10 junho 2014

Fanficion: O Plebeu - Capitulo 3 - Comemoração do Reino de Dãneín


Fanfic texto/FAN ARTS Designer: Jessica TLM/@JESSICA_KELI
Ermine Dãnein:

Tomei café em silêncio na mesa com meus pais e alguns convidados importantes de outros reinos distantes.

Chegou a noite estava tudo arrumado para a festa, os convidados chegavam para a comemoração de mais 1 ano do Reino Dãnein.


 Estava sentada em meu quarto, esperava Teresa terminar de pentear meu cabelo.

Olhei para o espelho insatisfeita.
–Preciso mesmo fazer penteado no cabelo?

Olhei para ela entre o espelho.
–foi ordens de sua mãe..

Suspirei vendo colocar a pequena coroa em mim.
 Estava incomodada com o penteado.

–Não aguento. Desculpe-me Vou retirar Dona Teresa..

Retirei a presilha.
–não. Não faz isso menina. Esta tão linda!

–desculpe-me estragar seu trabalho.
Sacudi o cabelo.

–não tem problema. Mais sua mãe irá se zangar com você.

–deixa. Ela vive resmungando mesmo.
Sorri.

Desci as escadas indo direto ao Jardim, estava noite e percebi que as flores e folhas ficarem pálidas devido a mudança das estações.
 Passei as mãos nas folhas confirmando que o inverno chegava. Estalei a língua odiando a idéia. Percebi que Luz ao lado havia se acender. Olhei para cima e avistei um lugar mais alto, se subisse as escadas daria para ver o campo todo. Sorri decidindo ir até lá.

Consegui ver o campo todo e vi todas as luzes terminarem de serem acesas em volta do campo.
Ouvi passos e olhei para baixo 
Ouvi a voz de Thalis fazendo meu coração acelerado.

–Senhorita Ermine. 
–diga Thalis.    Mantive-me seria.

 Já estava farta de tentar me entender com aquele que um dia já foi meu amigo. Uma princesa nunca havia sentido tanta frieza de um homem.

–Seus pais estão aguardando sua presença no salão real.

Olhei para baixo.
–esta bem, Diga que já irei.

Indaguei tentando deixar de sentir um bolo em minha garganta. Não suportava vê-lo me tratando desta forma.
 Respirei fundo voltando a mexer nas folhas agarradas a parede. E percebi que ele ainda estava ali. Olhando-me sem parar.
 O encarei e depois abri os olhos querendo entende-lo porque não havia se retirado, Ele não era de fazer isso.

–o que foi?    Perguntei.

Ele despertou-se um pouco assustado e olhou para os lados, parecia não estar muito bem.

Preocupei-Me.
–você esta bem?
Desci os degraus apressada.

Ele passou suas mãos no rosto com o olhar distante.
–Thalis? –ficou estranho der repente.   Perguntei chegando a sua frente.

despertou-se mais uma vez dando um passo atrás.
Incomodei-me. Agora Virei algo contaminador? Virei um monstro?

Estranhei e testei minha impressão dando um passo a frente e ele deu dois para trás.

–o que é isto? Esta louco? Sou um monstro para não chegar perto de mim?
Irritei-me enquanto ele parecia não se sentir bem. E olhou para o chão.

Alterei-me.
–não quer chegar perto de mim?!

Ele sussurrou.
–desculpe-me eu..

O interrompi gritando.
–para com isso! Quem é você?

Ele fechou seus olhos sussurrando.
–não sou nada..

Arrependi-me por ele ter interpretado mal.
–não.  Controlei minha voz mais não as lágrimas.  –não foi desta maneira que quis dizer.

–quem é você agora afinal?!  Cadê o garoto que conhecia? Não reconheço..

–Pessoas mudam E aquele garoto Não existe mais. Eu sou assim agora.
Falou baixo.

–não!
Falei firme, já havia visto ele conversar alegre por varias vezes no palácio com a filha do Soldado FOX.

–você não é esse que esta nesta armadura! Você nunca mudou! Você só mudou comigo! Ou pensa que não vejo? Que eu não sei!

 Diminui o tom de voz mais me mantive revoltada com o seu Desprezo.

–Seu problema é não aceitar o fato de me ver assim como sou agora!
Encorajou-se a me enfrentar.

–lamento se não lhe agrado desta forma.

Cansada de sempre ter que insistir olhei nos seus olhos.
–para de mentir..

Senti as lágrimas escorrerem.    –Eu vejo no seu rosto o quanto esta mentindo..

Ele se curvou em gesto de honra
–lamento se dei esta impressão Senhorita Ermine..

Meu coração apertou muito forte, vendo que depois desta conversa sua reação piorava. Ele mal se importava com o que estava pronunciando agora.

Se retirou.
E senti tanta angústia sofrendo tanto por alguém que me evitava o tempo todo, sentia tanta falta dele.

