27 maio 2014

Fanfiction: "O Plebeu" - Capítulo 1


Capa: Jessica Keli
Texto/Fic: Jessica Keli

Por Ermine Dãnein:

  Acordei cedo para caminhar entre as flores do meu querido jardim, é o que costumava fazer depois que voltei, havia completado apenas 1 ano de volta ao reino. Os 12 anos que fiquei longe me fez valorizar cada dia mais o que agora estava há minha volta.

De tanto correr naquele labirinto cheio de flores sentindo o perfume de cada uma delas, fechei meus olhos valorizando os raios do sol sobre minha pele. Estiquei-me totalmente contente.

"–como adoro esse lugar"       sussurrei.

Abri os olhos lentamente e avistei ao lado de fora do jardim um pouco distante próximo ao pequeno lago, algumas senhoritas tirando rosas perfeitas para a decoração da festa desta noite. Tirei meus sapatos e pisei na grama com vontade indo até lá. Dona Teresa estava entre elas, era uma mulher muito importante em minha vida apesar de ser uma criada do meu avô que faleceu há anos.

Ela cuidou do meu pai enquanto crescia e comigo fez o mesmo. Não havia como uma pessoa qualquer.

Sorri para elas.    –Bom dia!

–Bom dia meu amor..   Respondeu ainda cortando as rosas e elas se encorajaram a responder em couro.

Perguntei.    –Quer ajuda?

Todas elas eram novas e não disfarçaram a surpresa por ouvir isto de uma princesa.

Teresa já me conhecia bem e ainda pegando as rosas respondeu.

–Não.. Não se preocupe Mine, vai aproveitar seu jardim, sei que você adora essa hora.. o sol esta do jeito que você gosta.

Ela olhou para meus pés que estavam quase escondidos pelo vestido.

–Esta descalça  de novo Dona Mine..   Falou de forma íntima.

Então olhei para ela percebendo mais uma vez as senhoritas que ficavam surpresas. Pisquei para ela, era algo comum acontecer em minha volta.

Fui correndo de volta para o jardim cantarolando as melhores músicas que ouvi fora do reino de Dãnein, Era o lugar que mais me sentia em casa. Estava feliz de estar de volta.

Lembrei-me do tempo de criança quando fazia a mesma coisa naquele lugar. Corria descalça por toda parte, entrando no jardim onde vivenciei vários momentos tanto felizes quanto de angústias desde pequena, cantei, chorei, desabafei, li e entendi a primeira leitura sozinha naquele lugar.

Continuei cantarolando e parei ao sentir a presença de alguém por detrás de mim, me virei sabendo quem poderia ser e não me enganei.

Minha mãe estava de braços cruzados batendo seu sapato impaciente sobre o chão.

Pronunciou irritada. –O que é isso Ermine?

Sorri apontando para a minha volta.   –A grama.. As árvores as flores..

Aproximei-me das flores.
–Estou falando desta Cantoria Ermine!!

–Você nunca se importa com isso..   Estranhei.

–Convidados importantes estão nos quartos de hospedes que fica no palácio e a janela é bem próxima!     Apontou.

–E para eles é muito importante o dia de hoje!

Virei-me de costas pegando uma flor para colocar atrás da orelha.
–Se fosse tão importante assim, não estaria dormindo á essa hora do dia..

Ela respirou fundo guardando sua irritação.
–Ermine.. Por favor. Colabora só desta vez! Não faça com que você fique fora desta festa também! É muito importante para o seu pai. Você precisa estar.

Corrigi, odiava ser chamada de Ermine.
–Mine.. Mãe. É Mine.

“Grrr!” Ouvi ela resmungar.

–Esta bem! Faça o barulho que quiser agora. Mas! a noite. Seu pai e eu estaremos te esperando no salão! E não se atrase!

Virei-me percebendo que ela se retirava.

Ela deu meia volta apressada.

–E me lembrei de uma condição! É melhor se comportar muito bem. Caso contrário não verá seu lindo jardim por um bom tempo!

Virei-me pensativa enquanto ouvia seus passos saírem.

Respirei fundo temendo esta repreensão.

Peguei meus sapatos na mão.

