18 janeiro 2014

Fanfiction: "Um Amor Maior Que Eu" - Capítulo: 27: Um rosto lindo e um sorriso encantador



Capa: Alexia Augusto 
Texto/Fic: @Rafaela_Vargaas
Beta: Letícia Monteiro
Ilustrações/Gifs: @Rafaela_Vargaas
Música Tema: Goodbye - Miley Cyrus




Eu ainda estava tentando recapitular todos os acontecimentos ao longo do dia. Eu estava pálida e gélida desde a minha saída da livraria até em casa, mas tentei agir naturalmente ao entrar no apartamento e fazer com que Miguel não notasse meu apavoramento.
A Val sabia que eu estava nervosa e com medo de ficar estranha na frente de Miguel, ela ajudou-me bastante quando chegamos em casa e pediu pra eu ir tomar um banho e logo em seguida pegou minhas roupas – que estavam com o cheiro de Taylor – e levou-as para lavar.

- Vou ficar bem... –Cochichei ao abrir a porta para entregar minhas roupas sujas, ficando apenas com uma toalha em meu corpo.
- Aja naturalmente, aja naturalmente! –Instruiu-me ela antes de sair.
Dei uma piscadela e entrei para o chuveiro. Eu ainda não estava me dando conta do que havia acontecido e do modo estranho como Taylor havia me tratado. No inicio ele parecia ansioso e arrependido de mais, mas no fim ele ficou calmo e pensativo, saindo antes de eu abrir minha boca pra falar algo com Makena.
- Droga, o bilhete! –Lembrei-me desligando o chuveiro e me enrolando em uma toalha.
Abri a porta e sai correndo do chuveiro, com os cabelos pingando água e deixando um rastro de marcas de pés molhados pelo assoalho da casa toda. Olhei para trás e tentei correr o mais rápido possível, cuidando para que Miguel não me visse naquele estado e me descuidando do que havia em minha frente, até que senti uma barreira me impedindo e fazendo-me bater com toda a força e cair no chão. Eu não sabia o que estava em minha frente, pois eu estava com os olhos fechados e apertando a toalha em meu corpo para que ela não escapasse dali.  Abri meus olhos lentamente e de acordo com que eu abria os meus olhos uma imagem de um sapato de couro ia tomando conta de minha visão. Eu não fazia a mínima ideia de quem era, pois Miguel não usava aquele tipo de sapatos e muito menos Val – e só os dois estavam em casa naquele momento – fui levantando meu olhar aos poucos, enxergando calças jeans escuras e uma camisa branca, até que vi o rosto do sujeito.
Os cabelos lisos e dourados estavam jogados lindamente para o lado, seus olhos azuis celestes me olhavam carinhosamente, sua pele perolada fazia-o parecer um boneco e sua boca rosada e carnuda abriu-se em um sorriso maravilhoso, mostrando seus dentes brilhantes. Ele tinha um rosto lindo e um sorriso encantador. Ele parecia um Anjo.
- Lice? – Ecoou a voz do jovem rapaz.
Quem era ele? Como ele sabia quem eu era?
Olhei-o por alguns instantes e mergulhei em seu olhar procurando alguma pista para saber quem era. Nesse momento eu agradeci eternamente por eu olhar dentro dos olhos das pessoas antes falar – isso era um costume desde criança – e quando eu me aprofundei mais ainda naquele azul celeste de seus olhos eu tive flashbacks me lembrando de quem era o sujeito em minha frente.
- Li... Liam Evans? –Perguntei desnorteada, piscando várias vezes.
- Sou eu! –Respondeu-me alegremente espichando a sua mão gigante para me ajudar a levantar.
Liam era um amigo meu desde a época do jardim de infância. A família Evans morava ao lado da minha casa, e eu, Liam e Érica – sua irmã mais nova- brincávamos o dia todo em frente as nossas casas. A Dona Sue e o senhor Will – os pais dele – moravam ao lado de minha casa e eles eram grandes amigos da minha família. A senhora Sue era doméstica e o Senhor Will era dono de uma grande gravadora chamada “Big Machine Records” uma empresa especializada em artistas de música Country, e eles foram uma de minhas inspirações, até por que o Senhor Will sempre tocava para nós nos jantares semanais de família.
