10 fevereiro 2014

Fanfiction: Caras e bocas – Capítulo 10


Capítulo 10

Serena P.O.V.

Eu sentia plenamente o corpo de Taylor contra meu. Seus bíceps e tríceps que sustentavam meu troco ereto, seu peito colado musculoso colado ao meu, suas coxas bem trabalhadas me segurando de modo tangível ainda na pose final da dança.

Mas o que realmente me enlouquecia no momento, eram seus lábios contra os meus... Foi impossível não corresponder aquele beijo urgente e cheio de sentimentos.


Um filme de todos nossos momentos começou a passar em minha cabeça durante o beijo. Esse filme usava a música que estava tocando como trilha sonora. Reconheci o toque de um concerto que meu pai havia me levado quando criança. A música era Sleep Away do Bob Acri, um jazz suave e que se encaixava perfeitamente em “nosso filme” que ainda se passava em minha mente. Porém, aos poucos fui recobrando a consciência e me lembrando de nossos últimos dias juntos. As brincadeiras, os carinhos, as ofensas, as mágoas, a decepção, quando nos entregamos um ao outro, a declaração, a mensagem de Hannah e suas atitudes.

Afastei-o irritada. Como podia um homem causar sentimentos tão divergentes em mim? Desci de sua perna e saí em direção ao banheiro me controlando ao máximo para não explodir ali em frente a muitos.

Percebi que as pessoas me encaravam, assim como encaravam Taylor, mas não me importei com isso, afinal, nada poderia ficar pior do que já estava.

Marchei em direção ao banheiro com uma raiva contida e abri a porta do mesmo com violência. Não me importei com os olhares assustados que recebi das três mulheres que fofocavam perto da pia.

-Algum problema? –perguntei irritada quando percebi que as mulheres não tiravam os olhos de mim enquanto eu tentava a todo custo baixar minha alta temperatura corporal com pequenas doses de água que eu respingava em meu corpo.

Nenhuma delas respondeu diretamente, mas dava para perceber pelo modo que elas davam pequenas olhadelas para mim que estavam incomodadas com minha presença marcante e explosiva ali.

Soltei meus cabelos que estavam semi – presos deixando que caíssem em um ondulado marcante por minhas costas.

Joguei a cabeça para trás deixando que a confusão tomasse conta de minha mente.

O que realmente Taylor quer comigo? –era a pergunta que não deixava minha mente.

-O que ele quer? –sussurrei para minha imagem no espelho que refletia uma beleza que eu não via neste momento.

Respirei profundamente várias vezes enquanto ajeitava meu vestido antes de sair daquele banheiro com tudo em ordem, tanto os pensamentos quanto a aparencia.

-Ela é louca. –ouvi uma das mulheres dizer assim que fechei a porta do banheiro atrás de mim.

Sorri e voltei para o salão indo direto para a mesa onde uma Amy curiosa me esperava. Travei quando vi Taylor, Robert, David e o empresário de Taylor indo naquela mesma direção. Eu havia esquecido que compartilharíamos a mesa com as figuras supostamente mais importantes para o filme esta noite.

-Que dança e que beijo foram aqueles? –ela perguntou saltitando em sua cadeira enquanto eu me sentava cuidadosamente evitando olhar para a direção de onde eles vinham.

-Não sei. –respondi passando casualmente as mãos por meus cabelos enquanto os ajeitava para esconder meu decote.

-Como assim não sabe? –ela perguntou indignada chamando a atenção daqueles homens que chegavam a mesa.

Dei de ombros de forma natural e aceitei o cardápio que o garçom me estendia.

-O que você não sabe Serena? –perguntou David curioso enquanto se sentava ao lado de Amy e Taylor se sentava a minha frente deixando o lugar a meu lado vago.

-Ela não sabe que... –Amy começou a falar, mas eu a chutei por baixo da mesa a calando na hora. Ela fez uma cara de dor tão engraçada que fez com que explodíssemos em uma onda de risadas.

