17 janeiro 2014

Fanfiction: Bizarre Love triangle – BLT – Capítulo: 8


A situação no teatro começou a ficar estranha. Amanda Beins declarou guerra a mim e a todos que ficassem do meu lado. E isso incluía elenco, patrocinadores, amigos.... A cada nova reportagem sobre meu desempenho, ela surtava.

Mas eu não podia reclamar de todo. Realmente estava vivendo o meu momento. A cada novo espetáculo eu me aperfeiçoava ainda mais, chegando a receber elogios de muitos atores renomados. As críticas ao espetáculo eram excelentes e todos estavam muito felizes com o resultado.


As entrevistas eram uma constante agora, mas eu dava sempre preferência àquelas em que mais pessoas do elenco participavam. Me incomodava muito essa coisa de manter o foco em mim, apesar de todos dizerem que era tudo muito merecido. Eu havia conseguido transformar uma personagem secundária em sucesso em um show na Broadway.

Sem contar que minha vida social mudou da água para o vinho, literalmente. Fazer sucesso na Broadway significava ser incluída em muita festa e badalação. Passei a ser convidada para vários eventos na cidade. A cada novo evento uma nova manchete.

Eu e Gill não tínhamos mais privacidade nas ruas, mas ainda era sutil. Teatro não é tão visado como televisão ou cinema. Das poucas vezes em que saíamos para correr ou caminhar no Central Park, tínhamos que ir disfarçados, evitando o pequeno assédio de curiosos, fãs e paparazzi.

Quem estava adorando tudo isso era Luana, é claro! A todo evento que eu ou Gill fossemos convidados, ela e Tomaz também iam e às vezes eles nos representavam. Muitos desses convites eu e Tomaz tínhamos que recusar, devido aos ensaios do espetáculo, mas ela não perdia um.


Em algumas vezes Gill a acompanhava para que não ficasse muito sozinha. Não que ela se importasse com isso.


A situação com Amanda era um caso à parte. Ela não conseguia lidar com o fato de que eu estivesse chamando atenção, ou melhor, mais atenção do que ela.

Tamanha era sua inveja e arrogância que os produtores já pensavam em dispensá-la do grupo. É que ela nem se importava mais em ser discreta. Passou a fazer coisas que pudessem me prejudicar fora de cena e dentro dela, como na vez em que cortou todo o figurino da minha personagem só para que eu não entrasse em cena. A sorte foi que os figurinistas criaram um novo look e eu entrei assim mesmo.

O mais absurdo era que ela não percebia que dessa maneira estaria prejudicando todo elenco e não somente a mim. Na cabeça dela, a única coisa que passava era que eu deveria sair do foco para que ela brilhasse mais.

- Isso é uma bobagem enorme. Não tem como você sair do foco, Flavinha. Seu talento é superior ao dela. – diziam os diretores da peça.

– Só não a trocamos ainda por você, apenas por questões políticas. O padrinho que ela tem é muito influente no Show Business. – questões políticas?! Até aqui tem isso...eu pensei enquanto tentava esquecer Amanda.
Na verdade eu ainda tentava acreditar que tudo passaria. Eu não queria que ela saísse do grupo, afinal de contas, todos começamos juntos e estávamos crescendo juntos. O problema era que ela mesma estava conseguindo se queimar com o elenco e com a produção.

– Essa menina enlouqueceu! – dizia Paolo, todo afetado, toda vez que Amanda reclamava dele em cena. Ela sempre implicava que seu trabalho estava sendo prejudicado porque contracenava com dois gays.

– Vamos esperar para ver se ela melhora a atitude ou repensaremos o elenco. - os diretores diziam a cada chilique dela.

O pior é que a doida ainda poderia achar que a culpada era eu. Não queria acreditar, mas estava com o pressentimento que isso ainda ia ser um grande problema.

Amanda não se controlava em nada quando o assunto era me atacar, chegando até a dar, descaradamente, em cima de Gill na minha frente em alguns eventos de divulgação do espetáculo.

- Se ele é o seu passaporte para fama, vou pegá-lo para mim. – dizia ela me provocando.

- Como assim? O que você quis dizer com isso? – tive a infeliz ideia de perguntar, em uma das muitas provocações.

- Ah, minha querida. Você não tem talento nenhum. Beleza então.... passou longe. Se enxerga! Ta na cara que só passou a fazer sucesso porque está saindo com o empresário gato, que eu não sei o que faz com você. Se juntar o meu talento e beleza com ele, seremos imbatíveis. – disse com deboche na voz.

Tive que me segurar para não pular em cima dela. Mesmo sabendo que Gill me adorava, eu não era cega e via como Amanda era bonita e sensual. Senti-me bastante insegura nessa hora. Imaginá-la com Gill me fazia ter calafrios pelo corpo. E o pior é que o bobo não se dava conta. Dizia que nem prestava atenção nela.

