10 março 2014

Fanfiction: Caras e bocas – Capítulo 14


Capítulo 14

Serena P.O.V.

Acordei num pulo, assustada com a claridade excessiva que atravessava as cortinas e batia em meus olhos. Olhei para o lado, encontrando olhos intensos a me devorar, que me fizeram lembrar cada segundo do que havia acontecido entre nós, há poucas horas atrás. Aqueles os brilhantes perfuravam os meus próprios. Eu poderia dizer que ele estava olhando para o cerne de meus pensamentos, mas visão raio-x é coisa de super-herói, coisa que eu sei que não existe e que ele está longe de ser.


-Você cochilou. –ele disse, se erguendo no antebraço e apoiando o rosto na mão.

Revirei os olhos, mostrando que nem ligava para este fato. Eu costumava dormir até durante o banho quando estava cansada, então aquilo não era novidade para mim.

-Que horas são? –perguntei, ignorando o comentário dele.

Pode ser só impressão, mas percebi o brilho diminuir nos olhos de Taylor, tornando-os menos empolgados do que segundos atrás.

-Quase meio-dia.

Foi impossível não soltar uma genuína gargalhada. Mais de duas horas? Fizemos sexo intenso por mais de duas horas seguidas? Era nesses momentos que eu me admirava com minha resistência física. Pois vamos combinar, isso não é para qualquer um, não é?

Tentei me levantar, mas minha musculatura das costas ficou tensa e, caí com tudo no tapete novamente.

Gemi de dor e Taylor levantou uma sobrancelha em questionamento. Seu olhar admirador havia ido embora, dando lugar ao olhar sacana, que eu tanto gostava e muito bem conhecia.

-Dor nas costas. –choraminguei manhosa.

-Vamos dar um jeito nisso. –disse Taylor, levantando-se e logo e seguida, se abaixando em cima de mim, só para me erguer em seus braços.

Ele me carregou até a cama e me pousou delicadamente sobre o colchão. Minha mente pervertida imaginou mil possibilidades, Quando ele me virou de barriga para baixo e ergueu meus braços acima da cabeça e segurou meus pulsos com uma só mão. Como o bom ator que era, Taylor aproximou vagarosamente o rosto perto de meu pescoço e sussurrou contra ele.

-Relaxe. –meu corpo se arrepiou, quando sentiu sua respiração quente em minha pele.

Rapidamente, ele soltou meus braços e percorreu as mãos ao longo de minhas costas, iniciando uma massagem e decepcionando meu eu malicioso, porém, desembolando todos meus músculos tensos.

Com o rosto apoiado no macio travesseiro, meus músculos foram relaxando enquanto as mãos de Taylor percorriam meu corpo de forma suave e firme. Foi impossível conter os suspiros de bem estar.

-Agora, –ele disse em voz baixa, se aproximando mais uma vez de meu pescoço e sussurrando contra ele. –concentre-se em sua respiração, relaxe os ombros, os quadris, braços, pernas, musculatura do rosto, sinta a língua solta dentro da boca... Quero ver seu corpo mole sobre a cama, para você poder sentir melhor o que vou fazer agora.

Não processei as últimas palavras dele, pois eu já estava relaxando todo o corpo, me largando contra o colchão e quase me entregando, mais uma vez, ao sono e ao prazer corporal.

Me assustei, quando fui virada com tudo de barriga para cima e senti a língua de Taylor invadindo minha boca e sugando minha língua, até agora inerte dentro de minha boca.

-Corresponda! –ele ordenou, durante os breves segundos que sua boca deixou a minha.

Abri os olhos, e encarei os seus mais uma vez, afundando naquele mar de luxúria.

Desta vez, não foi ele que buscou o beijo, fui eu. Fui eu quem atacou seus lábios, puxou seu cabelo a arranhou suas costas, quando suas mãos começaram a passear por meu corpo, dando pequenos excitantes apertões em minha pele quente e incendiada pelo desejo.