-Amiga você é hilária. –falei assim que paramos de rir na esperança de que eles esquecessem o que David havia perguntado.

-O que você não sabe Serena? –David tornou a perguntar quando os risos cessaram.

Seus olhos castanhos expressavam uma curiosidade anormal para meu diretor sempre tão reservado. Olhei para Taylor e para Robert e o empresário de Taylor sem saber o que responder, foi aí que eu vi que eles tinham a mesma curiosidade estampada em suas faces.

Bêbados.

Foi a palavra que me veio a mente. Assim, resolvi aproveitar o momento e inventar uma desculpa qualquer.

-Eu não sei o que vou fazer agora que as gravações encerraram.  –falei forçando um sorriso para disfarçar a dor que o chute que Amy me deu por baixo da mesa me causou. –O que foi? –sussurrei a pergunta para que só ela ouvisse.

-Mentirosa. –ela retrucou na mesma tom que eu.

Abri minha boca para retrucar em voz alta para ver se algum daqueles babacas bêbados sentados a nossa mesa me ajudariam quando fui interrompida.

-Olá garotas. –disse Alysson sentando-se na cadeira vaga a meu lado. –E garotos. –ela acrescentou olhando duvidosa para aqueles quatro que conversavam de modo mais animado que o normal.

-Olá Alyson. –falei dando um enorme abraço em minha ídolo. –Já estava com saudades.

Ela retribuiu o abraço com carinho. Era incrível o modo caloroso com que ela nos tratava. Absorvi o máximo da energia positiva que ela me passava com sua presença plena e calma.

-Eu também querida. –ela falou me apertando mais em seus braços. –Está tudo bem com você?

Olhei para os lados meio em dúvida quanto minha resposta. Digo, fisicamente estava tudo bem comigo, mas meu emocional estava um enorme caos desde aquela gravação naquela gruta, desde a última vez que eu vi Alysson.

Continuei a olhar em volta em busca de uma resposta e encontrando os olhos suplicantes de Taylor no caminho. Aqueles olhos me transmitiram todo o tipo de emoção possível, desde confusão e amor a ódio e certeza. Eu não sabia muito bem o que aquilo significava, mas com toda a certeza eu sabia que devia uma conversa para Taylor assim que seus olhos capturaram os meus fazendo com que eu mergulhasse na profundidade deles.

-Está tudo bem. –respondi a Alyson sem desviar os olhos dos de Taylor.

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O evento transcorreu normalmente. O jantar foi leve, saboroso e animado, nada poderia ser melhor do que jantar em meio a piadas, brincadeiras e conversas amenas.

Conheci uma infinidade de pessoas novas enquanto estava sentada a mesa junto com Alysson e David. Entre essas pessoas que conheci, estavam alguns membros que um dia formaram o elenco de Twilight como Ashley Greene e Kellan Lutz, duas pessoas extremamente educadas e animadas, assim como o acanhado Jhony Deep, a bela Anjelina Jolie e o sedutor Paul Weasley.


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-Então Serena, você pretende seguir a vida de atriz quando terminar de gravar Os Imortais? –Paul perguntou de modo galanteador enquanto se sentava na cadeira recentemente vaga por Alyson.

Sorri para ele de um modo que sempre considerei ser sedutor.

-Paul, eu realmente não sei responder a sua pergunta. –falei me inclinando sobre ele. Eu já sentia o álcool do champagne que eu havia tomado me subir a cabeça.

-É claro que ela vai continuar atuando. –disse Taylor rispidamente chamando minha atenção pela primeira vez em horas. Eu mal lembrava que ele estava ali. –Não vou deixar que um talento como o de Serena seja desperdiçado.

Olhei para Taylor indignada. Quem ele pensava que era para responder por mim daquele jeito?

-A decisão de continuar ou não atuando é uma decisão que só cabe a mim. –retruquei no mesmo tom que ele. –E somente a mim. –reforcei como uma criança teimosa. –Agora, se me der licença... –falei levando caminhando para longe dali.

