18 janeiro 2014

FANFICTION: Caras e Bocas – Capítulo 6


Capítulo 6

Taylor P.O.V.

Eu andava angustiado de um lado para o outro dentro do estúdio. Serena não havia me ligado e estava atrasada novamente, minha mente ficava imaginando mil situações para o que havia acontecido, e nenhuma dessas hipóteses era boa, tornando a preocupação algo estampado em minha face.


O alívio percorreu meu sistema nervoso assim que a vi atravessar o stúdio em direção a David e a mim. Mas assim como ele veio, ele foi embora no momento em que ela direcionou apenas um aceno de cabeça formal em minha direção.

-Desculpa a demora novamente David. –Serena disse com o semblante um pouco abatido. –Tive de enfrentar muitos paparazzi hoje, pelo o que aconteceu.

-Não se preocupe Serena, isso é totalmente aceitável. –disse David franzindo o cenho em sua direção. –Só tente desviar deles quando possível.

Serena assentiu deixando-se abater por meros segundos.

-Agora vamos todos para o auditório. –David gritou para todos e colocou o braço em volta dos ombros de Serena conduzindo-a.

Fiquei parado por alguns segundos tentando descobrir o motivo da distancia de Serena.

-Taylor, para seu próprio bem, não fale com a Serena por enquanto. –disse Amy aparecendo a meu lado do nada.

Olhei para ela espantado, como ela conseguia aparecer tão silenciosamente assim?

-Por quê? –perguntei enquanto a acompanhava lentamente até o auditório.

-Você a expôs demais e depois de tudo o que aconteceu, o que Serena precisa é calma, e não escândalos iguais aos que você de mete.  –Amy falou brandindo o dedo para mim.

 –Você se meter sozinho em um escândalo é uma coisa, mas você se meter em um escândalo e levar minha amiga junto, como fez hoje, é outra completamente diferente.

-Do que você está falando? –perguntei me fazendo de desentendido, mas já sabendo o que ela falaria.

-Da vadia que você saiu ontem a noite, é claro!

Reprimi uma careta.

-Você está falando da Hannah?

-A vadia tem nome? –Amy perguntou ironicamente antes de parar na entrada do auditório. –Você sabia que Serena está sendo tachada de corna a torto e direito? Você sabia que ela está totalmente decepcionada com você? Poxa! Ela pensou que essa fase de brigas entre vocês dois fossem melhorar, ainda mais do jeito que vocês estavam se tratando ontem a tarde! Como você pode mudar seu comportamento dessa maneira de uma hora para outra Taylor?

Eram tantas perguntas sem resposta, tantas confusões e dúvidas para mim. Eu sabia que tudo o que Amy havia falado era verdade, mas foi impossível controlar meu impulso ao...

-Quer saber? Não importa! –disse Amy cortando meus pensamentos enquanto começava a se afastar de mim para entrar no auditório. –Apenas fique longe de mim de da Serena. –ela se virou e entrou no auditório irritada com minha inércia.

Demorei alguns segundos processando tudo o que Amy havia me dito antes de entrar no auditório e dar de cara com todo o elenco e toda a equipe do filme que me aguardava para começar a reunião.

-Agora que Taylor se juntou a nós podemos começar. –David disse assumindo a frente do palco de ensaio ou por vezes, gravação.* -Bem, devido ao que aconteceu ontem, -ele começou olhando para Serena e eu fui sentar a seu lado para dar apoio, mas retesando no momento em que ela mudou de poltrona com a minha aproximação. –teremos de gravar amanhã. –a notícia foi recebida com espanto, mas para o bem da sanidade de David, todos se mantiveram quietos. –Sim, ninguém está gostando do fato de ter que trabalhar no sábado, mas já tínhamos planos para gravar durante três dias, e esses três dias não podem ser reduzidos.

-Mas e a festa de lançamento do trailer do filme amanhã, David? Não podemos faltar! –Rachelle tomou partido para saciar a duvida de alguns.

-As gravações vão começar mais cedo, Rachelle. –explicou David. –Depois passarei os horários exatos para vocês. Mas não se preocupem com nada, tudo foi minuciosamente calculado para que vocês tivessem tempo de descansar e se arrumar antes da festa. Por isso peço que deixem de lado suas “curtições” por um dia, -David disse fazendo aspas no ar enquanto me encarava. –e descansem, pois amanhã o dia será puxado.

Serena bufou irritada.

-Mas David, amanhã é meu dia de repor as aulas que eu perco na semana por causa das gravações. Eu não posso faltar mais! –ela disse ansiosa enquanto roia uma unha ansiosamente.

-Eu tomei a liberdade e conversei com os seus professores, Serena. –disse David descendo do palco e vindo em nossa direção. –E eles estão abertos a mudar o dia desta sua reposição. É só mais esse sábado e depois férias para vocês, paciência.

