30 maio 2014

Fanfiction: "Um Amor Maior Que Eu" - Capítulo 44: Hate To See Your Heart Break



Capa: Érica Rocha
Texto/Fic:  @Rafaela_Vargaas
Beta: Letícia Monteiro
Música Tema: Hate To See Your Heart Break - Paramore 




Abri meus olhos lentamente, enquanto acostumava meus olhos a pouca luz que adentrava o quarto pela janela. Bocejei e joguei minha mão direita para o lado a fim de encontrar Liam, mas encontrei apenas o vazio ao meu lado. Levantei a cabeça e me apoiei em meus cotovelos, varri meus olhos pelo quarto e encontrei a porta do banheiro aberta, o meu vestido jogado no chão, um dos pares de meu sapato em cima da cadeira e o outro próximo à próxima de entrada. Foi aí que minha memória retornou para mim, mergulhada em dor e decepção. Lembrei-me da noite anterior: fui para um jantar romântico com Liam, vi Taylor com outra, briguei com Leticia Monteiro, bebi muito vinho Merlot, Liam me trouxe para o apartamento e eu passei mal. Em instantes tive a vaga lembrança de sentir uma lagrima dele cair em meu rosto enquanto eu tentava dormir.

Senti-me péssima por estragar tudo. Eu não sabia por que fiz aquilo, eu não deveria ter dado à mínima, deveria ter ignorado, mas não fiz o que deveria. Na verdade, nunca faço o que eu deveria realmente fazer.
Uma dor forte martelava dentro de minha cabeça, o que me fez sair de meus devaneios. Era uma dor que parecia dobrar meu cérebro, desordenar e repetir o ato várias e várias vezes. Apertei os olhos e comecei a olhar mais uma vez o ambiente a minha volta. Ao meu lado, no criado mudo, encontrei um pedaço de papel. Sentei-me na cama e o peguei.
“Fui até a lavanderia lavar meu terno e o restante de minhas roupas, já que você fez questão de deixar seu “rastro” sobre elas. Chegarei antes mesmo de você acordar. Amo-te. Liam.”.
- É, está atrasado – balbuciei.
Ao levantar-me da cama senti uma tontura repentina me dominar, fazendo com que eu me sentasse novamente para me recompor ao estado normal. A minha cabeça doía muito, coloquei minhas mãos em sua volta e a prensei, a fim de fazer a dor minimizar, mas as tentativas tornaram-se inúteis.
Coloquei-me em pé mais uma vez, e dessa vez tentando me manter equilibrada. Caminhei até o espelho banheiro e minha aparência estava pior do que nunca: os cabelos bagunçados com os cachos amassados, olheiras rochas e fundas, margens dos olhos avermelhados, pele ainda mais branca e a boca esbranquiçada num tom arroxeada no contorno.
Tirei minha roupa imediatamente e entrei no chuveiro com água fria, tento uma vaga lembrança ao sentir a água cair sobre meu corpo. O que lembro foi de Liam me dando banho na noite passada, após chegarmos em casa. E eu é claro, estava em um estado ridiculamente precário.
Demorei cerca de 30 minutos no banho e logo depois coloquei uma calça jeans, regata branca e meu All Star preto e velho. Penteei meus cabelos, tentando deixa-los o mais decente possível, passei uma maquiagem básica para tentar esconder os resquícios que a noite anterior me deixou.
Ao sair do quarto juntei meu vestido e meus sapatos do chão, os guardando em cima de minha mala. Arrumei a cama, abri a janela do quarto e sentei-me na varanda.
A brisa do vento pegava suavemente em meu rosto, deixando-me um pouco mais relaxada, mas a dor de cabeça ainda pairava sobre mim. Fechei meus olhos e tentei me distrair o máximo para não sentir a dor, mas ela piorava a cada segundo.
Atrás de mim ouvi o barulho da porta sendo aberta e logo depois sendo fechada de novo. Os passos se tornavam cada vez mais perto de mim, e quando o sujeito apareceu na porta da varanda, mesmo não o vendo, eu senti o cheiro voar pelo ar. Era Liam.
- Você já deveria ter esperado isso de mim – falei ainda com os olhos fechados.
Senti Liam passar ao meu lado, sentar-se na outra poltrona e sua mão recostar-se a minha. Alguns minutos de um silencio mortal de instalou ali.
- Eu sinto muito – finalmente abri os olhos para vê-lo.
Seus cabelos loiros voavam com o vento, os olhos semicerrados me encarando e a boca retorcida.
- Esta tudo bem – ele disse por fim, a voz rouca como nunca.
