17 fevereiro 2014

Fanfiction: Caras e bocas – Capítulo 11


Taylor P.O.V.

Eu girava aquele peso leve que era Serena com uma estranha facilidade, felicidade e liberdade.

Sim! Estávamos libertos por causa da bebida, de nossas danças, palavras, sentimentos e por nosso amor que nasceu com a nossa conflituosa convivência.

Só parei de girar e a soltei quando me senti tonto e desiquilibrado, quase fomos ao chão quando cambaleamos um para cada lado ao nos separarmos, mas Robert segurou Serena e eu consegui me apoiar no balcão do bar.

-Se acertaram? –perguntou Robert segurando Serena.


Balancei a cabeça negativamente enquanto ele a ajudava se sentar em uma cadeira ali perto.

-Essa gata é difícil de domar. –falei casualmente, enquanto me aproximava lentamente deles. Eu ainda estava meio tonto pelo giro e pela bebida.

-Mas eu não sou difícil de domar. –disse a mulher que acompanhava Robert, uma mulher que me parecia familiar, mas eu não conseguia saber quem era por minha visão turva. Eu só sabia que ela estava próxima a mim.

Respirei profundamente várias vezes tentando identificar aquele horrível perfume já conhecido pela minha mente.

-Oi amor. –ela disse se aproximando e me abraçando enquanto eu ficava sem reação. –Por que não foi lá em casa ontem?

-Mas o quê...? –sussurrei a afastando lenta e delicadamente, enquanto minha visão se normalizava e eu consegui identificar Hannah.

Mas ela apenas sorriu para nós e começou a tirar algo parecido com um documento de dentro da bolsa antes de se virar para Serena e dizer:

-Primeiramente Serena, eu queria que soubesse que estou aqui apenas para trabalho, acompanhando Matt, não tenho a intenção de confrontá-la. –ela disse com voz anasalada. –E segundo... –ela se voltou para mim novamente. –Eu vim aqui para dizer que estou grávida, amor. –completou pegando minha mão e a colocando em sua barriga lisa.

-Não é possível... –ouvi Serena sussurrar antes de eu olhar em sua direção e a ver sair correndo dali.

-Serena! –gritei me desviando dos braços de Hannah e começando a correr atrás dela.

-E o nosso filho? –Hannah perguntou indignada quando eu já estava a uns bons passos dela.

A ignorei e continuei a correr atrás de Serena, que por sinal corria extremamente rápido. Mas ela deu o azar de tropeçar no tapete do corredor dos banheiros e cair de joelhos.

Ela ficou ali, parada, chorando de um modo que me machucava o coração enquanto as pessoas que estavam sentadas nos sofás ali localizados a olhavam assustadas.

-Serena... –chamei me abaixando a seu lado e tentando abraça-la. 

-Não. Toque. Em. Mim. –ela rosnou antes de se levantar com agilidade e entrar no banheiro feminino sem me dar a chance de falar algo.

Encostei-me a porta do banheiro sob os olhares curiosos daqueles ali presentes. Esperei que Serena saísse dali por incontáveis minutos, já não aguentava mais. Eu precisava vê-la! Eu precisava confortá-la...

O tempo passava lentamente, e nada de Serena sair daquele maldito banheiro. Eu já estava perdendo as esperanças quando ela sai de lá a passos fortes e decididos, passando reto por mim. Era como se eu não estivesse ali, era como se eu fosse invisível aos olhos dela.

A segui curioso, mas cauteloso. Preferi não dizer palavra alguma enquanto a seguia por aquele imenso salão onde acontecia a festa.

-Amy! Onde você estava? –ela disse surpresa parando em frente a mesa em que jantamos.

Serena se sentou ao lado da amiga que estava com o olhar desolado e pegou as mãos dela entre as suas.

-O que foi? –ela perguntou à Amy após algum tempo de conforto entre amigas.

Amy balançou a cabeça negativamente e olhou para a pista de dança confusa. Seus olhos focados em apenas uma coisa, uma pessoa...

Era o talzinho que estava dançando com Serena mais cedo. Ele estava agarrado a Hannah de todas as formas obscenas possíveis. Era mais fácil e viável que os dois fossem para um motel.

Serena abraçou Amy e começou a chorar baixinho junto com a amiga, enquanto falava algo que por mais que eu me esforçasse, não consegui ouvir.

