17 junho 2014

Fanfiction: O Plebeu - Capitulo 4 - O dever de Príncipes


Fanfic texto/FAN ARTS Designer: Jessica TLM/@JESSICA_KELI
Arrumava-me de manhã cedo para o café da manhã, meus olhos não escondiam a vermelhidão. Olhei-me pelo espelho e lamentei ter que descer assim.

 Tomando café em silêncio, percebi o quanto meu pai me olhava e me mostrei sem jeito olhando para o café.

 Minha mãe mostrou-se furiosa por ontem a noite.
–o que te fez pensar que poderia sair da festa?

Respirei fundo antes de responder.
–não estava me sentindo bem.
O olhar de meu pai em mim fez-me estar com os olhos para baixo.

Ironizou.  –estava cansada do que Ermine?

Corrigi.  –é. Mine mãe.. só Mine.

Irritou-se.
–estava cansada do que Mine? –como foi o combinado Ermine?!

Respondi baixo.
–ficar a festa toda com vocês.

–e você ficou?
Fiquei em silencio.

–por isto ficará o final do verão inteiro sem ver o seu lindo jardim de perto e nenhum servo irá poder cuidar dele.
Arregalei meus olhos.

–mais mãe, mais minhas rosas irão morrer! Não mãe!

Meu pai ainda me olhando se meteu no assunto me defendendo.
–é demais Amyone, deixarei pelo menos os servos cuidarem do jardim dela.

Respirei aliviada.
–aé?     Perguntou irritada.

–já esta o suficiente para ela, não sairia por besteira se nos prometeu.. Não é mesmo Mine?
Sorriu para mim.

–sim pai.
Sorri sem jeito por não ter cumprido uma promessa a ele e mesmo assim ser gentil comigo.

 Depois de passar um mês, minha repreensão de estar sem poder ver meu jardim havia acabado, mais todas as folhas estavam pálidas cobertas pela neve que chegava, me entristeci.

  Pensei em como havia passado um mês e ainda não havia visto Thalis, era como se não vivesse no palácio, já estava conformada, apesar de todo amor que sentia por ele, sabia que seria impossível ser concretizado, meu dever era se casar com o príncipe de Herreiro que nunca havia visto na vida. Isso era para o bem do meu reino, por aquele povo que acreditava tanto em meu pai.

 Entrei entristecida para a sala real, e dois soldados de confiança do meu pai se retiravam, Soldado FOX e GUILHERMO.
 Meu pai estava de costas, corri até ele e abracei fazendo-o rir. Ele virou-se para mim e seus olhos estavam entristecidos.
–pai? Estava chorando?

Respirou fundo antes de responder.
–é que de ser tão forte, me sinto fraco às vezes.
Tentei sorrir.

–mais o senhor é o homem mais forte do mundo.
Elogiei rindo.

E ele tentou rir.
–mais todos os homens têm falhas, até os mais fortes minha filha..

Respirei fundo.
–o que esta acontecendo pai? Nunca vi o senhor desta forma.

Ele respirou fundo parecendo cauteloso nas suas palavras.
–o reino minha filha, esta na hora de todos saberem que precisamos de mais para manter.

Estranhei ao ouvir. –o que quer dizer com isto?

Ele respirava pesado cada vez mais.
–nosso reino pode estar em crise.

–Mais o senhor nunca se aproveitou do nosso poder, sempre fez tudo certo.

–não é por isto minha filha.. Todos os reinos dependentes de Dãnein estão crescendo muito rápido e deixando de serem dependentes do nosso reino, fazendo com que virem concorrentes, fazendo nossas economias caírem muito. Estão se formando cada vez mais reinos maiores economicamente, e soube neste momento que tudo que envolva o reino de Dãnein esta sendo interrompido e ainda não sabemos o que aconteceu.

Uma lágrima dos seus olhos caiu. Abracei ele forte totalmente preocupada.
–nossos povos querem ajudar, mais será em vão..

Indaguei sabendo a decisão que meu pai deveria tomar.
Afastei-me vendo seu semblante totalmente entristecido.

