01 fevereiro 2014

Fanfiction: A musa - Capítulo 5



POV Diana

_ Vocês vão amá-la. Eu tenho certeza!
            Era o que nos dizia Jack, um dos preparadores de elenco do filme. Estávamos eu, Chris e a Emma no Teatro Municipal de Nova York, em plena terça-feira de manhã, para assistir sorrateiramente o ensaio de uma peça em que uma atriz promissora atuava. Ela não sabia que estávamos ali para avaliar a sua atuação e ver se, conforme Jack insistia, ela seria perfeita para interpretar Perpétua.
_ Assim que li aquele texto, Diana, e quando ouvi você falando da Perpétua, todos os meus pensamentos vieram parar nesta moça. Pra mim, não há outra para este papel, vocês vão ver.  – Os olhos de Jack brilhavam, o que já começou a me deixar desconfiada. Ele parecia amar mais do que só o trabalho da moça.
_ Como é mesmo o nome dela? – Perguntei.

_ Nadila Krow. – Jack me respondeu imediatamente.
            Eu sorri, e dei um olhar bem significativo para Chris. Mas Chris já trabalhava há muito tempo com Jack e, por isso, confiava nele. E nós também havíamos pesquisado antes a peça e a atuação de Nadila, vilã do drama. Tudo foi muito bem recebido pelos críticos.
            Entramos sorrateiramente no teatro, nos deparando com um palco monumental e algumas poucas estruturas do cenário. Era uma peça minimalista, haviam poucas coisas no cenário e o figurino era simples. O foco principal era justamente o que queríamos: os atores e suas expressões.
_ Sente mais a frente, vou ficar aqui atrás, para evitar que ela me reconheça. – Chris sussurrou pra mim, enquanto já víamos Nadila no meio do palco, se alongando. Jack havia ficado para o lado de fora.
            Chris e Emma se acomodaram no fundo da plateia e eu me sentei na terceira fileira da frente. O ensaio começou, como a peça já estava sendo apresentada, houve pouquíssimas interferências do diretor. E Nadila, vestida com uma calça de malha, regata e os cabelos em um rabo de cavalo, me tirou o folego. Ela não era boa, ela era fenomenal! Ela fazia a vilã, era uma psicopata fria e cruel. Sua loucura me convencia, me assustava. Ela mantinha no rosto uma frieza aparente e mórbida, enquanto o seu tom de voz baixo e suave parecia o canto de uma sereia enfeitiçando um marinheiro prestes a ser devorado.
            E a aparência dela… era tudo o que precisávamos. Não era alta e nem baixa, uma estatura média, o corpo esguio, com curvas firmes. Só os cabelos, que não estavam tão longos quanto precisávamos. Quando a vi de longe, julguei o seu rosto angelical demais. Mas a minha visão mudou completamente quando a vi em cena, quando a vi interpretar um surto psicótico.
            Quando ela se enfiou nos camarins, junto com os outros atores - também muito bons, mas não tanto quanto ela - Chris e Emma vieram rapidamente pra perto de mim.
_ Temos a nossa Perpétua! – Emma disse, empolgadíssima. Eu sorri, e acenei enfaticamente que sim. - Agora, só falta o Axel… - Assim que ela disse isto meu sorriso murchou. Os testes estavam chegando e eu não tive coragem de contar a ninguém o que eu pensava sobre um dos atores cotados. Primeiro porque era uma acusação muito grave dizer que eu pensava que Taylor Lautner tentou me seduzir para conseguir o papel, segundo porque me comprometeria e terceiro porque eu não tinha provas disto.
            Então, eu não disse nada.
_ Seria excelente se nós acertássemos de vez com Nádila para que ela estivesse presente no teste. Ajudaria muito, pois assim nós poderíamos avaliar também a interação entre os atores principais. – Emma continuava tagarelando, enquanto eu permanecia no meu desconforto. Chris saiu a procura do diretor da peça, nos deixando sozinhas.
_ Sim, seria. – Eu respondi então, voltando minha atenção para ela.
_ Ótimo, então, vamos lá. Conversar com a moça. – Emma sorriu e eu me levantei, para que fossemos pelo mesmo caminho em que os atores haviam seguido.

