23 fevereiro 2014

FANFICTION 'EFEITO SÉPIA' POR CARRIE - CAPÍTULO 01


Música Tema:




O Recomeço.
            Não poderia ser diferente. Muitas vezes me sinto dentro de um filme. Meus pais  morreram a duas semanas e como uma boa órfã, acompanho meu irmão mais velho, aceito os pêsames e respondo que tudo está bem, mesmo não estando. Meu nome é Valentina Bergamo Gasparello. Tenho 20 anos e sou formada em fotografia. Meu irmão, James é empresário já fazem 05 anos. No dia após a morte de nossos pais, nossa tia Judith nos convidou a passar um tempo junto dela. Mas só há um problema: tia Judith mora em Nova York, nos USA. Conhecer lugares considerados superiores e fora de nossa realidade, com certeza é o sonho de todos, mas ainda sim não me senti pronta para abandonar a casa onde morei com meus pais. Ao contrário de mim, James se mudou 04 dias após o acontecido. Como eles morreram? Acidente de carro. Eles voltavam pra casa e um motorista bêbado entrou na contramão e os acertou em cheio. Agora, duas semanas depois, finalmente decidi ir morar com meu irmão e tia. Com muito pesar é claro, porém cheguei a conclusão de que passar por isso sozinha seria muito mais difícil. Tia Judith faz o estilo promoter – ela cuida de eventos famosos, com pessoas importantes para mídia. Nada seria melhor para James do que isso, além do mais, ela prometeu me infiltrar nisso e talvez até me arranjar alguns trabalhos no meio. Mal posso esperar para voltar a trabalhar, preencher minha cabeça com algo que não seja o flashback da noite em que recebi a notícia que meus pais haviam morrido. Confesso que eles nunca foram os melhores pais do mundo – nem eu a melhor filha –, porém eu vou sentir muita falta deles. Não dá para esquecer 20 anos de convivência em apenas 20 dias. Se eu namoro? Bem, tem o Charlie. Ou tinha, não trago muita fé quanto a isso. Nós namoramos por 03 anos, mamãe estava certa de que nos casaríamos; até eu topa-lo aos beijos com minha rival do colegial. Bem clichê, eu sei; mas por acaso já citei que as vezes me percebo dentro de um filme? Mais clichê ainda é eu ainda gostar dele. Mais um motivo para que eu arranje vários trabalhos, eu certamente preciso disso. Revelo que também sinto falta de James, nós somos bem próximos. Mal posso esperar para vê-lo novamente.
(...)
            A viagem não foi lá das melhores: tenho muito temor de altura. Mesmo depois de deixar o avião, me sinto indisposta. Sei que você deve estar pensando “Você está em Nova York, Valentina, anime-se!”, afinal essa é a cidade que nunca dorme não é mesmo? Não, o problema não é a língua distinta. Domino o inglês desde os 16 anos de idade. Aprendi sozinha, como a maioria das coisas que domino. Quando finalmente consegui pegar minha bagagem, notei que já eram 17:00h, e é claro que o aeroporto estava um inferno. Além de ter que conseguir um táxi, teria que me arrastar com duas malas gigantes até a frente do aeroporto. Até que um rapaz alto, de bochechas rosadas e olhos castanho-claros atraiu minha atenção.
–  Ei, ruivinha! Venha cá! – Eu sei que pode parecer estranho, mas eu estava em um aeroporto com mais de 10 mil pessoas e alguém se dirige a mim falando em português: é claro que o instinto de necessidade falou mais alto. – Está procurando por um táxi, não é?
– Me desculpe, é... – Me embolei em meio as palavras e ele sorriu leve, despreocupado.
