03 março 2014

Fanfiction: Caras e bocas – Capítulo 13


Taylor P.O.V.

-NÃO! POR FAVOR, NÃO!

Acordei assustado com os gritos de Serena. Ela gritava muito e muito alto, enquanto se debatia na pequena cama auxiliar.

Em meio aos gritos, ela implorava, implorava para não baterem nela e...

Devido ao sono, demorei alguns minutos para perceber que ela estava tendo um pesadelo com aqueles dois crápulas que tentaram estupra-la.

-Serena. Serena... Serena! –eu a sacudia, enquanto a chamava.


Lágrimas escorriam de seus olhos e caiam pelas bochechas, manchando sua face de porcelana, apavorada pelo pesadelo.

Uma crescente agonia crescia em mim, enquanto o que havia acontecido naquele dia voltava a minha mente como um clarão. A nitidez das cenas... Meus músculos cresceram e ganharam força e leveza, como se estivessem prontos para lutar, exatamente como aconteceu naquele fatídico dia. Sim, há anos eu não treinava, mas ainda lembrava alguns golpes e a força se devia aos músculos que tive que ganhar para interpretar Jacob, e que depois não larguei mais.

-Serena. –chamei mais uma vez, desesperado para que ela acordasse e acabasse com tudo. Aquilo já estava me apavorando... Aquele dia também havia sido traumático para mim, doía lembra-lo. –Serena, acorda, por favor.

Em um ofego, Serena acordou e sentou na cama. Ela tremia e respirava com dificuldade, porém, havia parado de chorar.

O alívio percorreu meu corpo. Agora eu sabia que a situação estava sob controle, sob meu controle, eu podia melhorar aquele ambiente pesado.

Abracei-a e a abriguei em meu peito da melhor forma que pude, até que ela parar de tremer. Continuamos abraçados, cada um perdido em seus pensamentos, no exímio silêncio da noite quente de verão.

-Foi só um pesadelo, certo? –ela perguntou, quebrando o silencio. Seu corpo já não tremia, o que significava que ela também havia controlado seu emocional e isso era extremamente bom para o momento.

Assenti, erguendo o rosto de Serena pelo queixo, para que ela pudesse ver meu movimento de cabeça.

-Eram eles, naquele mesmo beco escuro e... –o pânico foi tomando conta da face delicada da mulher em meus braços, antes que ela voltasse a enterrar a cabeça em meu peito.

Serena mantinha o rosto em meu peito, não se dando conta, ou não se importando, com minha nudez. Sua respiração quente em minha pele causava arrepios excitantes, sua pele fria e anteriormente tremula, acionava em mim um lado protetor, que eu não sabia existir, a não ser quando a situação envolvia minha irmã. Enfim, a mulher que eu tinha em meus braços, causava em mim sentimentos divergentes.

-Só mais um pesadelo. –confirmei, contendo a raiva que crescia dentro de mim e tencionando os braços a sua volta.

Aqueles vermes, aqueles monstros... Me causavam asco! Minha vontade era de caçá-los e matá-los com minhas próprias mãos. Não era só o que Serena sentia que estava em jogo, o que eles haviam feito com ela importava, mas se eles tentaram estupra-la, eles haviam feito a mesma coisa com outras garotas. Esses criminosos mereciam a pior punição para esse crime asqueroso.

-Taylor. –a voz doce de Serena, chegou suave a meus ouvidos. Abaixei a cabeça, só para encontrar aqueles grandes olhos azuis me encarando com inocência. –Obrigada. Obrigada por sempre estar por perto para me salvar. Você sempre chega na hora certa.

Acariciei sua face, aproveitando para sentir a maciez de sua pele contra minhas mãos. A puxei para a cama de casal e a cobri com o lençol com o qual ela estava coberta anteriormente.

Observei, enquanto aqueles lindos e expressivos olhos azuis se fechavam a meu toque.