Andei sem prestar atenção em nada até chegar ao bar desesperada por mais álcool no sangue.

-Uma dose de Vodca Absolut com limão, por favor. –pedi ao garçom de um modo másculo demais para mim.

-Identidade, por favor. –ele pediu sem olhar para mim enquanto secava um copo.

-Precisa mesmo de identidade? –perguntei mudando meu tom de voz para algo mais delicado, miado e sexy.

Esse era um tom de voz que raramente eu usava, mas que no momento me ajudaria muito. E ajudou, pois o garçom olhou para mim e ficou me encarando embasbacado por um longo tempo.

-Precisa mesmo de identidade? –tornei a perguntar me debruçando no balcão e expondo meu decote um pouco mais que o necessário.

-Não... Não precisa. –ele disse servindo uma dose de Vodca com limão para mim. –Quer algo mais? –ele perguntou com um sorriso sacana e nojento que fiz questão de ignorar.

Não respondi a sua pergunta. Eu apenas peguei minha bebida e saí dali o mais rápido possível em busca de um lugar isolado e confortável.

Fui até o stand com sofás onde eu havia sentado com Matt mais cedo.

-Procurando um lugar tranquilo? –perguntou me assustando e quase fazendo com que eu derrubasse minha bebida em meu vestido.

Senti meus olhos se arregalarem enquanto eu olhava para o lado e dava de cara com aqueles olhos lindamente azuis.

-Você me assustou. –falei colocando a mão no peito para ver se meu coração não tinha escapado pela boca enquanto ele ria da minha cara.

-Percebe-se.

Tomei um gole de minha bebida para ver se ela me acalmava um pouco. Fiquei feliz quando senti a Vodca descer queimando por minha garganta, pois era uma sensação reconfortante para um coração confuso.

-Cansou de encantar? –ele perguntou dando um sorriso torto, mas seus olhos nunca desgrudavam de um ponto a sua frente que eu não conseguia identificar.

Revirei os olhos enquanto virava o resto da bebida e pegava duas taças de champagne da bandeja do garçom que passava por ali.

Matt me olhou assustado, mas eu pouco me importei enquanto deixava o líquido gasoso descer por minha garganta.

-Digamos que eu cansei de ser o centro das atenções. –respondi esvaziando a primeira taça. –Só isso.

Deixei que o silencio reinasse entre nós fazendo com que cada um ficasse perdido em seus mais profundos pensamentos naquela estranho momento de solidão compartilhada.

-Matt... –o chamei enquanto me virava para ver seus olhos azuis. –Posso te fazer uma pergunta?

Ele riu antes de responder.

-Outra? –ele rebateu fazendo com que eu o olhasse confusa. –Outra pergunta, você quis dizer, porque você acabou de fazer uma.

Fiz uma careta para ele de forma espontânea e ri logo em seguida devido ao fato de que eu raramente era assim.

-Ok, outra pergunta. –falei rindo pouco antes de esvaziar a segunda taça para me preparar psicologicamente para fazer a pergunta. –Por que você me ajudou ontem? E por que veio aqui hoje? Por que me trata tão bem? É alguma coisa que a Skeeter te pediu?

Ele riu fechando os olhos, gesto que me impediu de ver sua reação, talvez bem disfarçada, passar em seus olhos antes do mesmo responder ou fazer qualquer outro gesto.

-Era para ser só uma pergunta. –ele respondeu divertido quando sua risada cessou. –E não um questionário inteiro.

Senti minha face esquentar enquanto eu ria por puro constrangimento pela minha impulsividade ao falar.

-Não podia simplesmente responder? –perguntei ainda constrangida.

Matt ria comigo enquanto tentava colocar meu cabelo atrás de minha orelha, mas eu o jogava para frente de novo para esconder minha face.

