03 junho 2014

Fanfiction: O Plebeu: Capitulo 2 - Lembranças da infância

Fanfic texto/FAN ARTS Designer: Jessica TLM/@JESSICA_KELI

É só me recompor
Mas eu não sei quem sou
Me falta um pedaço teu

Preciso me achar
Mas em qualquer lugar estou
Rodando sem direção eu vou

Morcego sem radar
Voando a procurar
Quem sabe um indício teu

Queimando toda fé
Seja oque Deus quiser eu sei
Que amargo é o mundo sem você

Você me entorpeceu
E desapareceu
Vou ficando sem ar
O mundo me esqueceu
Meu sol escureceu
Vou ficando sem ar
Esperando você voltar

Escrevendo minha própria Lei
Desesperadamente eu sei
Tentando aliviar
Tentando não chorar
Por mais que eu tente esquecer
Memorias vem me enlouquecer
Minha sentença é você.. 


Por Thalis:
 A decisão que tomei em deixar de sermos amigos há 12 anos atrás, pesava em minha consciência como se, esta decisão estivesse sido recente.
 Lembro-me Depois daquela noite. A tarde de ir até a frente do palácio, havia muitas pessoas por toda parte, soldados do Rei Toni estavam em volta de uma carruagem. Tentei enxergar mais minha visão estava limitada  devido há muitos adultos. Entrei no meio delas com dificuldade para saber o motivo do aglomerado naquele local. Vi que a Carruagem partia percebendo que nela estava Ermine, para onde iria? 
Em choque pela notícia depois da partida, minha atenção foi cortada por uma conversa de duas servas do palácio confirmando que Ermine deixaria o reino para estudar línguas em outro reino que pertenciam a parte da família de sua mãe.

Indaguei preocupado tentando manter a calma Respirava cada vez mais forte sai correndo esbarrando em todos. Corri procurando Teresa, era a única que poderia me dar certeza desta minha conclusão que já era evidente.

Abri a porta apressado totalmente cansado de correr.

Teresa estava mexendo na panela ao ver meu estado preocupou-se. E abaixou.
 –o que houve meu filho? Porque esta assim?

Uma lágrima dos meus olhos caiu.
Perguntei com medo de sua resposta.   –Mãe, a Mine.. ela esta indo embora?

Ela me olhou entristecida me fazendo entender. E outras lágrimas vieram.
Abraçou-me alisando minhas costas.

–sinto muito meu filho.. Ela precisará ficar longe por um bom tempo.
Apertei mais forte mostrando o quanto estava mal.

 Estive mal por vários anos, os primeiros foram terríveis, o que me sustentou crescer foi saber que um dia ela voltaria, duraram estes terríveis 12 anos.

 Entre 12 anos de distância, lembro-me da vez que finalmente virei um soldado oficial do reino de Dãnein. Estava com 17 anos.

 Quando me alegrei pelo acontecimento, pensei o que Ermine me diria, E por sentir sua falta caminhei tranquilamente para ver o lugar que tanto ela adorava. Passeava entre o labirinto de diversas flores que lembravam ela. Podia imaginar suas cantorias, o cheiro das flores, tudo finalmente amenizava quando visitava aquele lugar.

–Thalis?     Ouvi por detrás e me virei.

Era Greice filha do soldado FOX, estava recentemente no castelo por que sua mãe havia falecido. Greice precisaria completar 18 anos para casar-se E aparentemente esperava ansiosa.

–porque você sempre vem para este lugar?    Perguntou mostrando sua curiosidade.

Tentei mostrar calma e dizer algo convincente para a situação.

–me aclama..

Olhou-me desconfiada e sorriu.
Por várias tardes e noites que conseguia tempo, estava naquele jardim amenizando mais minha saudade. Greice sabia onde me encontrar me fazendo Campânia E sempre querendo saber mais da minha motivação de estar ali.

 No mesmo mês que completei 18 anos pela data que me encontraram nos portões de Dãnein.
 A tarde, estava mais uma vez entristecido lembrando-se dos aniversários em que ela havia me dado os parabéns mesmo escondido de sua mãe. Caindo dos meus próprios pensamentos fazendo minha realidade ser mais forte, Respirei fundo e continuei caminhando naquele jardim.

