13 fevereiro 2014

Fanfiction: "Distance" - Capítulo 3 - Give Me Love


Capa: Alexia Augusto
Texto/Fic: @Rafaela_Vargaas
Beta: Letícia Monteiro
Ilustrações/Gifs: @Rafaela_Vargaas
Música Tema: Give Me Love - Ed Sheeran 



Eu não sabia muito bem por que eu tinha ido até lá. Eu estava completamente confuso se eu fui movido até lá como melhor amigo ou como um apaixonado buscando por seu amor de infância. Era estranho, claro que era, mas eu nunca consegui distinguir tudo que estava acontecendo.
Eu sempre quis achar um amor perfeito nesses últimos anos; busquei em lugares sem sentido e às vezes inapropriados, sabendo que lá não estava minha alma gêmea. Eu nunca tive certeza se encontraria Alice novamente, e nem se ficaria até o fim dos tempos com ela, eu só sabia que ela era meu amor, e nada e nem ninguém seria capaz de apagar isso.
Eu achava que no início ela iria me evitar e não faria nem questão de falar comigo, mas ela me provou o contrário. Ela parecia gostar de mim, de estar comigo, mas como amigo, é claro! Ela me abraçava quase todo minuto, conversava comigo, sorria para mim, beijava meu rosto, bagunçava meus cabelos, e tudo o que eu fazia era tentar mentir que tudo estava bem e que eu estava confortável ao lado dela - até certo ponto sim, eu me sentia assim.
Mas ela era totalmente chamativa para mim. Parecia que eu necessitava dela para sorrir, e, além disso, os olhos e a boca dela eram atraentes de mais para um homem ficar tão perto dela e não querer beija-la.
Quando eu estava prestes a beija-la, eu queria parar e continuar ao mesmo tempo. Eu sabia que aquilo podia interferir na nossa amizade, e que eu não conseguiria mais ser o mesmo com ela, mas escolher entre um beijo e viver outros momentos ao lado dela, eu escolheria a segunda opção.
Nos últimos anos que vivi sem ela, eu juro que tentei encontrar um coração para me fazer feliz, mas eu nunca encontrei. Eu tive namoradas, mas eu não as namorei por muito tempo. Meus relacionamentos nunca duravam muito, apenas alguns meses, o que era ruim, pois eu não me sentia completo o suficiente ao lado delas e era doloroso acabar tudo com uma garota, pois você sabe a dor que trará a ela.
Por muito tempo eu me achei um egoísta por tentar encontrar um amor em várias garotas. Eu sabia que não era certo e nem aceitável, mas eu mentia para mim mesmo quando eu dizia que as amava, e isso sem duvida nenhuma me transformava em um sem noção.
Mas na real, eu não sabia nem o que estava fazendo com a minha própria vida. Eu estava li, tentando competir com Taylor Lautner, o Galã de Hollywood, com o tanquinho sarado, todo bonitinho, amado por milhares e milhares de pessoas no Mundo. E eu? Um loiro oxigenado (segundo a minha irmã, Érica), sem graça, um cantor não valorizado e se perguntasse em qualquer lugar do mundo, quem era “Liam Evans”, ninguém saberia responder, infelizmente. Então? Como eu poderia competir com tudo isso? Alice jamais se apaixonaria por mim, essa é a verdade. Eu tinha que aprender a ser apenas o melhor amigo, e apagar essa ideia da minha cabeça, de ser o grande e inseparável amor da vida dela, por que isso obviamente nunca iria acontecer.
Mas ali, naquele quarto, deitado na cama, assistindo um lindo e romântico filme, com a garota que eu amava em meus braços, fazia com que todas as minhas preocupações se evaporassem e irem embora, como se nunca tivessem existido.
Isso é ruim e bom ao mesmo tempo. Eu fazia tentativas e mais tentativas de não pensar em algo que não seja apenas o de ser o bom amigo quando Alice estava por perto, mas aquilo era uma tentativa frustrada de apenas mentir para mim mesmo.