-Hey, eu te ajudei porque você merecia. –ele disse colocando a mão em meu queixo e fazendo com que eu erguesse o rosto para ele e encarasse aqueles lindos olhos azuis que mostravam a profundidade de um oceano.

-Eu merecia? –repeti aturdida enquanto ele deslizava a mão até minha nuca.

-E ainda merece. –ele disse começando a se aproximar de mim.

-Mereço? –perguntei não sabendo se me afastava dele ou se deixava acontecer.

-É por isso que estou aqui hoje, porque você merece que eu esteja aqui cuidando para que nada escape desta festa... –seu hálito batendo em meu rosto me deixava tonta, inata a fazer qualquer movimento. –Acho um absurdo o que Skeeter anda fazendo com você, então me ofereci para cobrir o evento...

Eu não sabia se queria que Matt me beijasse ou não, mas não me afastei enquanto ele se aproximava.

-E o que você ganha com isso? –sussurrei a pergunta quando nossos lábios estavam quase colados.

Seus olhos profundamente azuis revelavam uma alma bondosa e gentil, não tinha como não se encantar por aqueles olhos, aquelas palavras, aquele homem...

Ele se aproximou mais deixando que seus lábios deslizassem para perto de meu ouvido.

-Você. –ele sussurrou em resposta fazendo com que um arrepio passasse por meu corpo em resposta.

-Vamos dançar meu povo! –disse Amy aparecendo do nada e me assustando de um modo que fez com que eu batesse minha cabeça na de Matt antes de nos afastarmos assustados.

Coloquei a mão na cabeça quando a tontura devido a batida me atingiu.

-Que cabeça dura... –sussurrei para mim mesma enquanto fechava os olhos na intenção de parar aquele infindável looping que minha cabeça dava.

Abri os olhos e vi um Matt olhando confuso para uma Amy extremamente animada. A primeira vista, parecia que minha amiga estava totalmente bêbada, mas como eu já conhecia ela há um bom tempo, eu sabia diferenciar quando ela estava realmente bêbada e quando estava fingindo, o que era o caso.

-Dançaaar. –ela cantarolou me puxando com uma mão e Matt com a outra antes de nos arrastar até a pista de dança e nos largar lá antes de sair correndo pelo local.

-O que ela tem na cabeça? –Matt perguntou confuso.

-Sabe que eu me faço essa mesma pergunta há dez anos? –brinquei tentando descontrair meu nervosismo que se instaurou quando percebi o que eu estava prestes a fazer antes de Amy chegar.

Ele riu tão alto que atraiu a atenção de algumas pessoas a nossa volta.

Me virei para sair dali, mas ele me segurou pelo braço e me puxou para si me prendendo em um abraço de aço.

-Dança comigo. –ele pediu com a voz doce como mel, mas eu não queria, não podia...

-Algum problema? –uma voz forte e cortante perguntou fazendo com que eu me virasse em sua direção da melhor maneira que podia.

-Nada. –respondi a Paul aproveitando a deixa para me desvencilhar de Matt.

-Dançar? –Amy perguntou pegando a mão de Matt e o puxando mais para o meio da pista de dança.

Paul me ofereceu a mão e eu a peguei deixando que ele me conduzisse para o meio da pista de dança.

Deixei que a música que tocava acabasse antes de começar a movimentar meu corpo com Paul na música que começava.

Braços, pernas, quadril, ombros, mãos, pés, cabeça e tronco. Um conjunto que voava no tempo e ganhava vida quando era contagiado pelo ritmo de uma música.

Sem me tocar, Paul conduzia meus movimentos fazendo com que eu completasse os dele. Por vezes trocávamos de casal, ou seja, eu dançava com Matt e Amy com Paul. Eu me sentia incomodada na frente de Matt por nosso quase beijo. O pior de tudo é que ele indiretamente insistia naquilo.

-Chega? –perguntei aos três quando senti que minhas pernas estavam bambas de tanto dançar e minha cabeça leve demais pelas bebidas que consumimos enquanto dançávamos.