-Sempre vou estar lá para te proteger, esteja você onde estiver. –falei, deixando toda minha sinceridade impregnada em cada palavra pronunciada.

Serena deu uma risada curta, leve, sonolenta... Eu sentia por suas reações corporais como ela estava. Continuei a acariciar sua face, nunca deixando seus olhos, que piscavam lentamente, se entregando aos poucos ao sono que tomava conta de seu corpo.

-Bom mesmo. –ela sussurrou, finalmente fechando os olhos, mas sem se deixar entregar ao sono. –Mudando de assunto... –ela começou com a voz bem baixinha, mas parando no meio da frase, para me apalpar por cima do lençol. Quase ri com aquilo.

-Oi. –disse eu, incentivando-a a continuar. Não consegui disfarçar o tom de riso na voz, o que fez com que Serena franzisse o cenho.

Também não pude conter a mais natural e pura reação do corpo masculino quando é apalpado. Mas não me constrangi, quem ficou constrangida foi Serena, que tirou a mãoo me constrangi, quem ficou constrangida foi Camila, que tirou a mo momento.amente exatamente como aconteceu naquele fat dali rapidamente e a repousou no travesseiro como se nada tivesse acontecido.

-Você pode vestir algo, por favor? –ela pediu com a voz ainda baixinha.

Segurei meu riso diante daquelas palavras. Era engraçado que, mesmo estando prestes a cair no sono, ela se incomodasse com minha nudez.

-Pode deixar que eu visto sim.

Demorei mais uma pouco acariciando sua face, antes de levantar e ir até o armário, para colocar uma boxer e uma calça qualquer, antes de voltar para a cama e puxar Serena para meus braços, mais uma vez.

-Agora durma, Serena. Eu vou tentar te proteger de todo mal que a cerca.

Em poucos minutos, ela ressonava tranquila e segura em meus braços, exatamente como deveria ser.

_x_

-Bom dia. –disse eu, adentrando a cozinha onde minha família se encontrava, com Serena em meu encalço.

Assumi meu lugar de sempre, ao lado de meu pai, que sentava à ponta da mesa e de frente para minha mãe, que sentava do outro lado de meu pai. Serena sentou-se ao meu lado, em frente à Makena, minha irmã.

-Bom dia. –disse Serena suavemente. –Adorei sua blusa, Makena. –disse ela, apontando para a camiseta bege que tinha a estampa de uma boca na frente, que minha irmã vestia.

Minha irmã sorriu com a boca fechada, para esconder os dentes cheios da panqueca de chocolate que ela comia. Só podia ser isso, pois Makena raramente sorri sem mostrar os dentes, é natural dela.

-Vocês se conhecem? –perguntou minha mãe, olhando questionadora para as duas.

-Conheci seus filhos por sua sobrinha, a Gabi, senh... Deborah. –Makena pegou os dedos de Serena por cima da mesa e os apertou levemente, como se fossem velhas amigas e confidentes.

-Acho que não fomos apresentados. –disse meu pai, olhando diretamente para a forasteira do dia, que se movia timidamente, enquanto eu servia seu café.

Minha mãe sorriu para ela, em seguida para mim e depois para meu pai, dando a entender que estávamos juntos.

Serena ficou tensa na cadeira, encarando meu pai como se ele fosse alguém perigoso.

-Sou Serena. Serena Gligeusky. –ela disse timidamente, estendendo a mão para meu pai, que a pegou com um sorriso. –Colega de elenco de seu filho.

-E nova namorada do Taylor? –ele perguntou, com um brilho nos olhos.

O rosto da mulher a meu lado ficou vermelho, assim que meu pai terminou de pronunciar aquelas palavras. Também fiquei constrangido, mas me contive, pois se eu fosse falar algo, eu diria que ela realmente era minha namorada.

-Bem que o Taylor gostaria que fosse, mas ela é só colega de elenco mesmo. –disse Makena, do mesmo modo petulante, que fazia quando criança.

