25 março 2014

Fanfiction: Descoberta – Capítulo 21

 Nessie:
         ...
-É feio fugir da escola, sabia Sr.Black? –Ri, segurando mais firme sua mão, deixando-o me guiar até sua casa.

-Mesmo quando é pra ficar com você? –Perguntou, me fazendo sorrir. –E você merece! –Contou, sorrindo largo. –Hoje é um dia especial, certo? –Ele se virou para mim, andando de costas para me olhar.


-É! –Assenti, sorrindo.

     Ele me deu um selinho e voltou para sua casa, já perto. Ele abriu a porta da frente e me deu passagem para entrar e assim que pisei na madeira de sua casa, sorri pasma ao ver uma faixa, onde estava escrito “Feliz aniversário de namoro! <3”, pendurada na parede atrás da mesa de jantar, com um pequeno bolo sobre a mesa, forrado com um pano vermelho e com balões de coração presos a cadeira. Era algo difícil de esperar de Jacob.   

-Não acredito que você fez isso! – Ri comigo mesma, me aproximando da mesa, vendo do enfeite do bolo escrito: “I love you, my Nessie”.

-Gostou? Você sabe que eu não sou bom nisso, mas foi o que eu consegui fazer! –Ele passou a mão na cabeça, sem graça.

     Eu o olhei sorrindo e neguei com a cabeça, segurando sua jaqueta.
-É perfeito, Jake! Qualquer coisa que você faz por mim é perfeito! –Falei, olhando-o.
-Você é namorada perfeita, sabia? –Ele alisou meu rosto, me dando um selinho em seguida. –Vamos comer esse bolo, então, ok? Por que não deu tempo de comer na escola! –Brincou, me fazendo rir e concordar.

    Ele cortou dois pedaços de bolo e pegou duas latinhas de coca na geladeira. Nos acomodamos no sofá e começamos a comer o pequeno pedaço de bolo.

-Lembra? Há um ano e 7 meses atrás, estávamos no pátio da escola sua escola! –Ele sorriu debochado para mim.

-E como esquecer depois que você me pediu em namoro pelo microfone do refeitório? –Ri comigo mesma, me lembrando.

-Passou rápido! –Ele concordou e eu assenti.

-E pensar que eu te aguentei durante todo esse tempo! –Brinquei, fazendo-o me olhar debochado.

-E vai me aturar por muito mais... aposto que nosso filho vai ser tão chato quanto eu! –Ele fez uma careta, brincando, mas eu o olhei risonha.

-Não se esqueça que eu só tenho quinze anos! –Comentei, fazendo-o rir.

-Eu sei a idade da minha namorada, não se preocupe! –Ele colocou o prato e a lata vazia sobre a mesa perto dali e eu entreguei a ela quando terminei.

-Então vá com calma, temos muito tempo pela frente! –O olhei e sorri quando ele se aproximou.
-Sei disso, só estou comentando! –Ele sorriu. –Ou não pensa em passar o resto da vida comigo? –Ele franziu o cenho, fingindo estar confuso.

-Não seja bobo! –Eu alisei seu rosto. –Você é o homem da minha vida, Jake! –Apertei de leve seu cabelo, sentindo-o alisar minha coxa.

-Promete que nunca vai mudar de ideia sobre isso? –Ele sorriu torto e eu assenti.
      Ele sorriu e me beijou, sem pressa, com carinho, ternura, mas mesmo assim com desejo e empolgação. Ele apertou de leve minha coxa e mordeu meu lábio inferior.

-Está cada vez mais difícil de resistir a você, Nessie... –Ele beijou meu pescoço, me causando um arrepio na espinha.

-Podíamos tentar! –Mordi o lábio inferior, fazendo-o parar de me beijar e me olhar, um tanto surpreso.

-Sério? –Perguntou, sorrindo de leve.

     Eu ri, abaixando a cabeça, sem graça e encostando a testa em seu ombro.

-Não tente me deixar sem graça! –Falei, apertando sua blusa por baixo da jaqueta.

-Desculpa, é que... estou surpreso! –Falou, me fazendo rir e olha-lo.

-É ruim eu querer perder a virgindade com meu namorado no nosso aniversário de um ano e sete meses? –Sorri fraco.

-Não é nem um pouco ruim! –Ele riu pelo nariz.

-Isso quer dizer um: “Claro, meu amor, eu tiro sua virgindade!”? –Brinquei, fazendo-o rir.