Me aproximei sorrateiramente das duas enquanto tentava ensaiar uma fala qualquer em minha mente.

-Serena... Amy... –chamei quando já estava suficientemente próximo para que as duas me notassem. –O que houve?

Serena retesou os ombros e soltou-se do abraço da amiga, enxugou as lágrimas que ainda lhe escorriam pelas bochechas e olhou para mim com um ódio que nunca imaginei ver em seus olhos.

-Saia daqui. –ela sibilou como uma cobra. Eu quase podia ver um veneno mortal escorrer pelos cantos de sua boca e de seus olhos azuis que agora se assemelhavam a um tsunami, de tão turbulentos que estavam.

Amy nos olhava assustada. Talvez ela não soubesse o que havia acontecido, talvez ela não soubesse de Hannah e do... meu filho.

Meu filho! Uma coisa tão estranha de se pensar. Não era natural como uma vez eu imaginei que seria, pois eu sentia a palavra sendo forçada em minha mente.

-Serena, não importa o que as pessoas digam, não importa o que elas façam. –falei pegando sua delicada face entre minhas mãos. –Não importa o passado, ou as consequências que ele me acarretou. –falei pensando nessa criança que estava por vir. –Essa criança que Hannah espera não significa nada para mim. A única coisa que importa é que eu te amo. Agora e sempre.

Percebi que a respiração de Serena ficava cada vez mais tensa e forçada enquanto eu falava, mas eu não me preparei para a grande explosão que veio de sua parte.

-VOCÊ É UM MENTIROSO E APROVEITADOR TAYLOR DANIEL LAUTNER. –ela gritou a plenos pulmões. Sua voz se sobrepunha a alta música que rodeava o ambiente. –ME MAGOOU, SE APROVEITOU DE MIM, QUEBROU MEU CORAÇÃO VÁRIAS VEZES EM MENOS DE UMA SEMANA E AINDA POR CIMA VAI TER UM FILHO COM OUTRA... –suas palavras me atravessavam como navalhas congeladas. –Um filho com outra... –ela repetiu em um sussurro.

Serena se levantou de supetão e me empurrou com demasiada força para seu tamanho, antes de se embrenhar na pista de dança e ser seguida por uma Amy extremamente confusa.

Deixei meu peso cair em uma das cadeiras a minha frente. Minha mente e coração estavam desolados com a rejeição de Serena. Fiquei ali... Sem saber para onde ir, com quem falar, ou o que fazer.

Agora eu estava a mercê do tempo, e só ele diria para onde meu coração iria me levar.

-Pensando em nosso filho amor? –a voz de Hannah chegou a mim quase apagada por meus pensamentos e pelas palavras de Serena que ainda rondavam minha mente.

Olhei para mulher a minha frente, aturdido. Era por culpa dela e dessa criança dizia esperar que eu tinha perdido a única chance de me explicar e reconciliar com a mulher de lindos olhos azuis e brilhantes cabelos, que eu amava de um modo surreal.

-Prove que está grávida e prove que esse filho é meu. –a desafiei com a raiva transbordando em minha voz.

Sim, eu tinha raiva. Raiva de Hannah, da criança, dos estupradores, daquele tal Matthew, de Skeeter, das minhas burradas, de minha impulsividade e de tudo mais que se punha em meu caminho neste momento.

Eu sentia a paisagem a minha volta girar e meu mundo ir para o ralo sujo e impudico. Nada mais importava no dia de hoje, ou no resto de meus dias, pois tudo o que eu queria era me recolher para poder pensar em uma maneira de consertar meus erros.

Hannah me olhou assustada, raivosa, indignada... Eu mal conseguia acreditar em sua falsidade. Eu mal conseguia acreditar que isso estava acontecendo comigo.

-Prove. –repeti impregnando a raiva em cada sílaba que eu pronunciava.

Expressando sua indignação ao extremo, ela tirou alguns papéis da mesa jogou-os em cima da mesa.

-Marque o exame de DNA e depois me avise. –ela disse raivosa antes de sair batendo os saltos pelo grande salão.

A voz do gemedor do Pattinson, que no momento ecoava pelo local, deu a trilha sonora perfeita para a tristeza e a solidão que se abatiam sobre mim.

Extremamente raivoso, peguei os papéis e comecei a lê-los em busca do local onde havia o resultado.