Senti cada milímetro da minha pele ser coberta pelas mãos quentes de Taylor. Senti ele acariciar meu pescoço, meus ombros, meus seios e até mesmo uma pintinha que eu tinha na barriga, deixando-me mais quente ainda.

Arfei, quando ele penetrou minha intimidade com os dedos. A surpresa foi o que mais deu prazer, pois ele não teve rodeios antes de completar o gesto e começar a movimentar dois dedos dentro de mim.

Ensandecida, e em um ato impulsivo, percorri minhas mãos por seu corpo bem definido, arranhando-o o máximo que podia, até minhas mãos chegarem ao seu pênis, que envolvi com as duas mãos e comecei a estimulá-lo, assim como ele fazia comigo.

Taylor tirou a mão de dentro de minha intimidade, para pegar uma de minhas pernas e passar em volta de sua cintura. Fez a mesma coisa com minha outra perna, antes de envolver minha cintura com um braço, nos colocando sentados na cama. Eu podia sentir sua ereção roçando em minha intimidade, e aquilo aumentou meu prazer a ponto de eu começar a movimentar meu quadril, o estimulando sem as mãos.

Mordi seu ombro, quando ele, de algum modo, colocou a mão entre nós e começou a me estimular. Segui o gesto dele e coloquei minha mão entre nós, o estimulando com as mãos novamente.

-Então é assim? –ele perguntou. Não respondi, apenas mordi seu ombro mais forte ainda.

Depois destas palavras, ele tirou as mãos de minha intimidade e me penetrou com força, tirando-me o ar e todos os outros sentidos. Eu estava entregue ao prazer.

Quando percebi que ele parou, comecei a movimentar meu quadril de encontro ao seu, ansiando pelo preenchimento completo. 

A pressa do prazer me tomava conta cada vez mais, fazendo-me aumentar a força e a velocidade com que me movia.

Taylor enfiou o rosto entre meus seios, enquanto ajudava no movimento de meus quadris com as mãos. No outro segundo, ele lambia e sugava meus mamilos, levando-me ao céu, ou talvez ao inferno da luxúria, pois era impossível que algo tão prazeroso, um pecado capital, pudesse levar ao céu.

O quarto havia virado um estúdio musical, onde sons de grunhidos, gemidos, arfadas e outros sons de prazer eram muito ouvidos e venerados por nós.

-Mais forte... mais rápido! –gritei, quando ele travou meu quadril e diminuiu nosso ritmo.

Ergui sua cabeça o puxando pelo queixo e encostei minha testa na sua, encarando seus olhos com fúria. Eu queria mais, precisava de mais. Parecendo ler meu olhar, meu ator favorito voltou ao ritmo anterior, fazendo-me sair da Terra e viajar ao mundo de prazer que só ele me proporcionava. Naquele ritmo, eu estava quase chegando a meu ápice.

Cravei minhas unhas em suas costas, enquanto meus gemidos aumentavam e preenchiam o quarto. Taylor aumentou a intensidade das estocadas, fazendo-me chegar rapidamente ao ápice e me derramar em cima de seu membro, antes de cair molemente sobre seu ombro e deixar um estranho torpor tomar meu corpo.

Ele estocou mais três vezes, antes de gozar dentro de mim e cair de costas no macio colchão.

-O melhor. –foi a única coisa que o homem que me levou a loucura disse, antes de tomar meus lábios mais uma vez.

_x_

-Já vai! –gritei para quem quer que estivesse batendo na porta de meu quarto.

Coloquei a primeira camiseta que vi e corri para a porta, para abrir para o impaciente que batia incansavelmente.

Taylor já havia saído do quarto, avisar sua mãe que eu estava tomando banho e logo chegaria para almoçar com ele e sua família.

Abri a porta e dei de cara com a Gabi, que me olhava com os olhos arregalados.

-O que foi? –perguntei confusa, assim que vi que a mesma estava estática. –Está tudo bem?

Ela assentiu, pegou minhas mãos e me nos direcionou para divã do quarto, indicando silenciosamente para que nos sentássemos lá.