Já estava na hora de tomar um ótimo café que somente o chefe real do Reino de Dãnein sabia fazer o cozinheiro chefe Senhor Zigue, me dirigi até a grande sala onde estariam meus pais tomando café.

Assustei-me vendo a mesa vazia sem forro sem nada. Estranhei.
Joguei meus sapatos no chão e pisei neles para encaixá-los.
 Abaixei para encaixar um dos meus pés que insistiam em não entrar no sapato.

Ao conseguir, me levantei aliviada e tomei um susto por ver o soldado parado na minha frente.

 Aquele rapaz por mais que andasse o palácio todo sentindo vontade de vê-lo todos os dias, era algo quase impossível. Quase não estava naquela parte onde sempre fiquei.

 Sua aparência era incomum, diferente dos outros soldados, porque era lindo.

 Pele bronzeada como se estivessem ao sol, lábios rosados combinando com seu tom de pele, cabelos e olhos negros. Um olhar exageradamente marcante, impossível não ser reconhecido no meio dos outros soldados do reino.

–Que susto Thalis!

Ele se mostrou sem graça, rapidamente se posicionando seu corpo em gesto de honra.

Pronunciou baixo.  –desculpe-me senhorita Ermine..

Fiquei calada, ouvi-lo pronunciar estas palavras me provocava revolta. Por um minuto tentei mostrar indiferença. Mais odiava a forma que me tratava, Ele tinha minha idade!

Corrigi sem olhá-lo, temia confrontar seu olhar.
–é Mine. Senhorita Mine Por favor..

–Devo respeito a Senhorita Princesa do reino de Dãnein, filha daquele quem me criou como servo.

Joguei o olhar para cima sem ele ver. Já estava farta de ouvir isto o tempo todo.

Falei exausta.
 –ok Thalis, já ouvi tudo isso antes, o que quer?

–Senhor Zigue espera a senhorita do outro lado do palácio para mandar os servos começarem a servi o café. A mesa maior será montada para a festa de hoje à noite..

Por um minuto esqueci-me novamente de mostrar indiferença.

Perguntei cautelosa sem medir se era certo ou errado.
–você.. Vai para essa festa?

Ele desfez sua formação de honra e disse friamente.

–Os outros soldados e eu estaremos zelando pela festa, para que tudo ocorra bem.

Tentei não mostrar decepção por ver que o incomodei.

–posso me retirar senhorita Ermine?

Indaguei disfarçando meu arrependimento de ter feito a pergunta.
–Claro.. –Pode ir.

Quando se retirou perguntei-me sentida, porque ainda insistir nestes diálogos? Ele não era mais o mesmo de quando éramos pequenos, agora era um simples soldado.
 Tudo que tinha daquele que queria ser um soldado era indiferença. E tudo que me fazia ainda insistir era o que passamos quando criança.

Quando olhava Thalis percebia o quanto o tempo passou e ele mudou.

 Lembrava de quando éramos crianças e andávamos livre pelo palácio.
Lembro da dificuldade de poder falar com ele.
Minha mãe nunca aceitou, Na época tínhamos 6 anos, Finalmente terminava de ler um livro sem ajuda do meu pai e me alegrei empolgada com poucas folhas que faltava deitada na grama de bruços minha leitura foi interrompida por uma bola que caiu perto do livro.
 Levantei-me apressada olhando a bola. Peguei a nas mãos e Thalis cortou o sorriso ao chegar e me ver com sua bola em minhas mãos. Sorri tentando mostrar que naquela hora não tinha minha mãe para me impedir de falar.

Tudo que sabia dele era que deixaram Thalis no portão de Dãnein quando tinha meses de vida. Os servos pediram a permissão do meu pai para deixá-lo viver no palácio e que toda criação dele seria responsabilidade de Teresa que o tratava como filho. Mais meu pai o adorava e queria criá-lo como filho já que uma princesa não poderá assumir a responsabilidade de um reino.

 Minha mãe odiou a idéia porque não teve filho homem como meu pai tanto queria. Na mesma época que Thalis chegou minha mãe soube que não poderia ter mais filhos.
  E por ela meu pai desistiu da idéia, Mais estas coisas não justificavam o ódio que ela demonstrava ter por Thalis.

