05 fevereiro 2014

Fanfiction: “Descoberta” – Capítulo 14


Taylor:
    Eu não conseguia parar, meu coração estava prestes a sair pela boca e a tensão da sala de espera era ainda mais sufocante. Eu andava de um lado para o outro no corredor grande do hospital, enquanto a família dela estava na sala de espera ali no lado e Jacob estava na janela de vidro dali, mirando o céu cinzento com os olhos marejando de preocupação e raiva.
-Familiares da senhorita Cullen? –Um homem de jaleco branco entrou na sala, fazendo todos mira-los e se aproximarem dele.

-Sim! –Bella respondeu primeiro.
-Bem... –Ele olhou a fixa em sua mão. –A paciente Cullen está fisicamente bem, e deve acordar logo! –Ele disse, nos fazendo suspirar mais aliviados. –Mas... –Completou, fazendo todos ficarem tensos novamente.
-Mas o que? –Edward perguntou impaciente.
-Mas ela perdeu o bebê! –Ela respondeu desanimado, mas  frase fez toda família arregalar os olhos, inclusive eu.
-Bebê? –O coro fez a palavra ecoar no hospital, para o espanto do médico.
-Minha filha não estava gravida! –Bella riu nervosamente, balançando a cabeça negativamente.
-Vocês não sabiam? –O médico ficou confuso e conferiu a fixa. –Reneesme estava gravida! Há um mês e pouco, pelos exames... –Ele contou.
   Aquilo era um choque e tanto. Eu não pude evitar de olhar para Jake, tendo toda certeza que aquele filho seria dele. Ele se afastou um pouco e se sentou, confuso e preocupado, deixando algumas lagrimas caírem. A família ficou quieta, meio que em estado de choque. E eu?
   Não tinha o que dizer... continuava preocupado e ainda mais triste.
...
   Já estava escuro e ela continuava adormecida. Os médicos afirmavam que ela acordaria em breve, mas nada acontecia. Revisávamos pra ficar no quarto com ela, duas em duas ficavam durante alguns minutos.
    Ela continuava imóvel na cama, dolorosamente parada, apenas com o movimento do peito subindo e descendo com a respiração leve. Ao menos isso. Mas mesmo assim, era doloroso demais ver aquilo. O quarto em um silencio agoniante, apenas com alguns sons dos equipamentos do hospital, próxima a ela.
    Eu me perguntava como seria sua reação ao saber que estava gravida e tinha perdido o bebê que não sabia que existia. Era algo terrível pra qualquer pessoa.
-Acho que devíamos tentar não nos odiar... por ela! –Jacob quebrou o silencio do quarto, sentado ao lado da cama dela, olhando-a, enquanto eu fazia o mesmo encostado na parede.
-Eu não te odeio, Jacob! Não tenho motivos pra isso. –Respondi, sem olha-lo.
-Mesmo depois do que eu fiz? –Ele me olhou.
-Fez o que achou que era certo. Não te culpo de sentir medo de perde-la. –Falei, me aproximando da cama dela.
-Eu a amo mais do que tudo! –Ele disse deixando uma lagrima cair pelo seu rosto.
-Eu sei. –Suspirei, vendo-o tocar a mão branca de Nessie. –E sei que ela também te ama... –Completei.
-Ela não ama só a mim... –Ele me olhou.
-Não... –Concordei. –Ela só... ama mais você do que a mim! –Contei, dando uma risada sem humor em seguida. –Estou acostumado a ser tratado como segundo plano! –completei.
-Parece que tudo virou de ponta a cabeça em um piscar de olhos. –Ele comentou, alisando a mão dela.
-Virou mesmo! –Concordei.
-Vamos esperar... esperar e ver quem ela vai escolher! –Ele me olhou.
-Vamos esperar! –Corcordei.
-Licença... –A enfermeira apareceu no quarto, fazendo-nos olha-la. –Não podem ficar mais aqui, já está tarde e vocês devem ir pra casa. O resto da família já foi e qualquer coisa o hospital liga para vocês! –Ela avisou e nós concordamos.
-Boa noite, minha Nessie! –Jacob deu um beijo em seu rosto e saiu do quarto em seguida.
-Fique bem... por favor, Nessie! –Falei me aproximando dela. –Fique com Deus! –Lhe dei um beijo na testa e me afastei devagar, saindo do quarto.
  ...
-Taylor, desculpe mesmo por ter falado a ela que você tinha ido embora. Eu realmente achava que você tinha ido com eles! –Jay se culpava preocupada.
-Tudo bem, Jay, a culpa não é sua! –Falei, tentando acalma-la. –Você não sabia! –Completei.
-Ok.. –Ela suspirou se levantando do balcão, deixando apenas eu e Jessie ali. –Vou dormir, qualquer coisa pode me acordar! –Ela avisou.
-Tudo bem, obrigada, Jay! –Concordei e a vi subir as escadas.
-Eu lamento pelo acidente, Taylor! –Jessie falou visivelmente triste.
-Eu também! –A olhei. –Queria poder ajuda-la. –Comentei.
-Acho que deve descansar, foi um dia muito cheio! –Ela alisou meu braço, tentando me acalmar.
-É, preciso de descanso! –Concordei. –Vou tomar um banho e dormir! Você devia fazer o mesmo! –Falei e ela concordou.
   Eu levantei e subi as escadas. Peguei uma roupa e fui para o banheiro. Nem meu corpo relaxava direito mesmo sob a água quente. Estava tenso demais pra relaxar, preocupado demais para relaxar.
