08 fevereiro 2014

Fanfiction: "Um amor maior que eu" - Capítulo 30: You're My Best Friend



Capa: Érica Rocha
Texto/Fic: @Rafaela_Vargaas
Beta: Letícia Monteiro
Ilustrações/Gifs: @Rafaela_Vargaas
Música Tema: You're My Best Friend - Jason Reeves 

Eu daria tudo para saber o que estava sentindo. Tudo estava tão confuso ultimamente que eu poderia jurar que eu não era eu.
Em primeiro lugar vinha Taylor. Me mostrou exatamente tudo o que uma pessoa pode aprender com o amor. Eu acreditava que nós poderíamos viver felizes para sempre, ou seja, eu acreditava no impossível.
Eu achava que Taylor me amava de verdade e nunca dei atenção para o que Miguel achava, e no final das contas ele estava certo. Mas eu nunca imaginei que Taylor pudesse ser tão cruel ao ponto de me abandonar, no frio e sozinha. Sem mais ninguém.
E depois vinha Liam. O meu melhor amigo de infância que eu não via desde a minha adolescência e que reapareceu do nada em minha vida. Devastou tudo o que eu tinha concretizado em certeza, para uma mera confusão.

Ele era perfeito. Não somente sua aparência - que arranca suspiro de qualquer uma -, mas também o seu jeito meigo e atencioso. Ele era uma daquelas pessoas que poderia se jogar na frente de qualquer um para tomar o tiro no lugar da pessoa.
E agora eu estava ali, prestes a beijar meu melhor amigo. Eu sabia que se o beijasse nada seria como antes, ou se seria?  Ia ser completamente embaraçoso, eu sei disso.
Mas era inevitável. Seus olhos azuis, sua pele branca como a neve e seus belos lábios rosados eram atrativos demais para mim.
De acordo com que eu ia recuperando meus sentidos e saindo de meus devaneios, eu ia me dando conta de tudo que estava acontecendo nesse exato momento.
Eu podia sentir a respiração ofegante de Liam em meu rosto e o calor de seus lábios encostando-se levemente nos meus. Entretanto, algo me pedia para evitar que aquilo se tornasse um beijo de verdade.
Puxei uma longa e fortíssima bufada de ar e levei meu rosto para trás, me levantando da cama ainda com os olhos fechados.
Tentei recuperar minha respiração e todos os sentidos de meu corpo. Eu não sabia se falava algo ou se saia correndo do quarto. Eu só sabia que não queria abrir meus olhos e ter que encara-lo e ser obrigada a falar algo, mas eu não podia simplesmente ficar transparente e sumir para sempre.
- Li... Liam, vou ajudar a Val co... com o jan... jantar... –Gaguejei, finalmente abrindo meus olhos.
- Lice, me perdoe! –Disse Liam, quase gritando.
- Olha, não tem porque pedir desculpas. Esta tudo bem. –Falei passando a mão em seus cabelos e beijando seu rosto para quebrar a tensão.
Eu ainda não tinha coragem para olhar dentro de seus olhos, e ele parecia ter percebido isso. Eu sou uma idiota, uma completa idiota!
A única pessoa que estava me ajudando ali naquele lugar sombrio era meu melhor amigo. Liam e eu... Quase acabei com tudo. Ás vezes eu acho que mereço ficar sozinha, eu só faço coisas erradas.
Levantei-me novamente da cama e caminhei rapidamente – quase correndo – para única porta do meu quarto. Fiquei eternamente grata quando minha visão ficou dominada pela sala de estar do apartamento de meu irmão, eu finalmente tinha saído daquele maldito quarto.
Somente meus passos apressados já não eram suficientes para mim. Forcei minhas pernas a se moverem rapidamente, fazendo com que eu começasse a correr desesperadamente pela casa, parando somente quando meu corpo já estava chocado com o balcão da cozinha.
- Val, me ajuda! –Falei em tom de desespero, tentando recuperar o ar que eu tinha gasto na corrida.
- O que? –Perguntou Val, parecendo assustada e desligando o fogão que estava com algo dentro do forno.
- Eu quase beijei Liam. Nossos lábios só se tocaram, mas eu impedi... –Cochichei, tentando compreender a mim mesma – Eu sou uma idiota... –Finalizei, segurando as lágrimas.
- Você não é idiota – Disse Val aproximando-se de mim.
- Eu sou sim, eu só estrago as coisas. - Falei, por fim deixando a bendita lagrima cair pelo meu rosto.
- Vem cá! –Falou Val, aproximando-se ainda mais de mim, agora com os braços abertos.
Somente quando senti seus minúsculos braços quentes, fizerem com que eu voltasse ao meu corpo. Aquecendo-me e parecendo me proteger.
Era bom ter Val junto comigo. Ela sabia exatamente como me proteger e como me fazer segura em poucos segundos, mas parecia que nada mais era suficiente para amenizar minha dor.
Nada mais em minha volta fazia sentido desde que Taylor havia me deixado. Eu tentei aproveitar as coisas que eu ainda tinha, tentei me recuperar e esquecê-lo, mas aquilo era impossível e me assustava sempre que me via longe dele.
Taylor tinha me ensinado o que era amor, o que era felicidade, o que era se sentir especial. Ele tinha me ensinado tudo, menos a viver sem ele.
Ainda envolvida pelos braços de Val, eu podia sentir pelo menos um pouquinho do que eu ainda tinha. Val era uma amiga magnífica, que tem os melhores conselhos, mas que sabe o que quer para a própria vida. Ela tem planos, diferente de mim, que deixei tudo para trás só para viver momentos de paixão com o homem que eu achava que era um Príncipe.
E a parte mais estranha era que eu não sabia o que sentia por Liam. Como uma melhor amiga pode se apaixonar pelo melhor amigo? Eu nunca entendi isso.
Ele estava ali por mim. Ele havia saído da própria casa para ficar aqui comigo e me dar apoio, e ele realmente estava conseguindo me fazer feliz novamente, mas isso era até o momento em que eu me concentrava em seu rosto e entrava em devaneios.
E tinha mais: eu não podia continuar com aquilo. Eu tinha que deixa-lo viver a própria vida e tentar tocar a minha em frente, eu não podia deixa-lo trancado o dia todo comigo em um apartamento tedioso. Ele tinha as suas limitações, ele tinha as suas coisas para resolver e ele tinha muitas coisas para viver do lado de fora, onde eu não fazia nem questão e ir.