-Acho que eu mereço mais uma dança. –aquela voz rouca e sexy sussurrou em meu ouvido levando-me a loucura e a confusão.

Virei num ímpeto para respondê-lo, mas acabei me desequilibrando e quase indo ao chão, mas ele me segurou impedindo que isso acontecesse.

-Pois eu acho que não. –Matt respondeu por mim de modo ríspido.

Balancei a cabeça negativamente e encarei Amy diretamente.

-Encontro vocês no bar? –perguntei para os três enquanto implorava com os olhos para que Amy tirasse Matt e Paul dali para que eu pudesse conversar a sós com o Taylor.

-No bar então. –ela falou arrastando os dois consigo enquanto eu direcionava meu olhar para Taylor.

Uma música romântica pairava no ar fazendo com que a tensão se instaurasse entre nós.

-O que você quer? –perguntei em um suspiro cansado. O que eu menos queria agora era conversar com Taylor, ainda mais estando confusa em relação ao quase beijo com Matt.

Ele enlaçou minha cintura e começou a nos movimentar no ritmo da música.

-Dançar com você. –ele disse baixando a cabeça e a enterrando na curva de meu ombro. –E sentir seu cheiro.

As mãos de Taylor me seguravam com firmeza e possessão inigualáveis, sua barba por fazer arranhava minha pele causando arrepios prazerosos e seu corpo colado ao meu causava-me um calor interno reconfortante, era quase como se estivesse perto de uma lareira em um dia muito frio.

-Taylor, não. –falei querendo ser repreensiva quando ele começou a beijar meu pescoço, mas meu corpo me traiu fazendo com que eu jogasse a cabeça para trás e fechasse os olhos em um modo de entrega.  –Estamos em público.

-Eu não me importo. –ele disse soltando um riso rouco contra meu pescoço.

Com muito esforço, voltei minha cabeça a sua posição original e encarei seus olhos em busca de respostas para as perguntas que surgiram em minha vida desde o dia em que nos conhecemos.

Perdida em seus olhos, foi impossível não imaginar uma vida totalmente diferente para nós. Uma vida tranquila, sem paparazzi, fama ou até mesmo gravações. Duas pessoas comuns, trabalhando em uma empresa qualquer e guardando dinheiro para uma possível viagem nas férias em busca de uma praia, uma casa de campo ou até mesmo uma cidade movimentada como Londres.

Taylor fez com que eu soltasse de seu ombro e meu girou suavemente.

-Em que tanto pensa? –ele perguntou me puxando para si novamente.

Eu apenas escondi o rosto em seu peito e aspirei seu perfume forte e presente. Resolvi não responder sua pergunta, por hora.

-Não vai responder? –ele apoiou o queixo no topo de minha cabeça.

Neguei com a cabeça lentamente enquanto me entregava ao calor e aconchego de seus braços.

Ele me empurrou com delicadeza e ficou me olhando de modo confuso em uma careta muito engraçada.

-O que foi? –perguntei caindo na gargalhada.

Enquanto ele me encarava cada vez mais confuso.

Taylor me soltou, virou as costas, fingiu que iria sair dali dando breves passos naquela direção, mas logo em seguida, ele virou em minha direção novamente e se aproximou, o que fez com que eu risse mais ainda.

Ele levantou um dedo para mim como se fosse apontar algo, mas abaixou a mão e abriu e fechou a boca várias vezes antes de finalmente falar:

-Você nunca se recusou a falar o que pensa para mim. –ele afirmou lentamente, articulando cada palavra perfeitamente, chamando uma grande atenção para seus lábios carnudos e convidativos... –É um milagre!

Explodi em gargalhadas chamando uma enorme atenção para nós novamente e ele me acompanhou, mas eu não entendia o motivo dele também estar rindo.

-Eu nunca recusei falar o que pensava para você porque geralmente eram xingamentos. –falei tentando manter a pose séria depois que parei de rir, mas ele não conseguiu segurar a gargalhada e a soltou dando inicio a uma nova onde de risos.