-Makena! –repreendeu Serena, ficando mais vermelha ainda. Quase ri, mas sabia que sobraria para mim se o fizesse.

De relance, vi minha mãe baixar a cabeça e rir discretamente, atrás do guardanapo que ela usou para cobrir a boca. Meu pai, olhava-me sério, indignado... Ele estava abusando de uma eloquência digna de atores.

-Antes só do que com aquela tal de Lily. –disse ele, voltando à atenção ao prato a sua frente.

Cerrei os punhos ao ouvir aquele nome. Lily Collins. Aquela garota havia me feito de gato e sapato, só para me trair com o arrogante do Efron mais tarde. Minha raiva não era nem por ela ter me traído, mas sim por ter me usado para se desligar um pouco da imagem do pai, o músico, Phill Collins.

-Quem disse que eu estou sozinho? –falei no calor da raiva, pegando a mão de Serena por baixo da mesa.

Vi a cabeleira loira cair em frente a face da mulher a meu lado, quando eu disse aquelas palavras idiotas. Serena havia resolvido dar atenção ao seu café da manhã. Mas foi uma única lágrima, uma lágrima que escorreu pelo seu nariz e caiu em minha mão, que segurava a dela, que fez eu me arrepender de ter pronunciados aquelas palavras inúteis.

Senti um leve aperto em minha mão, antes que ela fosse solta.

-Bom dia, família! –disse Gabi na maior animação, entrando de supetão na sala de jantar e assustando a todos. –E... Serena! O que está fazendo aqui, garota?

-Me sequestraram! –disse Serena sarcasticamente, erguendo a cabeça e vestindo sua melhor face de indignação.

Gabi ergueu uma sobrancelha olhando furiosamente em minha direção. Ela sabia desde o começo que eu era apaixonado por sua amiga, mas nunca aprovou as coisas que eu fazia para chamar a atenção daquela mulher.

-Ela passou mal quando íamos para a entrevista e o médico sugeriu que ela passasse um fim de semana em um lugar calmo, então eu a trouxe para cá. –falei rápido, tentando explicar que eu não havia feito nada para magoar sua amiga. –Mas o que você está fazendo aqui?

Minha prima sorriu forçadamente e puxou a única cadeira vazia naquela mesa e começou a se servir, sem me direcionar palavra alguma.

-Seu tio Frank viajou a negócios filho, e sua tia Carla foi junto, a Gabi queria ficar, por isso sugeri que ela viesse para cá, já que passaríamos o final de semana aqui. –minha mãe respondeu no lugar de Gabi, enquanto Serena arrastava discretamente sua cadeira para mais perto da amiga.

Passei o resto do café da manhã tentando atrair a atenção da mulher loira para mim, mas tudo o que consegui dela foi uma risada muito divertida, quando deixei a jarra de suco cair de minha mão, derramando todo o líquido dela em minha roupa e, logo em seguida, bati minha mão na colher que estava no pote de geleia, também a derrubando em minha roupa, que ficou lambuzada como a de uma criança. Depois disso, a única coisa que consegui fazer foi conversar com meu pai, enquanto ele comia.

-Então você não fez parte do plano para me trazer para cá? –ouvi Serena perguntar para minha prima, a certa altura do café da manhã.

Gabi bufou e balançou a cabeça negativamente, olhando de relance para mim. Sustentei seu olhar, mostrando que eu não tinha nada a temer, porque não havia feito nada de errado.

-Eu nem sabia que você vinha para cá. –minha prima respondeu. –Não podiam ter feito isso com você! Seu pai, a Amy... Aqueles traidores!

Mordendo o lábio inferior de uma maneira sedutora, Serena se ajeitou na cadeira e ficou encarando minha prima por um grande tempo, como se estivesse transmitindo algo pelo olhar.

