20 janeiro 2014

FANFICTION: Caras e Bocas – Capítulo 7


Capítulo 7

Serena P.O.V.

-EU. NÃO. ACREDITO. –Amy falou alto e pausadamente fazendo com que todos nós virássemos em direção a ela.

-O que aconteceu? –perguntei correndo até ela. Já não bastava de coisas ruins acontecendo?

-Rita Skeeter. –ela respondeu raivosa enquanto virava a tela do computador para mim.


-Vemos mais uma vez uma grande jogada de marketing da Summit ao chamar mais uma vez nossa atenção para o casal Taylor e Serena em menos de 48 horas.
O Truque da vez foi colocar Taylor em uma festa, rodeados de mulheres enquanto Serena estava possivelmente fragilizada pelo quase estupro e uma possível briga do casal, o que causou grande briga entre os fãs de Taylor e os de Serena. –eu lia em voz alta impregnando a indignação em minha voz a cada palavra lida. –A questão é: se a Summit quer divulgar o filme que o casal protagoniza, por que simplesmente não montam um evento para isto? Pois é caro leitor, se eu fosse você, não ligaria a mínima para o que a Summit ou seus atores andam produzindo, porque pode ter certeza que todo esse rebuliço que eles estão causando não vai acabar nada bem e provavelmente seremos nós fãs que sairemos prejudicados.
Rita Skeeter. –li seu nome com o nojo. Como ela podia...?

-VOU MATAR A SKEETER! –gritei sentindo minha racionalidade ir embora enquanto eu corria para a saída do auditório, mas fui impedida por Taylor que agarrou minha cintura fortemente e me manteve no lugar enquanto eu me debatia. –ME SOLTA LAUTNER! –foi o que bastou dizer para que ele afrouxasse o aperto por meros segundos, o que me ajudou a me soltar, mas fui capturada novamente em questão de segundos.

-Eu não vou te soltar, Serena. –ele falou próximo o suficiente para eu sentir sua voz retumbando em seu peito e sentir seu hálito quente em minha nuca.

-Solte-a Taylor. –ordenou David vindo ao meu socorro. –Ela não vai fugir.

-Como me garante?

Respirei fundo e olhei nos olhos de Amy. Seus olhos quase me imploravam uma atitude sensata.

-Tem a minha palavra. –falei olhando nos olhos de minha amiga.

Pela minha visão periférica, vi Taylor e David trocarem um breve aceno de cabeça antes que os braços de Taylor soltassem minha cintura deixando um estranho vazio ali.

O silêncio se instaurou ali e eu fiquei sem saber o que fazer, então voltei até onde minha amiga ainda estava parada e sem sua permissão, desliguei seu notebook para tirar dali todos os resquícios da matéria de Skeeter antes de me levantar e começar a sair de fininho quando todos voltavam a seus afazeres.

-Aonde você vai, Serena? –perguntou David quando eu já estava quase na saída do auditório.

Revirei os olhos antes de virar para ele e responder com uma voz cansada, abusando de meus talentos de atriz.

-Para o camarim, tudo o que eu quero agora é me desmontar, ir para casa e descansar.

-E a nossa conversa? –Taylor perguntou dando um passo em minha direção, e instintivamente recuei.

-Podemos deixar para outra hora? Estou morta. –agora não era só na voz que eu demonstrava cansaço, mas também deixava meu corpo pesado, visivelmente mole.

Ele assentiu e ficou me observando sair do auditório em direção ao meu mais novo plano, eu sabia disto por sentir seu olhar queimando as minhas costas.

Andei até meu camarim de forma decidida, agora que eu havia tomado a decisão, nada a tiraria de minha cabeça.

-Quer que eu a arrume para ir a algum lugar, Serena? –perguntou Madison assim que entrei no camarim. Ela sempre ajudava eu me arrumar quando eu queria ir para algum lugar após as gravações do dia.

Sorri para ela deixando um pensamento passar por minha cabeça.

-Quero que ajude a destacar meus olhos com a maquiagem, por favor. –respondi sentando-me na cadeira de maquiagem.

