08 março 2014

Fanfiction: Um Amor Maior Que Eu - Capítulo 33: MERRY CHRISTMAS – PARTE 2


Capa: Érica Rocha
Texto/Fic: @Rafaela_Vargaas
Beta: Letícia Monteiro
Música Tema: Don't Let Go (Love)



Os lábios dele me dominavam perfeitamente. O calor de sua boca, seu hálito quente, sua respiração ofegante e o nervosismo dele pareciam fazer parte de mim também.

Dias e mais dias eu tentava saber o que estava sentindo, mas a verdade é que desde a primeira vez que nossos olhares se encontraram novamente, eu já sabia o que estava sentindo, só tinha medo de admitir e de mostrar isso para mim mesma.
Liam Evans era meu melhor amigo desde a infância; ele era a pessoa que me entendia, fazia coisas por mim que nunca alguém ousou fazer, que me tratava de um jeito tão especial e tão protetor, que me dava medo de saber que eu poderia machuca-lo algum dia.
Mas dai vinha Taylor, que não havia saído de meu coração ainda, e nunca sairia.
Ele era o meu amor que eu nunca tive medo de admitir. E quando eu finalmente o tive em meus braços, deixei-o escapar, e mais uma vez fui enganada, pensando que eu podia ter pelo menos uma palavra verdadeira de alguém com quem eu tivesse me envolvido seriamente. Mas não tem como eu apagar tudo o que eu sinto por ele, e fingir que nada aconteceu. Por que simplesmente aconteceu. Pelo menos para mim.
Eu estou dividida, amando um astro de cinema, o qual eu havia tido-pelo menos pensava ter tido – algo. E meu o melhor amigo, o cara que eu não queria, de forma alguma, machucar. Isso não é possível!
E o pior de tudo é que eu não conseguia me desviar de Liam nesse exato momento. Ele não estava me forçando a nada, eu mesma queria continuar ali, beijando-o e saborear aquele amor, que agora eu tinha certeza que sentia.
Ficamos ali por alguns minutos, tudo estava em silencio, até que nós separamos nossos lábios, finalizando com selinhos.
Agarrei-me em seus braços e enterrei meu rosto em seu peito, fechei meus olhos com toda a força, e pedi que pelo menos uma vez, eu fizesse a coisa certa.
- Oh my God! – Falou Érica, quebrando o silencio.
Somente ao ouvir sua voz, eu pude recapitular que estava na frente de meus familiares, e nem se quer me importei com isso enquanto o beijava. Senti uma pontada aguda em meu estomago e paralisei no mesmo instante. Agora a voz de Érica estava soando feito um eco em minha mente, fazendo-me ter noção do que eu acabara de fazer.
Ainda de olhos fechados, coloquei as duas mãos no peito de Liam e o afastei de mim, deixando-o a alguns centímetros de mim. Coloquei as mãos em volta de minha barriga e baixei a cabeça, não querendo me virar para olhar nos rostos das pessoas que agora estavam nos olhando.
O silencio nos rondava, e esse foi o pior silencio que eu já enfrentei em toda a minha vida. Eu sabia que todos estavam chocados e não sabiam do meu amor por Liam, nem mesmo Liam sabia, ou talvez pudesse apenas desconfiar.
- Temos uma novidade para contar! – Falou Val, quebrando totalmente o silencio e desviando a tensão. Agradeci mentalmente a ela.
Continuei de olhos fechados, eu mal conseguia ouvir o que as pessoas falavam. Senti que Liam tinha se afastado ainda mais de mim, talvez tivesse ido se sentar ao lado de Érica no sofá. Mordi os lábios e tentei me recompor, fracassando no primeiro segundo de tentativa.
- Vamos nos casar – Disse Miguel, a voz doce de mais para quem tinha visto a sua irmã beijando outro cara em sua frente. O cara que ele mesmo tinha trazido.
Eu não havia escutado as palavras com clareza, talvez eu estivesse apenas tendo um devaneio. Fechei ainda mais os olhos e pedi mentalmente que eu pudesse sumir dali, num estalar de dedos.
- Lice? – Chamou-me uma voz feminina, deduzi que era Val.
- Tu..Tudo bem. – Gaguejei, quase não omitindo voz alguma.
- Você escutou o que eu falei? – Perguntou Miguel.
- Si... – Pausei antes mesmo de terminar a palavra. Eu não estava tendo um devaneio.
Abri meus olhos de imediato, e vi tudo em minha volta girar me deixando tonta. Balancei a cabeça e fingi que o que havia acontecido há alguns minutos atrás, naquele exato segundo, nunca tivesse acontecido.
Miguel e Val não poderiam me deixar. Não agora. Eu desejava toda a felicidade do Mundo para os dois, mas se casar não é uma boa alternativa quando mal se tem um lugar para viverem juntos, e dinheiro para sustentar uma família.
- Vocês estão brincando, né? – Perguntei incrédula.
