15 fevereiro 2014

Fanfiction: "Um Amor Maior Que Eu" - Capítulo 31: Surpresas


Capa: Érica Rocha
Texto/Fic: @Rafaela_Vargaas
Beta: Letícia Monteiro
Ilustrações/Gifs: @Rafaela_Vargaas
Música Tema: Stop Cry Your Heart Out - Oasis


Aquela face bronzeada estava exatamente a dois centímetros de distancia de meu rosto. Eu poderia jurar que ele me beijaria a qualquer momento.  Os seus olhos miudinhos e brilhantes, agora estavam me fitando. A boca rosada estava aberta em um sorriso, mostrando seus dentes brilhantes e esbanjando toda a elegância que ele tinha. O sujeito em minha frente parecia não se lembrar de nada ou ter uma baita cara de pau. Eu queria poder estapeá-lo e fazê-lo criar vergonha na cara, mas não sei por qual motivo eu não estava conseguindo me mover nem um milímetro, e ao meu redor eu só enxergava o rosto dele. O rosto de Taylor Daniel Lautner.
Tentei mover qualquer parte de meu corpo, mas eu estava tentando fazer o impossível. Eu estava me sentindo completamente sozinha e prestes a cair em um buraco. Tentei conter as lagrimas que estavam guardadas á muito tempo, mas elas pareceram evaporar quando senti braços musculosos e quentes fazerem a volta em meu corpo, puxando-me para trás e me afastando de Taylor,  deixando ele longe de mim. Longe o suficiente para eu me sentir confortável novamente.
Tentei respirar, puxando lentamente o ar. Tentando de alguma forma encher os meus pulmões novamente. Na minha primeira bufada de ar, eu pude sentir o perfume marcante e inigualável que ele usava.  Eu sabia exatamente quem estava me protegendo do homem que estava perto de mim há poucos minutos.
Virei-me rapidamente, procurando olhar para seu rosto e me sentir ainda mais segura, e tudo de que me lembro foi de ver os olhos celestes de Liam me fitando, parecendo penetrar minha alma.
Puxei mais uma vez o ar, usufruindo ainda mais daquele delicioso aroma, mas numa dessas minhas puxadas de ar eu senti meu corpo ser impulsionado, fazendo-me abrir meus olhos e acordar.
Pisquei algumas vezes para voltar ao mundo real, procurando algum vestígio de que eu não estava sonhando novamente. Abri mais ainda meus olhos e tudo que eu conseguia ver era uma das mãos de Liam em cima de meu ombro, e o peito dele, subindo e descendo de acordo com sua respiração.
Levantei minha cabeça e minha visão foi tomada pelo rosto angelical de Liam, que estava dormindo. Ele parecia estar em um leve sono.
Seus olhos estavam fechados tão suavemente que certo momento eu podia jurar que eles estavam abertos. Eu estava deitada em cima de seu braço esquerdo, que levava sua mão até um pouco acima de minha cintura. Eu estava agarrada firmemente a ele, segurando sua cintura e eu pude ver que minha mão estava agarrada a sua camiseta, parecendo me segurar durante meu sonho.
De acordo com que eu ia me recompondo, eu ia deduzindo o estranho sonho que tive há alguns segundos atrás.
No meu sonho Taylor era algo que eu queria evitar. Mesmo apesar de tudo, eu nunca quis evita-lo ao ponto de não querer olhar em seu rosto, e sim, eu me achava uma idiota por isso.
Eu poderia passar o dia inteiro olhando dentro de seus olhos, e não me lembraria de nada do que ele havia me feito, apenas deslumbraria toda a beleza do homem que eu ainda amo.
Mas tinha Liam, que estava tentando me salvar do meu sufoco. Eu podia me sentir protegida e completamente confortável em seus braços. Ele parecia uma espécie de Anjo que apareceu do nada, para me fazer bem.
Tudo era tão confuso, estranho e doloroso ao mesmo tempo. Eu simplesmente não conseguia saber o que eu estava sentindo, e isso não era normal. Droga, droga, droga!
Pisquei mais algumas vezes para fugir de meus devaneios. Movi-me lentamente, saindo cuidadosamente dos braços de Liam para que ele não acordasse. Quando eu já estava de pé ao lado da cama, Liam retorceu a boca e virou-se para o lado oposto de mim. Fiquei feliz por ele não ter acordado.