-Meninas, vamos fazer uma massagem com pedras quentes e depois dar um jeito nas unhas? –Makena perguntou, interrompendo a conversa telepática das duas. –Estou louca por uma manicure!

-Vamos! –Gabi respondeu com os olhos brilhando como os de um anime, enquanto Serena apenas deu de ombros.

-Não estão esquecendo nada? –perguntou minha mãe, interrompendo o que Makena estava começando a falar.

Minha irmã parou, fez uma cara pensativa e ficou olhando para minha mãe de modo estranho.

-Esquecendo o que? –ela perguntou, após algum tempo. –Ai! –gritou, com a cotovelada que Gabi deu nas costas dela.

-Acho que a tia Deborah está falando sobre nós pedirmos a permissão dela para isso. –disse minha prima de canto de boca, para minha irmã. –Nós podemos fazer essas coisas, tia?

Minha mãe encarou a três com face séria, como se estivesse pensando seriamente em seu pedido, mas eu sabia que era só brincadeira dela.

-Claro que pode meninas! –disse minha mãe, abrindo um sorriso. –Mas eu quero saber tudo que vocês querem hoje, pois eu já posso ver o que realmente vai dar. Não posso pedir para meus funcionários atenderem vocês e dispensarem os hospedes pagantes.

Elas assentiram, levantando-se da mesa e agradecendo pela refeição.

-Obrigada por tudo, Deborah e Sr. Lautner. –disse Serena, olhando ternamente para meus pais.

-Daniel, por favor. –meu pai disse a ela, que assentiu levemente.

-E Taylor, obrigada por me convidar para tomar café com sua família. –disse ela, encarando-me ao falar. Seus olhos azuis demonstravam uma sinceridade absurda. –Eu não teria me divertido tanto se tivesse tomado meu café no restaurante, com os outros hospedes. –ela completou, olhando para minha camiseta, ainda ensopada pelo suco e com manchas da geleia.

Fiquei sem reação diante das palavras dela. Essa mulher me desarmava, me fazia despir-me de meu véu de ator e me mostrar como verdadeiramente me sentia, um homem idiota e imaturo, como qualquer um que tivesse vinte anos.

-Serena, vem logo! –disse Gabi, a puxando pelo braço e a arrastando para longe dali.

O silencio tomou conta do ambiente quando as meninas saíram.

Fiquei encarando a porta, ainda com a imagem de Serena me agradecendo pelo momento em minha cabeça.

-Boa garota para casar! –disse meu pai, quebrando o silencio. –Por que você não a namora?

Não consegui conter minha risada irônica naquele momento. Agora, sabendo que rumo minha vida tomava, o que eu mais queria era compartilhar tudo com a mulher que amo, mas isso era uma coisa difícil de fazer, já que fui um cafajeste.

-Eu a magoei. –falei de forma clara, limpa.

Pela primeira vez, admitia a verdade para mim e para todos em voz alta, tornando aquilo mais real e palpável do que já era.

Às eu ficava com raiva de mim e me perguntava por que eu tinha que ser tão impulsivo, leviano e irresponsável ao lidar com uma mulher que só merecia o melhor.

-Arrependimento não vale a pena, Taylor. –disse meu pai, olhando fundo em meus olhos. –Se redima e reconquiste-a.

Serena P.O.V.

As mãos másculas do massagista, tocavam e apertavam minhas costas em pontos estratégicos, relaxando meu músculos com eficiência. A sensação da mãos ásperas e frias contra minha pele quente por conta das pedras, só aumentava o “relaxamento” que a massagem causava.

-Aproveitando o massagista, Serena? –perguntou Makena, erguendo a cabeça e sorrindo para meu massagista.

Virei minha cabeça para meu lado direito, que é onde ela se encontrava e revirei os olhos teatralmente.

-Você não acha que é muito safada para seu tamanho, Barbie indígena? –Gabi perguntou, usando o apelido de infância da prima.