 Sentia cada vez mais o seu perfume, ao me virar uma das colunas do jardim avistei Ermine virando-se para ver quem entrava, ela estava linda, com 18 anos totalmente diferente de quando tínhamos 6. Seus cabelos dourados estavam mais longos, sua pele branca e seus olhos verdes me fazendo admira-la esquecendo de quem era.

 Indaguei preocupado por estar ali. Tentando segurar toda minha aparência feliz de finalmente vê-la.

Seus olhos brilhavam com as lágrimas que aparentemente cairiam. Reparou-me de armadura e correu até há mim.
–Thalis!

Abraçou-me forte. –Thalis! Não acredito que estou te vendo!

Meu coração se alegrou de ouvir mais não pude retribuir seu abraço. Respirei fundo fazendo com que meu corpo usasse a razão, mostrando a ela que não havia mudado nada da decisão de 12 anos atrás.

 Prometi que não causaria nenhum mal. E não voltaria atrás principalmente vendo Ermine tão grande e tão linda.

 Senti o soluçar do seu choro e seu rosto pesarem meu ombro. Estava na hora de mostrar mais para esclarecer o que devia ser. Segurei minhas lágrimas tentando dar um passo atrás. Percebi que seu choro era por não corresponder seu abraço.

–Não. Por favor, Thalis..
Soluçou fazendo meu coração apertar.
 Respirei fundo pegando todas as forças racionais dentro de mim. Estava na hora de mudar por ela. Se antes soubesse do sofrimento que estávamos passando, não teria tido sua amizade quando criança e tudo que estávamos passando neste momento seriam evitadas.

Finalmente me afastei e me posicionei em sua frente como deveria. Ela era uma princesa.

Ela me olhou esperançosa querendo acreditar que me enganei.
–Thalis, sou eu a Mine.   Suas lágrimas caíram fazendo meu coração doer.

–desculpe-me pelo o que aconteceu agora princesa Ermine.
Curvei um pouco a cabeça.

–Thalis, porque esta dizendo isto?

–porque tenho de respeitar aqueles como seu pai, sua mãe e a senhorita.

Ela estudou minha frieza por alguns segundos.

–você mudou muito. Não consigo acreditar..
 –Eu.. ela mostrou-se cautelosa,  Respirou fundo. –pensei tanto em você, pensei em quando ia te ver.

Seus olhos foram piscados por várias vezes parecendo querer secá-los. Meu coração estava totalmente apertado. E ela se retirou atordoada.

Pude finalmente deixar de mostrar minha frieza. Respirei fundo me encostando-se à coluna, já sem forças chorei, estava doendo demais para controlar.

 Desde sua chegada Ermine tentou se entender comigo, mais mostrei frieza até fazê-la desistir. E não dirigimos a palavra um ao outro. Somente o necessário, procurei estar do outro lado do palácio.
 Lembro-me de precisar ir até o rei Toni que estava ao lado que Ermine costumava ficar e encontrei Ermine e suas duas primas que estudaram do seu lado todos esses anos. Estavam naquele jardim.
 Por um momento parei um pouco distante para olhá-la distraída conversando com suas primas.

 Elas estavam bem alegres, ela sorriu para uma delas e olhou em minha direção deixando de sorrir aos poucos. E suas primas pararam para olhar para trás, tentei ser o mais normal possível e me retirei da vista delas.

 Segui em frente e Parei perto da coluna encostando-me as costas, não poderia entrar no reino com o semblante entristecido. Olhei para o céu e me despertei com a conversa delas.

–Mine.. Você já percebeu como este soldado olha você?
Disse uma das suas primas.

Mine se mostrou surpresa pela pergunta.  –o que?

–não sei não. Ele te olha tão intensamente, é diferente..
Retrucou a outra.   –ele é lindinho né?

–que isso gente.. Ele é como se fosse um irmão de criação, isso é impossível..

–não sei.. Você viu como ele estava te olhando?
Insistiu sua prima.

–não..

–esta cega?
Suas primas gargalharam.

Sua prima pronunciou. –ele é muito bonito, não me importaria se ele estivesse com esses olhos em mim!

A outra se corrigiu.  –Ele é lindo. Mas acima de tudo é um Plebeu, não poderíamos nem pensar nesta possibilidade.

