31 dezembro 2013

Fanfiction: Descoberta – Capítulo 9: Revoltas


Nessie:
-Obrigada, Tia Alice! –Falei abrindo a porta, vendo seu sorriso radiante, por mais que eu tentasse sorrir, eu não estava disposta a isso. Não costumava sorrir na escola.
-Tudo bem! Beijinhos! – Ela se despediu antes que eu saísse do carro.
     Vi o carro se afastar.OPorshe amarelo, bem cara da minha tia.Ajeitei a mochila no ombro e atravessei o estacionamento da escola. A àquela hora da manhã não era ,realmente, normal eu sorrir, mas não pude evitar mostrar os dentes pro nada quando me lembrei da noite passada.
     Não sei como eu consegui acordar essa manhã, já que tinha bebido bastante na noite passada e cheguei 3:25 da madrugada. Mas o importante era que eu estava conseguindo ficar acordada, ou pelo menos até a hora da aula de Biologia.

     Como as provas não estavam tão longe, achei melhor me esforçar pra prestar atenção nas aulas, mas não adiantou muito. No final das contas, já no ultimo tempo de aula daquele dia, eu estava encarando o céu cinzento pela grande janela de vidro ao meu lado. Ouvindo a voz do professor de História, mas não prestava atenção suficiente para saber no que ele estava falando. Meu pensamento estava em uma dupla de garotos igualmente diferentes.
     Isso mesmo, igualmente diferente! Até porque a única coisa parecida entre os dois era a forma física, suas personalidades eram completamente contrarias, muito diferentes.
     Eu estaria mentindo se dissesse que não sentia falta do Jake, do seu jeito desleixado e irônico, que sabia que me seduzia só com o olhar matador dele. E por outro lado, a fofura de Taylor, o jeito delicado e preocupado como ele me olha, me toca e me beija, me deixava igualmente louca e encantada. E isso me matava por dentro. A confusão era evidente em minha mente, não sabia o que fazer. Mas Jake não queria me ver, SAR sinal de vida, atender minhas ligações, nem meus torpedos, então o jeito era aproveitar que Taylor estava na minha, certo?
     Mas seria isso o que eu realmente queria? Essa era a pergunta que martelava irritada e insistente em minha cabeça, procurando a resposta para aquela confusão perturbadora.
-Senhorita Swan? –A voz do professor surgiu ao meu lado, fazendo eu dar um pulo na cadeira e encara-lo assustada.
-Não vai sair? –Ele perguntou com um sorriso torto de educação, mostrando o resto da sala vazia. Não tinha reparado que o sinal já tinha tocado.
-Claro! Vou sim! –Me aprecei em levantar, juntando o pouco material em cima de minha mesa e jogando-os dentro da minha mochila. –Tchau! –Falei quase correndo pra fora da sala. Ele respondeu alguma coisa quando entrei no corredor cheio.
      Saí andando pelo colégio, a caminho da saída. Mas assim que saí do prédio, avistei Jacob no outro lado, onde era normal encontrar a moto dele quando ele ia me buscar na escola. Encostado na moto, me olhando com os braços cruzados. Eu parei de andar, por algum motivo eu apenas fiquei encarando-o. No instante seguinte, ele sorriu torto, como sorria pra mim, mas antes que eu pudesse devolver o sorri, alguém passou por mim, esbarrando em meu ombro e indo na direção de Jake. Era CattyDeiferh.
       Eu não podia acreditar quando ela se aproximou de Jacob e eles se beijaram. Senti um aperto enorme no coração. Era, talvez, pior do que ver Jacob me deixando, furioso comigo. E o pior, não era qualquer uma! Eu podia até aguentar se fosse uma outra vadia, mas logo a Catty? Catty Deiferh? A garota que me odeia imensamente desde o jardim de infância, que tentava roubar Jake desde sempre? Como assim? Aquilo foi como um tapa na cara pra mim. Ele me olhou debochado quando o beijo acabou e eu me esforçava para não deixar as lagrimas caírem.
        Mas ele fechou a cara quando alguma coisa se aproximou de mim, fazendo eu dar um pulo e sorrir ao ouvir a voz que eu ouvi.
-Ainda bem que cheguei a tempo, pensei que estava atrasado! –Taylor falou parado em minha frente, em cima da sua moto (beeem mais potente e bonita que a do Jake, diga-se de passagem!).
-Taylor?! –A surpresa fez com que eu sorrisse como idiota.
-Acha que eu te perguntei que horas você saía da escola sem nenhum motivo? –Ela sorriu e eu devolvi o sorriso. –Vai, sobe aí! – Ele me entregou o capacete. (Que ele deveria estar usando, né? –‘)
-Você é demias, Tay! –Sorri pegando o capacete e colocando-o. Subi na garupa da moto e mirei Jacob no outro lado do estacionamento. Jacob me fuzilava enquanto Catty tagarelava alguma coisa. Eu sorri, e antes que Taylor disparasse com a moto, mandei um belo e feliz dedo do meio pra ele. Foi uma sensação muito boa!