Fui correndo até meu guarda- roupa e peguei uma calça jeans e uma camiseta de manga longa – já que foram as primeiras peças de roupa que encontrei –, logo depois pegando um par de sapatilhas e dirigi-me até o banheiro. Tudo que eu mais precisava no momento era de um banho gelado, para me acordar e fazer com que meu dia não fosse uma tragédia.
Demorei cerca de 30 minutos no banho, e assim que saí me vesti com as roupas que havia escolhido para passar o dia e calcei minhas sapatilhas. Quando sai do banheiro, vi que Liam ainda permanecia adormecido, e agradeci mentalmente por isso.
Fui até a cozinha e meus planos de fazer um bom café da manhã, foram pelo ralo abaixo. A mesa estava farta, com uma imensa jarra de suco natural, pães, bolo de chocolate e frutas. Ao lado da mesa tinha um pedaço de papel rabiscado, certamente era um recado do responsável por aquilo tudo.
Quando me aproximei o suficiente pude ler “Aproveitem o café da manhã, fiz com muito carinho, volto á noite.”.
Não precisava ser extremamente inteligente para reconhecer a letra torta de um médico. Obviamente seria Miguel o responsável por aquilo.
Sentei-me na mesa e acabei tomando café da manhã sozinha, já que eu não queria acordar Liam. Comi um pedaço de pão e uma maçã, e depois tomei alguns goles do suco que Miguel havia preparado. Depois me levantei e levei o copo, lavando-o.
Depois disso direcionei-me até o quarto. Liam ainda estava dormindo, agora parecia estar num sono mais profundo. O lado vazio da cama parecia me chamar como um imã, e me obriguei a deitar ao lado dele. Deitei do lado que eu podia olhar para seu rosto, colocando minha mão direita em seus cabelos, massageando-os suavemente.
Ele parecia sorrir com o carinho que eu estava lhe dando, e isso me fez sorrir também. Era bom ficar apreciando-o sem ele ver que eu estava fazendo isso. Sua face tão relaxada me deixava tão aliviada ao ponto de não me importar com as consequências. Apenas deixei minhas vontades tomarem conta de mim. Em questão de milésimos de segundos, meu rosto já estava se movendo para frente. Fechei meus olhos e impulsionei meu rosto ainda mais para frente. Sua respiração suave era tão relaxante que não me deixava com medo do que eu iria fazer. Eu apenas queria compreender-me melhor, e eu poderia fazer isso apenas testando. Nossas bocas estavam prestes a se tocarem, mas senti um dos braços de Liam cair em cima de minha cintura, fazendo-me perder toda a minha coragem e fazendo-me voltar ao meu eu.
- Ai – Gemi ao sentir o braço pesado de Liam cair com toda a força em cima de minha cintura.
Percebi que eu havia falado alto de mais. Os olhos de Liam começaram a se abrir lentamente, e antes que eu pudesse pensar em qualquer outra coisa, levei meu rosto para trás. Quando ele pareceu já estar consciente, sua boca moveu-se em um imenso sorriso, parecendo ir até a orelha.
- Bom dia! – Falei animadamente, balançando minhas mãos em seus cabelos, parando apenas quando tive total certeza que seus cabelos estavam bagunçados o suficiente.
- Bom Dia! – Disse ele colocando a sua imensa mão em meu rosto, tampando-o por completo.
- Achei que você não ia mais acordar. – Sorri.
- Não vai me dizer que você já levantou e fez tudo sem eu ver? – Perguntou, fazendo uma imitação fracassada em parecer chocado.
- Sim. – Fiz uma careta – E você dormiu feito uma princesinha. – Provoquei.
- Você não vai falar assim comigo – Sorriu ele, subindo em cima de mim, sentando em cima de minha barriga, colocando minhas mãos em baixo de suas pernas para não me mover e cuidando para não colocar todo o seu peso em cima de mim.
- Não faça isso! – Gritei, quase não saindo som algum.
- Ah eu vou. – Confirmou.