POSITIVO

Era o que estava escrito em negrito na última página daquele maldito exame e, incrivelmente, aquela simples palavra fez com que o resto da muralha que se transformara meu coração, se erguesse de vez.

Um filho! Era surreal pensar que Hannah estava grávida, ainda mais de um filho que era supostamente meu. E isso tudo em um momento em que Serena e eu estávamos para nos acertar! Era como se o destino não quisesse que ficássemos juntos.

-Algum problema? –perguntou Robert sentando a mesa após seu breve show ter acabado.

Olhei para as folhas que continham o resultado do exame virar uma bolota de papel em minhas mãos antes de fechar os olhos e falar:

-Hannah está grávida.

Admitir aquilo em voz alta causava a mesma dor que um tiro causaria. A partir do momento em que isso viesse a tona, minha vida estaria perdida.

-Eu sei, eu estava lá quando ela falou. –ele confirmou franzindo o cenho. –Pensei que gostaria dessa notícia. Você já me admitiu que sempre quis ser pai!

Suspirei, lembrando todas as vezes em que eu brinquei, cuidei ou apenas estive juntos de crianças e do sentimento fraternal que me abatia quando eu as via e imaginava alguma delas como sendo um filho meu.

Soltei um riso seco e sarcástico. Era irônico que isso estivesse se realizando para mim com a mulher errada, justamente quando eu havia encontrado a mulher que eu queria que fosse a mãe de meus filhos. 

-Não com ela. –falei pegando sua bebida e virando-a em um só gole enquanto Robert me olhava indignado. –Não com ela...

_x_

A festa passou a ser entediante a partir daquele momento. Nada fiz além de beber, conversar com os amigos e observar Serena de longe.

Ela sorria, ria e brincava com quem conversava com ela, mas nos breves momentos em que ela ficava sozinha, eu percebia seus ombros se curvarem e sua cabeça tombar em direção ao chão enquanto seu peito subia e descia em uma respiração longa e profunda.

E quando tocava uma música lenta, eu via Serena dançar sozinha embalada pelo ritmo e a liberdade de expressão de seu corpo. Sua atuação na dança demonstrava tal expressividade, que seu corpo parecia voar dando a impressão de que uma deusa descia a terra e declamava ali todo seu esplendor.

-Um minuto de atenção, por favor. –David pediu interrompendo a música.

Serena parou de dançar e se endireitou em uma postura rígida e ereta que quebrou todo o encanto e leveza que seu corpo tinha minutos antes.

Voltei meu olhar para David, mas meu olhar se focou no telão atrás dele, que tinha uma imagem do filme onde Serena e eu estávamos abraçados de uma maneira intima.

Em seguida, a filmagem de um campo de tulipas tomou conta da tela, sendo acompanhada por uma música. As filmagens do acidente, “eu” dando o suco da imortalidade* para “Serena” e mais filmagens dela.

O trailer foi curto, mas foi intenso o suficiente para me deixar com os batimentos acelerados ao lembrar de todas as filmagens.

Isso era algo que sempre acontecia quando eu via qualquer coisa que eu tenha gravado. Era surreal... Mas a sensação de falta de privacidade me atingia sem motivo nesses momentos.

Aplausos, assovios e parabéns vindo de todos os lados era isso que eu ouvia, só ouvia, pois minha visão estava focada em uma certa moça de cabelos loiros e olhos azuis que chorava a poucos metros de mim. Estar ali, era quase como estar em um show, você pode ouvir tudo a sua volta, mas você só tem olhos para o artista que está no palco. E, no meu caso, esse artista era a Serena.

David subiu ao púlpito que havia perto da tela que agora exibia imagens ao vivo pelo salão todo.

-Obrigado, obrigado. –ele agradeceu quando a ovação começou a se acalmar. –É uma grande honra ter vocês aqui esta noite. –mais aplausos. Meus olhos continuavam em Serena, que por sua vez, continuava a chorar silenciosamente. –Os Imortais é uma série que promete... É uma série que contém muitas emoções, aventuras, mistérios, passados sombrios, alquimia, metafísica e, é claro, romance... –risos ecoaram pelo salão.

Olhei para o púlpito por um mero segundo e vi um David feliz como nunca. Soltei um riso que soou mais como um bufo e resolvi olhar para o resto do salão.

