13 janeiro 2014

FANFICTION: Caras e Bocas – Capítulo 5


Capítulo 5

Serena P.O.V.

-Serena, é você? –minha mãe saiu da cozinha assim que abri a porta da frente. –Serena! Eu fiquei tão preocupada! –minha mãe correu até mim e me pegou em um abraço sufocante. –Você está bem? –perguntou me afastando e examinando cada pedacinho de pele exposta.


-Estou bem mãe. –falei virando os olhos enquanto ela fazia-me virar em direções diferentes. –É sério.

-É? E o que é isso então? –ela perguntou cutucando um roxão em minha perna.

Retesei, mas logo dei de ombros.

-Eu caí. –respondi simplesmente, mas para falar a verdade, nem eu sabia de onde aquele roxo tinha vindo.

-Tem certeza? –minha mãe perguntou desconfiada.

Assenti cansada.

-Tudo bem, depois conversamos melhor. –disse ela me empurrando até a escada. –Agora vá tomar um banho, relaxe e ligue para Amy. –instruiu me empurrando escada acima.

-Ligar para a Amy? –perguntei confusa enquanto ela abria a porta do meu quarto e me puxava até o banheiro.

-Ela está te ligando há horas, diz que você não atende o celular. –minha mãe disse ligando o chuveiro e me ajudando a me livrar de minhas roupas.

-Acabou a bateria. –respondi entrando em baixo da água quente que instantaneamente relaxou meus músculos.

-Tudo bem, já coloco para carregar. –disse minha mãe se direcionando para a porta do banheiro. –O Taylor não quis entrar querida? Queria tanto agradecer a ele novamente.

Fechei os olhos fazendo uma cara culpada. Eu sequer o havia convidado.

-Não mãe, ele ia visitar os pais dele, eles estavam preocupados com o que aconteceu. –menti usando meus talentos de atriz para esconder a centelha de culpa em minha voz.

-Tudo bem filha, que roupa você quer que eu pegue? –minha mãe gritou do quarto. Sinceramente, qual era o problema de voltar ao banheiro e perguntar?

-Pijama, depois do banho vou cair na cama. –respondi em um tom de voz normal.

Assim que terminei o banho e me troquei, corri para o telefone do meu quarto ligar para Amy.

-Alô. –ela atendeu no segundo toque, sua voz estava alerta.

-Esperando que eu ligasse? –perguntei convencida.

-Ai Serena, você quase me mata de susto ao me deixar sem notícias suas. Amy respondeu em tom aliviado. –Ainda mais depois da notícia que eu vi hoje pela tarde. Não que eu não confie no Taylor, eu sabia que ele ia cuidar de você, mas...– ela começou a tagarelar, mas tudo que minha mente processou foi a parte da notícia que ela havia visto pela tarde.

-Que notícia? –a interrompi após algum tempo.

-Você não sabe? –perguntou ela com uma voz culpada, com certeza não era algo bom.

-Que notícia é essa, Amy? –perguntei por entre dentes. Já não me bastava o que havia acontecido ontem?

-Você e Taylor... tomando sorvete e sendo amigos... em um parque? –sua resposta veio mais como uma pergunta.

Fechei os olhos e massageei as têmporas em uma tentativa de me acalmar. Eu não duvidava que a imprensa caísse em cima de nós; era apenas uma questão de horas.

-Tem mais alguma coisa? –perguntei cansada. Apesar de tudo, eu duvidava que tivesse algo a mais, pois a imprensa sempre estava atrás de “novos casais”.

Pude ouvi-la respirar fundo antes de responder.

-Acharam e prenderam o agressor que invadiu o restaurante atrás de você hoje.–disse ela fazendo-me cair com tudo em cima de minha cama.–Está em todos os jornais de edição vespertina.

Passei as mãos pelo cabelo sem saber o que fazer, aquilo era de mais para mim. Realmente eu não sabia o que pensar, minha vida se tornaria um inferno a partir deste momento, uma das desvantagens de ser famosa.

Assenti mesmo sabendo que Amy não veria.

-Tudo bem. –falei para tranquilizá-la. –Nos vemos amanhã na aula?

-Tem certeza de que vai? –ela perguntou meio duvidosa, mas eu sabia que era o certo a se fazer.

-Vou, afinal, não dá para perder tanta aula de física desse jeito. –comentei rindo.

-Então até amanhã sister.

-Até amanhã. –me despedi e desligamos o telefone.