- Não quero ver você chorando, nunca mais – Disse Val passando os dedos por meu rosto e secando minhas lagrimas.
Eu não tinha percebido que estava chorando até Val me avisar. Eu não queria ser fraca naquele momento, mas parecia que tudo me fazia querer pedir para chorar, mesmo que involuntariamente. Aquilo já estava me deixando enjoada de mim mesma.
Eu não saia mais daquela casa, não me divertia mais fora dela, nunca mais tinha pegado um ar fresco em meu rosto e muito menos um pouco de sol em minha pele. Eu estava me tornando uma antissocial, e isso me assustava e me desanimava ainda mais.
- Me desculpe... –Falei enxugando as lágrimas e levantando meu rosto, olhando nos olhinhos castanhos da garota em minha frente.
- Olha, eu sei o que você está sentindo, eu consigo sentir também...
- Mesmo? – Dei um leve sorriso.
- Sim, e também sei que metade de você esta assim por causa de Liam...
- Como assim? – Perguntei confusa.
- Liam é seu melhor amigo e você esta se apaixonando por ele, eu sei como é se sentir assim, eu já senti isso... – Falou ela, baixando o olhar e parecendo viajar no tempo.
- Como assim? Com quem? – Perguntei, interrompendo qualquer que fosse o devaneio dela.
- Com seu irmão... – Vi um sorriso imenso aparecer em seu rosto e seus olhos se enxerem de lagrimas.
- Mesmo? – Sorri assim como ela.
- Sim... Conhecemo-nos em uma festa da faculdade e ele virou meu melhor amigo... – Contou ela.
- E...? – Pedi por continuação.
- E nós acabamos nos apaixonando. É por isso que eu te digo com tanta certeza que melhores amigos podem se apaixonar sim. Eu nunca falaria isso para você da boca pra fora.
- Mas eu e Liam nunca nos apaixonaríamos um pelo outro, e ele não sente nada por mim... –Falei, mas fui interrompida por Val.
- Eu falava a mesma coisa, e mentia para mim mesma, pense nisso. –Finalizou ela, ficando nas pontinhas dos pés e beijando o alto de minha cabeça.
Eu não disse mais nada. Apenas a observei voltando a fazer o jantar. Ela estava tentando ajudar, mas na maioria do tempo eu me pegava parada e pensando no que ela me dizia.
Eu não sabia que Val e Miguel eram melhores amigos, até por que Miguel nunca tinha falado dela para mim antes.
O que ela me disse foi interessante e talvez se encaixasse em mim e em Liam, mas tudo era diferente.
Eu não conseguia me ver apaixonada por ele, e ainda não conseguia aceitar o fato de que eu estava confusa entre a amizade do meu melhor amigo ou o amor. Isso era estranho, totalmente estranho.
- Boa noite minhas Princesas! – Disse uma voz familiar, acompanhada com o ranger da porta sendo aberta e com o barulho dos sapatos tocando ao chão.
Permaneci de costas, procurando os talheres dentro de uma gaveta gigante – o que tornava ainda mais difícil – até que senti alguém me dando um beijo no rosto e percebi que era Miguel.
- Como você esta? –Perguntou-me ele, assim que me virei para ficar de frente para ele.
- Estou bem e você? – Perguntei sorrindo.
- Estou bem! – Respondeu-me ele, abrindo um lindo sorriso.
Era bom ter o antigo Miguel novamente comigo. Isso era uma das coisas que conseguia amenizar um pouquinho da imensa dor que eu trazia em meu coração.
Eu precisava daquele sorriso todos os dias, e não recebe-lo estava me matando por dentro. Eu nunca mais tinha ouvido aquela pergunta “Como você esta?” vinda especialmente dele. E Isso era bom e aconchegante na maioria das vezes, obviamente quando não soava irônico.
Quando eu já estava com todos os talheres em minhas mãos, peguei os pratos e os copos e me dirigi até a mesa. Quando terminei de colocar toda a louça na mesa, eu vi que a porta de meu quarto ainda estava aberta e com a luz acessa. Certamente Liam ainda estava lá.
Puxei uma bufada de ar e encorajei-me a ir até o lugar que me sufocava há alguns minutos. Aproximei-me silenciosamente e quando cheguei até a porta vi uma cena que me corroeu por dentro.
Liam ainda estava sentado em minha cama, com a cabeça no meio dos joelhos e com as mãos sobre ela. Aproximei-me ainda mais dele – quase correndo – e quando cheguei perto o suficiente me ajoelhei, ficando ao nível de sua cabeça, que estava abaixada.
- Liam? – Chamei-o.
- Oh Lice, desculpe-me, eu não percebi que você estava aqui no quarto! –Disse ele, levantando a cabeça.
Seus olhos estavam vermelhos e umedecidos. Sua expressão estava em um misto de tristeza e de susto. Sua boca estava retorcida para o lado, parecendo querer evitar aquele momento, mas ainda assim ele permanecia lindo.
- Eu não queria que você me visse entrando... – Falei – Acho que fiz um belo trabalho! –Falei sorrindo, tentando terminar com o clima pesado.
- Você não precisa fazer isso... – Falou ele sorrindo e colocando a ponta dos dedos em meu queixo.
- Isso o que? – Perguntei meio confusa.
- Você não precisa fingir que esta tudo bem. Eu sei que estou enchendo o saco em sua casa. Eu não vou mais ocupar espaço aqui, eu preciso ir e preciso deixar você esfriar a cabeça, eu só estou atrapalhando tudo. – Enquanto ele falava eu podia ver a dor estampada em seu rosto e algumas gotas de lágrimas se aglomeraram em seus olhos, mas ainda assim elas não caíram.
- Você é a melhor coisa que esta me acontecendo... –Admiti, desacreditando de mim mesma pela minha coragem repentina. – Eu não sei o que seria de mim se você fosse embora... Eu sei que você tem a sua família, mas, por favor, fique – Implorei, sentindo algo gelado cair sobre meu rosto.
- Você tem certeza? – Perguntou-me ele maravilhado.
- Eu nunca tive tanta certeza em toda a minha vida – Falei sorrindo e levando minhas mãos até sua franja que estava tampando um de seus olhos, e permaneci com minhas duas mãos em seu rosto – Eu- não-sei-viver-sem-meu-melhor-amigo – Falei pausando em cada palavra.