       Passei os braços em volta de Taylor e senti ele dando a partida da moto. Não sabia pra onde ele estava indo, mas eu não me importava com isso, só queria ficar longe dali.
       Depois de alguns minutos em alta velocidade, Taylor parou a moto na frente de um restaurante. Eu já saí de cima da moto tirando o capacete.
-Por que você foi me buscar? Não tinha necessidade! –Falei entregando o capacete a ele, quando ele desceu da moto.
-Por que eu não queria ficar em casa. Então eu juntei isso com a minha vontade de te ver e cá estou eu! –Contou, fazendo eu sorrir. –Mas você não gostou? Se quiser eu te levo pra casa! –Avisou, agora preocupado.
-Não! –Falei mais alto do que eu queria. –Quer dizer, eu quero que você fique! –Falei corando, provavelmente. Ele sorriu.
-Ok. Então vamos almoçar? –Ele indicou o restaurante a nossa frente.
-Claro! –Concordei e fui a caminho do restaurante com ele me seguindo.
Nos sentamos em uma das mesas e pedimos a comida. Ficamos conversando e nos conhecendo melhor, rindo e tudo mais. Mas, pouco tempo depois que terminamos de comer, eu lembrei que tinha prometido a minha mãe que iria chegar cedo em casa, antes que ela chegasse do trabalho.
-Ah, eu tenho que ir, já está tarde! –Falei analisando o relógio do celular.
-Tudo bem, eu vou te levar! –Falou, chamando o garçom.
      Ele pagou a conta (por insistência dele), e saímos do restaurante. Subimos na moto e fomos a caminho da minha casa, com a minha ajuda, é claro, já que ele não sabia onde eu morava.
     Depois de alguns minutos, ele parou na frente da minha casa.
-Sua família parece gostar de privacidade! –Ele sorriu quando o entreguei o capacete.-Essa rua não deve ser muito usada, né? –Completou.
-É! –Concordei sorrindo. –Quer entrar? –Perguntei ajeitando o cabelo.
-Melhor não. –Ele negou com a cabeça.
-Por que? Pensei que não queria ir pra casa! –Insisti.
-Seus pais não vão ligar?-Perguntou preocupado.
-Acho que eles não estão aí, mas...
-Jacob! –Ouvi a voz Tia Alice vindo de trás de mim, me cortando.
-Tia, ele não é o Jacob! –Me virei pra ela e ela abriu levemente a boca, mas a fechou no segundo seguinte.
-Taylor, não é? –Ela sorriu. Como ela podia ser tão simpática.
-Sim Senhora! –Tay disse educado.
-Ah,não! Não me chame de Senhora, sou nova demais pra isso! –Ela desceu as escadas da varanda com elegância, parando ao meu lado. Ela me olhou e eu me virei pra Taylor.
-Tay, essa é minha Tia, Alice Cullen! –A apresentei.
-Me chame de Alice! –Ela o abraçou, trocando dois beijos nas bochechas. Segurei a risada com a timidez de Taylor. Minha tia sempre assustava meus amigos com sua animação!
-É um prazer conhecê-la...Alice! – Sorriu quando ela se afastou.
-O prazer é meu! –Ela sorriu. –Já estava na hora dela acabar com o Jacob mesmo! Nunca gostei dele! Ele fede a cachorro! –Ela fez uma careta nojenta, que fez Taylor prender a risada e eu revirar os olhos.
-Tá bom Tia! Eu já sabia disso! –Falei irritada com a situação.
-Mas é serio, Renesmee, ele sempre se irrita com qualquer coisa e blablabla! Eu, heim! –Teimou.
-Tia! –Reprovei.
-Tudo bem! Parei! Por que vocês não entram? Bella está lá dentro! –Ela se animou novamente.
-É melhor não! Já ocupei tempo demais da Nessie! –Taylor disse simpático, com um sorrisinho sincero.
-Por favor? –Pedi como um sussurro, e ele me encarou por um momento. Eu sabia que tinha vencido.
-Mas não vou poder demorar! –Avisou saindo de cima da moto.
-Que legal, finalmente vamos ter visita nessa casa! –Alice se apresou a entrar.
-Não liga pra ela, ela sempre foi exagerada assim mesmo! –Falei baixo pra ele, quando fomos na direção da porta da frente. –Depois de um tempo você acostuma! –Completei.
-Eu ouvi isso! –Ela gritou de dentro da casa, e eu e Taylor rimos entrando na mesma.
Taylor:
Bella era legal, não era rígida como a maioria das mães e Alice era apenas muito animada e simpática ao extremo, mas era gente boa. O assunto principal foi o fato da minha aparência serbeeeem parecida com a do Jacob, ex namoradinho dela.MasNessie não parecia gostar do assunto, assim como eu não estava gostando muito, mas logo o assunto mudou e eu só consegui ir embora quando começou a escurecer. E só então eu fiquei sozinho com Nessie novamente.
-Desculpa pela minha Tia e minha Mãe! –Ela disse enquanto saímos da casa.