– Eu que devo pedir desculpas. Me chamo Jason. – O loiro esticou seu braço até mim, na esperança de que eu apertasse sua mão, mas eu estava congelada. Parada, assim, não tive reação. Eu sei que essa não deveria ser minha reação ao ser simpaticamente cumprimentada por um loiro de 1,80m mas o que mais eu faria? Ele exalava um ar de pureza, amparo e sinceridade. Tudo o que eu precisava naquele momento. Sem graça, ele recolheu sua mãos e foi logo assumindo minhas malas. – Deixe-me ajuda-la. Conheço brasileiros de longe e você parece estar perdida. Vamos, eu tenho um cab, te levo aonde deve. – E novamente, eu estava sem reação. Minhas malas foram levadas até seu táxi amarelo e colocadas no porta-malas. – Vamos? – Então, direcionei-me ao carro e embarquei na parte de trás, onde normalmente os passageiros são transportados. Era bem diferente... Quer dizer, era gigante. Eu poderia fazer o banco de trás de cama se eu quisesse. – Será que eu terei a honra de saber seu nome, ruiva? – Novamente ele sorriu calmo.
– Me desculpe. Me chamo Valentina, Bergamo. – Respondi.
– E pra onde vai, Valentina?
– Square Avenue 293, no Palace por favor.
Além de Deus Grego, ele era primoroso no volante. Confesso que ele não havia prendido minha atenção por completo, já que eu também estava observando os pontos da cidade. Até que entramos num condomínio. Ele era lindo, as casas eram gigantescas e com carros maravilhosos preenchendo as garagens. Não me lembro de tia Judith ter mencionado isso. Foi quando avistei de longe uma mulher parecida com a Amanda Seyfried. Espera! Amanda Seyfried? Tia Judith também não havia mencionado isso! Ai, caramba!
– Valentina, chegamos. – Jason disse, depois de desligar o carro. James saiu de dentro da casa branca de portões dourados em alta velocidade e logo veio me pegando no colo.
– Vale, que saudade! Como você está? Como foi lá esse tempo? Eu senti sua falta, sua sardenta! – Apesar de bem próximos, James adorava me apelidar de forma audaciosa.
– Aqui estão suas malas, senhorita. – Ah, aquele sorriso. Como diabos ele conseguia fazer aquilo? James logo me liberou de seus braços, para que eu pudesse apanhar minha carteira. – Não se preocupe, é por minha conta.
– Acho melhor eu entrar. – Disse Jason. Ele sabia como eu odiava que alguém pagasse algo pra mim ou algo do tipo. Eu me sentia incapaz, ou sei lá. Ainda mais quando esse dinheiro vinha de alguém que eu não conhecia.
– De forma alguma. É claro que eu vou pagar, eu aproveitei seus serviços. Essa é a minha obrigação. – E ele deixou escapar uma risada meiga. Caramba, eu acabaria tendo um infarto se ele fizesse aquilo com frequência.
– E eu já disse que não precisa. É difícil encontrar brasileiros por aqui, ainda mais ruivas tão lindas. – Acho que já posso encomendar meu caixão, adeus.
– Eu insisto. – Respondi, tirando o dinheiro da carteira. Posteriormente, Jason bloqueou meus movimentos com suas mãos e deu um passo para aproximar-se.
– Tudo bem, pague-me. Mas de outra forma. A senhorita aceitaria jantar comigo amanhã a noite? Como um... – E então, suas bochechas brancas logo se avermelharam. – Como um encontro. – Será que eu deveria aceitar? Eu não o conheço, também não sei se estou pronta para isso logo agora.
– É claro que ela aceita, rapaz. Ela precisa de alguém que a mostre a cidade, sou uma pessoa meio ocupada. – Tia Judith interrompeu logo, como já era de se esperar. – Pode pega-la amanhã as oito, tudo bem? – Jason sorriu novamente – acho que vou apelida-lo de risadinha – se despediu e foi embora.
– Tia, porque fez isso??
– Você deveria me agradecer, Valentina. Depois daquele Charles, Charling, tanto faz. Você não saiu com mais ninguém depois dele. Não pode ficar sozinha pra sempre, mesmo que sua companhia seja um taxista. Contanto que ele não te traia. – Ótimo, tudo que eu precisava lembrar agora, era de Charlie.
– Tia, por favor, não toque nesse assunto. Você sabe muito bem que não gosto de falar sobre isso.

– Uma hora teria que falar, não acha? E para de me chamar de tia, é Judith, só. Somos todos adultos aqui, não é mesmo? Vamos entrar, desfazer essas malas porque já tenho um trabalho para você. – Ótimo, manter a mente ocupada é meu foco.


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