22 fevereiro 2014

Fanfiction: "Um Amor Maior Que Eu" - Capítulo 32: Merry Christmas – Parte 1


Capa: Érica Rocha
Texto/Fic: @Rafaela_Vargaas
Beta: Letícia Monteiro
Música Tema: Lucky - (Glee Version)




Eu estava em estado de choque observando as nove figuras em minha frente. Os nove pares de olhos me olhavam com certa duvida e eu só conseguia sentir o palpitar desesperado de meu coração.
Eu sentia uma imensa saudade daquelas pessoas, elas eram o motivo de tudo o que eu havia feito de bom na vida, e duas dela eram o motivo de minha existência.
Meu pai estava de pé ao lado de minha mãe, os olhos dos dois brilhavam tanto que eu podia perceber mesmo estando um pouco longe deles.


Uma garota baixinha, com cabelos negros e lisos, e rosto desenhado e com a pele morena me olhava por um longo tempo, havia um sorriso estampado em seu rosto. Olhei-a por alguns segundos e tive Flashbacks da pequena garota com quem eu brincava quando era uma criança, os traços de sua face era os mesmos, porém ainda mais linda. Era a irmã de Liam, Érica Evans.
O rosto do homem ao lado de Érica não me era estranho. Os cabelos castanhos e cacheados e o queixo quadrado não podiam negar que era Will Evans.
Ao lado de Will estava uma mulher alta, com cabelos loiros, curtos e lisos e por alguns segundos eu a estranhei, mas depois me lembrei dos olhos azuis, iguais aos do filho, se tratava de Sue Evans, a mãe de Liam.
Logo atrás de Will, Érica e Sue estava uma mulher que eu nunca tinha visto – ou não me lembrava de seu rosto –, eu não me lembrava daqueles cabelos compridos e daquele olhar que parecia ser a de uma predadora que nunca perdia a presa. O olhar dela era totalmente confiante e de dar inveja. O seu corpo era extremamente muito bem desenhado, cada traço muito bem alinhado, não tinha nada fora do lugar. Ela era linda, porém não sabia de quem se tratava.
Ao lado de meus pais estavam Emile e Luan, de mãos dadas. Eu voltei no tempo ao mesmo instante, lembrando-me da minha melhor amiga, antigamente uma garota ingênua e considerada sem graça pela maioria das pessoas. Ela era exatamente como eu, mas agora estava diferente. Ela parecia confiante, feliz e sem duvida nenhuma estava realizada, diferente de mim.
Ao seu lado estava Luan. Com a boca aberta em um enorme sorriso, eu pude ouvir mentalmente sua voz encantadora em minha cabeça, fazendo-me ter saudade de tudo que eu havia passado alguns meses atrás, e agora percebendo onde eu estava.
Na porta estava Miguel, sorrindo para mim e hora e outra olhando para Liam e sussurrando um “obrigado”, e automaticamente eu deduzi que foi Liam o responsável por tudo.
Eu tinha percebido que Liam estava meio hiperativo no elevador, mas eu nunca ia imaginar que ele seria capaz de fazer tudo aquilo. Ele era o motivo da minha felicidade agora, ninguém nunca tinha feito algo tão especial para mim antes, só para me ver felize isso foi um tanto quanto apaixonante, eu não sabia nem como agradecer. Ele era a melhor pessoa que eu poderia ter ao meu lado.
Pisquei algumas vezes para fazer-me voltar ao meu eu e tentar fazer com que tudo não fosse apenas um sonho. E não era. Meus olhos estavam cheios d’agua, e pela primeira vez nos últimos dias, era de felicidade.
- Obrigado por tudo! – Virei-me e enterrei meu rosto no peito macio de Liam. Fechei meus olhos e o abracei o mais forte que eu pude. Eu estava completamente grata por tudo.
- Não me agradeça Lice, eu precisava te ver assim novamente. – Sussurrou ele em meu ouvido, passando os braços em minha cintura e apertando-me ainda mais em seu corpo.
Fiquei abraçada com ele por alguns minutos, tentando acreditar no que estava acontecendo. Ainda sem muita consciência do que eu estava fazendo, soltei-me dele e virei-me de braços abertos para o apartamento.
Corri até a porta, abracei Miguel e corri ainda mais para sentir mais uma vez o calor do abraço dos meus pais.