- Não, não esta – balancei a cabeça negativamente e fechei os olhos novamente.
- Olhe para mim – Liam segurou meu rosto com as mãos – Eu te amo.
Permaneci com os olhos fechados, concentrando-me em não deixar as lágrimas escorrerem, mas as malditas caíram. Eu tentei responder, mas um nó surgiu em minha garganta e me impediu.
Em seguida ele já estava me aninhando em seu peito após sentar-se ao meu lado. Eu já estava sentada em seu colo, um de seus braços passava por minha cintura, uma mão pousada sobre minha perna e a boca colada no alto de minha cabeça, depositando beijinhos leves.
Ele me segurou em seus braços tempo suficiente para que eu me acalmasse e parasse de liberar as lágrimas indesejadas. Eu as odiava assim como odiava a mim mesma.
- Eu também te amo – falei assim que o nó saiu de minha garganta e me permitiu a falar.
Ele abraçou-me ainda mais forte e eu passei os braços por seu pescoço.
- Eu só queria entender o porquê daquilo ontem a noite – ele sussurrou.
Afastei-me dele na distancia certa para que pudesse olhar em seus olhos, mas permanecer com os braços em seu pescoço. Eu buscava por palavras certas enquanto encarava suas íris azuis cintilantes.
- Por que sou uma idiota – murmurei.
Ele deu de ombros e me encarou, mostrando-me que queria saber a verdade – não que o fato de eu ser uma idiota fosse mentira.
- Eu vi Letícia – falei num tom alto o bastante para que ele me ouvisse.
- Você o que? – ele arregalou os olhos.
- Eu vi Letícia quando fui ao toalhete – expliquei – E nós discutimos.
- Vocês o que? – ele gritou.
- E ela pediu para que eu ficasse longe de você.
- Ela o que? – ele gritou novamente.
- E ela estava com – fechei os olhos – Taylor Lautner.
Abri os olhos para enxerga-lo e tudo o que eu conseguia ver era a face dele apavorada e parecendo estar com um ponto de interrogação enorme desenhado em seus olhos. Ele me encarou por dois minutos, balançou a cabeça e empurrou-me um pouco para trás. Os olhos começaram a ficarem avermelhados e a boca começou a entorta-se. Doía-me vê-lo assim. Em questão de segundos uma lagrima desceu rapidamente por seus olhos. Limpei-a com meus dedos e sai de cima dele.
- Eu sinto muito – cochichei quando me sentei ao lado dele, sentada em cima de uma das minhas pernas para que eu pudesse vê-lo.
Esperei alguns minutos para que ele pudesse se acalmar, mas não olhei para o seu rosto. Quando vi seu peito mexer-se calmamente, mostrando-me que estava respirando normalmente, esperei que ele falasse algo, mas nada saiu de sua boca.
- O que Letícia é sua? – perguntei assim que tive coragem.
- Nada – ele murmurou tão baixo que mal pude ouvi-lo.
Dessa vez eu o encarei esperando que ele falasse a verdade. Seu rosto virou-se para mim e ele bufou.
- Eu e ela namoramos – ele disse – Mas não demos certo. Eu terminei com ela, pelo mesmo motivo que acabei com as outras.
Um golpe forte pareceu atingir meu peito, cortando-me em mil pedaços. O motivo era eu.
- Vocês namoraram por quanto tempo? – perguntei.
- Quase um ano – a voz dele saiu ainda rouca – Mas tudo acabou há quase dois anos e ela ainda insiste em ficar comigo.
- E vocês nunca retomaram?
- Não – ele engoliu em seco – Eu fui o primeiro dela, talvez seja por isso.
Agora fui eu que engoli em seco. Tudo fazia sentido agora.
- E eu nem posso me livrar dela, pois ela trabalha para meu pai e frequenta quase sempre a minha casa em negócios – continuou – Mas eu não sinto mais nada por ela e eu deixei claro.
- Eu não sei o que dizer – falei quando o vi fechar os olhos.
Talvez fosse por isso que Letícia agia daquela maneira. Desde a primeira vez que a vi no Natal, já notara um comportamento estranho da parte dela e ainda mais a forma como ela me jogou aquelas palavras ontem à noite. Ela amava Liam. Ela sabia de mim e de Taylor graças às drogas daquelas revistas de fofoca. Ela tinha raiva de mim por estar com seu primeiro amor. Ela estava apenas me dando o troco de tudo, sem nem eu mesma saber o motivo no inicio.
- E você ficou daquela forma por que viu Taylor com outra – ele disse abrindo os olhos e me encarando.