Sorri ouvindo aqueles absurdos, quando dei meu primeiro passo, desisti ao ouvir.

–E você Mine, o que acha dele?
Encostei-me as costas novamente na coluna.

–Não sei o que penso.. ele mudou tanto comigo, fomos criados aqui no mesmo lugar, gostava tanto dele.. Mas ele mudou muito.

Pronunciou em tom malicioso.  –gostava de que jeito?

Pareceu preocupada.
–não. –apesar de a minha mãe querer nos proibir de falarmos um com o outro, sempre conseguíamos dar um jeito.. Ele era um ótimo amigo.. Era esperto, maduro para um garoto da sua idade.. Mas antes de ir para o reino de vocês, tivemos um problema onde tivemos que parar de nos vermos. Na verdade acredito que sair do reino foi idéia da minha mãe, porque ela conseguiu o que queria. Deixá-lo longe de mim..

Suspirou uma de suas primas. –isto não parece bom.. Porque nunca nos contou?

–porque não sabia que ver ele novamente iria mexer tanto comigo..

Elas pronunciaram um ar surpreso.
E me senti da mesma forma surpreso com o que ouvia.
Indaguei preocupado com meus sentimentos, fazendo-me odiar quem sou. Porque nasci Pebleu?!

Fechei os olhos segurando as lágrimas novamente, mas mesmo assim caíram sobre meu rosto.

Ainda ouvindo tentei controlar minha tensão.
–não queria que me tratasse da maneira que vem me tratando..

Respirei fundo olhei para o céu.

–parece que ele não me conhece. Eu sou a mesma! E ele não parece..

Senti um nó na garganta pensando o quanto sentia alegria somente em saber que estava de volta. Mal sabia que sua volta fazia o palácio ter cor ter mais vida para mim.

Sai antes que me vicem.
 Depois de me distanciar, encostei-me na primeira parede, estava desesperado pelas coisas que ouvi dando-me conta que sempre fui apaixonado por Ermine. As princesas nasciam prometidas á outro reino E nunca poderia ter um futuro com ela. O seu futuro já estava feito.
 Sentia meu rosto arder por chorar tanto, sequei as lágrimas e senti uma mão pesar em meu ombro.
 Olhei, e o rei Toni sorriu ao perceber meu semblante e se preocupou.

 –O que foi meu filho? Amyone tem te provocado novamente?

–Não senhor. Me desculpe por ter lhe preocupado.

Ele sorriu novamente.
–Te considero muito e é meu Dever me preocupar.

Tirou a mão do meu ombro.  –Não sei o que houve, mais acho deve saber que tenho muito orgulho de você. e não se sinta mal pelo o que os outros venham dizer.

Sorri me distraindo com sua consideração.
–queria tanto ter te criado como filho. Mais não entendo a Amyone.

–A Rainha Amyone esta certa.. Não deveria entregar seu reino ao filho de um estranho..

Ele ficou serio.
–não diga essas coisas Thalis, não sabemos quem são seus pais. Mais não te vejo desta forma.

Sorri lembrando-me de alguns dias atrás quando estávamos a noite treinando no campo. Estávamos usando diversas espadas novas.

Gritava enquanto batia sua espada contra a minha.  –Anda Thalis! Seja rápido!

Tentei usar toda minha força, mais ele desviava muito rápido.

–Mais rápido!
Vibrou a minha espada pela força que ele batia contra a minha.

–isso rapaz! –esta melhorando!

Falou incentivando-me a rodiá-lo.

–anda!   Gritou querendo encorajar.
Respirei fundo e fui com toda força para derrubá-lo no chão.

Não percebi a forma rápida que colocou o seu pé e me fez cair com toda força no chão.
Respirei com dor.

Gritou.   –não foi o seu melhor.. Levanta!

Levantei devagar sentindo muita dor na perna enquanto ele trocava as espadas na mesa.
Eram muitas, sua coleção de espadas era única. Levantei-me de vez ainda ofegante.

 Vi pegar a maior espada. E me chamou para perto da mesa cheia de espadas.

–é isto que quero te ensinar. O seu adversário sempre terá intenção de te matar e é isso que vai dificultá-lo a pensar, você será diferente, pensará antes de agir e nunca irá de cara para matá-lo, ele espera por isso.