Ver todos aqueles rostos sorrindo para mim, para David, para Alysson, que agora subia ao púlpito, para o resto do elenco, para Serena... Enfim, ver todos aqueles rostos sorrindo preenchia meu ser em uma felicidade quase plena. Era meu trabalho, minha vida... Mas o elemento que faltava para completar minha felicidade, agora me ignorava por um erro meu e, também sofria por isso.

-Agora, quero meus meninos pródigos aqui comigo. –a voz de Alysson veio de algum lugar distante. –Taylor, Serena, venham aqui comigo.

Me senti franzindo o cenho na direção de Alysson. Meu corpo não tinha reação alguma, a única coisa que eu conseguia fazer era observar Serena andando em direção ao púlpito com os braços estendidos para Alysson e para David.

-Vai lá, babaca. –disse Robert me empurrando. Como ele havia chegado ali mesmo? –Vai lá! –ele me empurrou mais uma vez antes que eu levantasse e fosse na mesma direção que Serena sob os aplausos do público.

Abracei Alysson carinhosamente e fiz o mesmo com David logo em seguida, porém, este último ato sendo de modo mais masculino.

-Eu queria agradecer a todo o elenco por ter tornado meu livro, meu mundo em algo real. –Alysson assumiu o microfone novamente. –Mas queria agradecer principalmente a estes dois garotos, que trouxeram a vida as personagens que me guiaram pelos 15 anos** que demorei para escrever meu primeiro livro, Para Sempre.

Em um gesto natural, passei meu braço pelos ombros de Serena. Senti a mesma retesar e de contorcer desconfortável logo em seguida, mas ela não retirou meu braço de seus ombros.

-Serena, minha Ever. –Alysson a chamou fazendo com que a linda garota loira a meu lado voltasse seus lindos olhos azuis para a autora a nosso lado. –Eu sempre sonhei com o dia em que eu realmente veria a Ever cantar Call Me When You’re Sober*** para mim.

Serena riu e balançou a cabeça negativamente.

Voltei meu olhar para o público, que nos olhava excitados e ansiosos por uma resposta.

-Não, melhor não. Não sei cantar... –disse Serena pegando o microfone das mãos de Alysson.

Tirei meu braço de seus ombros e a olhei questionador, enquanto ela me devolvia o olhar da mesma forma. Eu já havia ouvido Serena cantar e, ela com toda a certeza sabia cantar.

-Can-ta... Can-ta... Can-ta... –puxei um coro, enquanto o DJ colocava uma música de suspense no ar.

-Por favor... –Alysson sussurrou para que só nós ouvíssemos.

Serena suspirou e concordou com a cabeça antes de virar as costas e ir para mais perto do telão, ou seja, no meio daquele pequeno palco em que ficava o púlpito sob mais aplausos.

Ironicamente, percebi que aquilo ali mais parecia uma festa de homenagens do que uma festa de lançamento do primeiro trailer oficial do filme.

Ri antes de me afastar do pequeno palco e deixar Serena sob todos os holofotes.

Serena P.O.V.

Com o microfone a mão, coração a mil e a espontaneidade que o álcool me causou, andei confiante até o meio do pequeno palco.

Respirei profundamente diversas vezes antes de encarar todo meu público que aguardava a canção em silêncio.

Olhei para o DJ e assenti minimamente, dando o sinal de que ele precisava para que o instrumental da música começasse a tocar e eu a tocar.

Não chore por mim
Se você me amasse
Você estaria aqui comigo
Você me quer,                             
Venha me encontrar
Faça sua escolha

Ironicamente, aquela música combinava perfeitamente com o momento que eu vivia. Então, fechei os olhos e me entreguei a música deixando que ela ressoasse pelo espaço, ecoando meus sentimentos juntamente com minha voz.

Eu deveria deixar você cair, e perder isso tudo?
Então, talvez você pudesse lembrar de si mesmo
Não posso continuar acreditando, estamos apenas nos enganando
E eu estou cansada das mentiras
E você está muito atrasado

Deixei que minha voz se fortalecesse junto com o tom da melodia, deixei a que música falasse por mim enquanto eu cantava de olhos fechados e mantinha meu corpo imóvel.