Baixei a cabeça e não falei mais nada, o nó em minha garganta voltou mais uma vez. Eu podia sentir o seu olhar sobre mim pedindo por respostas, mas não disse nada. Depois eu acabei assentindo com a cabeça sem tirar meus olhos do chão.
- Mas foi um impulso – falei.
- Quando se tem amor os impulsos acontecem sempre – ele disse, fazendo-me erguer meu olhar para ele.
- Eu não o amo – cochichei.
- Não faça isso com você – ele disse me fitando.
- Isso o que? – arqueei uma sobrancelha.
- Não minta para você mesma – ele finalizou, levantando-se da poltrona e ficando de pé de costas para mim, em frente à sacada, com as mãos no corrimão.
Segurei as lagrimas mais uma vez e dessa vez elas me obedeceram. Eu não disse mais nada. Fiquei ali por alguns minutos, depois fui até ele.
- Mas eu te amo – sussurrei enquanto o girava para ficar de frente para mim.
Ele virou-se e de repente estávamos nos beijando. Um beijo que mais parecia um pedido de desculpas da parte dos dois. Eu não queria mais mentir para ele, eu queria sinceridade daqui em diante.
Separamos nossos lábios com selinhos e a essa altura a dor de cabeça já havia sumido. Senti meu estomago roncar e disse a Liam que iria até a lanchonete buscar algo para comermos.
- Volto já – falei antes de fechar a porta.
Segui rumo ao elevador que ficava ao fundo do corredor. Apertei no botão que indicava ao primeiro andar e aguardei alguns minutos até a porta abrir-se novamente.
A lanchonete não estava muito cheia, tinha apenas uma fila de mais ou menos vinte pessoas e o restante estavam sentados nas mesas. Peguei uma bandeja e comecei a servir comidas para mim e Liam. Eu não sabia do que ele gostava, então peguei as mesmas coisas que nós geralmente comíamos, talvez ele também gostasse. Quando cheguei ao fim da fila um garçom me mostrou onde ficava o balcão. Enquanto eu buscava pelo dinheiro que estava no bolso de trás da minha calça jeans eu pude jurar que vi Taylor no fundo da lanchonete, mas isso só podia ser mais um devaneio meu. Paguei pela comida e segurei a bandeja com cuidado enquanto eu caminhava novamente para o elevador.
Antes de dar meu ultimo passo para fora da lanchonete eu tive a certeza de que aquilo não foi um devaneio. Taylor estava sentado numa mesa ao fundo, de uma forma que ficava de frente para onde eu estava, vestindo uma camisa polo preta e os cabelos lindamente desajeitados. Em sua frente Letícia estava esboçando certo charme para ele, eu pude notar isso ao ver o sorriso cafajeste surgir no rosto do moreno que eu amava.
Eu odiava o destino com todas as minhas forças. O destino era um crápula.
Senti algo crescer dentro de mim, o que distingui como raiva. Agora não era raiva do destino, mas sim daqueles dois que estavam se divertindo em minha frente. Corri até o elevador não olhando mais nenhuma vez para eles. Eu batia meu pé no chão enquanto esperava ansiosamente que o elevador chegasse até o andar em que eu desejava. Assim que a porta abriu eu continuei correndo, abrindo num rompante a porta da suíte em que eu estava antes, fazendo Liam me olhar assustado.
Eu não pensei duas vezes antes de largar a bandeja sobre o criado-mudo e sentar-me sobre Liam, em cima da cama.
Eu o beijei ferozmente, buscando pela borda de sua camisa e a puxando para cima, deixando seu peito nu.
Ele me beijou com a mesma intensidade, puxando minha camisa e beijando meu pescoço.
- Eu te amo – falei sentindo seu corpo relaxar em baixo de mim após minhas palavras.
Eu percebi todos os meus sentidos evaporarem e me restando apenas o prazer de estar com Liam Evans.

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2 comentários:

  1. A cada capitulo que passa me apaixono mas por Liam...queria que eles ficassem mais tempo juntos msm torcendo para vela com Tay.mas ers paea vc fazer um Liam mais cafajeste, assim vai ser difícil não gostar dele.

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    Respostas
    1. Eu tentei, mas não consigo imaginar um Liam (Chord) cafajeste suahsuhshuahsuahsu Fico feliz que esteja gostando, beijos :*

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