Ao me tornar atriz eu sabia que a fama, paparazzi e a falta de privacidade estariam presentes em minha vida, sabia que o que acontecia hoje com toda a certeza iria acontecer algum dia.

 “Grandes vitórias vêm com grandes sacrifícios.”

A frase pairou em minha mente por algum tempo. Eu não sabia de onde a frase vinha, mas ela me ajudou a seguir em frente e não desistir de meu sonho quando pensei em fazê-lo. E era essa mesmo frase que me faria seguir em frente.

-Serena, você quer comer algo? –perguntou minha mãe entrando no quarto.

-Só se for aquele sanduíche que só a Marta sabe fazer. –falei sorrindo um pouco para disfarçar meu choque; minha mãe não precisava passar por isso.

-Tudo bem então. –disse minha mãe estreitando os olhos desconfiada. –Mais alguma coisa?

-Aquele suco que só a Marta sabe fazer também. –pedi deitando na cama e pegando o texto que gravaríamos no dia seguinte.

-Não quer me contar nada? –perguntou ela quando estava a meio caminho da porta. Xinguei mentalmente seu instinto maternal.

-Nada mãe. –respondi ligando a TV para disfarçar. –Só estou um pouco cansada. –comentei mudando para o Tele Cine Premium a fim de ver algum filme.

Minha mãe me olhou desconfiada mais uma vez antes de sair porta a fora sem dizer nada.

Soltei o ar que eu nem sabia estar segurando lentamente e me joguei para o telefone novamente. Precisava avisar o Taylor. Ele atendeu quando estava prestes a cair na caixa postal.

-Aconteceu alguma coisa Serena? –perguntou ele assustado. Pela sua voz, ele estava quase dormindo.

-Estamos em todas as noticias de jornais, sites e revistas vespertinas. –soltei sem me importar se estava o atrapalhando e se o chocaria ou não.

-O QUÊ?–Taylor gritou ao telefone tendo exatamente a reação que eu esperava. –Quando soube disso?

-Agora há pouco. –respondi engolindo em seco e respirando profundamente antes de prosseguir. –E a polícia conseguiu encontrar e prender um dos agressores.

-Pelo menos isso aqueles policiais conseguiram fazer. –Taylor disse com a voz ácida. Ele estava gostando dessa situação tanto quanto eu.

-Logo nos chamarão para um novo depoimento. –deduzi jogando-me contra meus travesseiros. –E se o advogado de qualquer um dos dois for bom, eles também vão querer te acusar por agressão.

-Que venham! –exclamou Taylor raivoso.–Em meia hora passo para te buscar, vamos conversar com meu advogado.

-Não Taylor, melhor não.

-COMO ASSIM MELHOR NÃO? –ele gritou e eu afastei o telefone da orelha.

-Estamos cansados, você está com a cabeça quente e eu tenho aula amanhã cedo. Podemos deixar isso para amanhã depois das gravações. –respondi com toda a calma do mundo. –Pode ser?

-Que seja. –Taylor respondeu tentando controlar a raiva na voz, mas obtendo pouco sucesso. – Até amanhã. –e ele desligou sem me dar a chance de falar.

-Até amanhã. –sussurrei para o nada antes de devolver o telefone ao seu suporte.

_x_

Rolei na cama e senti algo contra minha bochecha; era frio e áspero. Abri os olhos minimamente para ver o que era e dei de cara com um bilhete. Tratei de despertar um pouco mais para poder lê-lo.

 “Não quis te acordar, achei que merecia mais uma manhã de folga. Qualquer coisa me ligue.

Ass. Mamãe.”

-Mãe! –exclamei para o nada pulando da cama. Eu não podia perder aula hoje, tinha prova.

Corri para o banheiro e tomei um banho em tempo recorde. Quando terminei, corri para o closet e peguei a primeira roupa que vi na frente, o que resultou em uma produção um tanto quanto egocêntrica em minha opinião.

Fiz uma maquiagem leve e corri para a entrada da casa parando apenas na cozinha para pegar uma barrinha de cereal e uma caixinha de suco de soja antes de correr para carro sem que ninguém me visse.

Joguei minha mochila no banco do passageiro e assumi a direção me desesperando ao me dar conta de que chegaria atrasada.

Liguei para Amy colocando os fones no celular para evitar atrapalhar enquanto dirigia.