Makena bufou e voltou a deitar a cabeça no colchão de massagem, mas desta vez, com a cabeça virada para meu lado, cobiçando meu massagista com os olhos.

Era nessas horas que eu mal conseguia acreditar que ela só tinha quatorze anos. Quando eu tinha essa idade eu não era assim tão tarada quanto ela, pelo contrário, era inocente até demais. Só fui ficar um pouquinho mais “informada”, um anos depois.

-Barbie indígena, tome muito cuidado para onde olha. –alertei. –Daqui a pouco o Taylor chega aqui e dá o maior ataque de ciúmes por conta da irmãzinha mais nova dele.

A confusão tomou conta de mim, quando a garota começou a gargalhar, sendo acompanhada por aquela que dizia ser minha amiga, mas que ria da minha cara na primeira oportunidade que vinha.

-O Taylor? Com ciúmes de mim? –ela disse sarcasticamente. –Se toca!

Ergui as sobrancelhas, diante das palavras da garota, só para testar até onde ia abusar, tirando com a minha cara.

-Naturalmente, ele é seu irmão. –disse eu. –Você aí, semi nua, comendo o... –virei a cabeça em direção ao meu massagista da melhor forma que pude. –Qual seu nome mesmo?

-Rafael, senhorita. –ele respondeu, exibindo seus dentes branquíssimos, em contraste com a pele negra.

Sorri para ele em agradecimento e prossegui:

-Enfim, você fica aí, semi nua, comendo o Rafael com os olhos... Ele vai querer proteger a irmãzinha dele, nem que seja dela mesma.

A gargalhada veio em alto e bom som, de Makena e de Gabi, que estavam ficando vermelhas de tanto rir, sendo que a segundo já estava a beira de lágrimas por conta das risadas. O pior de tudo, é que os massagistas se contagiaram com as duas e começaram a rir junto com elas.

-Amiga, é mais fácil meu maninho dar ataque por ver você semi nua, sendo massageada por um gostoso como o Rafael. –as palavras de Makena foram como um tapa na cara para mim.

Foi através de um formigamento nos pés que a irritação foi subindo por meu corpo, até que chegasse à minha cabeça e explodisse.

-CHEGA! –gritei, me levantando e usando a toalha para cobrir os seios. –CHEGA! EU NÃO AGUENTO MAIS, ENTENDERAM? JÁ ME BASTAM AS REVISTAS DE FOFOCAS ME ENCHENDO COM ISSO! Vocês também não, por favor...

Todos me olhavam com caras espantadas, enquanto eu tentava controlar a respiração, que se acelerara com minha explosão.

Saí correndo pelo SPA, em direção ao meu quarto. Eu mal via por onde passava, apenas corria pelo caminho que fizera até chegar ali e, sem querer, acabei esbarrando em alguém, que caiu com tudo no chão.

-Desculpa, eu não vi...

Estendi a mão para ajuda-la a se levantar, mas fui rudemente ignorada.

-É, percebi! –a mulher me cortou, com voz aguda e enjoada.

Suas luzes me pareciam familiares, assim como o estilo de roupa e o corpo excessivamente magro. Não tive tempo de avaliar seu rosto, pois ela se levantou com agilidade e seguiu seu caminho sem olhar para trás.

Balancei a cabeça, antes de continuar meu caminho, só que agora mais calma. Cheguei ao quarto e corri para o banheiro. Eu precisava de uma ducha que tirasse o óleo essencial que fazia parte da massagem, da minha pele. Eu precisava de algo que arrancasse de mim, aquelas palavras que ouvi. E nada melhor que um banho para isso.

Joguei a toalha que me cobria em um canto qualquer do banheiro e fiz o mesmo com o minúsculo short que eu vestia, antes de ligar o chuveiro numa temperatura agradável ao corpo e, me jogar de corpo e alma naquele banho, que poderia ser renovador.

