31 janeiro 2014

Fanfiction: Bizarre love triangle – Capítulo 10 - BLT


Luana ainda ria da minha cara pelo mico que eu paguei.

– Ta bom, ta bom, eu admito. Tenho que prestar mais atenção nas coisas. Mas agora dá pra parar de rir de mim? – eu já estava ficando irritada com aquilo. Até a garçonete arriscou uma risadinha de leve. Eu levantei minha xícara em brinde para ela e revirei os olhos com uma careta.

– Me deixa muito feliz saber que alegro vocês. – eu disse à elas com todo meu sarcasmo.

- Ah amiga, mas vamos combinar, né? Perguntar quem era Robert Pattison, e ainda por cima fazendo um musical na Broadway da história que o cara estrela nos cinemas, é um pouco sem noção. – ela disse e começou a rir de novo. Revirei os olhos e continuei tomando meu cappuccino.


- Ta bom, Luh. Eu não gravei o nome dele, só isso. Eu sei quem ele é. – nós ainda ríamos quando percebi a aproximação de uma pessoa em nossa mesa.


- Oh, que pena. E eu vim me apresentar. – virei o rosto para ver quem estava falando e quase desmaiei ali mesmo. – Posso me sentar um minuto com vocês? – eu ainda estava muda e sem reação. Luana, então, nem se fala. ROBERT PATTISON estava ao meu lado na cafeteria pedindo para sentar na minha mesa?? Eu só podia estar delirando.



- C-C-Claro. – falei puxando a cadeira pra ele – Desculpe o mau jeito, é que não estávamos esperando. – eu disse tentando amenizar os minutos de silêncio em que ele ficou em pé.

Ao redor da mesa foi feito um cordão de isolamento para que a multidão de curiosos (curiosas, né?) não avançasse. Aquilo tudo ainda me parecia muito surreal. Robert Pattison sentado em minha mesa? Ele fez um gesto com a mão em direção ao balcão e pediu um café para ele.

- Então... – ele disse olhando para mim e para Luana, que ainda estava muda e de boca aberta, um milagre. – Você é Flavia, não é? A atriz que está aparecendo na Broadway. Já ouvi falarem muito bem de você. – meu coração parou duas batidas. Ele me conhecia?!

Nessa hora Luana acordou do transe, infelizmente, e quase cuspiu na nossa cara o gole que estava bebendo. - Você não lembrava dele, mas ele sabe quem você é? Hilário... kkkkk - e despencou numa gargalhada.



Eu revirei os olhos... - Não repara, ela está a base de remédios e ... - ele me fez parar de falar quando deu um leve sorriso com o canto dos lábios, como fazia no filme. Nossa! Ele é um charme... pensei enquanto tentava me concentrar de novo. Não sei, mas acho que cheguei a suspirar nessa hora.

Começamos a conversar sobre a peça enquanto tomávamos nossos cafés. Nessa hora já estava mais controlada e Luana já havia se desculpado pelo incidente. É claro que ela teve que contar como foi a cena desde a hora em que entramos na cafeteria.

- Então você foi lá pra ver quem eu era? - ele disse sorrindo e se divertindo com a situação.

- Eu não sou muito boa para nomes, desculpa. - eu falei ainda sem graça querendo matar minha amiga.

O tempo passou na cafeteria e nós engatamos em uma conversa muito agradável. Falamos sobre muitas coisas, teatro, cinema, fama, Brasil, Inglaterra, NY.... Ele contou sobre o novo filme que estava filmando e que já estava em fase final das filmagens do último livro da saga. Percebi seu leve sotaque britânico e vi o quanto ele se tornava sexy por causa dele. Durante a conversa, percebi que Robert se perdia em meus olhos por alguns segundos, olhando-os intensamente. Nessa hora meu coração acelerou e eu quase perdi a respiração.

- Pattinson, temos que ir. - uma voz chamou do meio do grupo de pessoas que organizavam as coisas da filmagem.

- Meu recreio terminou... - ele disse rindo, porém um tanto decepcionado. - Foi um prazer conhecê-las senhoritas. Vocês costumam frequentar muito esse lugar?



- Bom, nas segundas-feiras não tem espetáculo, nem ensaio. Então aproveito pra caminhar e tomar um cappuccino com minha amiga. É quando posso fazer alguma coisa, porque nos outros dias me dedico ao espetáculo.

- Então devo imaginar que você estará aqui na próxima segunda-feira? - ele disse olhando bem fundo em meus olhos e ficou em pé esperando uma resposta.

- Er... talvez, é possível. - eu disse, ainda meio sem jeito.

- Ok, contarei com a sorte então. Até mais ver, senhoritas. - ele nos cumprimentou segurando nossas mãos e se afastou. Percebi que ele demorou-se um pouco mais segurando a minha e novamente olhou bem fundo em meus olhos.

Eu e Luana permanecemos ali, sentadas e mudas por um bom tempo. Nenhuma das duas estava em condições de falar nada naquela hora.