Nem preciso dizer que, além de tentar administrar minha situação no teatro com Amanda, ainda tinha que “segurar” em casa. Estava vendo a hora em que ela e Amanda se pegariam no tapa. Por diversas vezes tive que pedir para Tomaz levá-la logo embora do teatro para que as duas não tivessem a chance de se encontrar. Luana era muito esquentada e isso não acabaria bem.

Era fim do dia quando nós duas conversávamos sobre isso no sofá da sala.

- Deixa pra lá, Luh. Ela não vai conseguir me abalar. – eu dizia tentando acalmar os ânimos.

- Deixar uma pinóia! Quem essa australianazinha pensa que é? Ela que tome cuidado, senão.... a brasileira aqui vai botar pra quebrar. E a cara dela, de preferência.

Tive que rir e revirei os olhos, indo para sala. Peguei o telefone e liguei para Gill. Depois que as notícias vazaram e que nossas fotos saíram em todos os jornais, já não tinha muito o que fazer. Gill e eu engatamos em um relacionamento. Entretanto eu ainda não estava segura sobre ele.

Saíamos juntos, passávamos por momentos mais quentes, mas eu nunca conseguia relaxar e deixar acontecer.



- Flavinha! Não sei como você consegue. Se fosse eu, com um homem como o Gill... ai ai.... – dizia cada vez que conversávamos sobre isso.

– Claro que eu amo o meu gatinho – ela disse se referindo a Tomaz – Mas o Gill..... afffffff.
Mas na verdade, nem eu sabia explicar o que estava acontecendo.

Gill era maravilhoso. A cada dia mostrava-se mais carinhoso e apaixonado, sem contar que seu desejo por mim era cada vez mais evidente. Eu sabia que não poderia manter essa situação por muito tempo.

No fundo era verdade, Jacob Black ainda povoava meus sonhos. E o mais louco era que Jake tinha a imagem de Gill. De quem eu gostava afinal?

Como isso era possível eu não sabia. Talvez terapia resolvesse, mas o fato era que desde que li os livros da saga e usei a imagem de Gill para fantasiá-lo, tudo em minha vida passou a ficar mais complicado. Meus sonhos e fantasias eram sempre com Jake. E ele era, na verdade, Gill. Por mais que tentasse me entregar ao relacionamento, ainda estava presa a isso. Quem eu queria de verdade, a realidade ou a ilusão?

Não tinha coragem de conversar sobre isso com Luana, pois sabia que ela me chamaria de louca, então eu guardava esse segredo comigo. Tudo me angustiava muito, não queria magoar Gill, eu também me sentia atraída por ele. Quem não se sentiria?

Luh continuou a falar de Gill e de como ele era sexy e eu dei um corte. -Ta bom, ô tarada. Dá pra falar sério pelo menos uma vez? – eu disse à ela enquanto esperava Gill atender o celular.

- Oi linda. – ele disse atendendo no segundo toque.

-Oi lindo. E ai? Te espero para comer aquela pizza que estávamos programando? – eu e Gill sempre tínhamos alguma coisa programada. Na verdade, ficávamos poucas vezes longe um do outro. A não ser que ele tivesse que trabalhar até tarde.

- Humm, linda. Não fique chateada. – ele disse – Mas é que chegaram uns acionistas e terei que levá-los para jantar. - como eu sabia que o trabalho dele dependia muito de contatos diferentes, nem me incomodei em ceder uma noite para os tais acionistas. – Te vejo amanhã,ok. Te adoro. Um beijo.

Me despedi de Gill e aproveitei para ajeitar umas coisas em casa. Luana e Tomaz decidiram namorar um pouquinho e eu me vi sozinha pela primeira vez em muito tempo. Mesmo amando tudo que estava acontecendo em minha vida, pude perceber o quanto senti falta desses momentos.

Liguei para minha mãe no Brasil e conversamos um pouco sobre as coisas que estavam acontecendo. Ela estava louca para conhecer Gill. Prometi que nos encontraríamos em breve.

Enquanto eu arrumava meu quarto, mexi em uma prateleira alta onde estavam os livros da saga que Luana havia guardado para que eu não lesse mais. Junto deles estavam os filmes que ela havia comprado.

Olhei a capa de um dos DVDs e fiquei prestando atenção na foto. Ela mostrava o trio protagonista da saga. Prestei atenção aos traços de Jacob, ou melhor, do ator que o representava.

– Sem dúvida esse aqui tem muito mais presença de cena do que Paolo. – falei pra mim mesma enquanto lembrava do ator que fazia o papel de Jacob na peça. – E esse vampiro aqui não é de se jogar fora...

Lembrei-me de Luana comentando sobre o tal lobo durante o filme e não resisti. Aproveitei que ficaria sozinha um bom tempo e resolvi assistir os filmes. Comecei por “Crepúsculo” e adorei.

O caso foi depois... Quase enlouqueci quando assisti “Lua Nova”. Meu deus!!!!!!! O que era aquele Jacob Black do filme? Quem era aquele ator????

Sem dúvida era esse Jake que insistia em invadir meus sonhos e pensamentos. Ele era perfeito para o papel! Taylor Lautner.... li seu nome na contra capa do DVD. Quem era esse homem?