Deixei que a água escorresse por meu corpo por um longo tempo, antes de começar a me lavar.

A tristeza e o vazio profundo eram minha companhia naquele banho. Eu queria chorar, mas já não me restavam lágrimas para chorar por aquilo, elas já havia acabado. Já estava decidido que eu não cederia ao Taylor, eu deveria seguir minha vida. Mas... Mas por que aquilo doía tanto?

Lavei-me com calma, desconectei a mente do mundo e deixei que aquele vazio que eu sentia, tomasse conta de meu corpo e mente. Apenas me permiti não e pensar e limpei com intuito de rejuvenescer a mente e alma, me desligar dos maus sentimentos e me abrir para novos.

-Serena? Já aqui? –disse Taylor, entrando de supetão no banheiro e me assustando.

Peguei a toalha, me enrolei nela e desliguei o chuveiro, constrangida com a situação. Coloquei a cabeça para fora do boxe, encarando-o com a melhor cara de raiva que pude.

-Não sabe bater na porta, não?

Eu não sabia se era raiva ou constrangimento que me tomou conta no momento e jogou para o alto o vazio que eu tanto me forcei em focar.

-Estava aberta. –Taylor respondeu com cara de inocente, andando em minha direção. –Eu não achei que você estivesse no banho.

Saí do banheiro, esbarrando nele. Fiz questão de fechar a porta e deixa-lo lá dentro, para que eu pudesse trocar de roupa em paz.

-Qual o seu problema? –a porta foi aberta com força, antes que eu conseguisse alcançar o armário para pegar minhas roupas.

-Quer saber qual o meu problema? –perguntei, me virando em sua direção e transmitindo toda minha raiva através do olhar. Uma das coisas boas de ser atriz, é que você aprende a expressar muito bem suas emoções. –Meu problema é você, Lautner, simplesmente isso.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete passos. Foi o que ele precisou caminhar para que ficasse face a face comigo, o que é uma coisa difícil de fazer, considerando minha altura e a dele.

-Por quê? –foi com a voz sofrida, que aquela pergunta chegou a meus ouvidos, causando-me um mínimo de pena.

-Você é um aproveitador. Me “pega”, se gaba e me magoa no dia seguinte, ou melhor, no minuto seguinte. –falei, fazendo aspas no ar, ao dizer a palavra pega.

Minha toalha caiu com esse movimento, deixando-me exposta do pior jeito possível diante daquele imbecil.

-Eu não quero ser assim. –as palavras de Taylor vieram acompanhadas de um abraço. Não resisti quando senti seus braços a minha volta, apenas me deixei envolver naqueles braços fortes e carinhosos.

Instintivamente, enterrei minha cabeça em seu pescoço e o cheirei, inalando aquele aroma tão conhecido por mim.

-Prove. –o provoquei, sabendo que era o único jeito de ter o que eu queria no momento.

E em questão de segundos, os lábios de Taylor tomaram os meus, levando seu doce sabor para minha boca, que avidamente correspondeu o beijo. Joguei meus braços em volta de seu pescoço e o puxei mais ainda para mim, o que fez com que nosso contato corporal fosse impedido apenas pelas roupas dele.

Me soltei de seus braços e, saí em disparada pelo quarto, ameaçando sair dali, mas o homem que infelizmente mexia comigo, saiu atrás de mim, bloqueando minha saída. Risadas ecoavam pelo ambiente, durante o desenrolar do pega-pega. Aquilo era algo divertido, perigoso, provocante, colocava à prova todas as minhas promessas feitas com relação à Taylor, com relação a nós. Segundo minhas promessas, isso não deveria estar acontecendo por conta do que eu sentia por ele, mas minha promessa não tinha nada contra eu me divertir com ele...

Continuei correndo igual a louca que eu era, até me distrair e dar de cara no armário e começar ir em direção ao chão.

Mas aqueles braços fortes e quentes me seguraram, antes que eu desse com o nariz no chão. Ri ao mesmo tempo em que era colocada de pé novamente.