-Não se preocupe, elas são até legais! –Falei parando ao lado da moto. Ela apenas riu pelo nariz.
       Por três segundos, ficamos em total silencio. Ela olhou para os lados e ajeitou o cabelo. Depois olhou para os próprios pés, mordendo o beiço.
-Nos vemos logo? –Perguntei olhando-a, cortando o silencio.
-Claro! Qualquer coisa, me liga! –Ela me olhou, sorrindo.
-Tudo bem! –Falei e me aproximei, dando um beijo em seu rosto, mas não consegui me virar completamente pra moto. Me virei pra ela novamente e puxei sua cintura para mim, até minha boca chegar na sua, beijando-a urgentemente.
      Suas mãos apertaram meus braços, enquanto nossas línguas se encontravam com harmonia. Só nos soltamos quando nosso fôlego acabou. E depois de três selinhos seguidos, nos olhamos.
-Tchau. –Minha voz falhou pela falta de ar.
-Tchau!- Ela disse tão sem fôlego quanto eu.
      Subi na moto e mandei um sorriso pra ela, que me devolveu, antes que eu ligasse a moto e fosse pela rua deserta.
    ...
     A casa parecia deserta. Estava escura e silenciosa. O carro de Jay não estava na garagem, nem na frente da casa. Parei o carro perto da entrada, escura, e fui procurando a chave no bolso da minha calça. Peguei a chave e tentei abrir a porta, mas só então lembrei que aquela chave era da porta de trás. Eu tinha que dar a volta da casa.
     Mas quando virei, me deparei com a sombra de alguém muito próximo de mim, o que fez eu dar um passo pra trás por reflexo. Mas antes que eu falasse alguma coisa, senti sua mão firme prendendo meu pescoço, me sufocando, me apertando contra a porta.
-Você passou dos limites, filho da puta! –Era a voz de Jacob, rouca e autoritária.
-Me solta! –Falei sufocado.
-Cala boca se não quer que eu acabe com a sua raça! Você vai me ouvir se quiser ficar ileso! Se eu fosse você, eu voltava pra onde você veio, ou vai se arrepender de ter vindo! –Ele disse firme, apertando os dedos em meu pescoço,enquanto eu tentava me soltar, já sem ar.
      Não era necessário perguntar o porque disso e eu nem iria, não iria ficar parado pra acabar desmaiando sem ar.
-Então é melhor você me bater, por que eu não vou ir! –Minha voz quase não saiu, mas ele tinha escutado, por que me sufocou mais.
-Você tafudido! –Ele disse levantando a mão em punho, pronto para me socar, mas meu joelho atingiu sua costela, fazendo-o me soltar e gemer de dor.
    Ele se recompôs antes que eu pudesse acertar outra nele, e me deu um soco no estomago. E foi assim que a porrada começou, uma soco ali um chute aqui e eu notei que o cara era forte, talvez mais forte que eu, mas eu agradeci por ter lutado karate a vida toda, e por isso, com um chute forte em seu peito, ele voou para fora da varanda, caindo no gramado abaixo da escada.
    Ele se levantou bufando e limpando o sangue que saia da boca, eu fiz o mesmo com o sangue do meu nariz. Desci pro gramado. Não iria fugir. Nunca.
-Você está brincando com fogo! –Ele virou o pescoço, estalando-o.
-Gosto de adrenalina! –Falei debochado, sorrindo torto.
    Ele tentou acertar um soco na cabeça, mas eu desviei. Lhe dei um na cara e ele me acertou um chute na perna que me fez cair e levar ele junto. Mais socos e sangue e eu acertei um cotovelada em sua costela, que deixou ele desconcentrado por 2 segundos, foi o suficiente para ficar por cima dele e o encher de socos.
    Algo clareou onde nós estávamos, mas não paramos de nos bater. Eu batia e apanhava, mas na hora eu não sentia a dor, estava concentrado apenas em acabar com ele. Ele conseguiu me afastar dele e se levantar, me levantei rápido e fui pra cima dele de novo. Mas antes que eu pudesse acertá-lo ou ele me acertar, alguém me segurou.
-Parem! Parem! – Gabi entrou entre nós dois. Só então eu notei que a luz era do carro parado ali na frente, dos faróis.
   Jacob não tentou passar por ela, e nem eu. Apenas nos olhamos ofegantes.
-O que está acontecendo? –Brad que estava segurando meu braço.
-Acho melhor você seguir meu conselho ou irá se arrepender! –Jacob falou entre dantes, antes de se virar e sumir entre as arvores do bosque no outro lado da rua.
     Passei o antebraço no rosto pra limpar o sangue e soltei o braço das mãos de Brad. Sai andando sem dizer nada, vi Sara perto do carro, parecendo assustada. Engoli o seco e entrei em casa, passando pela porta que Jay já tinha aberto.
-Toma Taylor! –Ela me entregou um saco de gelo enquanto eu passava pela cozinha.
-Valeu! –Falei pegando o saco e indo pro banheiro.
    Precisava de um banho urgente, de uma cama urgente, mas por enquanto eu teria apenas um banho e um sofá.



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