-Que barulhos suspeitos foram aqueles que ouvi, quando passei por esse quarto a meia hora atrás? –ela perguntou, ainda com os olhos arregalados. Sua voz saiu sussurrada, como se não estivesse acreditando no que estava perguntando.

Baixei a cabeça e senti meu rosto esquentar. Sabia que adquiria a cor de um tomate maduro. Tive que fazer um enorme esforço para não rir e chorar de vergonha ao mesmo tempo. Sim, vergonha... Não que fazer sexo com Taylor não fosse bom, mas não é algo que eu queria que alguém tivesse ouvido.

-Estávamos nos divertindo. –respondi após encarar minhas mãos por um longo tempo. –Mas e daí, isso é normal! Pessoas fazem isso o tempo todo.

Pela minha visão periférica, pude ver Gabi assentir levemente, antes de levantar e se encaminhar para a porta.

-Não de modo tão escandaloso. –disse ela suavemente para eu não me constranger mais ainda, mas foi impossível não ficar mais constrangida. –Vamos, a tia Deborah está nos esperando para o almoço.

Respirei profundamente, antes de levantar a cabeça e seguir minha amiga para fora do quarto.

-O que veio fazer aqui há meia hora, para ter ouvido o que ouviu? –não era minha intenção ter feito essa pergunta, mas quando percebi as palavras já haviam escapado de minha boca.

-Bom, depois que você saiu, Makena começou a se agarrar com um dos massagistas e eu não estava a fim de ficar segurando vela para minha prima safada. –assenti, encorajando-a a prosseguir. –Então eu vim pedir desculpas, mas...

Meu coração acelerou. Eu não queria que ela completasse aquelas palavras, não que minha amiga comentasse o acontecido novamente, pois os mesmo contradiziam completamente os meus planos.

-O que é isso, amiga, já passou! Sei que não foi sua intenção. –me apressei em dizer.

Um brilho feliz e carinhoso trespassou seus olhos.

-Mas Makena e eu não deixamos de ter razão, não é, dona Serena? –ela disse, com um ar travesso.

Não sei se fiquei indignada ou qualquer outra coisa, só sei que comecei a andar tão rápido, que a Gabi quase não conseguia me acompanhar. Com meu andar apressado, a deixei para trás com muita facilidade.

-Serena, espera! –ela gritou, quando eu já tinha coberto metade da distância para chegar à cozinha de Deborah.

Parei no meio do caminho e esperei Gabi, mas sem me virar em sua direção. Era incrível como simples palavras poderiam me afetar de tal modo. Acho que isso se deve ao fato de meu coração querer uma coisa, quando minha mente quer e ordena fazer outra.

-Só não fale isso de novo, ok? –falei olhando profundamente em seus olhos. Minha amiga apenas assentiu, percebendo tudo o que acontecia.

Um flash de compreensão passou pelos olhos verdes de Gabi. As palavras “estou aqui”, apareceram em minha mente.

Ri de minha imaginação fértil, fazendo-a me olhar com ar confuso.

-Tudo vai dar certo, você vai ver! –disse Gabi, ignorando minha recente onda de risos.

Enganchamos nossos braços e saímos marchando pela SPA. Pulamos degraus, saltitamos pelo piso, rimos das caras com que as pessoas nos olhavam, cantamos nossas canções preferidas e conversamos banalidades.

Era bom estar assim com os amigos, alegre e literalmente saltitante. Isso sempre faz com que eu me sinta leve, feliz e inocentemente amada. Eu estava rindo exultante, quando virei para compartilhar com minha amiga minha felicidade e a vi me encarando com olhos preocupados.

Sem dizer palavra alguma, Gabi tentou me puxar para outro lado e tomar um caminho diferente, mas resisti. Mil pensamentos passavam por minha cabeça, criando hipóteses para o que teria acontecido, mas nenhum fez jus à realidade.

