03 fevereiro 2014

Fanfiction: Caras e bocas – Capítulo 9


Serena P.O.V.

Arfei com a dor que me atingiu no peito assim que terminei de ler aquela maldita mensagem.

Será que ele fez tudo aquilo apenas para me levar para cama? Será que suas palavras doces e a declaração de amor foram mais uma de suas encenações? –eram essas as perguntas que me rondavam a cabeça. Afinal, quais eram as reais intenções de Taylor para comigo?

Inspirei profundamente várias vezes tentando controlar as lágrimas que saíam sem permissão de meus olhos.


-Eu tenho certeza de que ele tem uma explicação para isso. –Amy falou tentando inutilmente enxugar minhas lágrimas.

Sua face estava turva, mas dava para ver a ruga de preocupação marcando suas sobrancelhas.

-Como pude ser tão idiota? –sussurrei balançando a cabeça negativamente.

-Ele tem que ter uma explicação. –Amy reafirmou indignada. Pelo o que eu conhecia da minha amiga, eu tinha certeza de que ela não queria acreditar no que estava acontecendo.

-Algum problema? –ouvi a voz preocupada de Taylor chegar até mim.

-Por quê? –perguntei me virando para ele e permitindo que minhas lágrimas fossem expostas ao causador delas.

-O que aconteceu Serena? –ele perguntou. A preocupação acentuou-se em sua voz, e ele acabou parando de joelhos em minha frente.

Em um impulso, levei minha mão para trás e a desci com toda força em sua face. O som do tapa ecoou enquanto ele e Amy me olhavam abismados.

-Saia da minha casa. –ordenei fechando os olhos para não ver sua expressão. –Agora. –completei quando senti sua presença pairar a minha volta.

Só esperei a porta bater para deixar meu corpo cair sobre a cama e começar a chorar fortemente.

-Serena... –Amy implorou tentando me fazer parar.

-Por que ele me enganou, Amy? –perguntei deixando que minha amiga me abraçasse.

Ela nada respondeu. Apenas me abraçou mais forte com um dos braços e pegou o celular que ainda estava jogado em cima da cama.

-Acho melhor guardar isso aqui. –ela disse me soltando e pegando o celular logo em seguida.

-NÃO! –gritei tomando o celular de sua mão antes de sair correndo pela casa até a porta. –TAYLOR! –gritei seu nome quando vi que já saía com o carro.

Foi como mágica, não precisei chamar uma segunda vez para que ele parasse.

-Serena? –ele perguntou confuso assim que cheguei ao lado da janela do motorista.

Abri a porta com brusquidão e o beijei como se estivesse me despedindo daquele momento mágico que tivemos. Minhas lágrimas salgadas se misturavam ao beijo que naturalmente era doce e intenso, e isso só aumentava o gosto da despedida.

Minhas mãos passeavam por seu peitoral definido, as costas firmes e suaves, assim como suas mãos passeavam por minha cintura, costas, barriga e peito. Cada um de nós gravava o corpo do outro com o toque.

Empurrei-o com minhas lágrimas se intensificando quando ele tentou descer seus beijos por meu pescoço.

-Vai. –falei empurrando o empurrando e jogando seu celular no banco do carona. –Bom encontro. –e saí correndo de volta para minha casa antes que ele pudesse dizer algo.

-O que você fez? –perguntou Amy saindo da sacada do meu quarto assim que eu entrei no mesmo.

-Apenas me despedi. –respondi me encolhendo em posição fetal em cima da cama.

-Ele ainda está lá fora. –Amy disse encarando a porta que levava a sacada. –Está encostado ao portão.

Dei de ombros e tentei controlar minha respiração.

-Uma hora ele vai ter que ir. –falei parando de chorar e deixando o cansaço do dia me abater fazendo com que meu corpo amolecesse e desse lugar ao torpor do mundo dos sonhos.

_x_

Acordei com a claridade batendo em meu rosto. A seda macia dos lençóis acariciando minha pele agora seca pelo choro, mais parecia pele de lagarto do que qualquer outra coisa.

A respiração de Amy vinha lenta, leve e ritmada a meu lado. Sua perna em cima de minha barriga me causava pequenas dores. Olhei para o relógio e me assustei ao ver que ele já marcava nove horas.

-Amy! Amy! –eu a sacudia do melhor jeito que podia, mas de nada adiantava, ela dormia como uma pedra! –Amy PAGANI ROBSON! –gritei seu nome inteiro sabendo que ela não gostava.

-O quê? O quê? O que foi? –ela perguntou levantando-se em um pulo e me jogando ao chão com isso.