-Te peguei. –os olhos daquele homem, brilhavam em expectativa e felicidade, assim como sua voz, que saía forte, feliz e fluída.

Tentei me conter, mas foi impossível não rir da diversão contida no rosto daquele homem. Porém, logo fui calada por mais um beijo arrebatador. Um beijo que fez um fogo desconhecido subir e se espalhar por todo meu corpo e me levou a tomar o controle da situação e conduzir aquele beijo, ao deixa-lo mais intenso por pegar as mãos de Taylor e com elas, traçar um caminho por meu corpo.

Conforme eu ia passando as mãos dele por meu corpo, ele ia se soltando e tomando controle da situação. Em poucos minutos, eu estava com as pernas em volta de sua cintura e, tentava tirar sua camiseta, o que estava sendo difícil, considerando que minhas pernas seguravam a barra da mesma, prendendo-a em sua cintura. Desisti de tentar e fechei os olhos, me entregando mais uma vez, aos beijos daquele que me enlouquecia.

Senti Taylor andar em direção à cama, então cortei o beijo, o clima, ansiosa por falar algo. Doida eu por cortar um momento desses apenas para falar algo? Talvez, mas eu não podia deixar de me preocupar com isto.

-Não, para cama não. –falei, assim que deixei os lábios de Taylor livres para passear por outros lugares, como o meu pescoço. –Estou toda molhada!

Ele riu contra meu pescoço, causando arrepios prazerosos em minha pele.

-Isso é bom...

Bati em seu ombro e desenrosquei minhas pernas da cintura dele, pousando com suavidade no chão e lhe dando as costas logo em seguida. O clima havia acabado completamente! E tudo porque eu não perdia a oportunidade de ficar calada.

-Onde você pensa que vai? –perguntou Taylor, enlaçando minha cintura por trás, assim que ameacei sair pelo quarto, procurando minha toalha.

-O clima acabou, não?

Meu cabelo foi colocado para o lado, para dar espaço para os lábios de Taylor, que começou a traçar um tortuoso em meu pescoço e em meu corpo, ao subir as mãos por minha barriga até chegar aos meus seios, acariciando-os com lentidão e os deixando mais eriçados do que já estavam.

-Para mim? –ele soprou as palavras em meu ouvido. –Nem por um segundo.

Inclinei a cabeça para trás, ávida por sentir mais uma vez os seus lábios contra os meus. Depois desse movimento, não foi preciso dizer palavra alguma para que Taylor sugasse meus lábios.

Em meio ao beijo, carícias eram trocadas. Coloquei minhas mãos para trás e alcancei a barra da camiseta de Taylor, a puxando para cima da melhor forma que pude, mas sem nunca parar o beijo, que ficava mais quente a cada segundo.

Não tenho ideia de como consegui tirar a camiseta de Taylor. Tudo o que eu sei, é que quando vi, ele estava apenas de boxer branca e me levando –de um jeito meio torto, para manter nossa posição. –, em direção ao... Tapete turco, que ficava no meio do enorme quarto.

Ele me deitou no tapete e me “atacou” logo em seguida, levando-me à loucura, com suas ações. Seus olhos, fitavam os meus com intensidade, enquanto ele me penetrava com os dedos de forma ágil e irrevogavelmente prazerosa.

Os suspiros, gemidos, grunhidos, qual for o barulho que eu emitia, saiam de meus lábios naturalmente, demonstrando o quanto aquele homem mexia comigo, tanto física, quanto mentalmente.

Segurei os ombros dele e o puxei para cima, querendo beijá-lo, mordê-lo... Mas ele parou na metade do caminho, beijando meus seios, enquanto me estimulava.