Não chore por mim
Se você me amasse
Você estaria aqui comigo
Você me quer
Venha ao meu encontro
Faça sua escolha

Depois deste segundo refrão eu abri os olhos e encarei Taylor diretamente nos olhos. Sua expressão denunciava que ele já havia percebido o quanto eu já estava me envolvendo com a música e que a letra da mesma se encaixava perfeitamente para descrever essa noite. Ele realmente me queria? Então que viesse atrás!

Não conseguiu se livrar da culpa, cheio de vergonha
Deve ser cansativo perder seu próprio jogo
Por si mesmo odiado, não é de se espantar que você esteja esgotado
Você já não pode mais bancar a vítima dessa vez
E você está muito atrasado

Se Taylor estava realmente apaixonado por mim como ele disse, então ele havia caído em sua própria teia, ele teria experimentado do próprio veneno, pois ele havia virado o conquistado e não o conquistador. Desta vez ele ia perder seu jogo.

Seus olhos pareciam mostrar arrependimento, mas eu não acreditava e deixei isso claro enquanto andava pelo palco sem tirar meus olhos raivosos e cheios de lágrimas de cima dele.

Então, não chore por mim
Se você me amasse
Você estaria aqui comigo
Você me quer
Venha ao meu encontro
Faça sua escolha

Não disfarcei sentimento algum, não me importei com quem olhava, tudo o que eu queria era aliviar meus sentimentos e mostra-los para Taylor de alguma forma, então andei em sua direção e cantei o refrão estando quase em cima dele.

Você nunca me chama quando você está sóbrio
Você só quer isso porque está tudo acabado, tudo acabado
Como eu pude queimar o paraíso?
Como eu pude? Você nunca foi meu

Por quê? Por que meus sentimentos por Taylor começaram a aflorar em um momento meu de fragilização e desespero? Por que ele não pôde esperar até que eu melhorasse? Por que ele não esperou até que eu estivesse sóbria?

Novamente eu andava em círculos pelo pequeno palco. Meus passos eram forte e marcados no mesmo ritmo da música.

Acho que foi isso que estragou tudo... A confusão de sentimentos e a fragilidade daquele momento. Eu não era mais eu, pois me sentia psicologicamente cansada e extremamente confusa, totalmente diferente do que eu era normalmente.

Então, não chore por mim
Se você me amasse
Você estaria aqui comigo
Não minta para mim
Apenas pegue suas coisas
Eu fiz sua escolha

Sim, eu havia feito essa escolha por Taylor. Ele deveria cuidar de seu filho e seguir com sua vida e, eu deveria fazer a mesma coisa. Era aqui que nossos caminhos se separavam.

E mais uma vez aplausos cortaram a noite. Seria esta noite regida apenas por aplausos? Alysson me abraçou com lágrimas nos olhos antes de tomar o microfone de minhas mãos.

-Minha menina de ouro. –Alysson disse ao microfone, enquanto me abraçava. –Sabe que assim consegui imaginar aquela cena melhor ainda? -ri baixinho, sentindo minha face esquentar. –Quero mais aplausos para a Serena e para o Taylor, meus meninos de ouro!

O tom de Alysson deixava claro que ela estava nos dispensando, então descemos do palco, ovacionados. Mas, assim que todos já voltavam a prestar atenção no que Alysson dizia, eu dei um jeito de me desviar de Taylor, que insistentemente me seguia, e fui procurar por Amy.

-Aí está você! –falei assim que a encontrei no saguão de entrada após algum tempo de procura.

A tristeza e a mágoa pelo que Matt fez a ela ainda estavam estampadas em seus olhos e, o que me causou um enorme aperto no peito, pois eu entendia o que minha amiga sentia.

-Amy... –chamei baixinho enquanto me sentava a seu lado no grande sofá de veludo ali disposto. –Vamos para casa?

-Acho que é o melhor que se tem a fazer. –disse ela com a voz rouca antes de pegar o celular da bolsa e ligar para Joe.

-Vamos para a casa, Amy, pois amanhã será outro dia. –falei antes de ceder as lágrimas causadas por Taylor pela última vez.

(Continua...)

*Suco da imortalidade é o líquido que os personagens da série Os Imortais bebem para conseguir a imortalidade.

**A autora declarou em uma sessão de autógrafos que realmente demorou 15 anos para escrever esse primeiro de sua carreira e, consequentemente de sua primeira série.

**Em uma tradução livre é: Me Chame Quando Você Estiver Sóbrio. A música é cantada pela Ever, personagem principal do livro Para Sempre.



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