   Eu não sabia sobre amanhã. Sabia que a decisão de Nessie me afetaria de algum jeito. Se ela me escolhesse, eu acabaria ficando ali e não voltando para Los Angeles, minha mãe ficaria com o novo marido dela lá e eu ficaria aqui, tentaria manter minha vida sozinho, sem saber o que aconteceria com Billy e Jacob. Mas tinha a grande possibilidade dela escolher o Jacob, o pai de seu quase filho, o cara que ela namorou por um bom tempo e que por acaso era meu irmão gêmeo. Se ela o escolhesse, eu não poderia fazer nada, a não ser deixa-los em paz e voltar para Los Angeles, continuar minha vida como ela era.
    Demorei um pouco para ir pra cama, e quando finalmente deitei, demorei pra dormir. Era muita coisa na minha cabeça. Mas, depois de rolar pra lá e pra cá na grande cama de casal, eu adormeci...
   ...
  “Desculpe, Taylor, eu o amo... amo Jacob Black...”
   Eu ouvia a voz dela em minha cabeça, reconhecia perfeitamente, como se Nessie estivesse ali no meu lado, sussurrando em meu ouvido aquelas palavras. Meus olhos se abriram quando notei que não estava sonhando, eu tinha consciência de estar acordado e isso me deixou mais atordoado quando me vi sozinho no quarto.
   Eu devia estar ficando louco. Ou talvez aquilo foi o medo de perder uma das únicas coisas que eu que me restava. Não conseguia confiar mais em meus pais e em meus amigos, só tinha Nessie. Ela era meu refugio e eu estava com medo de não ter mais esse refugio.
   Me levantei devagar, sonolento. Vesti uma roupa melhor e fui pro banheiro, fazer minha higiene matinal.
   Era nove e quarenta da manhã. E eu iria para o hospital, então fui me preparando.
-Quer que eu vá com você? –Jessie perguntou quando coloquei meu casaco, já na sala.
-Não precisa, obrigado! –Falei e a vi assentir compreensiva.
-Qualquer coisa me liga! –Pediu.
-Pode deixar! –Concordei, pegando a chave da moto de Jay. –Até mais!
-Até! Vai com Deus!-Ela sorriu fraco.
-Fique com ele! –Devolvi o sorriso e fui pra porta da frente, saindo de casa, mas antes que eu alcançasse a moto, meu celular tocou no bolso da calça.
    “Sara” –Apareceu na tela.
   Pensei por três segundos e atendi no quinto toque.
-O que você quer? –Perguntei frio.
-Não fala assim, Taylor! Por favor! –Ela disse triste no outro lado da linha, enquanto eu passava os olhos ao meu redor, pelo bosque denso que cercava a casa.
-Se não dizer o que quer eu vou desligar! Tenho coisa mais importante pra fazer! –Comentei.
-Eu quero te pedir desculpas! Não quero que fique triste ou bravo comigo! –Ela parecia prestes a chorar.
-Tarde demais, você escolheu o Dean, o drogado idiota que só te faz chorar, se você se arrependeu, vai atrás de outro, de alguém que uma amiga sua não goste, por que eu cansei de ser otário! Cansei de correr atrás de você, Sara! –Falei, rígido.
-Pensei que você me amava... –Ela estava chorando.
-Eu pensava o mesmo de você, mas pelo visto eu estava enganado! –Falei, desligando a ligação em seguida.
    Esse seria o primeiro passo para superar tudo aquilo. Tinha que aceitar o fato de Sara não me escolher, e eu não seria mais idiota pra correr atrás dela.
    Subi na moto e guiei meu caminho até o hospital, o que não demorou pra chegar. Fui direto pro quarto dela, passando pela sala de espera vazia e entrando no quarto dela, encontrando Jacob ao lado dela, que continuava dormindo, na mesma posição do dia anterior.
-Oi... –Suspirei entrando e fechando a porta. –Tiveram alguma notícia? –Perguntei esperançoso, vendo ela a minha frente, com os olhos de Jacob grudados nela.
-Não... nada! –Ele respirou pesadamente e apoiou os cotovelos nas coxas, passando as mãos pela cabeça e apertando os próprios cabelos. –Eu não aguento mais! Eles disseram que era pra ela ter acordado ontem! –Sua voz falhou.
-Eu estou com tanto medo quanto você, Jacob! –Meus olhos já estavam marejando ao vê-la no mesmo estado de ontem.
    Um silencio permaneceu ali por bastante tempo, enquanto fazíamos companhia para Nessie inconsciente. Aquele quarto passava uma tensão horrível.
    Já tinha se passado da hora do almoço, e nada dela acordar. Os pais dela vieram, foram embora, e nada, e eu e Jacob continuávamos a esperar, determinados a estarmos ali quando ela acordasse.
     Já começava a escurecer e isso aumentava minha agonia. Já estávamos enrolando a enfermeira, que já tinha pedido pra irmos embora, mas nossa esperança não nos deixava ir.
-Ok! É melhor a gente ir! –Jacob levantou depois que a enfermeira saiu do quarto pela 6ª vez.
-Tem razão! –Suspirei.
     Nos aproximamos justos da menina deitada ali na cama e nos olhamos. Ele se despediu dela e saiu do quarto. Eu a olhei e lhe dei um beijo na testa, me afastando devagar em seguida, mas antes que eu tocasse a maçaneta da porta, eu ouvi um gemido baixo vindo dela, o que me fez olha-la e me aproximar rapidamente.
     Ela apertou os olhos, esforçando-se pra abri-los e logo o fez, piscando varias vezes para se acostumar com a claridade. Ela mexeu de leve a cabeça, mas com seu gemido baixo aquilo parecia doer. Ela me olhou e apertou os olhos novamente, tentando fixar sua visão em mim.
-Nessie... –Sorri.
      Ela se mexeu um pouco e relaxou o corpo, abrindo um sorriso não muito largo, porem lindo e verdadeiro.  

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