Entregou-me a espada escolhendo outra.
–Você precisará usar a espada somente como símbolo, na mente dele somente a espada irá derrubá-lo. Sua vantagem está bem ai.

Olhou-me nos olhos.
–E quando derrubá-lo mate, mas se for necessário.

Sorriu.
–então, vamos lá.

Posicionamo-nos. E me incentivou.
–não tenha medo. Vai.

Comecei com força ao ponto de sair faíscas.
–boa! Mais não use toda a sua força agora, você se cansará rápido. Anda!

Gritou me encorajando a continuar.
–isso!    Sorriu a me ver conseguir fazer tudo que me ensinou.

Comecei a cansá-lo como era para ser feito. Percebendo sua dificuldade de respirar fiz o mesmo que me ensinou para derrubá-lo rapidamente.

Quando caiu com toda força no chão fiquei impressionado comigo mesmo. E ele levantou rindo.

–Parabéns! Você conseguiu derrubar o Rei.
Rimos.

-Só não conta para ninguém.
Gargalhamos.

–Se conseguiu me derrubar imagine qualquer outra pessoa do reino?
Sorri.

–senhor, me desculpe.
Sorri entregando a espada para que ele coloca-se na formação certa de sua coleção.

–Não precisa se desculpar Thalis. Estou te ensinando o que sei E você fez certo. Juntou o que sabe com o que te ensinei E isso Somente os grandes homens sabem fazer.

Ele me olhou.
–queria poder ter te criado como filho. Mais você sabe que fiz a vontade de Amyone, infelizmente não somos nós príncipes que escolhemos com quem se comprometer para virar Rei de um reino, se pudesse com certeza teria me casado por amor e poderia então ter te criado.. aí iria casá-lo com uma princesa como Amyone.
Rimos.

–Mais o se o senhor casa-se por amor, com certeza iria querer me casar por amor também se não seria injusto.  Ri

Ele gargalhou.
–Você esta esperto demais.

Ficou serio.
–Acredite, foi uma vontade não realizada, mais para mim te considero como filho, você me lembra cada vez mais há mim.

Orgulhei-me de ouvir.

–Obrigado, ouvir isto me deixa muito contente de saber que pareço com o senhor. Pós não há outro homem humilde e guerreiro como o Rei de Dãnein.
E ele sorriu mais em seguida pareceu se lembrar de algo que o deixou sério.

–Thalis, quero que você guarde o que vou dizer em ordens certas..

Não entendido Mas confirmei que guardaria.

–São 4 coisas..    Colocou a mão em meu ombro.

–Primeiro, tenha honra quem te honra. E aqueles que acompanham aquele que te honra.

Continuei atento.
Pausou tirando a mão do meu ombro.

–Segundo, seja fiel em todos os seus deveres, seja fiel em Tudo.

–Terceiro, lute por aqueles que você protege, Arrisque a vida por eles se for preciso.

–quarto, faça o que tem que ser feito. Mesmo que seja contra a sua vontade.

E ele sorriu.
–Sim senhor, guardarei estas palavras. Porque tudo que o senhor diz é lei.
Retribui seu sorriso.

–Mais não é só porque é Rei e sim porque o senhor é muito importante para mim. eu lhe devo muito, Em toda minha vida não terei como agradecer por tudo.

–só seja fiel rapaz. Só seja fiel. Para que o dia que te confiaste algo muito importante. Saberei que fiz a escolha certa.

Entendi que ele se referia seu reino, e me preocupei.
–desculpe-me senhor, mais preciso lembrar que Sua esposa nunca aceitou minha existência neste palácio, e ela não me aceitaria ficar no seu lugar. Então com respeito à Rainha eu jamais aceitaria receber esta honra.

–não meu rapaz. Engana-se ao pensar isto. Não entregaria algo que no momento você não possa cuidar.. Mais se um dia for necessário será. E não recusará o teu rei. Ou recusará?

–não senhor.. Farei sua vontade.

–então. Não se preocupe com nada com o que não é necessário.

–sim senhor.

–vem! Ajude-me guardar as espadas.


O Rei Toni era diferente de qualquer Rei, Era um homem Humilde, bondoso, diferente da Rainha que não perdia chances de humilhar não só há mim como todos que trabalhavam e viviam naquela casa. Era notório Ermine parecer com seu pai.

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