 Isso tudo até que nos mudamos para outra cidade de Porto Alegre e nos distanciamos deles. Desde aquele dia que nos mudamos nunca mais tivemos noticias deles e isso foi como tirar um pedaço de meu coração, pois eles eram como meus melhores amigos e eu nem sempre fui bem aceita na escola e ter que mudar de escola e deixar meus amigos para trás, não foi nada fácil.
Mas vê-lo ali em minha frente, depois de tantos anos, era como mágica. O pequeno e ingênuo garotinho com os olhos protetores e com um sorriso angelical, agora deu lugar a um lindo homem com tamanha perfeição que eu nem tinha notado que tinha parado de respirar.
- Como você está? –Disse ele levantando-me e me dando um forte e longo abraço de urso, parecendo quebrar minhas costelas, mas mesmo assim carinhoso. Eu me surpreendi quando senti seu cheiro e por incrível que pareça ele ainda tinha o mesmo aroma doce e viciante de quando ele era pequeno.
- Estou bem e você? – Falei com a voz sufocada.
- Estou bem também... Miguel não tinha anunciado minha vinda para cá?
- Não... –Respondi confusa.
- Eu não queria atrapalhar o reencontro. É bom te ter por perto de novo! –Disse Miguel apertando a mão de Liam.
- Mas por que você veio? –Perguntei ainda mais confusa. – Não que eu não queria que você estivesse vindo, mas por quê?
- Eu e Miguel havíamos nos encontrado no Brasil quando ele foi pra lá á alguns meses atrás, e ele me ofereceu um convite para vir e me ligou na semana passada. – Respondeu-me, ainda sorrindo.
- Por que você não me avisou Miguel? – Perguntei.
- Eu vi que você precisava de alguém para te animar, já que... – Disse Miguel, mas parou quando percebeu que ia falar de mais.
- Que...? –Perguntou Liam.
- Depois eu te explico tudo. – Falei dando um beijo em seu rosto. – Agora tenho que me vestir.
Segurei minha toalha e sai correndo para meu quarto.
Eu não sabia por que eu estava boba daquele jeito, pela primeira vez nos últimos dias eu me sentia feliz e ansiosa por conversar com alguém. Eu ainda pensava que estava sonhando, mas meu antigo melhor amigo havia voltado e isso não tinha nem palavras para descrever. Eu só sei que quando eu senti aquele abraço depois de tantos anos, eu senti que a nossa amizade ainda estava presente ali e parecia nunca se apagar. Eu sempre quis reencontrá-lo e isso que Miguel fez foi o melhor que ele já fez por mim desde que conheci Taylor.
- Droga, não posso pensar nele. –Falei vestindo minha calça e ajeitando minha blusa.
Coloquei uma roupa casual e não usei nada de maquiagem, apenas me arrumei quase pronta para dormir – e isso não demoraria muito – sai de meu quarto e senti o cheiro de comida caseira. Caminhei lentamente até a cozinha, onde Val estava preparando a comida e Miguel e Liam estavam sentados no sofá da sala assistindo mais um dos jogos dos Dodger’s.
- O bilhete secreto está ai em cima do balcão. –Cochichou Val.
- Como você sabia disso? – Perguntei me direcionando até o balcão e pegando o tal bilhete. 
- Eu vi Makena te passando isso, eu estava observando vocês de longe. –Disse ela.
Abri o bilhete que estava em várias dobraduras e nele estava escrito em letra de forma: “Atenda ao telefone”.
Peguei o telefone de meu bolso no mesmo momento e vi que tinha uma chamada não atendida de um número que eu nunca tinha visto antes. Ela devia ter ligado na hora que eu estava no banho. Dedilhei rapidamente os botões do telefone para chamar novamente. Nos primeiros toques da ligação ela já havia atendido.