-Oi Serena. –respondeu ela com aquela voz que sempre tinha pela manhã, voz de sono.

-Oi Amy, você pode me esperar na secretaria? Vou chegar um pouquinho atrasada hoje. –pedi costurando por entre os carros, quanto mais rápido eu fosse, melhor.

-Mas você não ia ficar em casa hoje?–perguntou ela um pouco mais desperta.

-Quem disse isso? –rebati fazendo uma curva sem prudência alguma.

-Sua mãe. Ela disse que você estava cansada e precisava descansar. Amy respondeu voltando ao seu tom normal de voz.

Bufei indignada. Minha mãe sabia que eu estava perdendo muita aula ultimamente, também sabia que hoje eu tinha prova, então por que diabos ela me fazia isso?

-Só me espere na secretaria, ok? –pedi mais uma vez. –Tenho que desligar, estou no transito.

-Tudo bem, até daqui a pouco.–Amy disse pouco antes de encerrarmos a ligação.

Poucos minutos depois estacionei o carro em uma vaga que era considerada uma das mais horríveis do estacionamento dos alunos, mas considerando o horário, era a única que havia sobrado.

Corri pelo campus até a secretaria, tropeçando algumas vezes no caminho.

-Amy! –exclamei estendendo a mão para a minha amiga antes de tropeçar pela última vez ao chegar à secretaria. –Perdi muita coisa?

Ela apenas jogou vários jornais em cima da mesa, todos continham fotos minhas e do Taylor, mas o que mais me chocou foi o mais recente, o que havia saído esta manhã.

-Não acredito que ele fez isso. –sussurrei chocada. Ele havia agido por conta própria, com a cabeça quente, isso não poderia ter acontecido. –Ele estava com a cabeça quente, ele não... ele não... –mas eu não sabia o que ele não deveria ter feito.

-Como você sabe que ele estava nervoso? –perguntou Amy me puxando pelo braço após juntar os jornais, já era quase nove e meia, a segunda aula estava prestes a começar.

-Eu liguei para ele para contar tudo. –respondi fitando-a. Eu sentia o desespero e a vergonha pelo ato transparecer em minha face.

-Você não fez isso. –disse Amy incrédula.

-Eu fiz. –respondi só agora dando conta de minha burrada. –E ainda disse para ele que podíamos resolver os problemas hoje depois da gravação, ele estava com a cabeça quente, então...

-Depois de tudo que a Gabi nos contou sobre ele? Ela disse que ele estava melhor ultimamente.

Gabi é minha amiga e prima de Taylor, ela nos contava muito de seu primo famoso. Quando ele ficava com raiva de algo, o que segundo ela era raro, ele saia para “dançar” e acabava expondo muito mais de sua vida do que o normal.

-Melhor ele saber por mim do que descobrir sozinho. –falei dando de ombros, eu pensava nisso depois.

-Vocês precisam conversar, isso sim. –disse Amy abrindo a porta de nossa sala assim que soou o sinal para a segunda aula e quase sendo atropelada por uma orla de alunos que saíam dali.

Comecei a rir de sua cara de susto assim que entramos na sala agora vazia.

-Você me parece bem. Melhor do que eu esperava do que estivesse. –disse Sr.ª Shang se aproximando enquanto nos sentávamos em nossos lugares.

-Apesar de tudo, ontem tive um dia tranquilo. –respondi olhando para minha professora favorita, ela era tão carinhosa e educada conosco, diferente de todos os outros.

-Vejo que seu namorado a tratou bem. –disse ela sentando-se na cadeira ao lado da minha.

Balancei a cabeça rindo.

-O Taylor não é namorado dela Sr.ª Shang. –Amy falou por mim.

-É mesmo? Então eles são o que? –Sr.ª Shang perguntou erguendo as sobrancelhas. É claro que ela não acreditava nisto.

-Apenas colegas de elencos, amigos, para falar a verdade. –respondi meio indecisa, eu já não sabia o que éramos. Eu queria ser amiga dele, mas a noticia de hoje havia me deixado meio chocada, talvez até magoada.

A Sr.ª Shang assentiu mesmo sem concordar e voltou a sua mesa enquanto aos poucos os alunos começavam a chegar e ocupar seus lugares antes que o segundo sinal batesse.

-Serena! –gritou Gabi pulando em mim assim que me viu.

-Sem me... sufocar. –falei soltando-me de seu abraço.

-Liwake. –ela desculpou-se em sua língua favorita, o Japonês.

