produtores e resolvendo nossas acomodações.

Observei com atenção o grupo e os rostos eram uma mistura de vários lugares do mundo. Realmente eles tinha feito uma seleção bem variada e percebi que haviam muitos meninos interessantes, assim como meninas muito bonitas também.

- Quem sabe você desencalha... – disse Luana em meu ouvido, rindo da minha cara. – Ta cheio de gato aqui, e você é a mais bonita de todas. – ela continuou dizendo me dando um tapinha nos ombros.

- Cala a boca, Luh. – sussurrei. – Quero ouvir as explicações. – falei irritada com aquela conversa boba. Tah bom que eu tinha 20 anos e nenhum namorado há muito tempo, mas ela precisava ficar me empurrando o tempo todo pra alguém? Fiz uma careta e, então, ela parou. E eu não estava ali para isso...

Os produtores continuaram explicando que além de estudar os textos e as falas, outra tarefa muito importante era conhecer a história. Para isso teríamos que ler os livros da saga e entendê-los de forma minuciosa, assim como os personagens que iríamos representar. Foi a primeira vez que tive contato com a história. Nunca me interessei muito por ela quando estava no Brasil. Essa coisa surreal de vampiros e lobisomens que convivem com seres humanos era demais pra mim.

Depois de ouvir todas as orientações, fomos levados por um guia até o lugar que ficaríamos nos próximos 2 anos, tempo mínimo para que uma produção estourasse as bancas.

O apartamento era uma graça. Tinha uma sala muito aconchegante, que era conjugada com a cozinha, uma suíte e uma linda vista para o Central Park da varanda. Tinha uma decoração impessoal, mas mesmo assim era de muito bom gosto. O apartamento de Tomaz era igual o nosso, porém com decoração um pouco diferente. Ficava em frente, porta com porta, com a vista para a parte de trás da rua.

Nessa hora pensei, Minha vida havia se transformado completamente...
#FLASH BACK off#

Cheguei ao apartamento ainda em volta a meus pensamentos.
Nunca poderia imaginar que uma oficina de teatro pudesse me render tanto.
Um papel na Broadway, morar em Nova Iorque em um apartamento próximo ao Central Park, um bom carro e despesas pagas enquanto durasse o espetáculo. O que eu precisaria mais?

Tomaz, eu e Luana nos tornamos inseparáveis. Muito mais Luana e Tomaz, que se descobriram nessa viagem. Os dois se apaixonaram loucamente e hoje formavam o casal mais fofo da companhia.

Entrei em casa e depois de tomar um banho e comer alguma coisa me deitei confortavelmente na cama e recomecei a ler o segundo livro, o tal “Lua Nova”. Por mais que minhas falas estivessem decoradas, e eu já estivesse totalmente no clima da personagem, não conseguia deixar de ler a história. Eu adorava ficar no quarto lendo e estudando os livros da saga. Aproveitava o fato de Luana passar mais tempo com Tomaz que comigo e viajava na trama desses seres extraordinários. Não esperava ficar tão fascinada com tudo que lia. Era uma história realmente envolvente.

Curioso como que os atores que faziam os personagens no teatro não chegavam nem perto do que eu imaginava realmente para eles. Faltava alguma coisa nos atores do teatro que deixava a história com um ar comum. Tanto “Edward Cullen” quanto “Jacob Black” eram personagens muito complexos, muito longe do comum. Os atores ainda não tinham achado a essência dos personagens.

Luana não gostou muito da minha personagem. Para ela eu deveria ter sido escalada para o papel principal, é claro. Como eu pouco conhecia da história, não me importei de encarnar uma personagem secundária, que em um breve momento tornava-se uma antagonista. “Jéssica Stanley” disputava com “Bella Swan”, a personagem principal da trama, as atenções de “Mike Newton”, mesmo que “Bella” nunca tivesse se interessado por ele. Acho que na verdade o “calo” de Luana era que Tomaz faria o papel do “Mike” e dessa forma tínhamos que ensaiar juntos várias cenas.