Senti minha pressão baixar e o mundo girar, quando me virei e me deparei com a cena repugnante mais repugnante do mundo: uma garota muito magra, a que eu havia esbarrado mais cedo, dependurada no pescoço de Taylor, beijando-o obscenamente.

Meu sangue ferveu, meu corpo tremeu de raiva, minha visão se tingiu de vermelho e meus músculos adquiriram a resistência adequada para uma briga.

Eu sabia que seria assim, mas eu ao menos esperava que estivéssemos longe um do outro e que tivesse se passado algumas horas depois de nossos momentos intensos, antes que ele fosse procurar outra.

-Serena... –Gabi chama chorosa, quando me viu andando em direção aos dois.

Mas não dei atenção, apenas continuei seguindo o caminho que me levaria para cozinha, passando bem ao lado do casal, que agora se soltara do obsceno abraço. Porém, não perdi a oportunidade de esbarrar nas costas de Taylor.

-Serena! –sua voz profunda chama meu nome.

Acelerei o passo. Em poucos segundos, percebi por minha visão periférica que os primos me perseguiam, ambos carregavam expressões preocupadas em suas faces. Parei apenas quando uma mão segurou meu braço com força e me impediu de seguir em frente, ao me puxar contra um peito musculoso.

-O que foi? –perguntei virando-me de frente para ele e olhando para cima, para não encarar seu corpo tentador.

-Não é isso que... –coloquei um dedo em seus lábios o impedindo que continuasse.

-Sei o que vai dizer. Mas, falando sério, não precisa se explicar. Somos livres. Você pode fazer o que quiser e digo o mesmo sobre mim.

A dor em seus olhos me machucava mais que tudo, por isso, não dei tempo para que ele respondesse, apenas virei na direção que seguia antes e fui para a cozinha com Gabi em meu encalço.

Taylor P.O.V.

No momento em que soube que ela viria para cá, soube que algo de ruim ia acontecer, ainda mais com Serena por perto.

Por quê? Por quê? Por quê?

Era a única coisa que me perguntava desde aquele maldito beijo. Já não bastava Hannah, agora Lily também tinha de voltar à minha vida?

Fiquei muito surpreso quando minha mãe me comunicou que quem tinha reservado o quarto que era para ser de Serena, era minha ex-colega de elenco e ex-namorada, Lily Collins. Fazia um bom tempo que eu não a via, pois procurava evitar os eventos que eu sabia que ela ia e coisas do tipo. Não esperava que ela tomasse a atitude que tomou, não mesmo.

Minha mãe havia ficado desconfiada, quando viu que a reserva havia sido feita, até chegou a me perguntar se ainda não tínhamos algo, mas neguei com toda a veemência, pois era verdade, e agora... Bom, agora ela deve achar que eu estava mentindo, pois a primeira coisa que Serena falou quando minha mãe perguntou o motivo dela estar tão nervosa, foi falar que a esnobe da minha namorada a destratou. Eu podia a ter desmentido na hora, mas fiquei tão sem ação por ela ter mentido, que não consegui pronunciar palavra alguma.

A cena se repete em minha cabeça como um filme sem fim. Lembro-me exatamente das palavras pronunciadas por todos, há algumas horas atrás.

Mini Flashback on

Minha mãe respirou profundamente e apertou as mãos em punho antes de perguntar:

-Você está com essa... essa... garota novamente? –ela pronunciou aquelas palavras com muita raiva. Não era segredo algum que minha mãe não gostava de Lily, mas toda a situação me assustou, por isso não consegui responder.

Ela tomou meu silencio como um sim e foi se refugiar na cozinha, enquanto Gabi e Serena desabavam nas cadeiras, parecendo muito cansadas.

Mini Flashback off

Me joguei de costas na cama macia e fiquei encarando o teto por um bom tempo, pensando em tudo o que eu tinha passado desde que conheci Serena.