Quando cheguei perto o suficiente, abri meus braços e abracei os dois de uma vez só. Sentir o perfume dos dois novamente em minhas narinas, sentir seus braços me cobrirem, e sentir o quão protetor era o abraço deles, me fez esquecer todas as coisas ruins que haviam me acontecido. Eu precisava daquilo mais do que tudo, e agora eu estava recebendo, e isso era reconfortante e um alivio para mim. Senti algumas lágrimas escaparem, mas meu sorriso provava que aquilo tudo era felicidade. Fiquei por longos minutos abraçada a meus pais, ninguém falou nada, e eu só ouvia os soluços de meus pais em meus ouvidos, abraçando-me forte, assim como eu os abraçava.
- Eu amo vocês, eu amo muito... – Falei quase sem voz, saindo de seus braços e ficando de frente para eles, depositando um beijo no rosto de meu pai e de minha mãe.
- Eu estava morrendo de saudades de você minha Princesa. – Escutei a voz de meu pai ecoar pelo apartamento e vi que uma lagrima caiu de seu rosto.
- Eu também. – Sorri deixando mais uma lagrima cair.
Olhei para minha mãe e vi que ela ainda estava sem condições de falar. Pisquei para ela e beijei seu rosto mais uma vez. Puxei duas bufadas de ar antes de continuar.
Dei alguns passos e já estava de frente para Emile. Sem pensar duas vezes, joguei-me sobre os braços dela, que já estavam abertos. O docearoma que exalava de sua pele era como uma coisa surreal. Ela era minha melhor amiga, e passar dias e mais dias sem sentir aquele abraço confortante era como se fincasse uma faca em meu peito. Mas agora, ali, atirada em seus braços, era como se o tempo todo que passei longe dela, fosse apenas alguns minutos. Eu sabia que não importava quantos dias eu me afastasse, ela sempre me receberia bem e de braços abertos, literalmente.
- Eu achei que ia morrer sem você aqui. – Falei entre os soluços.
- Eu necessitava tanto desse abraço. – Sussurrou ela.
Apertei-a aindamais sobre meus braços e logo depois a soltei. Fiquei e frente para ela e olhei dentro de seus olhos. Ela ainda parecia o Anjo que Deus enviou para me proteger de todos os perigos do Mundo, era como se os braços dela foram feitos exatamente para se encaixar aos meus. Seus olhos para iluminar os meus e as suas mãos para segurar as minhas. Eu a amava e precisava dela sempre, sempre e sempre.
- Vamos ter muito tempo ainda pra nos xingar. – Sorri limpando minhas lágrimas com as costas de minhas mãos – E você homem? – Chamei Luan, dando um passo para o lado e ficando de frente para ele.
- Achei que nunca mais ia ver você branquela. – Gargalhou ele, puxando-me para um abraço.
Lembrei-me do primeiro abraço que dei em Luan. Eu tinha sentido meus pés saírem do chão e meu corpo flutuar sobre as nuvens, e dessa vez não foi diferente. Seus braços eram totalmente protetores, e sempre que eu o abraçava, parecia que todos em minha volta sumiam. Era uma sensação tão boa.
- E como sempre, você esta chorando. – Gargalhou ele aos sussurros.
Gargalhei e não consegui dizer nada, apenas sorri para ele, tentando mostrar com meu sorriso, todas as palavras que eu queria dizer, mas não conseguia, e ele pareceu entender perfeitamente. Respirei mais algumas vezes e direcionei-me até Érica, que estava de pé há alguns centímetros de Luan.
- Você esta linda! –Falei abraçando-a.
Por incrível que pareça, eu consegui lembrar-me do abraço de Érica e depois de tanto tempo, ainda continuava o mesmo. O ultimo abraço que dei nela foi quando eu me despedi da família Evans e fui embora para outra cidade. E agora parecia que aquele momento do passado de minha adolescência, quando tive que deixar todos eles e ir embora, parecia que não havia existido. Ela me fez voltar ao presente e fazer lembrar-me que eu ainda os tinha, como antes. O cheiro de seu perfume que se alastrava por todo o ar, era completamente bom. Ela ainda tinha o mesmo aroma de quando era criança, era um cheiro doce, meigo e suave, parecido com o de Liam. Sorri e sai do nosso abraço, tacando-lhe um beijo no rosto.
- Você esta tão bonita, Lice! – Elogiou-me ela, abrindo um sorriso e mostrando seus dentes perfeitamente brilhantes.