Me desembolei dos lençóis e a fitei raivosa através da cortina de meus cabelos que agora estavam em cima dos meus olhos.

-Já são nove horas. –esbravejei tentando levantar, mas tropeçando nos lençóis. –Merda! –exclamei quando fui ao chão novamente.

Amy já estava no meu banheiro e eu ouvi o barulho do chuveiro sendo ligado. Ótimo, agora ela tinha roubado minha vez no banho!

Levantei cuidadosamente, peguei roupas íntimas, um shorts, uma camiseta e uma bota cano longo qualquer em meu closet e corri para o quarto de hóspedes e me trancando no banheiro de lá.

Em questão de segundos eu já havia tirado a camisola que tinha aparecido “magicamente” em meu corpo, e entrado em um rápido banho.

Quinze minutos depois eu já estava de banho tomado e de roupa trocada. Meus cabelos estavam molhados, e eram assim que iriam ficar, pois não dava mais tempo de fazer muita coisa antes de sair. Depois Chloe daria um jeito nele.

-Pronta? –perguntei a ela depois que ela finalmente saiu do meu banheiro.

-Só falta fazer a maquiagem. –ela respondeu tentando passar correndo por mim e direção a meu closet, mas segurei seu braço impedindo-a de entrar lá.

-Te empresto a Madison. –falei pegando minha bolsa e correndo escada abaixo com Amy em meu encalço.

-É sério sobre me emprestar a Madison? –ela perguntou parando na cozinha para pegar algumas barrinhas de cereal que Marta sempre deixava em cima do balcão para que eu pudesse comer quando estava atrasada para o trabalho ou colégio. –Raramente você empresta ela para fazer maquiagem nos outros.

-Em caso de atraso eu faço de tudo. –falei olhando para Amy e quase batendo em meu pai que vinha na direção contrária. –O que foi pai? –perguntei quando ele me segurou evitando que eu caísse mais uma vez naquele estranho dia que havia acabado de começar.

-Serena, eu já ia te chamar. –disse ele com a voz controlada enquanto colocava as mãos em meus ombros e me conduzia para fora de casa. –Tem algo que vocês precisam ver.

Amy veio para meu lado e apertou minha mão enquanto eu contava até 10 em voz baixa. Para meu pai usar aquele tom de voz, boa coisa que não poderia ser.

-Serena, pode me dizer por que Taylor dormiu no portão de sua casa hoje? –perguntou uma repórter colocando um microfone em minha cara assim que me aproximei do portão.

Olhei-a assustada. O que ela havia dito mesmo?

-Vamos Serena. –disse Billy, meu segurança, levando-nos para longe do tumulto, em direção a garagem coberta e parando em frente a um homem acabado que dormia desconfortavelmente encostado a parede ao lado de um dos carros. –Só o vi hoje de manhã, quando o tumulto começou. O carro dele ainda está lá fora, não deu tempo de tirá-lo de lá.

Assenti olhando Taylor desolada. O que realmente havia acontecido? Me abaixei em sua frente e comecei a cutuca-lo.

-Taylor... Taylor... –eu o chamava baixinho.

Suas pálpebras tremularam antes de se abrirem e encarar meus olhos com profundidade.

-Serena! –ele disse assustado e tomando meu rosto entre suas mãos.

Fechei os olhos me entregando ao toque familiar, mas ele logo me soltou e colocou a mão nas costas soltando um gemido de dor.

-Estamos encrencados. –sussurrei para ele pensando no que isso poderia nos acarretar.

Taylor P.O.V.

-As gravações estão encerradas! –anunciou David a todo grupo das gravações. –Parabéns a todos, vocês fizeram um ótimo trabalho. –ele foi ovacionado por todos nós. –Estão dispensados! –me virei em direção a porta com o intuito de descansar um pouco antes do evento desta noite. –Menos você Taylor. –as pessoas se viraram para mim por breve segundos antes de continuar seu caminho. –E você Serena.

-Droga! –ouvi ela praguejar baixinho. Em um dia normal eu teria rido, mas hoje estava bem longe de ser normal. –Sim David? –ela indagou em voz alta.

-Sentem-se. –ele disse indicando o sofá grande que fazia parte do cenário e ficando com a poltrona que ficava de frente para o mesmo, ou seja, de frente para nós. –Estou muito decepcionado com vocês. –ele começou direto no ponto. Por minha visão periférica, vi Serena baixar a cabeça, mas eu sustentei seu olhar.