Sem dúvida o núcleo da trama, os três personagens que faziam o triângulo amoroso, eram personagens muito fortes e seria um desafio ter que encená-los. Pessoalmente estava feliz com meu papel secundário.


Comecei a perceber, a partir de minhas leituras, que minha preferência estava sempre no personagem “lobo” da história, “Jacob Black”. Esse era um personagem muito envolvente. No livro, a cada cena que ele aparecia, eu me interessava mais e mais, e nos ensaios, minha facilidade em decorar falas me levou a saber todas as que eram encenadas com ele. Porém, o ator que fazia seu papel em nada se parecia com o personagem do livro. Eu imaginava-o intenso, apaixonado, e dono de uma beleza incrível. O jovem ator não conseguia passar ao personagem toda essa intensidade, apesar de ser talentoso e muito bonito. Estava lendo com atenção o livro quando Luana entrou feito um raio, quarto adentro.

- Olha só o que eu trouxe para nós! São os filmes da saga, os três que foram lançados no cinema. Vamos chamar o pessoal e fazer uma sessão cinema aqui em casa? Pipoca, vinho, guloseimas, hummmmm........ Tomaz já está ligando pra galera e ..... – ela falava tão rápido que nem dava tempo de respirar.

- Não acho que seja uma boa, Luh. – eu interrompi e ela parou me olhando assustada. - Não quero me influenciar pela atriz que faz o mesmo papel que o meu. Prefiro assistir aos filmes depois da minha estreia. Assim já terei construído minha personagem. – disse para Luana, que já fazia um biquinho de emburrada.

– Mas vocês podem chamar o pessoal e assistir no Tomaz, eu não me importo. – disse para que ela não ficasse tão chateada.

- Ok, então. E falando em estreia.... Você já ligou e convidou aquele vizinho gato que vive dando mole pra você? Acho que é Gill o nome dele....... – falou sentando na beirada da cama e me cutucando. Ela tinha resolvido que eu precisava achar um namorado urgente. Dizia estar com peso na consciência por ter se “achado” com Tomaz e por eu passar muito tempo sozinha quando não tínhamos ensaios. – Ai amiga, liga pra ele. O Gill é um gato, tah sozinho e é louco por você.

- Não sei de onde que você tirou essa? Ele é muito querido, gentil e educado, só isso. E eu nem estou com cabeça pra romance agora, Luh. Para com essa insistência... – disse me ajeitando e voltando a ler o livro.

- Você está muito sozinha, Flavinha. Precisa fazer outra coisa que seja ler esse livro ai. – ela disse apontando o livro e fazendo uma careta. - Outro dia você começou a falar dormindo, sabia? Estava cochilando no sofá e começou a dizer: Jake, Jake ...eu te amo... Ai credo!-  ela falava e me imitava dormindo e falando.... hilário. - Pára com isso senão vou achar que você tah ficando doida. – ela dizia rindo da minha cara. – Liga pro Gill. Esse, pelo menos, é de carne e osso.

- Ai Luh, sai daqui e vai lá preparar a sessão de cinema, vai. – disse à ela fazendo sinal pra que saísse no quarto. – Eu adoro ler a história e não estou ficando louca. - Ou estaria??? , eu pensei– E não precisa se preocupar com minha vida amorosa. – encerrei o assunto.

Ela saiu do quarto ainda gritando para que eu ligasse para o Gill. Assim que ela saiu, fiquei pensando no que Luana havia me dito. Será que estava ficando doida, mesmo? Sim, eu estava super envolvida com esse personagem, é verdade, e sabia que tinha sonhado com ele algumas vezes, mas ao ponto de falar sonhando? Ai, meu deus.......