Assenti puxando sua carteira para mais perto da minha.

-O que eu perdi? –sussurrei enquanto a Sr.ª Shang começava a fazer a chamada.

-Olha em volta. –Gabi sussurrou de volta e eu o fiz vendo vários pares de olhos voltados para nós. –Eles vão cair em cima de você até a hora do almoço.

Ri baixinho, isso não era dúvida, mas eu não ia dar as informações necessárias para ninguém.

-Taylor quer falar com você. –Gabi sussurrou de volta quando a chamada terminou e a Sr.ª Shang começava a passar a matéria no quadro. Abri meu caderno e comecei a copiar para disfarçar.

-O que ele quer que não pode esperar até eu chegar ao stúdio? –perguntei também sussurrando para que ninguém desconfiasse de nada. Essa atenção de todos já começava a incomodar, geralmente as coisas não eram assim.

-Não sei. –Gabi respondeu. –Só sei que ele disse que era importante. Mas cuidado, ele está estressado e na maior ressaca.

Reprimi uma careta e voltei minha atenção para a aula, era melhor assim.

 Taylor P.O.V.

Acordei com uma dor de cabeça filha da puta. Olhei para o lado e vi a tal de Hannah, com quem estava ontem a noite adormecida a meu lado. Meu relógio de cabeceira marcava sete horas da manhã então decidi tomar um banho frio com o intuito de dissipar um pouco dessa ressaca.

Quando saí do banho não fiz questão de acordar ou olhar para Hannah, eu apenas fui para a cozinha providenciar meu café da manhã e ligar para Gabi, minha prima e amiga de Serena.

Apesar de ter colocado a culpa em Serena por todos meus atos da noite de ontem, eu precisava falar com ela, saber onde ela estava e com quem.

Peguei o telefone sem fio e o levei para cozinha onde Tereza já colocava a mesa.

-Bom dia Sr. Lautner. –ela me saudou.

-Bom dia Tereza. – respondi me sentando a mesa. –Você poderia levar uma bandeja para meu quarto? Não estou em condições de tomar meu café da manhã com Hannah.

-Mas é claro Sr. Lautner. –disse ela com um sorriso zombeteiro, eu sempre pedia isso quando trazia alguma mulher para casa e hoje não seria diferente.

Assim que Tereza saiu da cozinha disquei o número de minha prima. Ela atendeu no segundo toque.

-Espero que seja importante para você ter ligado essa hora.–Gabi me saudou com toda a delicadeza que era sempre dirigida a mim.

-Bom dia para você também. –zombei. –E sim, é importante, eu preciso de um favor seu.

 -Pode falar.–disse ela.–Mas fala rápido que daqui a pouco vou sair.</i>

-Eu liguei para seu celular. –afirmei achando que minha prima era louca.

-Sim, mas não gosto de dirigir falando ao celular, mesmo que seja no fone ou com o viva a voz ligado.

-Que seja. –resmunguei agora tendo certeza de que Gabi era louca. –Você pode pedir para Serena me ligar mais tarde? –pedi de uma vez.

-Você não pode ligar diretamente para ela? Kami ni yotte!* -disse ela em exasperada.

-Acho que depois de ontem ela não vai mais querer falar comigo. –respondi nostálgico enquanto pegava o jornal e via ali mais um motivo para Serena não querer falar comigo.

*Kami ni yotte: Por Deus em Japonês.

-O que aconteceu? –ela perguntou assumindo um tom preocupado.

-Ela vai te contar. –afirmei enquanto lia a matéria que continha minha foto junto com Hannah. –Apenas... Apenas diga que é importante.

-Tudo bem.–Gabi concordou com a voz cansada. –Apenas se cuide e se policie para não fazer mais besteiras.

-Se cuida também. –falei pouco depois de ela ter desligado por não receber uma resposta.

Joguei meu peso contra a cadeira e quase caí com a força que eu empenhei.

-Cuidado gato, assim você pode cair. –disse Hannah entrando na cozinha.

Ela estava apenas com uma camisa minha. Provavelmente era uma que eu havia deixado a vista.

-Tereza não te levou o café? –perguntei arqueando uma sobrancelha, nenhuma mulher havia recusado o café na cama até hoje.

-Preferi vir aqui e fazer o desjejum com você, gato. –disse ela manhosa sentando-se a meu lado na pequena mesa da cozinha.