-Quer que eu faça algo no cabelo? –perguntou Chloe aparecendo no camarim.

-Apenas o solte. –pedi levantando levemente a cabeça do encosto da cadeira de maquiagem e logo em seguida senti as mãos leves e ágeis de Chloe passando por entre meus cabelos enquanto ela os soltava e os bagunçava para dar movimento a meus fios, como ela sempre dizia.

-Pode ser sombra preta? –Madison perguntou em dúvida após preparar minha pele, eu raramente usava sombras escuras.

-Pode. –respondi surpreendendo-a e surpreendendo a mim mesma. Quem era aquela garota que falava? Eu me perguntava.

Eu soube a resposta assim que Madison terminou minha maquiagem e eu levantei a cabeça do encosto da cadeira para analisar a maquiagem feita. Aquela ali era uma garota marcada pelo medo do que viria a acontecer, uma garota triste por sua confusão de sentimentos, uma garota farta de comentários maldosos sobre sua pessoa, simplesmente uma garota que correria atrás de satisfações.

-Obrigada Madison. –agradeci sorrindo de um modo que agora parecia sombrio diante desta minha aparência, pouco tempo antes de me levantar e me refugiar no banheiro do camarim para colocar a roupa “egocêntrica” com a qual eu havia vindo. Era irônico que aquela roupa combinasse perfeitamente com a maquiagem e meus olhos azuis marcados com um brilho novo para mim.

Saí do banheiro dando de cara com Amy.

-Vai a algum lugar? –ela perguntou desconfiada.

Balancei a cabeça negativamente tentando não demonstrar ao máximo a minha amiga a primeira mentira que eu contava a ela desde o primeiro dos dez anos em que nos conhecíamos.

-Estava pensei que me arrumar iria ser uma terapia para que eu me sentisse melhor, mas vejo que não. –disse pegando minha bolsa e saindo do camarim com Amy no meu encalço.

-Posso dormir na sua casa hoje? –ela perguntou mudando de assunto.

Estaquei por um momento fingindo pensar. Será que Amy arruinaria meus planos?

-Pode. –respondi levemente, mas logo emendando com uma pergunta que seria essencial. –Que horas pretende ir?

Amy olhou-me estranhamente.

-Primeiro vou visitar meu pai no hospital e depois vou passar em casa pegar minhas coisas. –ela disse dando dois passos para trás, que eu não entendi a principio.

Aos poucos o choque foi passando por minha mente. Não era possível que... Ela não faria isso.

Senti meu coração acelerar aos poucos enquanto eu via a expressão de culpa passar pela face de Amy e um sentimento mínimo de traição começava a surgir em meu coração.

-Não acredito que me escondeu isso! –exclamei deixando a indignação corresse solta por todo meu corpo enquanto eu me aproximava dela. –Deveria ter me dito que ele não estava bem!

-Eu...achei melhor que você não soubesse. Melhor que você não soubesse por... –ela tropeçava nas palavras e não era para menos, eu nunca a havia tratado daquele modo.

Respirei profundamente tentando voltar ao controle de minhas emoções. Coloquei os dedos sobre minhas têmporas levemente e as massageei tentando ao máximo não borrar minha maquiagem.

-Tudo bem Amy, eu te entendo. –falei com a voz mansa mais para acalmá-la do que para qualquer outra coisa. –Amanhã você me leva para visita-lo, pode ser? Quero ver como o padrinho está.

Ela assentiu aliviada, mas com os olhos arregalados de espanto.

-Quer carona? –perguntei finalmente trancando a porta do camarim antes de começar a caminhar pelo corredor em direção a saída.

Ela balançou a cabeça negativamente com os olhos ainda arregalados.

-Então tchau. –disse eu dando de ombros e logo em seguida dando um beijo em sua bochecha antes de sair “desfilando” pelo corredor em direção à saída.