Ele então retribuiu meu sorriso um pouco desconfortável.

–oi..

Ele continuou me olhando e respondeu com cautela
–oi..

Sorri.    –posso jogar com você?

Ele olhou para Teresa que corria bem distante gritando o seu nome. Rimos a vendo parar ofegante.

Perguntei novamente.  –posso?

Falou quase sem voz.  –pode..

Joguei a bola nele e ele segurou e jogou de volta correndo, joguei a bola de volta para ele e corri gargalhando. Quando Teresa pegou fôlego voltou a correr em nossa direção pedindo Thalis para parar e voltar. Mais ignoramos.

 Der repente ouvimos passos detrás de mim, paramos e olhamos. Ficamos preocupados ao ver meu pai E ele nos encarou.

Ficamos paralisados Indaguei preocupada.
 Percebi que Teresa havia parado de correr e gritar o nome de Thalis.

Meu pai sorriu pedindo para que jogasse a bola para ele. E sorrimos aliviados e Thalis jogou a bola meu pai pegou e arremessou-a em mim e começamos a correr.
 Depois de alguns minutos de brincadeira estávamos ofegantes meu pai ainda mostrava muita energia, quando ele jogou a bola em mim com a força cai na grama e comei a rir. Eles gargalhavam ao mesmo tempo pegando fôlego para a próxima brincadeira.

Levantei-me com dificuldade sentei na grama vendo o semblante dos dois mudarem, estavam sérios. Olhei para trás.

Minha mãe estava de braços cruzados encarando meu pai, quando me olhou parecia ter visto um fantasma.

–mais o que?! O que Vocês Estão fazendo? O que esse bastardo esta fazendo perto da minha filha Toni???

Ele respirou fundo não respondendo.

Ela veio em minha direção.   
–Levanta! Anda vamos Ermine!    Puxou-me para levantar.

A corrigi desde nova.   –é Mine mãe.. é Mine..

–deixa as crianças brincarem. O que tem demais?

Questionou meu pai.

–minha filha não vai ficar perto deste bastardo! Vem Ermine!

Levantou-me forçada.
–não mãe! Ele não é bastardo!
Tentei retirar sua mão do meu pulso.

O olhei e ele esticou os lábios sorrindo.

–Deixa ela Brincar Amyone.. Solta, deixa a menina..
Insistiu meu pai.

Gritou alterada.  –não!

Ela me sacudiu.   -já disse que não te quero com esse garoto! Não falei Ermine!?

–para mãe! Me solta! Eu gosto dele mãe! Me deixa brincar, por favor!
Implorei aos prantos.

Ela ignorou pegando forte em meu braço querendo me tirar daquele lugar.

–Pai! Pai! Pai! Me solta mãe! Pai! Por favor, não deixa! Pai! Thalis! Thalis!
Meu pai nada fez.

Gritei enquanto ela me puxava pelo braço no caminho em direção ao meu quarto. Estávamos as duas alteradas.

–me solta mãe! Eu gosto muito dele! Eu amo o Thalis! Por que você nunca me deixa brincar com ele por que? Me solta!

Tentei me jogar no chão enquanto me arrastava até o quarto, todos os servos olhavam tentando entender o que estava acontecendo.

Ela usava toda sua força para me arrastar.

–você está dizendo besteiras! Atrás de besteiras! Você é uma criança! E criança não gosta desse jeito! Eu não te quero perto dele!

Gritou conseguindo arrancar minhas mãos da primeira estante da minha frente.

–por favor, mãe! Deixa-me falar com ele!! Por favor, mãe!
Fiquei desesperada, não conseguia entender!

Ela usou toda sua força conseguindo com dificuldade abrir a porta do quarto e me jogou para dentro dele Me fazendo cair com as mãos e joelhos no chão, meu cabelo caiu sobre meu rosto.

–Sem falar com ele não vou conseguir viver!     Gritei meio aos soluços do meu choro.