Levantei-me e fui até o telefone procurar o número do Gill. Ele era uma graça! Com seus 20 e poucos anos já era um empresário de sucesso. Sem contar que era um gato! Tinha descoberto uma dessas coisas da internet que deixa o sujeito milionário da noite para o dia. Eu e ele não tínhamos muito contato devido a nossos horários diferentes, mas toda vez que nos encontrávamos ele era sempre muito gentil e prestativo. Luana falava que era prestativo até demais, como se ele fosse interessado em mim.

Dizia que ele me olhava dos pés até a cabeça todas as vezes que estávamos juntos e que sempre fazia de tudo para puxar assunto comigo.

- Você é que é uma doida de não prestar atenção num homem desses. – ela dizia rindo da minha cara. Mas eu estava tão focada na peça que não tinha atenção pra mais nada mesmo. Sem contar que todo tempo livre aproveitava para caminhar no Central Park e ler os livros da saga. Acho que já tinha lido e relido mais de 4 vezes cada um dos livros.

Será que era hora de abrir para outra coisa que não fosse o trabalho, leitura e caminhada?

Peguei o telefone e liguei para ele. No segundo toque ele atendeu.
- Flávia! Que surpresa! Está tudo bem? – ele disse muito animado.


-Oi Gill. Tudo ótimo. Na verdade estou te ligando para fazer um convite. – fiz força para parecer a mais despreocupada possível. - Minha estreia na Broadway será amanhã. Você gostaria de ir? É que tenho uma cota de convites, porém não chega nem perto do número de pessoas que conheço aqui em Nova Iorque. – eu e ele rimos da minha colocação. Lembrei que ele tinha um sorriso lindo.

-É claro que gostaria. Na Broadway! Puxa! Muito obrigado, Flávia. - ele falou muito entusiasmado. Nem acreditei que eu estava, finalmente, prestando atenção em outras coisas que não fossem a peça e os livros. Quem sabe não seria hora de viver Nova Iorque de forma diferente?

- Amanhã irei cedo para o teatro porque vou pegar carona com Tomaz e Luana. Deixarei com John, nosso porteiro, seus convites. Quantos você gostaria? – arrisquei. Precisava saber se ele estava realmente sozinho ou não.
- Hã... Apenas um para mim. – ele disse meio sem jeito e eu sorri. Já estava começando a gostar da ideia. – Ok! Procure com John então. Até amanhã.

- OK! – disse ele, e emendou uma pergunta – Você quer que eu te leve ao teatro amanhã? Posso te acompanhar se você quiser.... – minha voz sumiu de repente.

- Hã... eu.... não sei... – fui pega de surpresa. Não imaginei que ele se ofereceria para tanto. Levei alguns segundos para responder a oferta e por fim disse – Ok, então. Vamos juntos para o teatro assim eu nem deixo os convites na portaria.
- Excelente! – ele exclamou muito animado. – Amanhã ficarei esperando você me ligar para dizer o horário. – ele disse parecendo muito feliz. – Até amanhã, Flávia.

- Até Gill. – eu respondi um tanto zonza. – E...hã, Gill? Pode me chamar de Flavinha... é como os meus amigos me chamam... – eu disse a ele sem nem entender muito o porquê.

- Então até amanhã, Flavinha. Ficarei esperando seu telefonema. – ele disse e nós desligamos. Nossa! Quando eu poderia imaginar uma aceitação dessas?
O barulho que vinha do apartamento de Tomaz era alto. Minha cabeça girava tanto com as novas informações que nem sabia o que pensar. Me preparei pra dormir e encarar mais esse desafio. Amanhã eu seria “Jéssica Stanley” no teatro. Adormeci no momento em que “Jacob Black”, em sonho, aparecia em meu quarto... de novo...

Nota da autora: 
N/A: Oie! E ai gente? Gostaram? Pois neste capítulo eu explico um pouquinho como nossa personagem chegou a Nova Iorque e como as coisas se desenrolaram. E o Gill? Que tal? Gato, de fato! Vamos ver como as coisas ficarão. Mandem ideias, ok? Beijos Apertados e Abraços Sufocantes! Flavinha


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