Eu estava me sentindo tão mais determinada a cada passo que dava, tão mais livre, que fechei os olhos e comecei a me guiar pelos corredores apenas com meu conhecimento de espaço e senso de direção. Estava tudo indo bem, até eu bater em algo, ou melhor, alguém.

-Ai! –exclamei me afastando e abrindo os olhos.

-Que cabeça dura. –Taylor sussurrou massageando o queixo enquanto me olhava de cima a baixo.

-Quem é cabeça dura? –perguntei encarando-o de cima a baixo também antes de encontrar seus olhos e vê-los se arregalarem de espanto.

-Serena? –ele perguntou surpreso.

Revirei os olhos e respondi:

-Não, a Barbie. –o sarcasmo escorria por meus lábios libertando o que eu segurava.

O avaliei mais uma vez e como sempre, Taylor estava mais do que bonito em sua regata branca com a camisa xadrez por cima.

Ele riu de minha expressão.

-Achei que estava mal e que iria para casa. –ele disse arqueando uma sobrancelha e me pegando de surpresa. Eu havia esquecido a pequena mentira que contei a ele e ao nosso diretor.

Senti o espanto passar por minha face poucos segundos antes de me controlar e voltar ao aparente cansaço no olhar.

-Pensei que me arrumar um pouco me animaria. –falei passando a mão por entre os cabelos enquanto ele observava atentamente. –Mas parece que não funcionou.

-Não foi o que me pareceu. –Taylor provocava com um sorriso desafiador, irritante, petulantemente sexy. –Você estava confiante. –ele se aproximou e sussurrou em meu ouvido.

-Qualquer mulher fica confiante quando é elogiada.

-Talvez você tenha razão. –ele respondeu colocando os óculos Ray Ban. –Até amanhã. –disse antes de continuar seu caminho.

Ri sozinha quando percebi o que havia acabado de acontecer. Mal podia acreditar que Taylor e eu havíamos voltado às alfinetadas de quando nos conhecemos, ainda mais depois dos últimos dois dias.

Continuei meu caminho em direção ao estacionamento, mas agora eu sorria e cumprimentava os funcionários que passavam por mim no corredor. Aquela esfera de confiança estava delatando o que eu pretendia fazer, então resolvi atuar.

-Está muito bonita, Serena. –disse Joe assim que me viu e eu sorri para ele.

-Obrigada Joe. –agradeci entrando no carro. –Para a Faces and Mouths*, por favor.

Joe olhou-me desconfiado, mas nada disse.

Liguei o rádio para me distrair e relaxar ao sentir o tom da música e vento batendo no rosto e refrescando meu corpo naquele dia quente em Los Angeles.

-Chegamos. –Joe avisou parando em frente a um prédio com vidros espelhados.

-Espere aqui Joe. –pedi já abrindo a porta do carro e tentando ao máximo não olhar nos olhos dele. –Volto logo.

-Vou esperar na recepção se a Srt.ª não se incomodar. –disse Joe hesitante quanto a sair e deixar as chaves na mão do manobrista que estava parado ao lado da porta do motorista.

Assenti saindo do carro e voando até o balcão da recepção antes que eu mudasse de ideia.

-Serena Gligeusky? –perguntou a recepcionista espantada e eu apenas ri amigavelmente.

Mordi a língua para engolir o comentário maldoso que minha mente elaborou.

-Eu gostaria de falar com a Sr.ª Skeeter. –pedi mantendo a postura fria e distante.

A recepcionista ficou me encarando confusa por um bom tempo antes de responder:

-A Srt.ª Skeeter atende apenas com horário marcado.

Olhei para os lados respirando profundamente para demonstrar minha impaciência.

-Olha aqui... –comecei tentando achar o nome dela escrito em um lugar qualquer.

-Hannah. –ela disse demonstrando a mesma impaciência comigo.

-Olha aqui Hannah. –continuei como se não tivesse sido interrompida. –Nunca precisei marcar um horário para dizer apenas um oi.

Ela soltou um risinho sarcástico. Era óbvio que ela não acreditava em minhas palavras, seus olhos castanhos mostravam isso claramente, assim como suas atitudes.