-Eu queria que fosse em um lugar melhor, isso tem que ser especial! –Ele alisou minha mão, me olhando.

-Foi aqui que a gente se beijou pela primeira vez, aqui que passamos noites em claro juntos, aqui que comemoramos nossos aniversários, aqui que passamos a maior parte do tempo juntos, não acha especial o suficiente? –Alisei seu rosto. –Sem contar que sendo com você, qualquer coisa é especial! –Completei.

-Então é melhor irmos para o quarto, ao menos? –Ele sorriu e eu concordei.

       Ele se levantou e me puxou para seu quarto, no final do pequeno corredor. Ele fechou a porta e eu o olhei, vendo-o se aproximar e segurar meu rosto. Ele me beijou, me apertando contra ele. Ele tirou a própria jaqueta e eu o olhei, levantando sua blusa em seguida, deixando-a cair no chão, depois ele me segurou contra seu corpo novamente.

-Lembre-se de que eu sou nova nisso! –Sussurrei, fazendo-o rir e assentir.

-Não se preocupe! É só relaxar e curtir! –Seus lábios alcançaram meu pescoço assim que ele conseguiu tirar meu casaco.

     Relaxei meu corpo, me concentrando apenas no seu contato, nas suas caricias. Suas mãos obrigaram minha blusa a se levantar até ser jogada em um canto do quarto e eu voltei a agarrar seus cabelos. Ele deu alguns passos para trás, até se sentar na cama, me derrubando sobre ele, nos fazendo rir com o impacto. Mas nossas línguas se enroscaram e eu senti sua mão em meu seio, apertando-o com prazer, me fazendo arfar e arranhar seu braço. Ele sorriu, mordendo meu maxilar.
     Ele empurrou minha calça jeans, mas só conseguiu tira-la com minha ajuda e ele aproveitou para se livrar do meu sutiã.

     Ele me colocou deitada e ficou sobre mim, trocando as posições. Ele se ajoelhou para abrir a calça enquanto eu me sentava um pouco, sem contar minha ansiedade. A calça caiu no chão e ele caiu sobre mim, juntando nossas bocas imediatamente, me tirando o folego. Seu corpo quente junto ao meu me dava uma sensação maravilhosa, era algo que eu nunca me cansaria. Eu jamais me cansaria dele.

    Ele beijou meu colo e chegou abocanhar um de meus seios, me fazendo gemer apertar seu cabelo elevado o quadril para que minha intimidade se esfregasse no volume em sua cueca.

    Ele arfou e apertou minhas coxas, descendo até meu umbigo. Eu o olhei ofegante, sorrindo, sentindo suas mãos arrancarem minha calcinha e eu abri as pernas sem precisar que ele pedisse. Minhas costas se arquearam com o toque de sua língua em minha intimidade, me fazendo revirar os olhos de prazer, sentindo seus chupões enquanto suas mãos apertavam minhas coxas com brutalidade.

    Segundos depois ele voltou para minha boca, mas parou logo depois e abriu a gaveta do criado mudo com pressa, pegando uma camisinha. Ele voltou a deixar seu corpo sobre o meu e me beijou se apoiando nos cotovelos, enquanto abria a camisinha. Eu que arranquei sua cueca, com certa velocidade e urgência. Ele riu e colocou a camisinha em segundos, voltando a mirar meu rosto em seguida, sorrindo torto.

     Ele alisou meu corpo mais uma vez e se posicionou entre minhas pernas, de modo que eu podia sentir sua cabecinha em minha entrada. Arranhei sua nuca e o beijei, mas tive que parar quando ele se forcou a me penetrar, arfando com isso, com nossas testas coladas. Um gemido abafado saiu de minha garganta, quando minhas costas se arquearam e minha usando se forçaram contra seu braço e sua nuca. Ele apertou o lençol ao meu lado, contendo o gemido e se movimentando dentro de mim, com lentidão e cuidado.

    Na terceira investida, eu o beijei novamente, suprindo os gemidos, me sentindo na lua.

-Vai, Jake! Forte! –Disse entre dentes, mordendo sua orelha de leve.

    Ele estocou mais forte, me fazendo arranhar suas costas e ele morder meu pescoço com isso, intensificando os movimentos.

    Eu já sentia minha intimidade latejar quando ele gemeu mais alto, com a vinda de seu orgasmo, mas ele não parou de se movimentar e eu gemi seu nome, chegando ao ápice do prazer.

     Me senti exausta e feliz, sorrindo ofegante.

     Ele se apoiou nos cotovelos e me mirou, com o mesmo sorriso cansado.