Sorri para ela ainda sem conseguir falar nada. Antes mesmo de eu me virar para cumprimentar o senhor Will e a senhora Sue, eu vi que eles já estavam ao meu lado, de braços abertos. Abri meus braços e os abracei de uma sóvez. Eu senti uma positividade enorme entre nós três, parecia que tinham ligado uma luz na escuridão, e eu havia saído de um buraco extremamente escuro, para um lugar plano, claro e relaxante. As duas pessoas que haviam feito o meu melhor amigo, agora estavam ali, me abraçando e me fazendo lembrar a minha deliciosa infância. Eles eram perfeitos, sem duvida.
- Eu ainda não consegui me conformar com o fato de que aquela garotinha já esta desse tamanho. – Disse Will sorrindo.
- E linda! – Completou Sue, saindo de nosso abraço e dando-me um beijo no rosto, logo depois o senhor Will fez o mesmo.
- Eu morri de saudades de vocês, o tempo todo. – Disse, tentando desfazer o nó em minha garganta.
As duas figuras em minha frente sorriram, e logo depois abriram espaço para eu enxergar a menina desconhecida, que estava atrás deles.
- Esta é Letícia, minha empresária lá da gravadora. – Disse Will, levando as mãos para frente, a fim de que Letícia passasse.
A garota aproximou-se de mim, com passos suaves e que por um momento eu pude jurar que seus pés não tocavam o chão. De perto ela era ainda mais linda, os olhos grandes e castanhos eram incomuns e sua pele sem nenhuma imperfeição, era fascinante.
- Sou Alice. – Sorri – Alice Araújo. – Completei dando-lhe um abraço.
- Sou Letícia Monteiro. – Apresentou-se – Prazer em conhecê-la. – Disse ela saindo do abraço.
- O prazer é meu. – Sorri e balancei a cabeça.
Pisquei algumas vezes e virei-me para os outros que estavam me observando. Sorri para eles e tentei falar algo, mas o nó em minha garganta ainda reinava. Olhei para Liam e tudo que eu pude fazer foicorrer até ele mais uma vez, e abraça-lo novamente.
- Serei eternamente grata! – Sussurrei em seu ouvido ao abraça-lo.
- Só continue sorrindo, isso já será um pagamento. – Sussurrou ele.
Sorri mais uma vez e o apertei ainda mais. Eu sabia que eu podia usar toda a minha força e não o machucaria, pois minha força não era nem um terço de toda a sua, e então me despreocupei ao aparta-lo ainda mais. Os seus braços eram tudo que eu precisava para expressar tudo que eu queria, mas não conseguia. Eu o amava, e meu amor era mais do que era permitido.
- O jantar esta na mesa! – Escutei a voz de Val ecoar pelo apartamento.
- Vamos atacar! – Gritou Miguel, fazendo todos gargalharem.
Esperei que todos saíssem da sala e se dirigissem até a cozinha, e permaneci abraçada em Liam. Eu não conseguia ter forças para me soltar dele, mas me controlei e fui soltando-o aos poucos.
- Eu te amo! – Falei olhando para aquela imensidão azulada.
- Eu também te amo! – Sussurrou ele.
- Será que vocês não podem parar de namorar  pra jantar? – Disse uma voz familiar, acompanhada com batidinhas de pé no chão.
Franzi o cenho e olhei para o local de onde vinha à voz. Era Érica. Obviamente seu sarcasmo ainda fazia parte dela, eu gostava disso.
- Não estávamos namorando. – Sorri e fiz uma careta.
- Érica você é muito chata. – Gargalhou Liam, apertando o nariz da garota.
Sorri e direcionei-me até a mesa. Ver todos reunidos novamente em um daqueles jantares familiares era contagiante. Não existia presente melhor do que ver todos juntos novamente, exatamente como há anos atrás. Sorri comigo mesma.
Em alguns minutos eu já havia terminado de jantar, e fiquei parada, observando cada rosto em minha frente. Ao varrer meu rosto pela mesa eu não achei a Letícia. Virei-me para trás, achando que eu a encontraria em algum outro lugar, mas não a achei.
- Onde esta Letícia? – Perguntei confusa.
- Ela foi embora. – Respondeu-me Érica.
- Mas ela nem se despediu. – Falei.
- Ela saiu bem apressada. – Disse Érica, com a voz um pouco desconfiada.