Robert Pattison, o vampiro mais cobiçado do Show Biss havia sentado na nossa mesa e ficado conversando durante algumas horas conosco. E pra deixar tudo ainda mais louco, ele me conhecia e sabia quem eu era. Nossas caras de espanto e animação não poderiam ser mais patéticas.

- Oi meninas. - o clima se quebrou quando Tomaz entrou e sentou-se conosco. Tinha me esquecido que ele ficou de passar lá na cafeteria para nos encontrar. - O que houve? Que caras são essas? - ele disse enquanto erguia o braço e pedia um cappuccino para ele.

- Amor!! Você não vai acreditar quem acabou de sair daqui de nossa mesa? - falou com a cara mais engraçada que eu já vi. Ela estava pra lá de animada.

- ROBERT PATTINSON!!!!!! Ele estava aqui filmando e veio sentar-se conosco. Ahhhhhhhhhhhhh..... - ela ficava mais engraçada ainda quando parecia descontrolada.

Tomaz olhou para a gente com cara confusa e perguntou - Quem? - dando um gole descontraído em seu cappuccino.

- Ah não! Você também não! Será que isso é burrice de artista de teatro que só tem tempo de trabalhar? Robert Pattinson, o cara que interpreta o vampiro Edward nos cinemas. Hello???? - ela disse gesticulando feito doida e fazendo todo mundo rir.

- Ah, esse Robert. E ai? O cara é legal? - Tomaz disse sem emoção nenhuma na voz e sem se emocionar muito com tudo isso.

- Ah! Eu desisto! - ela disse. - Vocês dois vivem em um mundo à parte.

- Calma, Luh. É que o tempo no teatro exige total atenção, por isso a gente se desliga de muita coisa. - falei pra ela tentando aliviar o lado de Tomaz e o meu também.

- Ai amorzinho, desculpa. Ta bom, olha só... UHHHH Robert Pattinson. O que ele fazia perdido por aqui? - falou Tomaz tentando entrar no nível de emoção de Luana por causa do cara.

Ela fez uma cara feia de desdém para ele, mas mesmo assim contou. Falou cada momento que passamos juntos e de como ele foi muito simpático e amigável. Ai ela soltou a pérola final:

- Ele ficou afim da Flavinha. E vai voltar pra encontrá-la, pode esperar.

- O que?! - eu falei alterada. - O que é que tinha em seu cappuccino? Pirou? - tentei me controlar, mas ela insistia na ideia. Na verdade me senti um pouco invadida.
- Ah, qual é amiga? Vai dizer que você não reparou ele olhando em seus olhos e de como ele quis saber se você vinha aqui sempre? - ela disse tentando explicar seu raciocínio.

- Luh, essa foi a maior bobagem que você já disse. E esse assunto morre aqui. Vou para casa encontrar com Gill. Tchau. Tchau Tomaz. - e eu sai da cafeteria correndo. Estava tão irritada com o que Luana dissera que precisava me acalmar antes de chegar em casa. Quem ela pensava que era, a rainha da verdade? Que direito ela tinha de se meter em tudo? E se Tomaz soltasse isso perto de Gill, como eu ficaria?


Resolvi dar uma volta no Central Park aproveitando o dia que ainda estava claro e não estava tanto frio. Foi ai que pude vê-lo novamente, sentado na estátua de Alice, bem no meio do parque. Ele estava fumando e no exato momento em que eu cheguei, ele abriu um lindo sorriso.


- Ora, ora, ora, duas vezes em um mesmo dia. Posso me considerar um homem de sorte? - ele disse enquanto descia e vinha a meu encontro. Eu estava parada e, sem saber por que, também tinha um sorriso nos lábios. Começamos a caminhar juntos, lado a lado.

- Então... - ele disse - O que te trouxe até mim de novo? Brincadeirinha.... - ele falou levantando os braços como se rendesse e iniciando a conversa.

- Sai da cafeteria e resolvi dar uma volta antes de ir pra casa - disse a ele mentindo sobre o que realmente aconteceu.

- Mas e sua amiga? - ele quis saber. Percebi que ele estava especulando, mas deixei passar. Eu queria que ele perguntasse mais.

- O namorado dela chegou e está com ela. Mas e você? Veio aqui para... fumar? - eu disse fazendo uma careta. Detestava cigarros.
- Um velho hábito que não consigo largar. Por favor, reconsidere por mim. - ele fez cara de piedade e uniu as mãos num gesto de clemência. Depois começou a rir e eu ri com ele.

- Por mim, tudo bem. A saúde é sua mesmo. - eu disse levantando os ombros. - Falando nisso, você não tem medo de caminhar sozinho? Aqui, no Central Park? - eu estava curiosa. Já se sabe que qualquer artista famoso assim sozinho, seria atacado na hora.

- Se tem uma coisa que eu aprendi aqui em Nova Iorque é que quanto mais normal você parece, menos as pessoas acham que você é o tal famoso. As pessoas acham que os famosos fazem coisas extravagantes, diferentes. Caminhar no Central Park é muito normal. E, na verdade, eu não estou sozinho. Estou com você. - ele disse olhando para mim e sorrindo.