Continuamos nessa crise de risos por várias músicas. As pessoas a volta já começavam a nos olhar assustadas, mas eu nem ligava, pois estava me divertindo a beça.

-Preciso beber. –disse a ele rouca de tanto rir.

Taylor assentiu enlaçando minha cintura e me arrastando pela multidão até o bar que estava estranhamente vazio.

Varri o local com os olhos em busca de Amy, mas as únicas pessoas que encontrei foi Robert conversando com uma morena de cabelos cacheados que estava de costas para nós. O estranho era que a mulher me parecia muito familiar.

-Uma água sem gás. –pedi ao garçom enquanto Taylor já bebia seu whisk.

Ele ergueu uma sobrancelha para mim em sinal de questionamento depois que o garçom me serviu e eu comecei a bebericar a água.

-Para equilibrar o álcool no sangue. –disse eu dando de ombros para ele.

Ficamos em silencio enquanto cada um bebia o conteúdo de seu copo com tranquilidade.

Mas Taylor esvaziou seu copo bem antes de eu tomar metade da garrafa de água, da qual eu despejava lentamente na taça.

Ele pegou minha mão que estava livre e começou a brincar com meus dedos, o que fez com que eu começasse a rir por cima do copo. Ele passou suas mãos para minha barriga e começou a fazer cócegas e eu me encolhi e sem querer derrubei água em nós.

-Olha o que você fez! –exclamei colocando a taça no balcão do bar dando um tapa em sua mão logo em seguida, mas ele não a afastou como eu queria. –Mas o quê...?

Comecei a rir escandalosamente quando ele circundou minha cintura e começou a me girar ali mesmo.

Eu sentia o vento pelo giro bagunçar meus cabelos embolando-os no brinco, mas não me importei, assim como não me importei com a tontura que se abatia sobre mim ou o borrão de cores que era o ambiente com o giro.

Taylor só parou quando o mesmo estava tonto, e nós dois cambaleamos a beira do bar em busca de equilíbrio.

-Se acertaram? –perguntou Robert se aproximando e me dando apoio ao colocar um braço em meu ombro quando eu quase caí.

Balancei a cabeça negativamente enquanto ele me ajudava a sentar em uma cadeira ali perto.

-Essa gata é difícil de domar. –Taylor falou casualmente enquanto se aproximava de nós lentamente.

-Mas eu não sou difícil de domar. –disse a mulher que acompanhava Robert.

Eu tinha a impressão de que já conhecia essa voz, mas só tive certeza quando minha visão voltou ao normal e meus olhos conseguiram focalizar uma Hannah quase debruçada em Taylor.

Respirei profundamente várias vezes para manter a calma e não pular no pescoço daquela vadia. O que ela fazia ali?

-Oi amor. –ela disse se aproximando de Taylor e abraçando-o. –Por que não foi lá em casa ontem?

Bufei indignada com aquela cena. Será que ele havia me enganado o tempo todo? Será que dormir em frente a minha casa era apenas uma encenação para que eu não desconfiasse de seu relacionamento com Hannah para que ele pudesse me usar e me levar para a cama novamente?

-Mas o quê...? –ele sussurrou afastando Hannah lenta e delicadamente.

Mas a vadia apenas sorriu para nós e começou a tirar algo parecido com um documento de dentro da bolsa antes de se virar para mim e dizer:

-Primeiramente Serena, eu queria que soubesse que estou aqui apenas para trabalho, acompanhando Matt, não tenho a intenção de confrontá-la. –ela disse com aquela voz enjoada para mim. –E segundo... –ela voltou para Taylor novamente. –Eu vim aqui para dizer que estou grávida, amor. –completou pegando a mão de Taylor e colocando-a em sua barriga lisa.

-Não é possível... –sussurrei sentindo meus olhos se encherem de lágrimas antes que minhas pernas ganharem força e me levassem para longe dali.

(Continua...)


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