- Makes? –Falei confusa me distanciando da cozinha e indo em direção ao banheiro, trancando-me lá.
- Lice? Lice eu estou com saudade! –Disse Makena com voz de choro.
- Eu também estou com saudades querida! Mas não fique triste, eu planejo te ver em breve! –Falei tentando reconforta-la, mesmo sabendo que isso era mentira.
Eu não podia magoar Makena dizendo que não queria mais sair com ela, para não cruzar com seu irmão e muito menos por que ela me lembrava  muito ele.
- Eu sei que você esta mentindo, mas, por favor, você precisa tirar um tempo para nos divertirmos de novo. – Disse ela.
- Makes... Eu não posso, seu irmão está sempre com você, por favor... Entenda! – Falei tentando me acalmar e não deixar nenhuma lágrima cair.
- Lice, eu não gosto de saber que vocês estão tristes por não ter um ao outro e isso acaba comigo... E acaba ainda mais só de pensar que vocês dois se amam e não admitem! –Disse.
- Eu não o amo... –Falei tentando mentir para mim mesma.
- Eu sei que você está mentindo, se você não o amasse de verdade você não iria chorar hoje ao vê-lo.
- Makes, você sabe onde fica minha casa né?
- Sim! –Disse ela empolgada.
- Então venha aqui as 15h00min da tarde, Miguel já vai estar no trabalho...
- Eu vou, eu vou, eu vou! –Gritou ela.
- Mas tu tem que me prometer que tu não vai fugir de casa! Peça permissão para seus pais, ok?
- Sim, eu peço!
Enxerguei uma sombra por de baixo da porta e deduzi que seria Miguel que estava se aproximando.
- Makes, vou ter que desligar! Cuide-se e vou ficar te aguardando! –Cochichei.
Desliguei o telefone e fui até a pia do banheiro para lavar meu rosto, antes que alguém me visse com cara de choro. Fiquei apressada e abri a porta num rompante, dando de cara com Liam.
Eu não sei se foi impulso e se foi qualquer outra coisa, mas eu fiquei totalmente paralisada na porta olhando dentro de seus olhos e eu percebi que fiz isso por um longo tempo. Eu não conseguia tirar meus olhos dos dele, parecia que ele estava me hipnotizando ou algo do tipo, eu só sei que isso foi assustadoramente bom.
- Esta tudo bem aqui? - Perguntou Miguel se aproximando.
- Si... Sim, está! –Gaguejei saindo da porta do banheiro e dando espaço para que Liam passasse.
- Estou de olho. – Disse Miguel em meu ouvido assim que Liam fechou a porta do banheiro.
- Está de olho em quem? –Falei.
- Em vocês dois.
- Miguel, você acha que eu vou sair me esfregando em todos os caras que eu vejo? Eu sinceramente estou decepcionada com você em saber que você pensa isso de mim! –Falei um pouco auto, provavelmente Val e Liam escutaram.
- Eu só estou cuidando do que eu amo! –Disse Miguel, parecendo perceber que as palavras escapuliram de sua boca. Ele baixou o olhar e ficou olhando para o próprio pé por alguns instantes.
- O que você disse? –Falei sorrindo percebendo que meus olhos já estavam úmidos.
- E.. Eu... – Gaguejou ele.
- Você disse que me ama! –Falei sorrindo ainda mais.
Uma onda quente de choque passou loucamente por meu corpo fazendo-me ter um impulso involuntário. Em questão de segundos eu estava abraçada á Miguel, deixando as lágrimas escaparem e um sorriso tomar conta de meu rosto.
Eu não sabia exatamente por que eu fiz aquilo, eu só sabia que eu não aguentava mais esperar por aquele abraço novamente. Eu e Miguel passamos muitos dias brigando feitos loucos por uma coisa fora de cogitação. Mas agora eu senti a paz novamente nos inundar e nos rondar por completo. Apesar de eu pensar que nunca mais seria feliz, naquele momento isso se fez completamente ao contrário. Eu tinha achado minha felicidade, e a minha felicidade estava nas coisas mais simples que eu nunca tinha percebido que tinha.

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