Serena assentiu cansada.

-E você Taylor? Algo a dizer? –David perguntou se aproximando mais ainda enquanto eu recuava mentalmente. –Ouvi dizer que sua vida anda agitada. –ele me desafiou.

-Nada que eu não vá parar a partir de agora. –respondi tomando a decisão de abdicar de minha diversão por algum tempo.

David assentiu e se virou na direção de todos novamente.

-Elenco, no palco, por favor. –ordenou fazendo com que todos os atores se deslocassem de seus lugares até o centro do palco, deixando Serena e eu na frente. –Dublês, estão dispensados. Nos vemos daqui há três meses. Roteiristas, mãos a obra, ainda temos que trabalhar muito para trazer Lua Azul a realidade. Produção de efeitos, retoques finais no trailer e efeitos especiais no que está gravado, já! Fique aqui apenas produção técnica, atores e assistentes. O resto está dispensado.

-E o que nós fazemos, David? –perguntou April Matson, a garota que interpretava a Haven.

-Oh, desculpe April, vocês podem tirar a tarde de folga. Agora só quero a Serena, o Taylor e a Rachelle aqui. Amanhã terminamos de gravar sua cena, ok?

Ela assentiu, se despediu de todos e parou para sussurrar algo no ouvido de Serena antes de ir embora, assim como a maioria do elenco.

-Equipe técnica, prendam Rachelle aos cabos e preparem-se para as quebras. –David ordenou descendo do palco novamente. –Volto em cinco minutos, e quero tudo pronto até lá.

Serena P.O.V.

-Serena, podemos conversar? –aquela voz veio como uma triste canção até mim quando David deixou o auditório.

-Agora não Taylor, vou ler minhas falas mais uma vez antes de David voltar. –falei sem encará-lo enquanto andava o mais rápido possível para as escadas que me dariam acesso a plateia.

-Espere! –disse ele segurando meu braço e me obrigando a virar para encará-lo. Seu toque causou um arrepio em meu corpo que eu fiz questão de esconder.

Seus olhos eram intensos nos meus. E mais uma vez não pude ver suas intenções através deles. Os olhos de Taylor era fundos poços impenetráveis. O que ele queria agora? Já não bastava ter nos exposto só para não abdicar de sua “diversão”?

Ficamos assim por um longo período de tempo, apenas encarando um ao outro. Nossos olhos nada transmitiam além de uma profunda intensidade, ao menos os dele estavam assim, já os meus eu não fazia a mínima ideia de como estavam.

-Podemos começar? –perguntou David tirando-me daquele estranho transe ao falar e fazer-me quebrar aquele contato visual.

Assenti e assumi meu lugar a frente de Rachelle pronta para a ação.

-Cuidado, meu soco pode machucar, e muito. –brinquei tentando me descontrair.

Ela riu.

-Acho que consigo sobreviver. –ela deu de ombros e foi para sua posição a minha frente.

-Ok... –ouvimos a voz de David ecoar pelo espaço com a ampliação do megafone preto e azul que ele usava. –Ação!

Eu empurrei Rachelle com toda força que continha, mas tomando o cuidado para não machuca-la. Eu não entendia porque Rachelle se recusava em usar dublês, então eu apenas a observei voar para o outro lado do palco suspensa pelos cabos de segurança antes de bater em uma parede macia que holograficamente eu sabia que viraria vidro.

Pouco tempo depois ela se levantou e disse:

-Bela cena de crime você está criando. –ela disse fingindo retirar fragmentos dos braços.

-Isso Rachelle, andar felino, silencioso, suave, muito lento. –instruía David ao desenrolar da cena.

-Muito impressionante. Mal posso esperar para ler sobre isso no jornal de amanhã. –ela sorri, e bem assim, ela está em cima de mim de novo, totalmente “restaurada” e com uma expressão determinada. Rachelle realmente havia “encarnado” Drina.

-Você está acima de suas capacidades. –ela sussurra. –E francamente, seu patético show de força está ficando um pouco redundante. Sério, Ever, você é uma péssima anfitriã. Não se admira que você não tenha amigos, é assim que você trata os seus convidados?

A partir daí a cena desenrolou-se sorrateiramente, rastejada, uma verdadeira dança. Tudo fluía naturalmente e finalmente eu me sentia plena depois de tudo o que aconteceu, mas tudo foi para o ar quando Taylor entrou em cena. Eu comecei a ficar nervosa, mas me contive ao máximo para não demonstrar.

-É muito tarde. –ele profere sua fala pegando minha mão, entrelaçando os seus dedos com os meus enquanto um arrepio me percorre o corpo. –É hora de você ir, Poverina.

Rachelle falou o que tinha de falar, mas eu mal ouvi. Meus ouvidos zuniam e minha cabeça girava.