-Tay... lor. –suspirei seu nome em meio a gemidos. Eu queria mesmo era pedir mais, mas o êxtase que me atingia era tanto, que as palavras ficaram entaladas em minha garganta. Ele parou os movimentos e, instantaneamente, abri os olhos e olhei para Taylor, percebendo que seus olhos estavam queimando sobre mim. –Eu preciso... Agora!

Mas ele não atendeu meu pedido, apenas parou seus movimentos e voltou a me beijar, calando todos os meus pensamentos que protestavam diante da atitude dele.

-Tay, eu preciso... –pedi mais uma vez.

Foi estranho dizer aquilo, porque... Era a primeira vez que o chamava pelo apelido e, não era por um motivo sentimental, como eu imaginava que seria, mas sim por uma coisa carnal.

Taylor fechou os olhos, encostou a testa na minha e cerrou a mandíbula por um tempo, antes de dizer:

-Eu não tenho camisinha.

Fiquei o encarando por um bom tempo, aquela face dura e irritada que ele fazia questão de sustentar, enquanto aguardava uma resposta minha, uma resposta, que foi simples natural e direta: eu caí na gargalhada.

O homem em cima de mim abriu os olhos e ficou me olhando de modo confuso, enquanto eu ria incontrolavelmente no chão. Só não rolei de rir, porque ele me segurou no lugar.

-Eu tomo pílula, ainda não percebeu? –falei, assim que consegui controlar o ataque de risos. –Tirando que eu tenho camisinha.

Tentei sair debaixo dele e ir em direção à mesa de cabeceira, pegar minha nécessaire para pegar uma camisinha, mas Taylor foi mais rápido do que eu e o fez em questão de segundos.

Não consegui vê-lo colocando a camisinha, só sei que quando o fez, ele me penetrou de forma rápida.

Sorri quando o movimento foi completo e, comecei a mexer meu quadril, ansiosa por mais. E foi o que ele fez. Com os olhos nos meus, Taylor começou a me estocar, sempre alternando entre um ritmo lento e mais rápido.

Arqueei as costas, me entregando totalmente ao prazer de ter aquele homem só para mim, mas eu não estava totalmente satisfeita com aquele contato, eu precisava de mais.

-Serena... –Taylor grunhiu, quando passei uma de minhas pernas em volta de seu quadril.

Ele inverteu nossas posições, me deixando conduzir nossos movimentos. Deitei contra seu peito, sem nunca deixar de movimentar o quadril. Senti a camisinha estourar dentro de mim, mas não me importei, pois tudo o que eu queria era mais e mais de Taylor, que deslizou as mãos suavemente por meu corpo, antes de segurar meu quadril com força, guiando meus movimentos.

Meu corpo estava em combustão. Quanto mais rápido Taylor ia, mais quente e extasiada eu ficava.

-Mais rápido. –sussurrei em seu ouvido, em vão, pois ele diminuiu a velocidade e a força das estocadas. –Você é cruel.

-Cruel, é?

Mais uma vez, ele inverteu nossas posições. Me aproveitei deste fato para arranhar toda a extensão de seu corpo, até chegar à aquele glúteo firme e forte, que fiz questão de apertar e arranhar.

Taylor riu em meu ouvido, causando-me cocegas prazerosas e aumentou o ritmo das estocadas, incontestavelmente, coisa que me fez delirar e chamar seu nome várias vezes.

-Tay, eu... –foi a única coisa que consegui falar, antes de chegar a meu ápice.

Ele continuou estocando, até chegar a seu ápice, o que me acarretou mais um pico de prazer. Quando Taylor se derramou dentro de mim, desabou pesadamente a meu lado, respirando com dificuldade.

-A camisinha... –ele começou a dizer, tirando aquele pedaço de látex rasgado de seu pênis.

-Não importa. –o cortei, colando um dedo em seus lábios, para que ele se calasse. –Não vai acontecer nada.

Minha resposta foi um sorriso largo e brilhante, antes de ser puxada para um beijo que indicava que começaria tudo de novo.


(Continua...)

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