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POV Taylor.
_ Você o quê? – Julie perguntou, histérica.
_ Eu dei em cima dela na academia porque…
_ Pare Taylor, pare! Eu já ouvi isto! – O rosto de Julie estava vermelho.
_ Mas você perguntou, eu pensei que não tivesse entendido.        
            Quando eu disse aquilo, Julie fez uma careta em minha direção e, bufando, se jogou no meu sofá, de frente pra mim. Ela colocou a cabeça entre as mãos e ficou quieta um minuto. Um longo minuto, diga-se de passagem.
_ Certo, então você acha que ela entendeu que você já sabia sobre o papel e que estava querendo garantir sua contratação caindo nas graças dela?
_ Pelo que ela disse… pode ser que sim.
            Ela rolou os olhos, agarrou os cabelos.
_ Inferno Taylor! Você parece ter um imã pra atrair mulher encrenca! – Dessa vez quem fez a careta fui eu. – Eu vou falar com esta mulher!
            Julie se levantou decidida, pegando o seu celular, mas eu a impedi.
_ É claro que não! Se você falar com ela poderá piorar tudo! – Eu pedi, já me arrependendo amargamente de ter ido a academia justo naquele dia.
            Julie estreitou os olhos, me olhou fixamente, mas parecendo não me ver, realmente. Eu quase podia ouvir as engrenagens da cabeça dela funcionando.
_ Eu tive uma ideia. – Ela disse, em um rompante. – Primeiro eu preciso descobrir o quanto esta mulher influencia nas decisões finais desta produção, depois descobrir se ela pode ser uma vadia vingativa miserável que se empenhe em acabar com a sua carreira, preciso saber se ela tem algo contra você e eu preciso saber o quanto ela é ardilosa… - Ela parecia falar consigo mesma… - É… é isto! Eu preciso sondar o inimigo! – Só aí ela voltou os olhos pra mim, e sacudindo o celular, me disse: - Vou concertar sua idiotice causada por excesso de testosterona!
_ E como você pretende descobrir tudo isto? – Perguntei, erguendo as sobrancelhas, completamente descrente. Julie era boa, aliás ela era a melhor empresária com quem eu tinha trabalhado em toda minha carreira, mas as vezes eu a achava um tanto exagerada demais...
            Ela só ergueu a mão em minha direção, em um sinal de espera, pegou seu telefone e desapareceu para dentro do meu apartamento, em direção ao escritório. Antes de se trancar lá, ela deu uma de mãe autoritária e gritou:
_ Vá comer agora mocinho! A comida está na mesa da cozinha.
            Meu estomago rolava na minha barriga de stress, eu fui pra cozinha, coloquei comida no prato, mas não pude comer muito. Pela minha cabeça passavam inúmeras coisas. Eu entendia que Diana se sentisse completamente ultrajada caso fosse tida como um objeto sexual, um degrau para a caminhada de um ator qualquer. De certa forma isto poderia fazê-la pensar que estariam subestimando sua inteligência e pior ainda, sua integridade. Mas eu ficava furioso em imaginar que ela pudesse ter feito um julgamento tão baixo a meu respeito. Eu não podia ter certeza, mas eu senti que era exatamente aquela conclusão que ela tinha feito sobre o episódio na academia. Com base em que ela poderia me ver como um cafajeste daquele estripe? Afinal, eu não tinha espalhado esta fama por aí… ou tinha? Não… não podia ser!
            Ela não tinha direito nenhum e seria muito paranoica e antiprofissional se ao menos tentasse me prejudicar por causa de algo que ela supôs. Mas também podia ser que eu havia interpretado errado os fatos e ela não tivesse pensado nada daquilo de mim... No entanto, se ela fosse integra, profissional e ética, ela nunca poderia tomar qualquer atitude se não tivesse uma certeza absoluta, provas.
            O problema é que eu sentia que ela era arrogante e prepotente… Eu não fazia ideia do que esperar dela!
