04 março 2014

Fanfiction: Descoberta – Capítulo 18


Taylor:

    Meu celular ficava aceso quase o dia todo. Eu o encarava, pensando se deveria ligar ou não. Queria noticias de Nessie, estaria mentindo se dissesse que não estava preocupado, que não sentia falta dela, mas se ela estava feliz com o cara que amava, eu estava feliz por ela, não atrapalharia sua vida como fiz antes. Não deixaria que isso acontecesse novamente.
    Eu nunca quis tanto ir para a faculdade, mas ainda tinha duas semanas e meia de férias. E o que eu faria durante esse tempo? Não sei...

   As coisas não estavam indo muito bem com minha mãe, tínhamos discutido por conta de tudo que aconteceu e ficava um clima estranho quando eu a visitava. E Jessie... Jessie... ela continuava minha amiga, ótima amiga. Mas depois do acontecido eu me sentia mal. Eu sabia o que ela sentia por mim e não queria magoa-la, pois não devolvia o mesmo sentimento a ela, ela era boa demais pra mim, eu não a merecia.

   E para voltar a minha velha rotina, eu estava socando o saco de areia no canto do meu quarto, usando apenas um short e as luvas de boxer. Pensar enquanto bati naquilo era uma boa terapia, mas já passava de duas horas que eu estava fazendo aquilo e estava exausto, completamente suado.

   Passei o antebraço na testa, secando as gotas de suor e fui tomar um banho, a dor de cabeça dos últimos dias voltava a me atacar...

    Jacob:

    Ela passou varias horas inconsciente. Depois de desmaiar na cozinha, agora ela estava na cama do hospital. De novo.

     Aquela cena me dava vontade de chorar. A preocupação atacava toda família. Segundo os médicos, aquilo era consideravelmente normal. O cérebro dela tinha recebido mais informação do que aguentava e ela só precisava de repouso pra se recuperar. E aí meu medo triplicava. Aquilo significava que ela tinha lembrado, mas até que ponto ela tinha lembrado? Só saberíamos quando ela acordasse.

    Assim como o resto da família, eu passei a tarde ali, ao lado da garota inconsciente no quarto do hospital. Minha vontade era de chorar, com tamanha tristeza que me consumia por dentro.

-Hmm.. –O murmuro foi baixo, mas foi seguido pelo movimento de sua cabeça, o que fez todos ali se aproximarem.

-Nessie! –Eu, que estava mais perto, segurei sua mão quase que imediatamente.

-Jake... –Ela virou a cabeça pra mim, piscando os olhos, mas ela ainda parecia meio tonta.
-Oi, meu amor! Como sente? –Bella alisou seu rosto, enquanto Edward observava com um dos braços em volta da cintura da esposa.

-Tonta! –Nessie fez uma careta, entrelaçando seus dedos aos meus, me fazendo sorrir fraco. –Eu apaguei por muito tempo? –Ela perguntou.

-Onze horas! –Alice respondeu no pé da cama.

-Vou ter que passar a noite aqui novamente? –Ela perguntou desanimada.

-Não é necessário! –O médico entrou no quarto. –Você está bem, só precisa descansar! –Completou, nos dando certo alivio.
    ...
-Então... –Falei me sentando na ponta da cama, olhando-a enquanto ela se acomodava na cama no seu quarto. Finalmente estávamos sozinhos. - Se lembrou de alguma coisa? –Perguntei e ela fez um careta, desviando os olhos de mim.

-Você... tem um irmão, não é? Aquele que estava no hospital quando acordei, certo? –Ela voltou a me mirar e eu concordei, derrotado.

-Não está com raiva de mim? –Perguntei, olhando-a.

-E por que estaria? Não podia me contar, o médico que mandou! E ele é seu irmão, eu nem o conheço direito, não é? –Comentou e eu a olhei.

-É, acho que sim! –Desviei os olhos, sentindo meu coração gelar novamente. Eu odiava mentir pra ela. –É melhor dormir, vou pra casa, qualquer coisa você me liga! –Eu me levantei e lhe dei um beijo na testa.

-Tudo bem! Vai vim amanhã? –Ela sorriu quando eu a cobri melhor.

-Claro! Venho sim! –Concordei.

-Até amanhã, Jake! Boa noite! –Ela disse quando fui para porta.

-Boa noite, Nessie! –Respondi.

   Nessie:

    O jeito era dormir, por mais que eu o tivesse feito o dia todo, mas mesmo assim sentia sono, me sentia cansada, minha cabeça ainda estava muito agitada e isso me deixava tonta. Me ajeitei melhor na cama e fechei os olhos, esperando os sonhos...