-Isso foi demais, não foi? –Sorriu, rindo pelo nariz.

-Foi, muito bom! –Concordei, alisando seu cabelo.

    Ele sorriu e se apoiou em apenas um braço, alisando meu rosto com a mão livre.
-Nessie, eu te amo! E sempre vou te amar! –Seus olhos grudaram nos meus, atentos, carinhosos.

-Também te amo Jake, e sempre vou amar... –Sorri e o beijei.
      ...
     Meus olhos se abriram rapidamente, como um susto, aguados. Aquilo tinha sido mais que um sonho, era uma lembrança. Uma lembrança muito boa, que jamais tinha esquecido. Mas ali, agora, parecia não fazer sentido lembrar dela.

     Ali estava quente, mesmo descoberta pelos lenções e roupas, completamente nua e podia sentir Taylor no mesmo estado ao meu lado, com um de seus braços ao meu redor, nossos rostos tão próximos que eu era capaz de sentir sua respiração contra minha face. Alisei seu braço sobre mim com carinho, enquanto observava seu rosto tão tranquilo e relaxado enquanto saboreava o sono. Era uma das poucas vezes que o via em paz, como se nada pudesse atrapalha-lo no seu mundo, nos seus sonhos.

      Espremi os lábios ao perceber meus olhos afogados em lagrimas. Eu o fazia mal e sabia disso. Eu me sentia a pessoa mais egoísta e babaca do mundo, eram dois homens maravilhosos, que fariam qualquer coisa por mim, mas eu só os machucava, causava dor a eles e isso me causava uma dor profunda. Eu não queria vê-lo sofrer, muito menos por mim.

      Eu não sabia se faria a escolha certa, mas eu teria que escolher um deles, ou nenhum. Mas eu não conseguiria fugir disso, ou morreria na culpa e solidão. Eu teria que cumprir minha promessa de tira-los desse sofrimento.

      Me levantei sem acorda-lo e fui ao banheiro, colocar uma roupa e fazer minha higiene. Teria que conversar com Taylor, esclarecer as coisas e arranjar um jeito de falar com Jacob.

     Quando saí do banheiro, a cama estava vazia então fui para a sala, mas só encontrei Taylor na cozinha.

-Bom dia! –Ele sorriu fraco para mim.

-Bom dia! –Devolvi o sorriso.

-Dormiu bem? –Perguntou, preparando uma pasta de geleia.

-Dormi! –Concordei, me encostando na pai, atrás dele, mirando suas costas definidas expostas. –Taylor?

-Oi? –Ele não se virou.

     Eu demorei um pouco, respirando, evitando as lágrimas. Eu já tinha chorado demais.

-Eu sonhei com ele! –Contei.

-Eu sei. –Ele disse simplesmente.

-Sabe? –Perguntei, um pouco confusa.

-Eu ouvi. –Contou desanimado. –“ Também te amo Jake, e sempre vou amar...” –

Completou, mais baixo e suspirou.


    Não consegui evitar a lágrima que escorreu em meu rosto.
-Desculpa por isso... –Sussurrei, sem conseguir dizer algo alto.

     Ele se virou e me olhou.

-Não se desculpe. –Comentou, me fazendo desviar os olhos do chão e olha-lo. –Você o ama e eu tenho que conviver com isso. –Completou.

-Mas eu te amo também! –Apertei meus cotovelos, me encolhendo.

-Eu sei disso. –Ele assentiu. –Mas também sei que ele é mais especial para você, sei que vocês viveram anos e anos juntos, sei que ele te faz bem! –Contou, desanimado. –Eu já sei a sua escolha, Nessie e não te culpo por isso! –Completou.

-Eu lamento, Tay! –Me aproximei. –Lamento que tenha que ser assim! –O abracei. –Me promete que você vai ficar bem? –Pedi, chorando, sentindo-o me abraçar de volta.

-Só você ser feliz, Nessie. Isso vai garantir minha felicidade! –Sussurrou, me dando um beijo na cabeça.

-Você é muito bom, Tay! Você é maravilhoso e eu agradeço tudo que fez por mim! –Disse, olhando-o. –Mas eu preciso ir, não vou mais atrapalhar sua vida, você vai conhecer alguém que te mereça, que o faça feliz! –Sorri fraco e ele assentiu.

-Posso, pelo menos, te levar até o aeroporto? –Pediu.

-Claro! –Concordei.

     Ele foi para o quarto, vestir uma roupa enquanto eu pegava minhas roupas, pensando, ou melhor, chorando.

