11 fevereiro 2014

Fanfiction: “Descoberta” – Capítulo 15


-O que aconteceu, Jake? –Ela franziu o cenho, olhando ao redor.
-Nessie, eu sou o Taylor, não o Jake! –Ri pelo nariz. Ela tinha acabado de acordar, eu não ficaria bravo por ela me confundir com alguém tão fisicamente igual a mim.
-Taylor? –Ela voltou a me olhar, ainda confusa, o que me deixou confuso também. –Você não é o Jacob? Mas... –Ela se limitou, me olhou novamente, me analisando. -Você é muito igual ao meu namorado! –Aquela frase me deu uma dor imediata, junto com uma sensação de Deja Vú.

    Não seria possível... aquilo não podia acontecer.
-Nessie... por favor! –Sussurrei, com lagrimas nos olhos. –Diga que sabe quem eu sou! –Pedi, olhando-a nos olhos, mas ela continuava com o cenho franzido de duvida.
-Eu...não te conheço! –Ela balançou a cabeça. –Bem... eu posso te conhecer de alguma festa que eu estivesse bêbada, mas... eu estava com o Jake nas últimas festas! –Ela abaixou os olhos.
      Era doloroso demais ouvir aquilo. Ela simplesmente não me conhecia mais. Eu estava me sentindo como em um pesadelo, que eu tentava sair a qualquer custo. Mas não era nada disso, eu estava acordado, e Nessie também.
-Taylor, por que... –Ouvi a voz de Jacob no quarto, mas ele parou quando notou os olhos dela abertos. –Nessie! –Ele sorriu se aproximando, no outro lado da cama. –Nessie, você está bem? Como está se sentindo? –Ele alisou seu rosto, enquanto eu continuava ali, parado ao lado da cama, sem saber o que fazer, sem acreditar.
-Jake, o que está acontecendo? –Ela parecia preocupada.
-Você sofreu um acidente, meu amor, mas você vai ficar bem, ok? –Jacob contou e ela olhou pra mim, voltando os olhos pra ele em seguida.
-Por que ele é tão parecido com você? –Ela piscou rápido, voltando a me olhar.
     Jacob franziu o cenho e ergueu a cabeça até seus olhos encontrarem os meus aguados.
-Acho que a pancada na cabeça, causou danos sim! –Falei a ele, notando o olhar confuso de Nessie ainda sobre mim.
-Amor, me conta! –Ela se virou pra Jacob. –Não estou entendendo! –Completou.
     “Amor...” –Ela tinha dito. Eles ainda namoravam na cabeça dela.
-Nessie, que dia é hoje? –Jacob a olhou novamente e ela o olhou confusa, pensando.
-Três de junho! –Ela afirmou com segurança. –Amanhã tem a comemoração da Independência, esqueceu que temos festa amanhã? –Ela sorriu em seguida.
     Ela estava errada. Hoje era 4 de agosto.
     Jacob me olhou, com a preocupação estampada na cara, mas minha tristeza era maior, maior que tudo.
-A paciente acordou, não é?-O médico entrou no quarto. –O que houve de errado? –Ele olhou para nós dois.
     Uma serie de exames foram feitos e o obvio foi dito. Ela tinha perdido parte de memória com a porrada que levou na cabeça durante o acidente. Ela não sabia nem que eu existia. Eu não tinha mais importância pra ela.
     Ela iria lembrar, era o que dizia o médico, mas não pode ser forçada, ela terá que lembrar por ela mesma, sem dicas, sem nada!
     Eu preferi ir embora. Antes que ela perguntasse, antes que eu desabasse em lágrimas, antes que eu vomitasse com o chamego que ela estava com Jacob. Mas ao menos uma coisa boa estava acontecendo: Ela estava feliz. Mas eu não fazia parte dessa felicidade, essa felicidade era gerada única e exclusivamente por Jacob, então eu não iria estragar isso.
      Subi na moto, agora chovia gotas leves, que esfriava mais o ambiente e atrapalhava um pouco minha visão, mas o que mas atrapalhava isso era as lágrimas, que eu não conseguia controlar. Eu estava machucado demais.