Foi estranho que de uma hora para outra, comecei a sentir tudo com maior intensidade, o desejo sexual a flor da pele, o zelo, ciúmes dela, raiva por ela, inveja daqueles que estavam constantemente perto dela e, com minha infantilidade criei uma rixa com a pessoa de quem eu mais queria me aproximar.

-Que porra! –gritei o palavrão para as paredes, ao me sentar subitamente, socando o ar. –Por que tem que ser assim? Por que é tudo tão complicado?

-Talvez porque sua vida seja complicada por causa da fama. –a voz suave de Makena adentrou o quarto, juntamente com ela.

Fiquei surpreso com a presença de minha irmã ali. Será que ela havia ido me dar um sermão, como sempre fazia quando eu era escroto com alguém na frente dela?

Não respondi, não me mexi, não fiz nada além de encara-la, enquanto ela pegava minhas mãos e as apertava, antes de me abraçar. Apertei sua cintura, senti seu cheiro familiar de rosas, que ela possuía desde bebê e busquei conforto na forma diminuta de minha irmã mais nova.

-Como ela está? –me vi perguntando depois de algum tempo.

Soltei o abraço e sentei na cama. Minha irmã sentou-se de frente para mim, pegou um travesseiro na cama e colocou-o sobre suas pernas, só para bater em cima dele logo em seguida, me chamando para deitar ali. Fiz o que ela queria e deixei que suas mãos passassem suavemente por meus cabelos.

-Como você acha? –Makena respondeu com outra pergunta, mas não tive tempo de responder. –Ela tenta não demonstrar, mas também está muito mal.

Nunca imaginei ter minha irmã caçula me consolando, assim como nunca imaginei ficar mal por uma mulher, mas a vida dá voltas... E estamos aqui, minha irmã e eu, fechados em um quarto do SPA de nossa mãe, conversando sobre os meus sentimentos.

-Há uma solução?

-Dê um tempo para vocês, apenas isto.

Não fiz a pergunta aguardando respostas, mas o que Makena disse era verdade, precisávamos de tempo. Tempo longe um do outro, tempo fora de estúdios de gravação, tempo longe do foco das câmeras, tempo longe das confusões que sempre nos metíamos quando estávamos juntos.

_x_

Acordei disposto a agir normalmente com Serena, durante nosso último café da manhã juntos neste SPA. Afinal, depois de hoje não nos veríamos, a não ser que remarcassem logo a coletiva de imprensa sobre o filme Para Sempre.

Tomei banho rápido, apenas para tirar o suor da noite. Vesti as roupas mais simples que achei, um jeans escuro e uma camiseta branca, juntamente com um tênis estourado que, por algum motivo, minha mãe havia trazido para mim.

Uma estranha ansiedade me tomava. Sei que não deveria estar ansioso para vê-la, ainda mais depois da conversa que tive com Makena ontem, mas era um sentimento de proteção incontrolável. Não me perdoaria se ela estivesse mal.

Andei vagarosa e distraidamente pelo SPA, sempre a olhar para as árvores, aproveitar o som das fontes, dos pássaros, da música relaxante que dançava pelo ambiente. Andava tão distraído, que nem percebi que alguém vinha em minha direção, esbarrando acidentalmente nesta pessoa e derrubando-a no chão.

-Desculpa, deixe-me ajudar. –disse eu, já baixando o tronco e estendendo a mão para a pessoa e encontrando os olhos falsamente amarelos e cabelos tingidos de Lily.

Nossos olhares ficaram presos um no outro, enquanto eu a ajudava a se levantar. Eu sentia raiva. Lily sabia, de algum modo, que eu estaria aqui neste lugar durante o final de semana, por isso veio para cá, tinha de ser isso. Porque, para alguém que pode pagar o SPA mais caro que quisesse, dificilmente ela viria no de minha mãe, onde por ventura ela já havia visitado e saído reclamando do péssimo serviço aos sete ventos.

-Tay, com relação ao que aconteceu ontem...

Não dei tempo para ela terminar a frase, apenas saí de seu caminho e segui o meu, agora visando chegar o mais rápido possível à cozinha de minha mãe.