    Saímos dali o mais rápido possível e fomos com seu carro até o aeroporto.

-A gente nunca mais vai se ver, não é? –Funguei, já tinha parado de chorar. Ele franziu o cenho, mirando a estrada enquanto dirigia.

-Nunca é uma palavra muito forte! –Comentou. –Vamos nos ver quando você quiser! –Contou e eu assenti.

-Você é um ótimo amigo, sabia? –Sorri pra ele, que sorriu de volta.

-Então podemos ser amigos? –Perguntou.

-Já somos amigos! –Contei e ele assentiu lentamente, estacionando o carro em frente ao aeroporto.

    Saímos do carro e entramos no aeroporto. Depois de alguns minutos, finalmente o meu voo tinha chegado e eu tinha que ir, tinha que voltar.

-Amigos, não é? –Estendi a mão para ele.

-Amigos. –Ele pegou minha mão, mas me puxou em seguida, me abraçando.

-Vou sentir sua falta, Taylor! –Devolvendo o abraço.

-E eu ainda mais a sua! –Concordou. –Se cuida. E eu estou aqui para o que precisar! –Completou quando nos soltamos.

-Felicidade! –Dei um passo para trás, pegando minha mala de rodinha.

-Para você também, Nessie. Até algum dia! –Concordou, engolindo o seco.

     Respirei fundo e me virei assim que uma nova lágrima escorreu de meu rosto. Eu estava cansada de dar Adeus, e dá dor que isso me causava. Não olhei para trás, com medo de não ter forçar para me dirigir ao avião novamente. Entrei e fui o mais rápido possível para dentro do mesmo, me afundando na poltrona, mirando o teto e deixando minhas lágrimas caírem.

      Eu não sabia se essa era escolha certa, mas sentia que não poderia viver sem o Jacob. Ele era quem me deixava completa, por que, no final das contas, eu sempre lembrava dele, mesmo estando com Taylor. De algum modo, eu sabia que Jake me faria feliz, sabia que Jake curaria, algum dia, o vazio que me dava em ter que deixar Taylor...
       Taylor:

       Vê-la partir tinha me mostrado a realidade. Ela o amava mais e isso estava claro e explicito. Assim que ela sumiu da minha visão e soltei tudo o que tinha segurado desde que acordei: as lágrimas.

       Me voltei para o carro, sem ligar para as pessoas que me olhavam vez ou outra e parei no banco do motorista.

       Tinha acabado. Tudo. Tudo tinha acabado. Nessie finalmente tinha feito sua escolha, a temida escolha, na qual eu não fui o escolhido. Ela tinha escolhido o futuro que queria e eu não estava presente nele.

      Liguei o carro e fui para praia, uma praia não muito longe do meu apartamento. Ela estava fazia e convidativa para mim. Me sentei na areia e observei as ondas, vendo o céu nublado, mas com o sol ainda amostra. Logo choveria.

      Com as pernas flexionadas e os braços apoiados nos joelhos, eu mirei o mar, com algumas gotas saindo de meus olhos vez ou outra.

     De certo modo, eu me sentia melhor. Sentia isso por que sabia que agora ela poderia ser feliz, ela tinha se libertado, superado, os últimos meses. Ela finalmente teria a chance de ser feliz, sem que eu atrapalhasse isso.

     Permaneci ali algumas horas, planejando o que seria da minha vida agora, vendo como seria meus próximos dias. Eu seria feliz, ou tentaria. Mas eu me perguntava se Nessie estava certa: Eu encontraria alguém? Alguém que me ame tanto quando ela ama Jacob? Alguém que seria capaz de ficar comigo pelo resto de minha vida? Mas a questão mais importante não era essa, o caso era saber se eu seria capaz de amar alguém como eu a amo. Eu me sentia tão sozinho e, ao mesmo tempo, livre. Como se aquilo tirasse um peso das minhas costas, por que eu sabia que fazer ela escolha a deixava mal, a deixava triste, lhe causava dor e agora ela estava livre, feliz, e eu teria que me contentar com a felicidade dela produzida por outro, pelo meu irmão gêmeo.

      Já estava ficando tarde e eu peguei o celular para conferir a hora. A vida continuaria, mas antes de prosseguir com isso, eu queria fazer mais uma coisa...
     Digitei o numero no celular e o coloquei no ouvido. Depois de três toques, alguém atendeu, mas eu falei antes que ele falasse:

-Olá... maninho! 

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