Tentei ficar calma, deveria ir se não me procurariam. Chegando a entrada do palácio todos os soldados formaram um corredor.
 Respirei fundo tentando mostrar serenidade, passava por eles ouvindo a formação de suas espadas enquanto andava, e ele estava ali o último em formação, ele nem se quer ousou me olhar.

Fui em direção aos meus pais sentados no trono. E eles desfaziam a forma voltando há aproveitar a festa.

Ouvi uma música começar lentamente. Ouvimos passos fortes e olhamos na direção, chegava todos os rapazes e moças convidados de outros reinos. Eram Plebeus e Plebeias enviadas de extrema confiança de cada rei que chegava. Eram chamados de damas e cavalheiros de honra de cada família real.

Preocupei-me olhando Thalis. Mais estava distraído com seus colegas, outros soldados como ele.

Minha mãe me despertou.
–mais! O que fez com o seu cabelo? –ordenei um penteado!

Sussurrou ela como se estivesse gritando.
Joguei o olhar para cima.

–estava me incomodando e tirei.

–você É Uma burra!.
Mostrou-se furiosa. Abri os olhos assustada com sua irritação exagerada.

Meu pai se intrometeu. –Amyone, por favor, deixa a menina..

–Vamos nos juntar com os convidados, Venham
Levantou-se pegando nossas mãos.

Meus pais recebiam convidados importantes, enquanto estava ao lado deles, prestava atenção em todas as Plebéias juntas em um local, era ridículo mais era impossível passar despercebido meu medo de vê se aproximar de alguma delas, Não sei se estaria pronta para aceitar.

Sentia-me em um campo minado. Tentei disfarçar o Maximo, Olhei para Thalis do outro lado aliviada vendo os soldados juntos dele.

Princesas conhecidas chegavam e acenei esquecendo-me um pouco dele.
 Tentei prestar atenção na conversa dos meus pais, sorrindo artificialmente.

Ao olhar para frente avistei 4 Plebéias se aproximarem deles. Havia 4 soldados entre ele Thalis, minha tensão estava cada vez mais forte.

–você esta bem filha?
Despertou-me a voz de meu pai.
Indaguei preocupada se estava aparentemente bem por ele notar.

Tentei desviar o olhar para meu pai.   –sim pai, estou.

Ele olhou para  direção que estava olhando.

–você esta bem mesmo? Quer subir para o quarto filha?

Cortou minha mãe, como sempre
Decidindo tudo por mim.
–não! Nem pensar, esta musica é linda Vamos aproveitar!

Meu pai me estudava.
–esta bem mesmo Mine?

Olhei e todos começavam apreciar a música que começava.
 Casais se formavam para a dança, o desespero tomou conta de mim fazendo-me sentir uma tontura leve.
 Fiquei atenta para os que se formavam. Minha atenção foi cortada por uma voz nunca ouvida pelos meus ouvidos antes, me fazendo atenta ao nosso lado.

–Rei Toni e Rainha Amyone, me permitem convidar a princesa Ermine para uma dança?

Olhei assustada querendo saber quem era aquele rapaz. Olhei para meu pai.
–claro..    Respondeu meu pai olhando para mim.

Minha mãe abriu um sorriso ao vê-lo pedir minha mão para me levar até os outros casais.

Então imaginei que fosse príncipe de algum reino muito poderoso, minha mãe jamais sorriria desta forma se não fosse.
 Ele era de aparência atraente, Pele branca, olhos azuis, cabelos lisos de cor dourada, um pouco curto caindo alguns fios em sua testa deixando sua aparência mais agradável.

Segurou minha mão convidando-me a caminhar em direção a todos que começavam a dançar.

Antes de começar, olhei para Thalis.

–vamos?    Despertou-me.

-Claro..    respondi aliviada vendo Thalis distraído entre seus colegas.

Aproximamos nossos corpos, e ele sorriu.
–obrigado por dançar comigo.

–Tive escolha? Não ouvi perguntar há mim..
Sorriu sem graça assustando-se com a resposta.
–na verdade não.. Mas prometo que na próxima vez irei convidá-la pessoalmente.   Riu.
–agradecerei muito..    Sorri.

Ele rodou-me delicadamente.

–Como se chama o reino que onde você mora?

–Anarion..   sorriu.

–E como se chama?    Ri.

–Felipe.. Felipe Anarion.

–desculpe-me Felipe por não saber o seu nome, prometo que não irei esquecer.

Ele perguntou com cautela.
–posso fazer uma pergunta?

Contagiei sua risada  –já fez.

–verdade..    rodou-me mais uma vez.
Parei de sorrir.   –pode fazer.