-Prefere do modo mais difícil? –perguntei pegando o celular dentro da bolsa enquanto ele me olhava desafiadora. Posso te tirar daqui com uma ligação. –disse eu digitando um número já conhecido por mim. –Basta uma ligação.

Ela hesitou diante de minhas palavras. Bastava ela dar um deslize para que eu apertasse o botão de chamada e ela desse um adeus a seu emprego.

Ficamos por vários minutos em silencio enquanto Hannah me olhava temerosa e eu devolvia esse olhar de forma desafiadora. Então, para obriga-la a dar uma resposta mais rápida, eu apertei o botão verde e coloquei no viva a voz enquanto eu aguardava atenderem.

-Tudo bem! Pode subir. –disse ela me entregando um crachá enquanto esperávamos atenderem minha ligação.

Desliguei o celular sorrindo para ela.

-Obrigada. –agradeci virando em direção ao elevador.

-Ela é louca! –ouvi Hannah sussurrar com a voz ainda assustada pelo que havia acabado de acontecer. –É por isso que o Taylor não a quis.

Mais uma vez naquele dia, respirei profundamente e entrei no elevador apertando o botão do penúltimo andar, o andar do escritório da Skeeter.

A viagem até o penúltimo andar foi tranquila, não sei se pela atmosfera leve ou se pela música clássica que tocava, ela me deu o tempo que eu precisava para raciocinar.

Quase chegando ao meu destino, conclui que tudo aquilo que eu queria fazer era uma besteira irracional, mas agora que eu estava ali, não iria desistir.

O elevador abriu as portas com um leve estalido quando parou e eu saí de lá andando confiante até a última porta daquela ampla sala sendo seguida com o olhar por muitos funcionários que mexiam com papéis.

-Srt.ª, onde vai? –perguntou um rapaz de estatura mediana e lindos olhos azuis.

-Falar com a Sr.ª Rita Skeeter. –disse eu observando o modo sexy como ele passava a mão pelos cabelos castanhos de forma preocupada.

-Tem hora marcada? –ele perguntou me levando até um sofá que ficava de frente para a porta de Skeeter.

Balancei a cabeça negativamente para poupar palavras. Ele apenas passou a mão pelos cabelos mais uma vez e foi a sua mesa telefonar, acredito eu, para a Skeeter.

Eu fiquei observando-o, me perdendo nos detalhes de como seus braços ficavam salientes na camisa social e o modo gracioso que se movia.

-Pode entrar. –ele disse para mim com uma expressão séria após encerrar a ligação. –Desculpe minha indelicadeza por não ter perguntado antes, mas você deseja algo? Um café, uma água, um chá ou suco?

-Aceito uma água. –disse eu abrindo meu melhor sorriso para ele.

Ele assentiu para mim e sorrindo pela primeira vez desde que ele havia me parado.

Entrei na sala de Skeeter com a cabeça baixa e com o cabelo caindo ao rosto apenas para ocultar meu pequeno sorriso.

-Serena. –ela disse baixando os óculos para a ponta do nariz.

-Rita. –falei erguendo a cabeça e encarando seus grandes e infantis olhos cinzentos.

-A que devo a honra? –ela perguntou indicando a cadeira a sua frente para que eu sentasse nela, mas não o fiz a deixando com uma centelha de irritação na movimentação das mãos e no olhar.

-Vim falar sobre as matérias que tem escrito a meu respeito. –me movimentei em sua direção até chegar perto de sua mesa. –Por que tantos comentários maldosos?

-Questão de publicidade querida, nada mais que isso.
-Tenho algo a falar sobre isso. –declarei tentando ao máximo segurar as palavras que me viriam, então resolvi mudar o roteiro delas e pedir algo ao invés de causar uma briga.

O sorriso de Skeeter era debochado, os olhos sarcásticos, a movimentação das mãos impaciente e as palavras desafiadoras.

-Então fale.

Assenti rindo livremente. Ela realmente achava que me intimidava.

-Quero que pare de publicá-las. –mandei sem rodeios.