Senti meus joelhos saírem do chão e meu corpo foi de imediato para o ar, até que deduzi que eu estava sentada no colo de Liam. Sorri tomando coragem para olhar dentro de seus olhos mais uma vez.
Ele era contagiante e ás vezes me faltava palavras para descrevê-lo, eu já disse isso várias vezes e digo de novo: ELE É PERFEITO!
- Vamos jantar? – Chamou-nos Miguel, parando na porta do quarto.
- Vamos! –Falei levantando-me e segurando a mão de Liam, caminhando lentamente até a mesa.
O jantar inteiro foi resumido sobre os preparativos para o Natal – o que de fato não me animou muito, mas tentei participar o máximo possível da conversa - ,e claro, nos suspenses em falar os presentes que compraríamos para cada um.
Quando terminamos o jantar, ajudei a tirar a louça da mesa e já estava me preparando para lavar a louça, quando Miguel me impediu – fazendo igual da ultima vez que estávamos no Brasil – e disse que eu estava liberada. Sendo assim, fugi para meu quarto, coloquei meu pijama, fui ao banheiro e fiz minha cotidiana limpeza de pele. Quando sai do banheiro, vi que Liam já havia colocado o filme no DVD, já havia feito à pipoca – que estava em cima da cama, dentro de um imenso pote – e já havia se arrumado para dormir, e faltava apenas clicar no “PLAY” para começarmos a ver o filme. Sorri para ele antes de deitar-me ao lado dele, tampando-me com os cobertores e me aquecendo ao ficar abraçada a ele.
Foi extremamente confortável ficar deitada sobre o peito de Liam enquanto eu assistia a um lindo romance na TV, o que me fez imaginar-me junto de Taylor no momento em que assistia ao filme. E uma hora e outra colocava Liam no lugar de Taylor, o que me confundia um pouco.
Eu não me lembro de assistir ao filme todo, apenas lembro que adormeci sobre o peito macio de Liam, ouvindo o barulho confortante de seu coração e sentindo seu doce cheiro que exalava pelas minhas narinas. 

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Um comentário:

  1. Q maximo!Estou amando tudo isso,estou anciosa para ver o q vai rolar a seguir,rsrs.

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