15 janeiro 2014

Fanfiction: Descoberta – Capítulo 11: Lies


Já estava tarde demais pra eu ir atrás do Taylor. Ele provavelmente estaria dormindo e eu não iria incomodá-lo. Fui direto pra casa, pronta para ouvir o sermão da minha família.
 Eu ainda tinha que aturar a escola. Pelo menos era o que meus pais pensavam...
-Taylor? –Suspirei aliviada quando finalmente ele atendeu o celular.
-Alô? –Não foi Taylor que atendeu, era a voz de uma mulher.

-Quem tá falando? –Perguntei desconfiada.
-Sara e você? –perguntou.
-Sou Nessie, uma... amiga intima... do Taylor! –Respondi. –Eu queria falar com ele, estou preocupada...
-Preocupada com seu namoradinho que tentou matar o Tay? Deveria mesmo! –Ela me interrompeu, um pouco estressada.
-Ele não é meu namorado mais. Eu lamento pelo o que aconteceu, mas eu quero saber se o Taylor está bem, preciso falar com ele! –Falei.
-Por sorte, Taylor sabe bater também. Não precisa se preocupar com ele, é só deixar ele em paz, ou Jacob vai acabar matando-o. Faz um favor pra ele: deixe-o em paz e avisa pro seu namorado que amanhã nós sairemos da cidade! –Ela contou.
-Espera! –Falei mais alto, mas ela já tinha desligado a ligação.
    Taylor iria embora. Isso me deu uma tristeza enorme, mas talvez fosse a coisa certa. Conhecia muito bem Jacob e sabia que ele não iria desistir de deixa-lo longe de mim.
    Era tudo minha culpa e eu não sabia o que fazer.
Saí da escola na hora do intervalo, não estava com cabeça pra aturar mais tempos de aulas. Resolvi ir pro bosque, na verdade, fui a procura do tal lugar onde meus pais passavam os dias juntos quando mais novos, minha mãe sempre falava daquele lugar, de como era bonito e meu pai melava a situação dizendo que não tinha nada mais lindo do que Bella... que nojo! ‘-‘
    Quase uma hora andando, já cansada, avistei uma claridade no horizonte do bosque, enquanto passava pelas arvores úmidas. Caminhei mais apressadamente, sem me preocupar em como voltaria. Passei por uma folha grande de alguma arvore baixa e as arvores acabaram. Só poderia ser a tal clareira que minha mãe sempre dizia.
    Era um lugar lindo. Com flores lilás, na altura da canela. Aquele lugar passava uma paz confortante, aconchegante.
    Tirei a mochila das costas e a coloquei no chão, em um lugar que tinha menos flores. Me sentei ali, aproveitando o sol fraco que batia contra minha pele, me deixando mais confortável. Eu precisava de paz, e foi ali que eu consegui chegar o mais perto de ter isso.
Taylor:
   Eu estava bem melhor. Pelo menos fisicamente.
   Eu tinha ouvido meu celular tocar no meio do banho e foi Sara que atendeu pra mim, então assim que me vesti e sai do banheiro, encontrando Sara sozinha na sala.
-Quem era? –Perguntei, me sentando no sofá.
-Não sei, a ligação caiu assim que eu atendi! –Ela disse se sentando no outro sofá.
-Ah!
-Está melhor? –Perguntou, preocupada.
-Estou bem! –Concordei, estendendo a mão pra ela me entregar o celular. –Só parar de mentir! –Completei pegando o celular.
   Ela suspirou e se encolheu. Eu a conhecia bem o suficiente para saber quando ela estava mentindo. Vi a ultima chamada do celular, com o numero de Nessie e a duração de um pouco menos de um minuto.
-Desculpa, mas não quero que você se machuque mais!- Ela me olhou.
-A Nessie não tem culpa disso, você não pode me impedir de ficar com ela, já que você diz não sentir nada de mais por mim! –Falei me levantando.
    Tentei ligar varias vezes pra Nessie, mas parecia estar sem sinal o lugar onde ela estava. Eu fiquei sem saber o que fazer. Não queria ficar com aquele clima tenso com meus amigos, principalmente com Sara, mas eu ainda a amava, mesmo ela não sentindo o mesmo por mim, ou não queira admitir. E agora tinha a Nessie também, não sabia o certo o que eu sentia sobre ela, mas aquela menina mexia comigo, de uma forma loucamente excitante.
   Eu estava perdido. Perdido nos meus próprios pensamentos. Confuso com tudo e pra piorar, tinha arranjado um inimigo fisicamente idêntico a mim. Muito sortudo, eu! –‘
-O que está fazendo aí fora? –Era a voz de Jessie.
-Pensando na vida! –Falei sem olha-la. Pude ouvir os passos dela se aproximando.
-Quer conversar? –Perguntou se sentando ao meu lado na escada em frente a casa.
-Pode ser, pelo visto, você é uma das minhas únicas amigas agora! –Suspirei mirando a rua.
-Por que diz isso? –Perguntou, um pouco confusa.