-Me obrigue. –desafiou inclinando seu corpo para frente.

Dei a volta na mesa e parei a seu lado pouco antes de pegar seus cabelos cacheados e empurrar sua cabeça em direção à mesa, parando apenas a alguns centímetros da mesma, quase esfregando seu nariz nos papéis ali em cima.

-Não se assuste. –falei quando ouvi sua respiração ofegante e assustada. –Não vou te machucar, não agora. –e a soltei antes de me afastar em direção a porta. –Não perca seu tempo tentando causar brigas entre os funcionários, atores e fãs da Summit, ou sofrerá uma grave consequência. –alertei.

-Não pense que vou deixar de publicar minhas matérias por uma ameaça ridícula como essa. –Skeeter provocou mais uma vez.

Novamente me peguei respirando profundamente antes de responder.

-Minha avó dizia que aceitar um erro uma vez é perdoável, porque esse erro pode ter sido algo não intencional. –me virei em sua direção novamente e vi seus olhos desvairados de raiva em minha direção. –Agora, não se pode aceitar um segundo erro, pois na segunda vez, você tem certeza de que foi intencional, e você está me marcando, Skeeter.

-Quer saber? –ela falou antes que eu pudesse abrir a porta. –Faço isso porque nunca gostei de você.

-Então é reciproco. –falei ao abrir a porta. –O recado está dado. –e saí porta a fora sem mais uma palavra.

-Foram breves. –o rapaz que havia falado comigo mais cedo comentou ao me avistar saindo da sala de Skeeter.

Assenti e acenei para levemente antes de entrar no elevador me refugiando do que havia acabado de fazer. Eu sabia que havia declarado guerra, mas pouco me importava, pois tudo o que eu queria no momento era um bom banho e cama.

Parei na recepção apenas para devolver o crachá a Hannah e corri até a portaria onde Joe me aguardava pacientemente.

-Para casa, Joe. –pedi quando cheguei até ele.

Poucos minutos depois o manobrista veio com meu carro.

Joe dirigiu rapidamente pelas ruas de Los Angeles e entrando em casa feito um foguete assim que uma BMW prata parada do lado de fora nos esperando.

-Abro o portão para ele? –Joe perguntou indeciso, pois ele havia acabado de ouvir um rosário de xingamentos direcionados a pessoa que me esperava.

Assenti querendo poupar palavras e fui me acomodar no sofá.

-O que foi fazer na Faces and Mouths, Serena? –a voz grave e profunda ecoou pela sala me assustando. Como ele poderia saber que eu havia ido lá?

“Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo – expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar – caem diante da morte deixando apenas o que é importante. Não há razão para não seguir o seu coração.” – (Steve Jobs).

Taylor P.O.V.

Depois daquele ataque de fragilidade durante as gravações, Serena estava sexy em provocante com aquelas roupas que lhe destacavam seu lindo corpo e aquela escura maquiagem que lhe destacava os olhos azuis.

-Serena? –perguntei surpreso. Eu ainda não conseguia acreditar que aquela era ela.

Serena revirou os olhos e respondi:

-Não, a Barbie. –o sarcasmo escorria por seus lábios de um modo sexy.

Avaliei sua maquiagem e suas roupas mais uma vez. Era incrível o modo com aquela regata preta que ela usava, sobreposta com um colete preto cheio de detalhes metálicos, delineavam sua pele clara e seu corpo esguio.

Eu ri de sua expressão ao ver que ela fazia o mesmo que eu.

-Achei que estava mal e que iria para casa. –eu disse arqueando uma sobrancelha.

Vi o espanto passar por sua face poucos segundos antes de voltar ao aparente cansaço.

-Pensei que me arrumar um pouco me animaria. –falou passando a mão por entre os cabelos enquanto eu observava atentamente. –Mas parece que não funcionou.

-Não foi o que me pareceu. – provoquei com um sorriso desafiador, um sorriso que normalmente derretia qualquer garota. –Você estava confiante. –eu me aproximei e sussurrei em seu ouvido.