Tentei me concentrar em tudo que estava acontecendo nesse exato momento. A noite estava fria, Alice estava abraçada em mim, e estávamos enrolados em dois cobertores super quentes. Eu sei que isso poderia soar estranho, mas não foi. Alice parecia levar tudo numa boa como se eu fosse o irmão dela. Provavelmente Miguel e Val já haviam ido dormir, pois as luzes da sala já estavam apagadas e fazia muito silencio, apenas com o som das vozes do filme eram que impediam o total silêncio. Eu não conseguia ver o rosto de Alice, somente seus cabelos, pois ela estava em um nível mais abaixo de meu queixo. Eu a abraçava com força, e hora e outra esfregava minha mão em seu braço para tentar aquece-la. Eu comecei a prestar atenção no filme, e invejei Landon por toda a sua coragem, e sua mudança. Após superar a fase de ser um garoto irresponsável, para ser um garoto totalmente maduro e com planos para o futuro, mesmo sabendo que duraria uma pequena eternidade. Eu não conseguia imaginar Alice no lugar de Jamie Sullivan, pois a sua doença era grave e ela sabia que não viveria por muito tempo, e imaginar Alice naquele estado me dava vontade de chorar. Mas durante aquele pequeno período de tempo, ela descobriu exatamente o que é a felicidade de encontrar o seu amor. E Landon, também descobriu o que é encontrar sua outra metade, e a amou durante todo o momento.
Na cena do casamento, quando os dois fazem o juramento, eu pude jurar que me vi na tela da televisão, juntamente com Alice, segurando sua mão e jurando todo o meu amor por ela, para sempre.
Eu estava me sentindo encorajado, mesmo sabendo que infelizmente a vida não era um filme. Mas talvez aquilo pudesse estar querendo me dizer algo, e eu nunca descobriria se eu não tentasse e não corresse atrás do que eu realmente estava sentindo.
- Lice... – Fechei meus olhos. – Eu preciso desabafar, e se você quiser, eu deixo você me odiar. – Puxei uma bufada de ar e abri meus olhos, para ver sua expressão.
Alice ainda estava da mesma maneira, provavelmente olhando para a tela da televisão e concentrada no filme, mas ignorei e continuei.
- Por muito tempo eu te procurei, e agora que estou aqui, preciso te dizer algo. – Mordi o lábio inferior, tentando ignorar o som da televisão. – Eu te amo! – Soltei as palavras, tão rápidas como se fossem as ultimas que eu poderia dizer em toda a minha vida.
Ela ainda não tinha se movido nem um centímetro se quer. Olhei-a por alguns instantes, desejando que ela levantasse seu olhar para mim e dissesse qualquer coisa, mas ela não o fez. Franzi o cenho e senti as lágrimas se acumularem em meus olhos, mas não as liberei. Ela me odiaria por isso, eu sabia.
- Alice? – Chamei-a, insistindo para que ela falasse algo.
Quando eu chamei pelo nome dela, eu a vi mexendo sua cabeça para o lado, puxando sua mão junto, arrastando por minha barriga, colocando-se em meu peito e deitando por cima. Seus olhos estavam fechados. Ela estava dormindo.
Eu sou um idiota, definitivamente. No único momento em que eu tive coragem suficiente para expandir meus sentimentos, eu não a olhei nos olhos para ter a certeza que ela estava me ouvindo com clareza. Mas até certo ponto, eu fiquei agradecido por ela estar dormindo. Eu podia ter acabado com tudo, e poderia até não vê-la mais, aquilo foi quase um alivio para mim.
Balancei a cabeça e estiquei minha mão, pegando o controle da televisão e a desligando. Liguei o abajur que estava no criado-mudo ao lado da cama, e fiquei apenas admirando seu rosto.
Se não estivesse escutando a respiração de Alice nitidamente, eu podia jurar que estava tendo um sonho. Ela estava com os olhos fechados suavemente, e sua boca estava meio rígida. Hora e outra ela franzia o cenho parecendo ter um sonho ruim, e parecia chamar o meu nome e o nome de Taylor, mas aquilo só podia ser um devaneio meu após minha tentativa ridícula de dizer o que sentia. Sorri internamente comigo mesmo, após pensar que ela estava me chamando durante seu sonho.

Tirei o pote de pipoca de cima da cama e coloquei-o ao lado do abajur. Ajeitei-me na cama – tomando cuidando para não acorda-la – e abracei-a ainda mais forte. Enterrei meu rosto em seus cabelos e desejei com todas as minhas forças, que aquela garota, ainda fosse minha. 

2 comentários:

  1. Gostei muito Rafaela ,tudo a musica Ed Sheeran - Give me love o capitulo foi lindo !!

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    1. Obrigada flor, fico feliz que tenha gostado :3

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