-Não vejo motivos. –desafiei cansado de ficar na inércia ou agir impulsivamente para me livrar dela. Já era hora de eu colocar a cabeça no lugar e falar o que geralmente ficava entalado em minha garganta.

-Não vê motivos? Não vê motivos? –David esbravejou. –Você tem ideia do que está falando Lautner? Vocês dois colocaram a Summit em um rio negro. A imprensa caiu matando em cima de nós em menos de três dias. Nesse ritmo vocês afundam toda a produção do filme em questão de dias. –sua voz estava altiva e feroz. –Se vocês querem namorar, tudo bem! Fico feliz por vocês, mas, por favor, evitem esses escândalos.

Eu ia abrir a boca para protestar, mas Serena foi mais rápida que eu.

-Tudo bem David, vamos nos controlar. –ela disse indignando-me. Como assim iriamos nos controlar? Eu não fiz nada de mais. –E só para que saiba, Taylor e eu não estamos namorando. –a cara que ela fazia era séria e centrada de mais. Cerrei os punhos para conter a vontade que tinha de contrariá-la.

-É uma pena. –ele disse ecoando meus pensamentos enquanto eu me mantive quieto. –Agora vão para suas casas descansar antes de começarem a se arrumar para o evento de hoje.

Serena assentiu minimamente e se levantou quase correndo em direção a saída.

-Sabe Taylor, quando eu tinha a sua idade eu não era tão idiota quanto você. –disse David chamando minha atenção. Olhei-o confuso enquanto sentia meu cenho franzir e a mandíbula relaxar um pouco. –Nunca vi um casal que se tivesse tanta química na frente e atrás das câmeras.

Soltei um riso cheio de escárnio. Ele não imaginava o tamanho de nossa química.

-Vai atrás dela cara. É isso que ela quer. –ele disse batendo de leve no meu ombro.

-Você não sabe o que ela quer. –respondi levantando e seguindo meu caminho para fora dali.

Eu andava lentamente pelo corredor que me levaria ao estacionamento. O meu arrastar de pés me irritava, mas o peso de minhas pernas era maior do que qualquer outra coisa naquele momento. O tapa que Serena havia me dado ainda ardia em meu rosto, em minha alma. Assim como o cansaço por dormir na calçada de sua casa e a confusão pelo acontecido. Ela havia lido aquela mensagem idiota da Hannah. Era esse o motivo da hostilidade de Serena?

Estava tão distraído que quase bati de cara na porta.

-Você deveria tomar mais cuidado Taylor. –disse Amy indiferente. Ela estava parada ao lado da porta olhando para o estacionamento interno do bloco em que gravávamos.

-Só estou cansado.

Fechei os olhos e me encostei a porta sem delicadeza alguma. 

-Você deveria dormir. –a voz de Serena> chegou até mim com a mesma suavidade que suas mãos que passeavam por minhas possíveis olheiras.

-Eu só preciso chegar em casa inteiro. –respondi quase não encontrando minha voz ao abrir meus olhos e dar de cara com sua face extremamente preocupada.

Ela deu uma breve olhadela para Amy antes de pegar uma de minhas mãos e me arrastar para meu carro.

-As chaves. –ordenou estendendo a mão para mim.

-Você não vai me levar para casa! –protestei um pouco mais desperto.

Serena> deu de ombros e fingiu virar-se para outra direção antes de se virar para mim novamente e começar a atacar meus bolsos em busca da maldita chave que estava no bolso da frente de minha calça.

-Agora entra. –ela ordenou novamente. –Amy e Joe vão me seguir no outro carro. –apontou com a cabeça para seu carro que agora estava em frente a porta em que estávamos a pouco tempo atrás.

Assenti e entrei no carro contrariado. Não queria que ela fizesse isso por mim, mas também não podia correr o risco de dirigir e dormir ao volante.

Saímos do stúdio em pouco tempo e entramos na rodovia principal parando logo em seguida por a mesma estar lotada.

-Por que está fazendo isso por mim? –perguntei querendo puxar assunto. A resposta já não me importava, pois ela ainda estava chateada comigo por algum motivo, e era só isso que eu queria saber. Mas quebrar o gelo sempre era boa escolha.

-Porque apesar de tudo... –Serena começou a falar, mas deu uma pequena pausa antes de prosseguir. –Porque apesar de tudo o que me magoou, eu não quero que você morra. –ela deu ênfase no magoou. –Ou sofra um acidente grave por dormir ao volante. –acrescentou a última parte baixinho, mas pude ouvir mesmo assim.

Me mantive em silêncio pelo resto do caminho, pois neste momento, as coisas não ditas poderiam causar um grande estrago se fossem proferidas.