-Qualquer mulher fica confiante quando é elogiada. –ela disse se afastando

-Talvez você tenha razão. –respondi colocando os óculos Ray Ban. –Até amanhã. –disse antes de continuar meu caminho na direção contrária a dela.

Continuei meu caminho intrigado com Serena. Com o comportamento dela, ela não agia assim desde...

Ri sozinho com esse pensamento. Era irônico que depois de tudo o que passamos nos últimos dois dias estivéssemos agindo como antes.

Entrei no camarim apenas para pegar o pacote que Hannah havia esquecido em meu apartamento e saí de lá rapidamente em direção ao estacionamento.

Por sorte, eu sabia onde Hannah trabalhava e eu ia até lá devolver e dizer que aquilo que tive com ela foi coisa de apenas uma noite. Não queria que ela ficasse me ligando ou tivesse esperança de que teríamos algo.

Entrei em meu carro e aspirei o ar profundamente. Ele ainda estava impregnado com o cheiro do perfume de Serena e com sua presença também. Era impossível entrar ali e não ouvir a risada leve e solta que ela deu quando contei uma de minhas piadas idiotas.

Dirigi até a Faces and Mouths  divagando com esses pensamentos e me assustei a ver Joe, o motorista de Serena, parado ali na recepção.

-Joe? –perguntei me aproximando e vi a surpresa em seu rosto. –O que faz aqui?

-Cheguei com a Srt.ª Gligeusky aqui agora há pouco. –ele respondeu preocupado, desconfiado. –É melhor fazer o que tem que fazer rápido, Sr. Lautner, a Srt.ª Gligeusky não gostará de vê-lo aqui.

-Tudo bem Joe. –respondi antes de me dirigir com passos pesados até a mesa da recepcionista. –Acho que esqueceu isso em meu apartamento. –falei para Hannah colocando o pacote com suas coisas em sua mesa.

-Taylor. –ela sorriu lindamente. –Que bom vê-lo aqui.

Assenti distraído olhando para o elevador.

-O que Serena está fazendo aqui? –perguntei sabendo que para subir ela precisaria passar por Hannah.

-Ela veio falar com Rita Skeeter. –Hannah respondeu fechando a expressão. –Precisa falar com a Sr.ª Skeeter também? –perguntou tirando um crachá de visitante de uma gaveta que ficava em baixo de sua mesa.

Apenas peguei o crachá de sua mão e andei apressadamente até o elevador.

Eu precisava impedir Serena de fazer o que quer que fosse com Skeeter, pois do modo que ela estava hoje, implicaria em uma grande confusão que prejudicaria a todos. Meu pé batia impacientemente no chão do elevador e quando as portas do mesmo se abriram, saí num rompante em direção a sala de Skeeter, mas fui interrompido por um rapaz pouco mais baixo que eu.

-Precisa de algo? –ele perguntou irritado.

-Preciso tirar Serena daqui. –falei não sabendo e não me importando se ele me entenderia ou não.

-Desculpe Sr., mas terá de voltar outra hora. –ele disse tentando me empurrar em direção ao elevador. –A Srt.ª Skeeter não gosta de ser interrompida em suas conversas.

Assenti duramente, me desvencilhei do rapaz e voltei para o elevador sem uma palavra.

Eu iria falar com Serena ainda hoje, e ela iria me dar satisfações sobre o que fazia ali hoje, custe o que custar.

(Continua...)

*Faces and Mouths: significa Caras e Bocas em inglês.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário! A sua opinião sobre as fanfics é muito importante para que os autores continuem escrevendo. Fale sobre o mais gostou, sobre o que espera ler nos capítulos seguintes. Comente sobre seus personagens favoritos e os que mais detesta. Não deixe de comentar, seja mais ativo e evite que as fanfics entrem em hiatos por desmotivação da autora em escrever. Não seja um leitores fantasma. Comente agora mesmo!

DEIXE SEU RECADO!

SITE DE NOTICIAS - TAYLOR LAUTNER MANIA