            Olhei para o relógio da cozinha: havia meia hora que Julie estava trancada em meu escritório. Fui pra sala e peguei novamente a papelada       que ela havia trazido. Quanto mais eu lia, mais fascinado eu ficava pela história… tudo escrito pela Moreno. Incrível!
            Distraído, levei um sustoquando Julie abriu abruptamente as portas corrediças do escritório. Eu olhei pra ela na expectativa e acho que pelo riso que ela prendia, minha cara devia estar péssima.
_ Bom… tenho notícias boas e tenho notícias ruins pra você. – Eu não disse nada, continuei a encara-la. – Tudo bem… primeiro as ruins. É o seguinte, eu conversei com a Emma, a principal produtora. Nós nos conhecemos há muitos anos, então a conversa fluiu facilmente. – Julie parou e coçou a cabeça, coisa que ela fazia quase sempre, bastava estar agitada. – Pelo o que ela me disse, os empresários da Warner e o próprio Christopher não apostaram somente na história, mas nela, na tal Diana Moreno. Ela é sangue novo, é inovação. Justamente por ela estar entrando agora no meio de cinema americano é que todos apostam que ela está livre dos vícios dos profissionais veteranos, daquilo que os fazem cair nas mesmices. A mulher é puro instinto, tino, sagaz… Emma quase a endeusou pra mim! Ou seja…
_ A opinião dela é quase uma sentença. – Eu completei. Eu tinha anos de estrada, já esbarrei com alguns poderosos quase no mesmo estilo dela… a diferença é que nenhum deles demonstrou antipatia clara por mim.
_ Exatamente.
_ E qual a parte boa disto tudo? – Eu incitei Julie a continuar.
_ Eles te consideram um candidato a vaga em potencial tanto quanto os outros. Eu conheço Emma, se esta tal Diana tivesse feito sua caveira a respeito disto eu teria percebido, ela teria me dito, principalmente porque ela iria me repreender sobre o comportamento de um cliente meu, uma vez que durante todos estes anos como amigas e como profissionais ela sempre soube da integridade do meu trabalho. Ela sabe que eu odiaria saber que qualquer pessoa que eu estive empresariado fizesse isto, levando meu nome pra lama.Eu ia abandona-lo imediatamente. É algo muito baixo, nenhum de nós aprova isto.
_ Você acha então que se a Diana pensou o que eu acho que pensou a meu respeito, ela ficou quieta?
_ Até agora, por tudo que eu conversei com Emma, eu tenho certeza que ela não fez nenhum burburinho com seu nome.
            Eu soltei um suspiro de alívio, mas Julie continuou olhando pra mim com aquela cara de “as coisas não estão tranquilas”.
_ O que foi? – Perguntei.
_ Ela não sujou seu nome, mas vai por mim: passar neste teste vai ser a coisa mais difícil da sua vida. Não será suficiente você ser bom, porque todos os outros os candidatos ao papel são bons. Não bastará você ser ótimo, porque você pode correr o risco de algum outro ser ótimo também, já que todos estão muito interessados mesmo em ser o menino de ouro desta produção. Pra conseguir este papel você vai ter que ser impecável! Simplesmente pelo fato de que ela só vai te aceitar se não tiver alternativa, se não puder pegar nenhum defeito seu.
            Eu engoli em seco, um frio na barriga. Parecia um iniciante. Eu acenei afirmativamente pra Julie, mas ela não pereceu ficar confiante comigo.
_ Taylor… - Ela pegou os papeis que estavam do meu lado. – Incorpore este personagem, seja este personagem, se prenda a imagem dele… estude muito. Aquela mulher será a advogada do diabo, ela não vai estar interessada em qualquer qualidade sua, só em seus defeitos!
Julie me entregou os papéis e depois deu um sorriso triunfante, o que me deixou confuso.
_ Taylorsinho, isto vai ser a melhor escola de atuação que você já teve! – Disse, gargalhando da minha cara de pânico.

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