Serena P.O.V

-Como estou? –perguntei para Amy saindo de meu closet e entrando no quarto.

-Vermelho é a sua cor. –ela disse sentando com cuidado na cama para colocar sua sandália de cetim que fazia um belo par com seu vestido roxo.

-Obrigada. –agradeci voltando para o closet para pegar minha bolsa carteira. –Madison já foi embora e a Chloe também... Vamos? Tenho que estar chegar cedo ao evento.

Amy assentiu e levantou-se prontamente antes de correr pela casa balançando seus cabelos longos e lisos.

Gargalhei antes de seguir minha amiga escada abaixo até a porta de saída onde Joe já nos esperava com o carro ligado.

-Estão lindas senhoritas. –disse Joe curvando-se brevemente e beijando nossas mãos. Uma de cada vez.

-Galante. –brinquei antes de entrar no carro e dar início a uma conversa agradável com minha amiga e meu motorista até o Palace Hotel.

-Chegamos. –anunciou Joe por cima dos gritos dos fãs quando parou em frente ao local.

Assenti encarando a orla de repórteres que me esperavam ansiosamente.

-Se quiser pode ir para a sua casa, Joe. Quando quisermos ir embora eu te ligo. –falei apertando a mão de Amy antes da porta do carro ser aberta por fora.

-Como quiser Serena. –disse Joe carinhosamente enquanto eu saía do carro apoiada pela mão de um de meus seguranças.

-Serena, você e o Taylor terminaram?

-Serena o que aconteceu para o Taylor dormir na calçada de sua casa?

-O boato sobre a traição de Taylor é verdadeiro?

-Você foi mesmo estuprada?

Eram as perguntas que me rondavam enquanto eu passava pela escadaria que levava até a entrada do local.

Parei apenas na porta para que pudessem tirar uma foto minha antes de entrar e deixar para trás aquela confusão.

-Vou dar uma volta. –disse Amy animada olhando para uns atores que estavam no bar.

Balancei a cabeça e voltei a encarar o ambiente bem decorado e com música suave.

-Serena Gligeusky. –saudou-me o garoto que me antendeu na Faces and Mouths.

-Ainda não me disse seu nome. –falei feliz por ver uma figura que me tratara bem em um momento impulsivo.

-Matthew. Matthew Klosh, mas pode me chamar de Matt. –disse pegando minha mão levemente e beijando-a do mesmo jeito que Joe havia feito mais cedo. –Devo dizer que essa cor lhe caiu muito bem.

-Obrigada... Matt.

-Skeeter queria que eu fizesse uma entrevista com você. –ele disse colocando um braço em volta de minha cintura e me conduzindo para um stand com sofás.

Ri sarcasticamente antes de responder.

-E você sabe que não vou responder nada. Não para Faces and Mouths. –encarei profundamente seus olhos de um azul escuro e profundo.

Não sei por quanto tempo ficamos assim, só sei que fomos interrompidos por David.

-Serena. Achei que não viesse. –ele falou quebrando meu contato visual com Matt. –Você demorou.

-Desculpe David, eu estava aqui conversando com Matt. –falei me levantando para ficar ao lado de David que nos encarava confuso.

-Venha, quero te apresentar umas pessoas. –ele disse colocando a mão em meu ombro e me direcionando para longe dali.

Taylor P.O.V

-Não sei o que fazer cara, o que você acha? –ouvi uma voz perguntar algo, mas meu cérebro não conseguiu processar nada. –Taylor... Taylor... Taylor! –desta vez a voz dele foi mais forte.

Pisquei várias vezes tentando “acordar” daquele sonho que estava diante de meus olhos.

-O que foi Robert? –perguntei sem desviar os olhos dela.

-O que você acha? Eu devo ou não devo aceitar o papel para este filme? –ele perguntou irritado.

Desviei os olhos dela por breves segundos para responder.

-Aceita, o filme é bom e a publicidade dele também. –respondi sem interesse algum.

Robert era uma ótima pessoa e um ótimo amigo, mas depois de que terminamos Twilight ele raramente aceitava um papel secundário, e este era um desses casos.

Ele bufou irritado antes de começar a rir debochadamente.

-Agora eu sei por que você se meteu nessa confusão toda por causa daquela garota. –ele disse olhando para onde Serena estava anteriormente.

-Aquela garota tem nome, e é Serena. –respondi irritado quando ele deu aquele sorriso que geralmente fazia as garotas caírem matando.

-Com ciúmes?

-Ciúmes de quê? –David perguntou se aproximando pelas minhas costas e eu virei para encará-lo dando de cara com Serena.