-Que pena, Hannah, perdeu tempo. –disse eu me levantando e virando as costas para ela. –Tenho um compromisso daqui a meia hora, mas sinta-se a vontade para utilizar o apartamento até lá. Se eu precisar te chamo. –dito isto fui para meu quarto trocar de roupa para ir ao escritório de Paul, meu empresário, pedindo que ele abafasse o caso estupro e marcasse um horário com meu advogado.

Coloquei uma roupa qualquer querendo adiantar o processo, queria sair daquele apartamento o mais rápido possível.

Meia hora depois eu saia as pressas de meu apartamento, eu resolveria aquela situação o mais rápido possível.

Serena P.O.V.

Horário de almoço, eu estava parada em frente ao portão da escola pronta para ir para o estúdio, mas não conseguia mover um músculo sequer. Me apavorava a ideia de sair dali sozinha e que um dos agressores me encontrasse.

-Vamos, Serena. –Amy implorava para mim tentando me puxar em direção ao carro. –Olha, se você tem tanto medo assim, como você conseguiu chegar até aqui hoje? –perguntou impaciente. –Pelo que eu saiba, você veio sozinha.

-Acho que na pressa acabei não pensando no perigo de vir sozinha. –sussurrei virando na direção do colégio novamente.

-Nem pensar dona Serena. –disse Amy pegando meu braço e tentando me arrastar para o estacionamento novamente, mas não obtendo sucesso. –Você não vai voltar.

Respirei profundamente antes de responder.

-Calma Amy. Só vou ao banheiro e fazer uma ligação antes de ir. –falei andando em direção ao pátio novamente.

-Tudo bem, vou esperar no meu carro, você vai comigo. –revirei os olhos ante as palavras dela. –E nem adianta fazer essa cara, porque se depender de você, só sairemos daqui quando o Taylor vier nos buscar.

Revireis os olhos e saí dali o mais depressa que pude, pois os paparazzi começavam a aparecer ali no portão do estacionamento.

-Serena, sinto muito pelo fim do seu namoro. –disse a idiota da Carrie, a rainha do colégio, assim que entrei no banheiro e ela me viu refletida no espelho enquanto retocava sua maquiagem (leia-se máscara de falsidade).

-Que namoro? –perguntei me aproximando do espelho para prender o cabelo com um palito que achei em minha bolsa.

-Seu e do Taylor, é claro. –ergui minhas sobrancelhas em sua direção. Do que ela poderia estar falando? –Vocês não terminaram? Desculpa! Eu juro que não sabia! Desculpa mesmo amiga, eu sei como é ruim receber uma notícia dessas por terceiros, mas o Taylor te traiu. –disse com os olhos arregalados enquanto mexia em algo em seu celular.

Eu ri assim que ela concluiu sua fala. Carrie só podia estar louca. Mas parei se rir assim que ela me mostrou o que via em seu celular. Assumi um tom sério ao ler a matéria; um sentimento estranho ameaçava me dominar, eu não sabia o que estava acontecendo.

Porque esse vazio apareceu quando vi que Taylor saiu com uma garota publicamente ontem a noite logo após termos passado um dia maravilhoso juntos? Afinal, ele era solteiro, livre, assim como eu. Aqui que tivemos ontem foi apenas diversão, não foi?

Ri nervosa.

-Nós nunca namoramos para que ele me traísse, Carrie. –falei incorporando a atriz que eu era e tentando mostrar indiferença.

-É mesmo? –ela perguntou inquisitória. –E o que é isso aqui? –mostrou-me o celular novamente, agora mostrando uma foto onde Taylor e eu conversávamos e trocávamos beijos em baixo de uma árvore no parque.

-Apenas diversão. –respondi não sabendo por que aquelas palavras causavam um aperto em meu peito.

Carrie deu de ombros e saiu do banheiro sem dizer nada e eu fiquei apenas ali, encarando minha imagem no espelho enquanto uma confusão de sentimentos me atingia.

Dei um jeito de melhorar um pouco minha aparência e fazer tudo o que tinha para fazer ali em pouco tempo, eu não podia esquecer que ainda tinha uma tarde inteira de trabalho pela frente.

Poucos minutos eu saia do banheiro em uma versão mais calma, melhorada e controlada de mim. Eu não liguei para Taylor, se ele quisesse falar comigo que falasse pessoalmente no stúdio, pois fora disso não falaríamos mais do que necessário.

 (Continua...)

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