- Não... Lembra-se de quando eu saia todas as manhãs? – Val se aproximou de mim - Então, eu estava indo para nossa nova casa, eu estava arrumando-a e comprando moveis novos.
- Diz que isso é uma brincadeira! – Falei aumentando o tom de voz.
- Por que brincaríamos com isso? – Perguntou Miguel, ficando na minha frente.
- Vocês não podem fazer isso! Vocês são muito novos. Casar é uma decisão precipitada de mais quando vocês mal têm condições de cuidarem de si mesmos. Eu sei que vocês são responsáveis, mas vocês não podem fazer isso! – As palavras voaram rápidas de minha boca.
- Nós já somos adultos, e nos amamos você sabe disso. – Disse Val.
- Vocês não podem se casar! – Gritei, erguendo as mãos.
- Por que essa negação toda? – Perguntou-me minha mãe, parecendo ficar impaciente.
- Por que eu preciso de vocês do meu lado, sempre – Deixei uma lagrima cair, e joguei-me nos braços de Miguel.
- Nós nunca te deixaríamos Lice. – Cochichou Miguel – Apenas vamos nos casar, e vamos ser felizes. Você tem uma pessoa muito boa ao seu lado. - Quando escutei o que ele disse, automaticamente abri meus olhos e pela primeira vez depois do beijo, olhei para Liam.
Ele parecia estar em outro Mundo, ou fingindo não prestar atenção em nada. Seu olhar estava longe e sua bochecha corada, ainda mostrando nervosismo.
- Nós te amamos. – Falou Val, indo para trás de Miguel e olhando para mim, tampando a visão que eu tinha de Liam.
Pisquei algumas vezes e olhei para ela, ainda tentando achar as palavras certas.
- Aqui esta meu presente de Natal para você. – Disse Miguel, afastando-se um pouco de mim, e pegando em suas mãos, um chaveiro contendo várias chaves.
Olhei bem para o chaveiro que estava em suas mãos, e vi que se tratava das chaves do apartamento 111. O apartamento que era dele, onde eu estava agora mesmo.
- Como assim? – Perguntei confusa.
- Este apartamento agora é seu. Eu e Val nos mudaremos na semana que vem, e esse apartamento será todo seu! – Sorriu Miguel.
- Não! Não! – Hesitei dando um passo para trás – Eu não posso aceitar esse apartamento, esta maluco? 
- Me diz um motivo para você não poder aceitar – Pediu Miguel.
- Por que esse apartamento tem o valor de três da nossa casa no Brasil? Por que você deve continuar aqui? Por que se fosse quiser sair daqui, pelo menos pode vendê-lo e usar o dinheiro para algo útil? – Falei sarcástica.
- Será que pelo menos uma vez na vida você pode aceitar um presente meu? É de coração, é Natal, não se nega presentes!
- Mas quando o presente se trata de um apartamento, podemos negar. – Bati o pé.
- Filha, te fará bem. Este é o lugar de seus sonhos, em Nova York, ao lado de pessoas que você ama, vivendo momentos que você jamais viveria no Brasil. Aceite. – Disse meu pai.
- Vocês querem se ver livres de mim? – Perguntei.
Todos riram, mas continuei de cara fechada.
- Isso é serio. – Falei.
- Claro que não, Lice. – Escutei os passos de Val indo até mim – Só queremos o seu bem. Consegue entender?
- Quantas vezes terei que repetir que o meu bem é ao lado de vocês? – Falei – Pensem melhor, por favor.
- Já pensamos Lice. Você tem que aprender a desgrudar das pessoas e a conhecer pessoas novas e fazer delas, especiais. – Disse Miguel abraçando-me.
Não disse mais nada, Miguel estava certo. Sim, eu estava sendo egoísta, mas eu não queria de forma alguma perder os dois. Eu já havia perdido Taylor, e agora perderia meu irmão e minha amiga e cunhada? E com certeza havia perdido meu melhor amigo também.
Mas a questão não era essa. Eu também me preocupava com Miguel e Val.
Miguel era cirurgião – o que fazia com que ele ganhasse um bom salário, mas nem assim era capaz de sustentar uma família, ainda mais a decisão sendo tão precipitada dessa maneira. E Val estava no ultimo ano da faculdade de Pedagogia, e o casamento podia atrapalha-la na faculdade, e eu sei o quanto ela deu duro nisso.
Eu apenas queria que eles parecessem e pensassem melhor. Mas afinal, tem como mudar os pensamentos de Miguel e Val? Infelizmente não!
- Eu abençoo esse casamento. – Respirei fundo – Mas também abençoo a parte que vocês podem pensar melhor.
- Não precisamos pensar melhor, já pensamos o suficiente. – Disse Val.
Fiquei em silencio e baixei meu olhar. Eu não queria ser do contra, mas eu simplesmente não me via sozinha naquele apartamento gigante e sem ninguém para me fazer companhia naquela imensa cidade.