Ela estava incrível naquele vestido curto vermelho que fazia um belo destaque com a sua pele e moldava seu corpo de uma forma sexy.

-Taylor está com ciúmes de Serena. –disse Robert me constrangendo.

Serena aderiu a cor de seu vestido enquanto David e Robert riam as nossas custas.

-Serena, este é Robert, esta é a Serena. –David os apresentou após seu ataque de risos ter cessado.

-É um prazer conhecer tão bela dama. –disse Robert pegando sua mão e beijando-a a lá Edward Cullen.

Serena riu me fazendo cerrar os punhos.

-O prazer é todo meu, senhor. –disse ela fazendo uma breve mensura assim que ele soltou sua mão. E os dois riram.

-Bem, agora que já foram apresentados eu vou receber os outros convidados. –disse David olhando em volta e localizando os postos em que os recém-chegados estavam parados. –E Serena, convença o Robert a aceitar o papel de Jude. –disse antes de virar as costas e sair dali em uma velocidade inimaginável.

Ela olhou para Robert curiosamente.

-Você foi convidado para fazer o papel de Jude? –ela perguntou apertando os olhos para encará-lo.

Ele riu daquele modo irritante novamente.

-Alysson pediu.

Os dois começaram a rir do nada.

-Ela estava mesmo falando sério quando disse que queria os atores do elenco de Twilight em Os Imortais. –Serena falou entre risos.

-É. –concordei seco fazendo com que os dois finalmente reparassem em mim.

Serena olhou em volta constrangida e ficou um bom tempo encarando o mesmo local.

-Preciso ir. –ela falou tentando sair dali, mas segurei seu braço impedindo-a de ir.

-Serena, precisamos conversar. –falei encarando seus angustiados olhos azuis.

-Eu realmente preciso ir Taylor. –ela falou tentando se desviar de meu aperto.

-Deixe-a ir. –disse Robert sério. Ele raramente ficava assim.

Eu ia me virar para ele para falar que a conversa era entre Serena e eu, mas a luz do ambiente baixou deixando apenas três luzes focados no ambiente, e uma dessas faixas de luz estava em cima de mim e de Serena.

-Os casais que estão iluminados queiram, por favor, se direcionar a pista de dança, onde daremos início as danças da noite. –disse o DJ da festa pelo microfone.

Uma música de tango ecoou pelo ambiente e me senti envolvido por seu ritmo intenso e misterioso. Levei Serena até a pista de dança, apossei-me de sua cintura e entrelacei minhas pernas nas suas.

Ela fez um movimento de cruzada de pernas, o que aumentou nosso contato corporal brevemente e a eletricidade percorreu meu corpo com o contato de nossas peles.

Serena afastou-se fazendo movimentos marcados, sensuais, arrebatadores...

Tirei meu terno ficando apenas com a camisa e a gravata. Segui Serena pelo salão até conseguir enlaçar sua cintura e suspendê-la dando a impressão de vôo.

Pousei-a com delicadeza no chão antes dela desvencilhar-se de mim novamente e eu correr atrás. Quando ela virou em minha direção, fui eu que fugi, mas ela foi mais rápida e me abraçou por trás.

Peguei seus braços e a girei fazendo com que voltássemos a posição inicial.
Ela envolveu minha coxa direita com sua perna direita, e eu desci seu tronco em um ângulo que deixou deu colo exposto e eu não resisti ao impulso de beijá-lo. Minhas mãos desceram para o nó que estava na saia em seu vestido e soltei-o criando uma calda em seus vestido para delinear suas pernas.

Libertei seu colo de meus beijos, mas Serena entrelaçou nossas pernas mais algumas vezes antes de voltarmos a verdadeira dança.

Repetimos passos que fizemos, reinventamos os antigos e fizemos novos. Aquela era nossa dança, nosso tango. E ele era tão intimo e intenso quanto um toque apaixonado. Era tão intimo e intenso quanto nossos toques quando fizemos amor.

A música chegava a seus acordes finais, então fiz Serena girar e ter impulso para colocar suas pernas dobradas em cima de uma de minhas coxas, que estava a frente da linha de meu quadril.

Finalizamos a dança de forma intensa e com a respiração ofegante. Face a face, sentíamos o hálito um do outro batendo no rosto. Vi o brilho de excitação nos olhos de Serena, mas o que realmente me chamou atenção foi sua boca levemente avermelhada.

Tomei seus lábios para mim não me importando em que situação estávamos, quem veria, ou no que isso nos implicaria.

(Continua...)

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