- Ah tah! Não conte comigo para segurar essas adolescentes alucinadas que te perseguem. - falei para ele e rimos muito junto.

- Mas fique calma. Eu estou com seguranças à paisana. - e ele apontou alguns homens que andavam próximos a nós, mas que pareciam estar passeando no parque.

Continuamos andando e conversando. Era muito fácil conversar com ele, Robert gostava de muitas coisas que eu também gostava. Ficamos assim por um tempo até que eu percebi o quanto já estaria atrasada. Tinha combinado de jantar com Gill e ele já deveria estar me esperando.

- Desculpe Robert, mas eu tenho que ir. Estão me esperando para jantar. - eu disse a ele, já saindo em direção ao prédio. Não tive coragem de contar a ele que tinha namorado. Ta, fiquei louca?


- Tão cedo? Ok, então. Posso pelo menos ficar com seu telefone, para o caso de precisar de segurança contra adolescentes? Ou quem sabe para tomar um cappuccino? - ele disse sorrindo meio de lado, coisa que o deixava muito charmoso como no filme. Eu me perdi nesse sorriso e fiquei com cara de boba. Ele queria meu telefone? E agora? - Posso? - ele disse de novo e eu acordei.

- Hum... é.... claro, anota ai. - passei o número de meu celular e ele anotou no seu aparelho de celular dele. Não poderia dar o número de casa. Gill poderia atender... - Mas eu realmente estou atrasada. Foi um prazer. Até mais ver. - e o abracei dando-lhe dois beijinhos em seu rosto, como fazemos no Brasil. Ele ficou estático, sorrindo, mas ainda assustado com meu gesto.

- Ai desculpa. É que no Brasil nos despedimos assim e .... - ele me interrompeu fazendo igual em mim, me assustando, e nós rimos.

- Vou adorar conhecer mais coisas sobre o Brasil com você, Flavia. - ele falou e eu fui para casa. Robert ainda ficou parado no meio do parque me vendo partir. Eu me virei uma última vez e acenei para ele antes de entrar na portaria. Ele retribuiu o aceno e depois eu já estava parada esperando o elevador.

Quando o elevador se abriu, tomei até um susto. Dei de cara com Luana, emburrada e com as mãos na cintura. - Onde você estava, posso saber? - ela disse saindo do elevador e me segurando na portaria.

- Gill esta te esperando há horas. Eu ia começar a te procurar pelo parque. Qual foi aquela de sair daquele jeito hoje de tarde?



- Luana, tem vezes que você se perde no que fala. Pra que dizer que o Robert ficou interessado em mim? E ainda por cima na frente de Tomaz? Eu não gostei. Verdade ou não... - disse a ela enquanto subíamos para casa de elevador.

- Ah amiga. Desculpa, mas ele deu em cima de você o tempo todo. Não pensei que você iria ficar assim. Me perdoa, vai... - ela disse fazendo biquinho.

- Ah, como é que eu fico braba com você, hein? Mas pense antes de falar, ok? - dei um abraço nela e nós rimos na hora que a porta se abriu. Parado na porta aberta do apartamento, encontrei um Gill muito irritado com minha demora.

- O que houve? Eu estou te esperando há horas! Pensei que tivesse acontecido alguma coisa. Estava preocupado. - ele disse enquanto eu entrava em casa. O clima já tinha se quebrado. Gill estava muito irritado, nunca o tinha visto assim, e já não estava mais com vontade de sair. Eu estava cansada e ainda estava pensando na tarde que havia passado com Robert, mas não poderia magoar Gill mais ainda.


Para não brigar, respirei fundo e perguntei - O que você quer fazer? Ainda quer sair? Eu me arrumo em 5 minutos... - tive que dizer isso já que não estava em situação de contar o que havia acontecido.




- É melhor deixarmos para amanhã, já está tarde e a reserva já se perdeu. Eu vou pra casa. Procure descansar, amanhã nos falamos. - Gill disse muito chateado. Era nossa primeira discussão. Desde que ficamos juntos eu e Gill nunca havíamos brigado. Não gostei da sensação dele saindo de casa assim.

-Gill, me perdoa. - fui atrás dele e o segurei. - Eu perdi o horário caminhando. Fica comigo, vai. A gente não precisa sair pra jantar. Ficamos em casa, eu faço alguma coisa pra gente comer. - eu disse a ele tentando melhorar a situação.

Olhei para ele e fiquei esperando, enquanto segurava em sua mão. Eu não queria brigar com Gill, estava me sentindo culpada. Precisava concertar o que tinha feito.

Gill veio até mim e me abraçou. - Desculpa linda. Eu fiquei nervoso. Te liguei um milhão de vezes e estava fora de área. - ele disse já mais calmo. - Então vamos ficar aqui. Só ficar agarradinho com você já tah bom. Ele me beijou com ternura.

Ficamos assistindo TV juntinhos, no sofá da sala, e Gill pegou no sono. Eu me levantei com cuidado para não acordá-lo. Fui até a varanda do apartamento e fiquei olhando a vista que dava para o Central Park. Lembrei de Robert e um arrepio me correu a espinha. Eu estava com saudade dele...


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