-Por que a Sara e eu não estamos bem. Acho que perdi o cargo de melhor amigo. –Contei.
-Acho que não, ela adora você! –Ela disse me olhando. –Tem certeza que é só isso que está te incomodando?
-Não é só isso! –Concordei.
-Pode desabafar comigo se não estiver a vontade com a Sara! –Contou.
-O que você faria se um cara quisesse te matar pra você não ficar com a namorada dele? –Perguntei olhando-a.
-Me colocando no seu lugar... –Ela pensou. –Depende do que você sente por ela. Se você quer mesmo ficar com ela, não desista. Mas tem uma coisa!
-O que?
-Tem que pensar nela também. Se ela não sente o mesmo por você, não dará certo. –Contou.
-E se eu mesmo não soubesse o que eu sinto? –Perguntei, ela deu de ombros.
-Isso só você mesmo pode descobrir. Pode arriscar ou pode escolher esperar. Com o tempo você vai perceber o que é realmente importante pra você! –Respondeu.
    Concordei levemente com a cabeça, sorrindo em seguida.
-Você é boa nisso! –Contei, fazendo-a rir corada.
-Obrigada, eu acho! –Falou sorrindo. –Conte comigo pra qualquer coisa. –Completou.
-Como posso saber se Nessie gosta de mim? –Perguntei mais pra mim mesmo do que pra ela.
-Nessie...-Ela ouviu o nome. –Pensei que você gostasse da Sara... –Comentou.
-É por isso que eu não sei o que eu realmente estou sentindo! –Contei.
-Ah, entendo. Por que você não conversa com a tal Nessie? Pode ajudar! –Sugeriu.
-Pode ser! –Concordei. –Por que está me ajudando, afinal, você...
-Gosto de você! Isso todo mundo já sabe! –Ela suspirou corada, se encolhendo.
-Então... por que está me ajudando?
-Por isso mesmo, Taylor! Gosto de você, não gosto de te ver assim, triste. –Contou.
-Isso é muito legal da sua parte! –Sorri, fazendo-a sorrir junto.
-Obrigada!
-Lamento que eu não sinta o mesmo por você! –Comentei.
-Eu também! –Ela sorriu fraco e se levantou. –Se cuida!
    Eu levantei e fui pra dentro de casa também, pegaria a moto de Jay emprestado. Coloquei uma roupa mais apropriada pra sair e fui a caminho da casa de Nessie.
...
-Olá, a Nessie está? –Perguntei assim que Bella atendeu a porta da grande casa.
-Ahhnn... Taylor? –Ela pensou um pouco e eu assenti. –Ela não está, mas deve chegar da escola a qualquer minuto! – Contou. –Pode entrar e espera-la aqui! –Ela deu passagem para eu entrar.
-Obrigada, Bella! –Sorri educado, entrando.
-Lamento pelo acontecido com o ex namorado da minha filha, ele gosta muito dela, mas mesmo assim, foi errado o que ele fez! –Ela disse quando entramos na sala e ela gesticulou pra que eu sentasse.
-É, eu também! –Concordei. –Sua filha é incrível, entendo o fato dele gostar dela. –Falei.
-E deve ter sido difícil pra você descobrir sobre sua vida assim, não é? Não é toda hora que descobrimos que temos um irmão gêmeo! –Ela riu pelo nariz.
-Desculpa, do que a senhora está falando? –Perguntei confuso, franzindo o cenho.
    Ela abriu a boca, mas demorou pra ela falar alguma coisa.
-Ah, você ainda... desculpa.. não sabia que você não... bem, não sou a melhor pessoa pra te contar isso! –Ela se levantou, sem jeito. O que estava acontecendo?
    Ouvimos a porta se abrir e logo Nessie apareceu.
-Taylor? –Ela sorriu.
-Oi, Nessie! –Falei, devolvendo seu abraço.
-Nessie, acho que você e Taylor precisam conversar, então... –Ela disse e logo subiu as escadas.
-O que vocês estavam falando? –Ela me olhou, um pouco confusa, mas não mais que eu.
-Ela disse algo sobre irmãos gêmeos! –Falei. Eu não entendia, mas tinha um obvio suspeito do que ela estava dizendo. –Nessie, ela não estava falando sobre eu e o Jacob, estava? –Perguntei, com uma gota de esperança no meu subconsciente.
-Sim, era sobre vocês. Taylor, Jacob é seu irmão gêmeo! –Contou.
   Como assim? Isso era impossível! Minha mãe nunca tinha falado de uma possibilidade de existir um irmão meu! Eu simplesmente não conseguia acreditar, por mais que fossemos fisicamente parecidos.
-Lamento, Taylor! –Ela se encolheu. –Minha mãe, ela conversou com o Billy, o pai do Jake e eu disse que é verdade. –Ela segurou minha mão, tentando me ajudar.
-Quer dizer que... eu tenho pai? Não, meu pai morreu em um acidente! Minha mãe sempre disse isso! –Falei confuso.
-Não, Taylor! Seu pai não morreu! –Ela tinha lagrimas nos olhos e só então notei que eu também estava chorando. –Seu pai é o Billy Black e ele está vivo!

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