Apesar do dia quente, meus músculos tremiam em expectativa do que estava por vir.

Queria vê-la, queria tê-la, queria ajoelhar-me e pegar suas delicadas mãos entre as minhas, implorando perdão por algo que não fiz. Minha mão vacilou na maçaneta da porta da cozinha, quando parei em frente à mesma. Respirei fundo, segurei a maçaneta com mais força e a girei, só para empurrar a porta e me deparar com algo muito inesperado por mim.

Era Serena. Ela carregava a mala de roupas que fora enviada para ela, assim que a mesma chegou no SPA. Estava se despedindo de minha mãe e meu pai, enquanto minha prima a abraçava de lado, pousando a cabeça em seu ombro.

Todos viraram para mim assim que adentrei o ambiente.

-O que está acontecendo? –perguntei, com a voz rouca pela surpresa.

Os olhos azuis brilharam em minha direção, tomados por uma frieza que até hoje não havia sido dirigida a mim.

-Estou indo para casa. –anunciou, com um sorriso forçado no rosto.

-Mas já? –questionou Makena, indo para o lado de Serena que Gabi não abraçava, e a abraçando também.

-Tenho coisas a resolver Mah, mas tenho certeza de que vamos nos ver logo.

Foi quando percebi que mais uma mala estava pousada no chão, ao lado dos pés de minha prima.

-Tem certeza de que quer ir querida? –perguntou minha mãe, com os olhos pesarosos pousando brevemente sobre mim.

A resposta foi um lindo sorriso que não chegou a seus olhos, demonstrando a obviedade de que havia algo muito maior do que assuntos pendentes para que fosse embora.

-Tenho sim, Deborah.

O silencio reinou sobre o ambiente, enquanto esperávamos algo que eu não sabia exatamente o que era. Enquanto isso, fiquei a encarando e refletindo sobre todo nosso tempo juntos mais uma vez.

Um toque estridente de celular me tirou de meus devaneios, assim como a todo mundo, fazendo com que a inquietação novamente reinasse naquele lugar, enquanto a dona do aparelho escutava o que a pessoa do outro lado da linha dizia.

-Já estou indo. –disse pouco antes de desligar. Focou novamente em meus pais, e delicadamente se desviou de minha irmã e prima. –Obrigada pela hospitalidade Daniel e Deborah. –agradeceu, dando um abraço em cada um. –Makena, liga para marcarmos de sair qualquer dia, ok? –e abraçou-a. –Até a próxima coletiva, Taylor. –disse virando-se e caminhando em minha direção. Porém, ela passou direto por mim, atravessando as portas e sumindo de minhas vistas.

-Tchau, Taylor. –disse Gabi, com uma secura contida na voz, antes de me abraçar e sair pela porta, seguindo a amiga.

Não havia percebido que a mala no chão era de minha prima, assim como não tinha percebido o momento em que ela se despedira de meus pais.

Makena me encarou emburrada e dirigiu-se a mesa, sentando com tal força em sua cadeira, que causou um baque surdo.

-Deixou o ouro escapar por suas mãos meu filho. –disse meu pai olhando para mim, antes de fazer a mesma coisa que minha irmã.

-Mãe? –chamei esperando uma resposta de sua parte, mas nada recebi além de um olhar reprovador.

(Continua...)


Um comentário:

  1. Ansiosa pelo próximo capítulo *u* Parabéns pela autora :DD

    ResponderExcluir

Deixe seu comentário! A sua opinião sobre as fanfics é muito importante para que os autores continuem escrevendo. Fale sobre o mais gostou, sobre o que espera ler nos capítulos seguintes. Comente sobre seus personagens favoritos e os que mais detesta. Não deixe de comentar, seja mais ativo e evite que as fanfics entrem em hiatos por desmotivação da autora em escrever. Não seja um leitores fantasma. Comente agora mesmo!

DEIXE SEU RECADO!

SITE DE NOTICIAS - TAYLOR LAUTNER MANIA