Quando “Rachelle” morreu, David gritou:

-CORTA! Cinco minutos de intervalo, depois continuamos a cena. –nessa hora eu corri feito louca para fora daquele auditório, eu precisava de ar.

-Serena! –Taylor gritou correndo atrás de mim. Eu sabia disso, pois podia ouvir seus passos pesados no linóleo. Então entrei no único lugar em que ele não poderia me seguir; o banheiro feminino.

Quando entrei lá corri para um dos cubículos e coloquei tudo o que tinha e o que não tinha para fora do estômago.

-Serena, você está bem? –perguntou Amy batendo na porta do cubículo.

Peguei um pedaço de papel e limpei bem a boca antes de puxar a descarga e sair do cubículo.

-Acho que sim. –minha voz saiu fraca e rouca. Afinal, o que estava acontecendo comigo?

-Vou buscar sua escova de dente e depois você vai comer algo. Deve ser esse o motivo do mal estar. Você não comeu nada hoje! –ela ralhou comigo enquanto saia do banheiro apressada.

Sentei-me na pia de mármore e coloquei a cabeça entre os joelhos quando o enjôo ameaçou a voltar, e isso pareceu amainar um pouco a desordem de meu estômago.

Quando vi, Amy já estava de volta.

-Taylor está aí fora querendo falar com você. –ela disse largando a bolsinha onde eu carregava meus produtos de higiene bucal a minha frente.

-Amy... –a repreendi, mas me calei para poder tirar aquele terrível gosto de vômito de minha boca.

-Nem vem! –ela exclamou me encarando através do espelho. –Você vai ter que conversar com ele uma hora ou outra. –eu revirei meus olhos para ela expressando minha opinião. –Você vai falar com ele querendo ou não Serena Gligeusky, ou não me chamo Amy Pagani.

Revirei os olhos novamente e assenti soltando um sopro pelos lábios assim que liberei a boca que estava cheia de água.

Terminei de escovar os dentes e molhei um pouco o rosto para “refrescar” minha palidez.

-Madison vai te matar se você borrar a maquiagem. –Amy disse me passando uma toalha de papel para que eu me secasse.

-Que seja. –dei de ombros direcionando-me para a porta e dando de cara com Taylor no exato momento em que eu a abri.

-Está tudo bem Serena? –ele perguntou passando a mão por meu rosto. Não pude deixar de fechar os olhos a seu toque.

-Sim. –respondi seca assim que voltei a mim. Me afastei para que as conseqüências não fossem tão graves assim. Taylor acompanhou meus passos rápidos em direção ao auditório. Olhei para trás e vi que Amy nos seguia.

-Nós precisamos conversar. –ele declarou apenas quando estávamos na porta do auditório, com todos ouvindo. Eu não poderia recusar na frente de todos.

-Ok, mas depois. –falei adentrando o auditório e correndo para o palco.

-Você está bem Serena? –perguntou David fazendo-me revirar os olhos. Já era a terceira vez que me perguntavam e seria a terceira vez que eu responderia que já estava melhor, então para poupar palavras eu apenas assenti. –Fizemos um lanche para você. –disse ele apontando para um canto. –Se alimente enquanto gravamos a cena da Rachelle e depois a do Taylor.

Bufei irritada e fui comer. Eu odiava quando faziam isso comigo.

Amy sentou ao meu lado e ligou seu notebook verificando minha agenda da semana seguinte e acessando a alguns sites onde corriam notícias do filme, minhas e entrevistas e por vezes beliscando algo de minha bandeja.

O tempo se arrastou, eu mal conseguia me manter acordada, eu precisava fazer algo, eu precisava de ação.
Quando fui chamada para gravar, quase fiz uma dancinha da vitória ali mesmo. Aquele lanche havia sido revigorante e eu me sentia com toda a força e animação para encarnar a Ever e fazer meu trabalho.

-Onde quer conversar? –Taylor sussurrou para mim ao me ajudar a subir no palco.

-Qualquer lugar. –respondi seca sem me dar ao trabalho de falar baixo.

Ele assentiu e assumiu seu lugar, e eu fiz o mesmo.

A cena foi tranquila de ser gravada. Era tão bom esquecer de tudo, mesmo que por alguns momentos, e me jogar em algo que eu gostava tanto como atuar.

Pouco tempo depois, ao menos em minha percepção, a cena já estava acabada.

-CORTA! –David gritou no megafone assim que proferi minha última fala. –Amanhã regravamos essa cena e depois continuamos. Por hoje é só, estão todos dispensados.

A equipe técnica começou a desmontar tudo enquanto descíamos para nossos camarins.

-EU. NÃO, ACREDITO. –Amy falou alto e pausadamente fazendo com que todos nós virássemos em direção a ela.


*Gente, eu não sei se realmente é assim, estou apenas inventando modos e locais de gravação, ok?


 (Continua...)

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