Agora mesmo é que minha cabeça daria um nó. Como me livrar da imagem perfeita desse Jacob Black? Como esquecê-lo e prestar atenção somente em Gill? Eu estava perdida, estava enlouquecendo.

Me arrependi da hora em que decidi ver a esses filmes. Só serviram para me atormentar ainda mais as ideias, para me deixar ainda mais insegura e confusa com relação a Gill.

Ahhhhhh! Me joguei na cama e meu desespero fez com que começasse a chorar. Eu nunca havia sentido isso antes. Logo eu, uma mulher tão centrada e decidida? Isso seria algo que....., e no entanto... eu pensava em um momento de total descontrole. O que eu faria?

Durante minha crise de choro meu telefone tocou, me dando um choque de realidade. Ainda fiquei em dúvida se atenderia ou não, mas olhei no visor e era Gill me ligando. Resolvi atender.

- Linda?- Gill disse e eu senti nele uma voz de preocupação - De repente me veio uma sensação estranha... Ta tudo bem? – ainda se podia ouvir o barulho ao fundo. Gill deveria estar no jantar. Nossa! Como ele saberia? Será que minha relação com Gill estava tão forte?

- Nada, Gill. – eu disse tentando parecer calma – Eu estou bem.

- Você está chorando? O que houve? – eu não consegui enganar Gill. Ele desligou dizendo que estava vindo me ver. O que eu diria a ele? Não poderia falar nada que o magoasse.
Guardei os livros e os filmes no mesmo lugar em que estavam e resolvi tomar um banho para me acalmar. A cada descida da água em meu corpo eu pensava no que diria a Gill.

- Isso é absurdo, Flavia. Gill é de verdade e Jake é um personagem. Não seja idiota de jogar fora tudo o que você está vivendo. – eu dizia para mim mesma, aos prantos. Meu desespero era muito grande. Era algo que eu não sabia lidar. Uma obsessão nada saudável por um personagem, que agora eu tinha sua imagem real, e que estava atrapalhando toda minha vida amorosa.

Ainda bem que o Jake do teatro era gay, senão...
Sai do banho com uma decisão tomada. Eu não ia esperar mais, era o momento certo. Precisava contar isso a alguém e conversaria com Gill. Contaria tudo o que vinha acontecendo comigo nesses últimos meses, mesmo correndo o risco de ele me achar uma doida e se afastar de mim.

Coloquei uma roupa confortável e fui para sala esperá-lo chegar. Meu coração parecia que ia sair pela boca. As borboletas dentro do meu estômago resolveram se manifestar nessa hora. Tomei então um relaxante muscular e adormeci...

“Eu estava sentada na varanda de uma casa linda. A floresta verde envolvia todo o cenário. Olhei para o lado no campo verde e extenso e vi Gill vindo em minha direção. Ele sorria ao me ver e eu sorria para ele.

Senti uma enorme vontade de abraçá-lo, mas não consegui correr.

Senti a presença de mais uma pessoa perto de mim. Senti-a se aproximar e colocar sua mão em meu ombro suavemente.
Olhei de novo para Gill e ele não sorria mais. Estava sério e olhava para a pessoa a meu lado.

-Ela é minha! - ouvi Gill gritar com muita raiva. -Afaste-se dela!- eu o olhava assustada. É claro que eu era dele, com quem ele estaria falando? Foi então que ouvi a voz de quem estava próximo a mim, me segurando:

-Mas ela me deseja. Ela ficará comigo. - olhei para cima em direção a voz e quase cai de susto. Taylor Lautner, na pele de Jacob Black, estava ao meu lado, sem camisa e só de bermuda jeans, e me segurava no ombro impedindo que eu fosse em direção de Gill.

Olhei para Gill e depois para Jacob e fiquei desesperada. Não sabia o que fazer. Queria gritar que não era verdade, mas a voz não saia.

Foi ai que vi Gill vir em nossa direção e com cara de quem faria tudo para me tirar dali. Jacob colocou-se na minha frente impedindo que Gill se aproximasse e os dois começaram a brigar violentamente.”

- Nããããããããããããããããoooooo!!!!! - acordei assustada e desesperada. Suava muito e meu coração estava disparado. Eu tinha dificuldade de respirar.

O medo me tomou completamente. Tudo com Gill era maravilhoso. Sua companhia, seus carinhos, sua presença. Fui percebendo o quanto também estava envolvida com Gill e não sabia. Pensei que seria fácil falar, mas não seria.

Minha cabeça começou a doer forte e eu fiquei tonta. Com toda sala girando ao meu redor, eu fui caindo lentamente no chão, perdendo os sentidos.

- Flavinha! – ainda pude ouvir Gill gritando e entrando em casa antes de me ver desmaiar no chão da sala.

N/A: Uuuuuuuuiiiiiiiiiii!!!! Tenso.... Mas quem não ficaria assim com dois gatos povoando seus pansamentos????? Não é fácil... Agora nossa pp precisa saber como agir. O que vcs fariam? Beijos apertados e Abraços sufocantes! Flavinha



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