Suas mãos faziam uma dança louca em minha cintura, fazendo-me soltar gargalhadas que eu tinha certeza que podiam ser escutadas do apartamento vizinho. Sua cara de moleque sem vergonha era ainda mais engraçada. Eu tentava tirar meus braços de baixo de suas pernas e dar o troco, mas claro, era impossível. Quando ele percebeu que eu não conseguia mais aguentar, ele me soltou, jogando-se ao meu lado.
- Cocegas é golpe baixo... – Falei quase sem voz.
 - Você mereceu. – Disse.
- Eu já te disse o quanto eu te acho um idiota? – Desafiei-o.
- Acabou de dizer. – Sorriu.
- Babaca. – Fiz uma careta – Miguel deixou um lindo café da manha na mesa, e eu acabei tomando café na véspera de Natal sozinha, graças á bela adormecia. – Gargalhei.
- Eu dormi feito uma pedra... – Concordou sorrindo.
- Que horas você foi dormir? – Perguntei.
- Eu não sei. Eu nem me lembro se vi o filme todo, eu só sei que fiquei perdido olhando você dormindo, e aproveitando o tempo que eu conseguia para te ver fofa. – Provocou.
- Vá se catar! – Gargalhei.
- Vou tomar um banho e depois vou tomar um café. – Disse ele beijando minha testa.
- Ok. – Concordei.
Vi a silhueta de Liam sumir de meu quarto, tomando direção até o banheiro da sala. Eu serei eternamente grata por Liam ter colocado a mão sobre mim, fazendo-me acordar para o Mundo e perceber a merda que eu ia fazer.
- Tá, tá. – Cochichei comigo mesma, levantando-me da cama e arrumando-a.
Depois que a arrumei, abri as janelas de meu quarto e fiquei olhando a cidade, percebendo a felicidade, pressa e tensão dos pedestres que passavam pela calçada.
Parecia que Nova York não era um lugar tão ruim assim quando nós não estamos com quem amamos ao nosso lado. Talvez antes eu tivesse medo daquela cidade pelo simples fato de achar que estava sozinha, mas eu sabia que com Liam, Val e Miguel eu jamais me sentiria sozinha.
Nova York podia ser a cidade dos sonhos, a cidade das realizações, onde podíamos fazer tudo que quiséssemos. E essa era a parte boa.
Talvez ali, naquela cidade, podia ser o lugar que eu me identificaria e seria valorizada com o que eu queria fazer para minha vida.
- Lice! – Gritou Liam, fazendo-me dar um pulo.
Sai correndo e fui até a porta do banheiro, batendo algumas vezes na mesma.
- O que houve? – Gritei.
- Esqueci a minha toalha, pega pra mim? – Perguntou ele.
- Hã... Sim. – Gaguejei.
Droga, eu podia tentar me controlar, mas Liam parecia um imã para seduções. Respirei fundo e fui até o banheiro de meu quarto, pegando uma de minhas toalhas.
- Estou aqui com a toalha. – Falei quando voltei até o banheiro onde Liam estava.
Escutei o barulho do trinque da porta sendo aberto. Respirei ainda mais e perdi completamente o ar quando vi o rosto e os cabelos de Liam molhados. Era uma perdição.
- Obrigado. – Agradeceu ele pegando a toalha.
Antes que eu pudesse falar algo – que certamente seria uma droga – escutei duas batidinhas na porta de entrada e um “Sou eu, a Val!”, avisando-me que iria entrar.
Liam deu uma piscadela para mim e fechou a porta do banheiro. Respirei aliviada e fiquei com vontade de abraçar Val agradecendo-a por ter me salvado. Ela entrou no apartamento, com um sorriso imenso.
- É hoje que vamos fazer compras. – Gritou ela, abrindo os braços e indo até mim, abraçando-me e puxando-me até o quarto.
- O que esta fazendo? – Perguntei confusa.
-Me conta tudo! – Exigiu Val, fechando a porta do meu quarto assim que entramos.
- Te contar o que? – Franzi o cenho.
- Não venha me dizer que não rolou nada, hoje de manhã eu vi vocês dois abraçados...
- Ah meu Deus Val, não, não, não! – Entrei em desespero pelo pensamento de Val.
- Você é uma tonta, ou o quê? – Perguntou-me incrédula.
- Ele é meu melhor amigo Val, não há motivos para não dormir abraçada com ele...
- Sua poia! – Disse ela, rindo de mim.
- Poia é você! – Gargalhei.