-Taylor? Taylor, o que aconteceu? –Jessie deu um pulo do sofá quando eu entrei em casa. –Ela...? –Ela pensava no pior, mas eu neguei com a cabeça. –Então o que houve, me diz! –Ela se aproximou e eu funguei, secando o rosto.
-Ela não se lembra de mim! –Falei com um fio de voz, que fez eu pigarrar para tentar melhorar. –Ela perdeu parte da memória. Ela não se lembra de nada dos últimos 3 meses. Ela não sente mais nada por mim! –Falar aquilo doía, mas tirava um pouco de peso das minhas costas, desabafar.
     Jessie parecia chocada. Tampou a boca com as mãos, sem acreditar, enquanto eu me sentava no sofá. Ela se aproximou devagar, parecendo mal e eu me perguntava como ela conseguia ser assim. Ela não a conhecia e sabia que eu gostava da Renesmee, mas mesmo assim se sentia mal por mim. Jessie tinha um grande coração.
-Taylor.... eu... não sei o que dizer... –Ela me olhou, se sentando ao meu lado, com os olhos marejados.
-Eu sei, Jessie. Não precisa dizer nada, não tem que dizer nada! –Eu abaixei a cabeça, passando as mãos pelo cabelo.
-Quer desabafar? Vai te fazer mal guardar pra você essa dor! –Ela alisou meu braço, tentando me confortar.
-Eu vou voltar pra Los Angeles, vou voltar pra onde não deveria ter saído! Terminar a faculdade e esquecer essa loucura. Esquecer tudo! Eu preciso esquecer! É muita coisa pra minha cabeça! –Eu estava chorando novamente. –Minha vida vai ter que voltar a ser como era, sem pai, sem irmão... sem Nessie! –O nome saiu fraco quando outra gota molhou minha calça jeans. Jessie também chorava, silenciosamente ao meu lado. –Mas agora não vai ter Sara também! Vai ser só eu e meu apartamento, minha vida, sem pessoas que me enganam ou que não sente merda nenhuma por mim. Eu estou cansado disso tudo! –Completei.
-Tem certeza que quer ir embora? –Ela perguntou, sem desviar os olhos de mim.
-Tenho. Vou arranjar um carro ou algo do tipo e vou amanhã bem cedo. Continuar minha vida!
   Jacob:
    Claro que eu estava preocupado, mas o aquele chamego, ouvir Nessie me chamando de “meu amor”, me deixava, de certo modo, feliz. Sua mente estava atrasada e isso me dava uma segunda chance, uma segunda chance de não decepciona-la. Pra ela, nada do que aconteceu tinha verdadeiramente acontecido, por tanto, estávamos namorando ainda, ao menos na cabeça dela, não tínhamos brigado e coninuavamos juntos, como estávamos dia 3 de junho, um dia antes de brigarmos por ciúmes na festa da Independência.
    O médico disse que ela se lembraria logo dos últimos meses e eu não sabia se isso era bom ou ruim. Por um lado, ela tinha o direito de saber tudo, de saber que eu errei e que meu irmão gêmeo recém aparecido, tinha a ajudado com isso, mas por outro, eu queria voltar no tempo evitar que tudo aquilo tivesse acontecido.
-Amor, vamos logo! Estou com fome! –Ela já tinha trocado de roupa, enquanto o médico assinava sua alta.
-Ok, minha Nessie! –Sorri fraco, me levantando.
    Até agora, a única coisa que ela sabia era sobre o acidente e sobre sua perda de memória. Isso a deixou confusa é claro, mas a única coisa que o médico me deixou contar foi a data certa pra ela, o resto, ela descobriria com o tempo...
   Bella e Edward não gostavam muito disso, mas era o jeito, eu não podia contar que não estávamos mais namorando, mas eu tinha medo de quando ela se lembrasse disso.
-Vou preparar algo pra você comer, vá pro seu quarto e tome um banho! –Bella falou quando entramos na casa dos Cullen.
-Eu estou indo, Nessie! Você precisa descansar! –Falei parando de andar.
-Não, Jake! Fica, por favor! Quero ficar com você! –Ela pediu manhosa, fazendo meu coração doer e Bella e Edward me olhar.
-Vá com ela, Jacob! Não é bom pra ela ficar sozinha! –Bella comentou, me surpreendendo.