Liam parou de comer no mesmo instante que Érica deu a resposta. Olhei para ele por alguns instantes, procurando algum vestígio de resposta em seu rosto, mas nada.
Tentei agir normalmente, levantei-me da mesa e larguei meu prato em cima da pia, voltando logo depois. Fiquei de pé atrás de Liam, com minhas mãos fazendo a volta em seu pescoço. Depois de mais alguns minutos, todos já haviam parado de comer e já haviam conversado o suficiente. Ficamos mais alguns minutos jogando conversa fora.
- A louça fica contigo. – Disse minha mãe olhando-me.
- Você mal me vê e já fica me dando ordens! – Sorri.
Minha mãe sorriu e os outros também. Comecei a tirar a louça da mesa, com a ajudada de Liam e Érica. Todos os outros estavam na sala de estar. Permanecemos em silencio por alguns minutos, enquanto eu lavava a louça, Liam secava e Érica guardava.
- Vocês estão namorando? – Perguntou Érica descaradamente.
- Não! – Respondemos em coral.
- Então por que vocês ficam abraçados toda hora?
- Somos melhor amigos. – Falei – E Liam é muito especial.
- Meu irmão e seus amores. – Ironizou ela.
- Como assim? – Sorri.
- Érica, cala a boca! – Pediu Liam.
- Me deixa contar. – Sorriu ela –Ele nunca ficava mais do que seis meses com uma só namorada. – Gargalhou ela, fazendo-me rir também.
- Você é má! – Disse Liam com a voz aguda.
- Não sou não! – Disse ela dando um leve tapa nas costas dele.
- Eu não sabia que você era mulherengo, Senhor Evans. – Falei, virando-me para ele assim que terminei de enxaguar a ultima louça.
- Eu nunca fui. – Disse – É mentira dela!
- Eu tenho provas de que não estou mentindo. – Interrompeu Érica.
- Érica e suas sinceridades! – Gargalhei – Gosto assim. – Dei uma piscadela.
Depois de alguns minutos tudo estava pronto. Direcionamo-nos até a sala. Sentei-me no chão, ao lado de Liam.
- Quero presentes! – Disse Miguel.
- Quero começar! – Falou Emile.
Olhamos para ela e vi que ela já estava com um à caixa enorme em suas mãos.
- Este presente é especial, e faz muito tempo que eu quis comprar para ela, mas nunca achei que ela gostaria. – Falou ela – Mas agora sei que ela esta confiante, pois tem uma pessoa muito especial com ela, e isso me faz feliz. – O seu olhar se voltou para mim.
Franzi e o cenho e estendi as mãos assim que ela ergueu-me e me entregou o presente. Abracei-a e fiquei com um pouco de medo do que seria. Abri a caixa e tudo que consegui enxergar era um tecido vermelho, parecia um tipo de ceda. Levei uma de minhas mãos até o presente e o ergui, percebendo que era um vestido.
O vestido era um vermelho ardente, com um enorme corte nas pernas, e um imenso decote. Franzi o cenho e a olhei de canto.
- Eu sei que você não gostaria disso há alguns meses atrás, mas agora eu sei que gosta. – Piscou ela.
O vestido era mesmo lindo. E era verdade que eu não gostaria do presente se eu recebesse há alguns meses atrás, mas agora parecia que eu estava com minha autoestima um pouco elevada, fazendo-me não ter vergonha de mim mesma. Sorri comigo mesma e agradeci a ela.
- Bom, meu presente é pra uma pessoa muito especial para mim. – Respirei fundo e coloquei a mão em meu bolso, tirando o presente. – Eu não fazia a mínima ideia do que comprar para ele, mas eu sei que nada no Mundo será o suficiente para dar-lhe e mostrar o quanto sou grata por tudo que ele me fez. – Levei meu olhar até Liam – É pra você. – Pisquei e abaixei-me até o chão, onde ele estava, entregando-lhe o presente.
Suas mãos ágeis abriram o pacote em segundos. Ele tirou de lá um colar, com a metade de um coração. O colar que eu comprei era de ouro – o que foi interessante – e tinha escrito a metade das palavras “Best Friends”. Vi um sorriso se alastrar por seu rosto e suas mãos voaram até meu pescoço, segurando em suas mãos o pingente da outra metade do coração que completava as palavras no colar que estava em mim. Seus olhos encontraram os meus e eu sorri.