Flash Back On:

-Ah! Isso! Isso, Taylor! –Gemi, quase gritando, e só reparei o que tinha feito quando Jake parou o que estava fazendo.

-O que? –Ele me olhou incrédulo e eu arregalei os olhos, assustada comigo mesmo pela merda que acabara de fazer. –Não acredito! –Ele disse balançando a cabeça, pegando sua camisa no chão.
...
     Mas eu não estava tão longe quanto ele, então ele enfiou a mão entre meu corpo e o colchão, se esforçando, até chegar onde ele queria. Ele fez movimentos circulares pressionando meu clitóris e em seguida penetrou um dedo dentro de mim, com um pouco de dificuldade, mas penetrou. Eu gemi mais e ele começou a investir duplamente, movimentando seu dedo dentro de mim e movimentando seu quadril, fudendo-me duplamente. Era puro tesão.
...
-Você é demias, Tay! –Sorri pegando o capacete e colocando-o. Subi na garupa da moto e mirei Jacob no outro lado do estacionamento. Jacob me fuzilava enquanto Catty tagarelava alguma coisa. Eu sorri, e antes que Taylor disparasse com a moto, mandei um belo e feliz dedo do meio pra ele. Foi uma sensação muito boa!

       Passei os braços em volta de Taylor e senti ele dando a partida da moto. Não sabia pra onde ele estava indo, mas eu não me importava com isso, só queria ficar longe dali.
...
Minhas mãos apertaram seus braços, enquanto nossas línguas se encontravam com harmonia. Só nos soltamos quando nosso fôlego acabou. E depois de três selinhos seguidos, nos olhamos.

-Tchau. –Sua voz falhou pela falta de ar.

-Tchau!- Disse, tão sem fôlego quanto ele.
...
-Por sorte, Taylor sabe bater também. Não precisa se preocupar com ele, é só deixar ele em paz, ou Jacob vai acabar matando-o. Faz um favor pra ele: deixe-o em paz e avisa pro seu namorado que amanhã nós sairemos da cidade! –Ela contou.

-Espera! –Falei mais alto, mas ela já tinha desligado a ligação.

    Taylor iria embora. Isso me deu uma tristeza enorme, mas talvez fosse a coisa certa. Conhecia muito bem Jacob e sabia que ele não iria desistir de deixa-lo longe de mim.
    Era tudo minha culpa e eu não sabia o que fazer.
...
-Você os ama, não é? –Ele perguntou, me olhando e eu só pude concordar. –E eu aposto que eles também gostam de você! Então, ajude-os que isso irá ajudá-la! –Completou, alisando meu braço.

-Obrigada, pai! –Sorri fraco.
...
Eu nunca mais o veria, eu iria sentir falta dele. De sua voz, seu toque, seu beijo. Eu o queria perto de mim, mesmo se fosse apenas como amigo.

   Meu rosto já estava encharcado, eu não continha minhas lagrimas. Liguei o carro e me forcei a dirigir. Saí pela rua, sentindo o gelo deixando a rua perigosa. Fui a caminho de casa, mas antes eu queria passar em um lugar, acertar as coisas. Seria apenas amiga, enquanto não colocava minha cabeça em ordem, mas eu queria ver o Jake, precisava me entender com ele, por que já tinha perdido Taylor, não queria perder Jacob.
Flash Back Off:

    Como se eu tivesse sido sufocada. O pulo que dei na cama foi puxando o ar pra encher meus pulmões. Os olhos aguados e assustados, a respiração acelerada e um certo desespero. Eu lembrava. Agora sim, eu lembrava de tudo. E estava chorando.

   Agora eu tinha certeza o que sentia, o que senti  nos últimos dias, semanas. A dor me atingiu na cabeça, eu me sentia tonta e não consegui focar o olhar por causa isso.

   Então era isso?  Minha vida estava uma bagunça, meus sentimentos estavam uma loucura e minha cabeça parecia explodir.

   Taylor... eu me lembrava de tudo... como eu pude esquece-lo? Eu me sentia mal por isso, isso me doía. E agora ele estava longe, e tinha feito isso por que, no final de tudo, eu tinha escolhido Jacob, pelo simples fato de ter esquecido sobre Taylor. Eu me odiava por isso.

   E Jacob... ele me havia escondido isso... tirou proveito do acidente para ficar comigo. Por isso ele estava estranho nos últimos dias. E eu senti raiva por isso. Nem ele, nem ninguém tinha o direito de fazer isso comigo, de esconder de mim mesma os meus sentimentos.


   Eu estava chorando, por que estava realmente triste. Não tinha sido justa com Taylor e sentia uma enorme necessidade de vê-lo e de falar o que eu realmente sentia, dizer que não conseguia escolher os dois, por que, agora sim, eu sabia que eu amava... os dois...

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