-Por favor! –Nessie sussurrou com um biquinho que me fez sorrir fraco.
-Claro, meu amor! –Sorri, pegando sua mão novamente.
    Ela abriu um lindo sorriso e me guiou até seu quarto.
-Vou tomar banho rapidinho! –Ela sorriu tirando o casaco e a blusa em seguida, mostrando seu sutiã branco. Depois entrou no banheiro, fechando-o.
     Eu me sentei na cama forrada por um grosso edredom roxo e olhei o quarto em volta, me lembrando das várias vezes que eu estive ali, com a minha garota. Mas um peso na consciência me dava calafrios, a sensação de estar enganando-a, de mentir sobre tudo, de esconder meus erros tirando proveito de sua situação. Eu estava com medo. Medo de magoa-la ainda mais.
    A porta do banheiro se abriu, me tirando dos meus devaneios. Ela estava apenas de pijama. Ela se aproximou e puxou o edredom, descobrindo a cama, se deitando nela em seguida.
-Jake, deita aqui comigo! –Ela se encolheu na metade da cama, deixando um espaço vazio ao seu lado.
    Eu me aproximei e deitei ao seu lado, de frente pra ela. Ela alisou meu rosto e franziu o cenho em seguida.
-Não sei porque, mas algo dentro de mim diz que eu preciso de você comigo! –Ela parecia confusa. Eu sorri com isso. –Promete que vai ficar comigo? Pra sempre? –Ela sorriu fraco e eu devolvi o sorriso.
-É isso que você quer? –Perguntei, engolindo as lágrimas.
-É o que eu sempre quis e sempre vou querer! –Ela sorriu.
-Eu sempre fui seu e sempre vou ser! –Falei alisando seu rosto.
-Eu te amo, Jake! –Ela se aproximou, até sua boca tocar a minha, me beijando, me tirando por um momento do espaço perturbador que era minha mente, me fazendo voar em paz sem sair do lugar. Aquela era a sensação que seu beijo me dava.
-Eu te amo ainda mais, minha Nessie! –Sussurrei entre o beijo.
    Nessie:
   Minha cabeça ainda latejava, desde a hora que acordei no hospital. Mas eu tentava ignorar, principalmente ali, com Jake ao meu lado, fazendo cafuné em mim enquanto eu permanecia em seus braços. Eu adorava a sensação de estar em seus braços.
   Mas, por mais que eu tentasse permanecer com a cabeça ali, curtindo o momento, a confusão e curiosidade fazia minha garganta coçar com a vontade de perguntar o que tinha acontecido nos últimos meses. O que eu não lembrava, o que minha cabeça escondia.
   Eu estava ciente de que iria lembrar com o tempo. O médico tinha me informado isso, mas tinha dito também que ninguém podia me contar nada, ou poderia confundir minha mente. O caso era que minha cabeça ia se esforçar no tempo certo, de maneira certa e se alguém tentasse adiantar isso, poderia trazer danos ao meu cérebro e deixar sequelas com isso.
-Nessie! –A voz de minha mãe me tirou do transe e logo a vi entrar no quarto com uma bandeja na mão. Eu me sentei e Jake se levantou para ajuda-la. –Obrigada, Jacob! –Ela agradeceu quando ele pegou a bandeja e se aproximou de mim. –Qualquer coisa, eu e seu pai estamos lá embaixo, ok? –Ela me olhou e eu assenti.
-Aqui está! –Jake colocou a bandeja em minhas pernas cruzadas e cobertas pelo edredom roxo.
-Obrigada! –Suspirei vendo o prato de sopa a minha frente.
     Peguei a colher ao lado do prato e mexi um pouco a comida, depois comecei a come-la.
-Acha que vou demorar a lembrar? –Perguntei, sem olha-lo.
-Não sei! –Ele respondeu desanimado ao meu lado. –Mas você vai lembrar no tempo certo, e eu vou estar aqui, com você, pro que der e vir ,ok? –Ele alisou meu cabelo e eu o olhei, assentindo.

-Obrigada, Jake! Obrigada por estar comigo! –Falei sorrindo torto, vendo-o sorrir também, me dando um selinho em seguida.

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