–você já foi prometida há algum reino?
Mostrei-me assustada com a possibilidade de Felipe estar interessado em mim, sua pergunta queria dizer que ele estaria interessado em ter comunhão com Dãnein e para ter comunhão com Dãnein deveria casar-se com a Herdeira dele.
 Um príncipe ao casar-se com uma princesa fazia com que os dois reinos se misturassem ficando cada vez mais fortes economicamente, fazendo com que os reinos em volta virem dependentes dos maiores. Muitos reinos vivem por vários anos sem união e quando os filhos crescem o reino se preocupa em ter comunhão, mas os grandes reinos como Dãnein eram apressadamente procurados antes de nossos nascimentos..
Lembrei-me do que já havia ouvido de todos.

Afastamo-nos como a dança pedia.
–Sim, nunca os vi, São de longe, Na verdade minha família idealizava um menino, mas como sempre fui totalmente rebelde.. Nasci princesa.
Sorri fazendo-o rir

Quando nos aproximamos.
–E se seus pais mudassem de idéia?

–impossível, quando meu pai faz uma promessa jamais deixa de cumprir, ainda mais sobre algo tão sério.

–você sabe o nome do reino?
Estranhei as suas perguntas e desconfiei.

–O reino de Herreiro..

pareceu ficar confuso, e sorriu artificialmente.
–Herreiro? Vocês sabem?

–como assim?
Sorri.

Cortou meu interesse de saber.
–E se estivesse nascido homem? seria prometida á quem?      

Brinquei  –prometido?

–Ao Reino Narcis. Mais graças a Deus ela é minha amiga..
Ele riu.

Já sabíamos que todos nos olhavam, Seu olhar rodou o salão sentindo que alguém nos observava intensamente e der repente senti o mesmo que ele fixou o seu olhar por detrás de mim e virei para olhar.

 Fiquei nervosa por ver Thalis nos olhando, voltei olhar Felipe que ainda insistia em encará-lo.

 Ao virar-me novamente, percebi que Thalis pedia licença aos seus colegas para se retirar e ainda continuava nos encarar.

Indaguei preocupada voltando a terminar a dança com Felipe que já havia esquecido.

Depois de vê nos olhar, não estava me concentrando em nada. Mostrava-me tensa.

–o que houve Princesa Ermine?
Indaguei tentando evitar transparecer minha tensão.

Continuávamos dançando, permaneci atenta aos passos de Thalis que cada vez ficavam distantes. Percebi mesmo longe, virar para nos olhar pela última vez e retirou-se de nossa visão.

Quando a música acabou agradeci pelo convite e saí apressada.

 Respirei fundo pensando em como nunca havia visto desta forma. Olhei o salão real, meus pais estavam ocupados então segui o lugar onde sabia que ele estaria. Caminhei calmamente enquanto até sair da visão de todos e depois corri conforme meu desespero.

Quando cheguei ofegante próxima a direita, Uma cena havia acabado com meu semblante de serenidade, a sensação de ter tomado um soco na boca do estômago.

 Aquela Plebéia filha do soldado FOX. Estavam tão próximos, ela estava com uma de suas mãos no rosto de Thalis.

Tentei me retirar sem que me olhassem mais já era tarde demais, confrontei seus olhos segurando minhas lágrimas.
 Ela tirou sua mão do rosto dele e deu dois passos em minha direção parecendo vir me saudar, Mais antes que minhas lágrimas caíssem me retirei correndo.

Entrei na primeira saída que encontrei que levava aos fundos do palácio, corri em direção ao meu quarto percebendo minhas lágrimas caindo em meu rosto.
 Ouvi Teresa me chamar enquanto corria pelo corredor chegando a porta do meu quarto.
–Mine! Mine!                    Parei de correr e encostei minha testa na porta esperando ela chegar.

–o que foi? Por que saiu correndo assim?
Ignorei chorando.

–Estou falando com você mocinha..
Bateu o pé no chão.

Virei-me sem forças para tentar explicar alguma coisa.

Assustou-se vendo meu semblante.
–Nossa! O que houve Mine? Aconteceu algo?

–só preciso Dormir..    Sussurrei.

Olhou-me nos olhos parecendo estudar meu estado.
–esta bem minha filha. Vou pedir um dos soldados para avisar que você subiu..

Indaguei secando as lágrimas aliviadas por não precisar descer.
–obrigada..    Tentei sorrir abrindo a porta.

 Sentei-me na cadeira pensativa e angustiada por não poder fazer nada, sabia que este dia chegaria, mais não sabia que seria tão doloroso. Daqui alguns anos teria que ir para Herreiro e mesmo que os reinos se misturem será impossível de vê-lo.
E ele tinha todo o direito de ter sua família. Chorei percebendo que minha dor aumentava ainda mais. Era evidente o amor que sentia por ele, ouvi uma batida na porta e ignorei, não queria falar do meu sofrimento há ninguém.

 Agora entendia minha mãe, será que era esta angústia que queria me fazer evitar? Era um amor proibido, não tinha nenhuma alternativa.
 Uma Princesa deve ser casada com um príncipe. Um Plebeu deve ser casado com uma Plebéia.


Suspirei pela dor em meu peito, deitei na cama e adormeci fazendo minha dor amenizada temporariamente.

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