Eu tinha quase certeza de que havia terminado de acabar com a minha amizade com Liam. Assim como eu, ele se sentia estranho. Eu tinha mostrado o que eu sentia, fazendo me sentir aliviada, mas ao mesmo tempo me fazendo parecer que tinha 50 quilos em cada lado de meus ombros. Eu não sabia por quanto tempo estava olhando-o, mas eu sabia que estava fitando-o, tentando pelo menos arrumar uma maneira de pedir desculpas.
Eu sabia que as pessoas estavam falando algo para Miguel e Val, talvez estivessem dando os parabéns para eles, ou estavam dando dicas de como ter um bom casamento, ou qualquer outra coisa, afinal, eu não estava prestando atenção no que estavam dizendo.
Depois de alguns longos minutos, eu vi as pessoas se movendo para a porta, mas eu continuei ali no mesmo lugar. Balancei minha cabeça e retomei ao meu eu.
- Aonde vocês vão? – Perguntei, caminhando lentamente até eles.
- Eu, Sue e Érica vamos para o apartamento ao lado. – Disse Will.
- E eu e Emile vamos para o apartamento no andar de cima, o Hotel esta lotado hoje. – Falou Luan, dando um sorriso torto.
- O.k – Concordei indo até eles e me despedindo.
- Eu sabia que vocês estavam namorando. – Provocou-me Érica enquanto me abraçava, fazendo-me soltar um leve sorriso.
Quando todos estavam saindo, vi Liam acompanhando-os.
- Ei, aonde você vai? – Perguntei automaticamente, sem pensar no que estava fazendo.
- Vou ir para o apartamento com meus pais. – Disse Liam, sem olhar diretamente para mim.
- Fique. – Pedi institivamente.
Vi seu olhar voltar-se para mim, olhando dentro de meus olhos. Talvez nem tudo estivesse perdido. Eu errei em ter duvidado que ele ficasse estranho comigo, mas errei ainda mais em beija-lo sem pensar nas consequências.
- Podemos fazer uma cama no chão da sala para nós dormirmos. – Ouvi minha mãe falar para meu pai.
- Não, vocês podem dormir no meu quarto. Eu e Liam dividiremos o sofá. – Falei, sem tirar meus olhos de Liam.
Vi que todos ficaram em silencio, e pude perceber o olhar de meu pai sobre mim.
- Pai – Virei-me para ele –, tem dois sofás. Eu ficarei em um e Liam em outro, entende? –
- Esta sendo sincera? – Perguntou-me meu pai.
- Estou papai, estou. – Falei.
Vi meu pai e minha mãe afastarem-se e irem até meu quarto. Miguel e Val fizeram o mesmo alguns segundos depois. Agora eu e Liam estávamos sozinhos, e eu sabia que teria que falar algo, qualquer coisa que fosse capaz de quebrar o silêncio. 
-Liam, Me desc... – Falei, mas fui interrompida com o dedo indicador de Liam sobre minha boca.
- Shiu, não fale nada. – Pediu-me ele – Eu estou sentindo o mesmo que você. Não se culpe.
- Mas... – Insisti.
- Mas nada. – Finalizou ele.
Encarei-o por alguns segundos e depois me afastei, indo até meu quarto, pegando meu pijama e dois cobertores. Fui até o banheiro e me troquei, tirei a pouca maquiagem que passei e tentei manter a respiração controlada.
Fui até a sala e Liam não estava lá. Estendi um cobertor em um sofá e o outro no outro sofá. Deitei-me no sofá de dois lugares e deixei o sofá de três lugares para Liam, já que ele era maior que eu. Fechei meus olhos e tentei dormir. Vi Liam se aproximar-se e deitar-se no sofá sem dizer nenhuma palavra.
Eu odiava o silencio, ainda mais quando estava com Liam. Virei-me para o outro lado e fechei meus olhos mais uma vez, forçando-me a dormir.
Algumas horas se passaram e eu sabia que assim como eu, Liam ainda não havia dormido. Respirei fundo e sentei-me no sofá. Tudo estava escuro, mas eu podia sentir que Liam ainda estava acordado. Diferente de antes, eu pensei duas vezes antes de fazer algo. Fechei meus olhos e fui até o sofá onde Liam estava.
- Esta acordado? – Perguntei aos cochichos.
- Aham – Disse Liam pegando em minha mão.
Não cedi ao toque dele. Liam ajeitou-se no canto do sofá, me deixando espaço. Deitei-me ao lado dele, ficando de costas para ele, sentindo seu peito em minhas costas, ainda de mãos dadas com ele.
- Eu te amo. – Falei, sem arrependimentos.
Mordi meus lábios nos dois minutos de silencio que surgiram.
- Eu também te amo. – Disse Liam apertando ainda mais minha mão.
Eu não sabia por qual motivo ele demorou a me responder. Talvez ele não tivesse certeza disso, ou se tivesse, ainda temia em falar. Mas parece que eu sempre me contentava com o mínimo. Senti meu coração acelerar-se, mas dessa vez foi de alivio.

Fechei meus olhos e vi o sono me dominar. Eu apenas tinha a total certeza de que eu amo o homem que esta comigo nesse exato momento, abraçando-me como se eu fosse à coisa mais importante de sua vida, ou talvez, apenas de uma parte dela. 

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