A troca de presentes foi bem demorada e divertida. Eu fiquei feliz por tomar coragem e tirar o colar de chave que Taylor tinha me dado. Eu tinha que me afastar de tudo que me lembrava dele, e principalmente daquele colar, onde ele me jurou todo o amor dele, as palavras tão falsas que o tornava ainda mais mesquinho.
Depois de mais ou menos uma hora e meia terminamos de trocar os presentes e guarda-los. Liam tinha me prometido um presente no dia seguinte – o que não era nem um pouco necessário, pois ele já havia me dado tudo – mas ele continuou insistindo, fazendo-me aceitar. Eu estava segurando sua mão enquanto sentávamos no chão da sala, onde todos se encontravam e o silencio nos rondava.
- Lembram-se do que fazíamos quando terminávamos de jantar? – Perguntou o Senhor Will, quebrando o silêncio.
-Você cantava! – Sorri.
- Hoje você e Liam vão inaugurar o nosso reencontro. – Afirmou ele.
- Como assim? - Perguntei confusa.
- Vocês irão cantar. Durante muito tempo eu cantei para vocês, hoje é a vez de vocês cantarem pra nós!
Fiquei paralisada. Tinha passado tanto tempo que eu não fazia um dueto com alguém, que eu pensava que não conseguiria mais. Tentei me acalmar, mas meu coração estava disparado. Ouvi as cordas de violão bater ao meu lado, e era Liam que já estava com o meu violão em mãos.
- Você consegue. – Disse ele estendendo a mão para mim.
Ainda sem dizer nada, estendi minha mão e fiquei de pé. Naquele exato momento eu não enxerguei mais nada, apenas o rosto de Liam.
Parecia que finalmente eu estava conseguindo saber o que eu sentia, e era simplesmente amor. Não aquele amor que sentimos por amigos, mas aquele amor que nós sentimos quando estamos apaixonados, ou pensamos estar.
Durante os últimos dias eu pensava em me controlar e não querer pensar em beija-lo, mas agora era como se toda a minha preocupação com isso, fosse para o espaço. Minhas mãos não tremiam mais, minhas pernas não estavam bambas e meu coração também não estava mais disparado, exatamente por que eu sabia o que estava fazendo e sentindo.
- Que musica vamos cantar? – Ecoou a voz de Liam em minha mente, fazendo-me sair de meus devaneios.
- Lucky. – Respondi de imediato. – Do cantor Jason Mraz e da Colbie Caillat. – Falei sem delongas.
Vi o rosto de Liam gelar e logo depois pude ver o brilho em seus olhos. Ninguém havia falado nada ainda, ou se tivessem, eu não escutei, pois eu não os enxergava, apenas enxergava a face de Liam em minha frente.
A musica se tratava de dois melhores amigos que estavam apaixonados um pelo outro. Na musica os dois prometiam amor eterno, e diziam que iriam esperar um pelo outro, não importasse quanto tempo demorasse. A musica se encaixava perfeitamente em nós dois.
Eu seria capaz de qualquer coisa quando estava com ele, e isso era um sinal positivo do que eu sentia por ele. Eu o amava simplesmente por isso.
O toque do violão e a voz de Liam começaram a fazer sentido para mim agora. Balancei minha cabeça e comecei a cantar o trecho da musica, e pela primeira vez não fechei meus olhos ao expressar meus sentimentos para alguém. Tudo estava explicado tão claramente agora. Eu não viveria sem ele, jamais.
Aprofundei ainda mais meu olhar sobre o dele, dançando e indo até mais perto de seu rosto. Tudo o que eu enxergava era seus belos olhos, que eram meu porto seguro. Ele me deixava tão calma e tinha um poder tão forte sobre mim, que eu não tive anseio em dizer o que estava sentindo. Em cada palavra, em cada gesto e em cada olhar eu podia sentir tudo o que eu não conseguia distinguir o que estava acontecendo.
No ultimo trecho da musica, permaneci com os olhos abertos. Quando por fim acabamos o ultimo toque da canção, percebi que nossos rostos estavam perto de mais.
Eu não hesitei, nem me distanciei e não me movi. Olhei dentro de seus olhos por alguns instantes, sabendo que dali em diante, aquele homem em minha frente, faria parte de mim.
Levei meu rosto lentamente para frente, e o vi fazendo o mesmo. Fechei meus olhos e apenas senti que quebramos a distancia que nos impedia de nos beijar, sentindo seus grossos e calorosos lábios me dominarem por completo.

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