Ouvi um ruído de fivela de cinto. Objeto que somente era usado por meu pai. E senti uma dor profundamente forte em minhas costas enquanto ela pronunciava suas palavras pausadamente dizendo que não me queria perto dele. As seqüências eram tão fortes que perdi minhas forças e cai de vez no chão.
 Ela se retirou trancando a porta e continuei chorando tentando encontrar pelo menos um motivo que me convencesse que deveria ficar longe dele. Porque não podia ter um amigo como ele?

Chegou a madrugada por estar sem sono fui até a janela de meu quarto olhar as estrelas e me apoiei sentindo dores fortes nas costas, lembrei-me que além das dores que sentia não poderia mais falar com Thalis e senti vontade de chorar novamente.

–Ei! Mine!      ouvi sussurros.
Parei aos poucos de chorar olhando para onde vinha a voz de Thalis.

–Thalis?   Olhei em volta.

–aqui na árvore!    Sussurrou.
Então enxerguei entre os galhos da árvore enorme que ficava próxima a janela.

Perguntou.  –você esta bem?

–agora estou..

–não liga para que sua mãe diz sobre mim.. Estou bem assim. devo tudo ao seu pai. E ele é um senhor muito bom. Então não vale a pena ouvir o que sua mãe diz sobre mim. Sei o que eu sou.

–como consegue não odiá-la? Ela é tão cruel com você!
Falei indignada.

–sua mãe nunca gostou de mim. Mas isso não significa que também nunca gostei dela.

–não entendi..     Falei e me distrai.

–disse que isso não significa que não goste dela. Ela só está equivocada pelos motivos errados. Jamais faria mal para você ou te influenciaria em algo que te prejudicasse..

–eu sei..    Sorri esquecendo-me da dor.

Ficamos em silencio por alguns segundos.

–eu sei que poderia ir embora se quisesse.. Eu só não poderia dizer isso ao seu pai. Ele me quer aqui.

–o que? Ir embora?
Preocupei-me.

–ele disse que precisa de mim.,. Mais. De vez enquanto sinto vontade de saber, quem são meus pais. Porque eles me deixaram nesse lugar..

Olhou para o céu.

–eu sei que seria egoísta, se falasse que também queria que ficasse.. Sei que o certo é você ter um pai e uma mãe e saber quem são e viver com eles..
Olhei triste.

–é..    Olhou-me completando.
–mas às vezes não sei por que não tenho coragem de fazer isso. Não tenho coragem de me afastar deste lugar..

 Ele ficou em silencio pensativo me olhando por alguns segundos e cortou o silencio.
–você, estava chorando?

–por isto, minha mãe não quer me deixar falar com você, me recusei fazer a vontade dela E ela me repreendeu.

Seus olhos encheram-se de lagrimas.

–não deveria ter feito isso.. Ela não vai entender, será em vão. Sempre.

–estou cansada. Eu quero poder te dizer boa tarde na frente dos outros!
Ele esticou os lábios.

–eu estou te fazendo mal..

–o que? Não! Não esta!
Falei indignada com se pensamento.

–estou sim. Por minha culpa ela te repreendeu e esta assim por minha causa. Ela tem razão.
–razão? Ela quem fez isso! Agitei-me.

–então, quem esta sofrendo é você e por minha causa..
Disse triste.

Preocupei-me com suas conclusões sendo formadas em minha frente.

–não. Para com este pensamento, Isso foi ela que causou!

Ele ficou em silencio olhando para o céu.

–você precisa.
Respirou fundo se corrigindo.

-Nos precisamos. Dar um basta nisto, não quero ver você sofrendo.. Para o seu bem E para o meu precisamos deixar de serem amigos. Precisamos evitar a Campânia um do outro.

-Não.    Sussurrei deixando uma lágrima cair.

–precisamos Mine. Não te quero ver assim.. Desculpe-me tudo que lhe causei..

Ameaçou a descer a árvore.
–não Thalis! Por favor. Não..    Minha voz falhou.

Desceu a árvore ignorando-me.
–Thalis! Thalis!    Olhei para baixo e ele desceu.
Ele me olhou e correu.

–Thalis! Thalis!    Sussurrei deixando as lágrimas caírem.

Encostei-me na parede perdendo todas as forças fui até a cama e não percebi meu sono chegar.

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2º Capitulo

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