- Estou pronta para uma tarde de compras, e você? – Passou as mãos umas nas outras, mostrando estar completamente ansiosa.
- Estou. – Sorri – Mas que horas são?
- São exatamente... – Ela levantou o braço esquerdo para olhar a hora em seu relógio – Uma e meia da tarde!
- O que? – Gritei.
- Isso mesmo, vamos. – Puxou-me ela.
Esperamos Liam sair do banheiro para perguntar se ele gostaria de ir com nós, mas ele disse que ficaria em casa, o que eu achei estranho, mas apenas dei um beijo em sua bochecha e saímos daquele apartamento.
Era uma tarde fria, mas era aconchegante. Eu gostava de frio. Eu e Val fizemos a festa em Nova York, fomos a todas as lojas de roupas, acessórios e em qualquer outra loja que víssemos pela frente.
No inicio eu me senti cansada e desejei ir para casa, mas depois eu aceitei o fato de estar fazendo compras – o que para mim não era o modo certo de diversão -, mas eu me diverti. Val era animada, e tinha um bom gosto para escolher presentes. Depois que terminamos as compras, fomos até um shopping para tomar um belo chocolate quente.
Depois que fizemos a volta inteira na metade de Nova York – literalmente – pegamos um táxi e fomos para casa.
Os presentes pesavam em minha sacola, já que eu não havia comprado presentes só para Liam, Val e Miguel, eu havia comprado coisas para mim também, após muita insistência de Val, dizendo que eu tinha que comprar coisas para mim. Eu gastei uma boa parte do dinheiro que eu havia juntado, mas isso foi bom, pelo menos eu o usei para algo útil.
Eu senti saudades de estar no Brasil. Sempre nessa época eu e minha mãe saiamos em busca de presentes para a família. Fazíamos aquela busca desesperada pelo presente perfeito para os familiares, e eu sempre acabava o dia bem. Naquele mesmo dia, pela noite, nós fazíamos uma linda ceia de Natal e a tão esperada e especulada troca de presentes. Era o momento em que toda a minha família se juntava – não exatamente todos, pois Miguel não passava a maioria dos Natais conosco –, mas era alegre, e eu gostava disso.
Encostei meu rosto no vidro do táxi e tentei não pensar no passado, mas sim no futuro. Algo me reconfortava no caminho para casa, acho que eu não fiquei tão abalada pelo fato de não estar no Brasil com meus pais e meus amigos, exatamente por que eu sabia que eu tinha algo muito valioso me aguardando no local onde eu morava. Liam Evans.
Quando chegamos lá, eu pude ver os cabelos loiros de Liam na portaria do Hotel, certamente esperando por nós.
- Se divertiram? – Perguntou ele, abrindo a porta do táxi para nós.
- Sim! – Falamos em coral.
Não falamos mais nada, apenas caminhamos até o elevador e esperamos que chegássemos até o andar de destino. Eu desejava chegar ao apartamento, tomar um banho quente, jogar-me em cima de minha cama e dormir por um longo tempo. Isso pareceu confortável.
Enquanto nós aguardávamos no elevador, eu vi que Liam parecia meio agitado, ele estava diferente.
- Aconteceu algo? – Perguntei um pouco preocupada.
- Nada, estou bem. – Respondeu-me sorrindo.
Franzi o cenho, mas ignorei. Quando finalmente pude ver o luxuoso corredor, eu senti minhas pernas moverem-se involuntariamente, levando-me apressadamente até o apartamento n° 111.
- Abre logo essa porta! – Dei um soco de brincadeira no ombro de Liam.
Liam fingiu que estava abrindo a porta e isso estava me deixando inquieta. Até que a porta foi aberta sozinha, pelo lado de dentro. Por algum instante eu pensei em entrar sem pensar duas vezes, mas quando parei para pensar, eu fiquei paralisada. Miguel voltaria para casa somente à noite, e ainda era apenas final de tarde. Com medo, ergui meu olhar e deparei-me com nove rostos, olhando-me, com uma imensa alegria cantada em seus olhos, fazendo-me ficar parada no mesmo lugar. Eu estava perplexa. Coloquei minhas mãos em minha boca, largando a sacola no chão. Eu só sabia que aquele seria o melhor Natal de toda a minha vida. 

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