–minha filha..
Indaguei mais uma vez sabendo o que diria.

–você terá que ir para Herreiro..
Suas lágrimas caíram fazendo as minhas caírem.

Sussurrei  –não pai..não..
Ele me abraçou fazendo-me chorar por ele ter que tomar aquela decisão tão cedo.

–desculpe-me filha.. Entenda que é para o bem de nosso povo, não queria fazer isto com você. Mais todos os reinos estão cumprindo o dever de se unirem.

Solucei em seu ombro tendo consciência disto.
–Sei que não quer ir, mais também não queria isto.

 Sabia que se não aceitasse teria uma crise em nosso reino fazendo perdermos posses por ataques de reinos maiores, pós se não pagássemos impostos todo nosso povo sofreria ataques dentro do nosso próprio reino provocando caos como muitos outros reinos antes de acabarem.

–quando isto acontecerá?
Corrigi-me. –quando precisarei ir?

–Em breve minha filha.. Se não nosso povo morre de fome ou de ataques dos que cobram impostos maiores.

Assustei-me com tanta informação em minha mente de uma vez só.

Estava preocupada com o povo de Dãnein.

Depois da confirmação que todas as exportações e importações do reino de Dãnein estavam interrompidas. Meu pai foi sincero com todo o povo de Dãnein e comunicou que já havia enviado alguém para avisar da minha chegada em Herreiro.
 Todos eram muito gratos pelo meu pai, e se ofereceram a ajudar entregando tudo que tinham de valor no palácio.
 Em três semanas todos os soldados estavam prontos para qualquer ataque surpresa e ao mesmo tempo trabalhavam preocupados, havia uma fila imensa em volta do castelo, todas aquelas pessoas humildes estavam dispostos a salvar o reino entregando tudo que tinham.
 Meu pai estava me privando de todos os assuntos para não me preocupar, então fui escondida para frente do palácio sem que todos me enxergassem, precisava saber de alguém.

Um senhor franzino saía do palácio com as mãos vazias.
–Ei! Senhor!    Sussurrei.

Ele procurou a voz e sorriu a me ver.
–ô, princesa Ermine!   Posicionou em gesto de honra.

–não precisa.    Tentei impedi-lo mais já era tarde, olhei para os lados para ver se algum soldado havia me visto.

–porque querem tanto ajudar?

–porque o Rei é um homem bom, honesto, nos ajudou muito. E agora ele precisa de ajuda e nós também.

Olhei com olhar de ternura.
–você irá para o reino de Herreiro, não é mesmo?

Mostrei-me sem jeito, todos eles queriam ajudar o reino, se sacrificavam de alguma coisa especial para eles mais eu que sou princesa não queria sacrificar o amor que sentia por Thalis, Um Plebeu que já não se importava com minha existência.

Ele despertou-me.
–isso vai salvar a todos, seu gesto é tão bonito quanto o de seu pai. Eu tenho orgulho de fazer parte deste reino..  
Sorriu olhando para o céu. Tentei sorrir vendo se retirar.
  
Fui em direção ao meu jardim, Desde quando descobri que deveria seguir, me despedi todos os dias.
  Todos os dias corria por ali, andava aproveitando e admirando tudo que cresceu junto comigo. não queria me esquecer de nada.
Sai do jardim entristecida com a minha consciência que a cada vez que passava o tempo, mais tinha vontade de ficar, enquanto deveria sentir prazer de ajudar o povo que dependia de mim.

 Passei apressada pelo corredor de dentro do palácio e desacelerei ao ouvir uma voz do outro lado do corredor.

–isso é ridículo Thalis! Sabe que preciso de você!
 Era a voz da Plebéia Greice, filha do soldado FOX que vivia temporariamente no palácio junto aos empregados que se chamavam servos.

–Sinto muito, é meu dever.

Ela gritou.
–seu dever? Thalis, você pode pedir outra soldado! Não quero que vá!

Indaguei preocupada.
Pronunciou calmo.  –Se é necessário fazer o que o rei pediu, vou fazer e irei voltar!

Ouvi barulhos de espadas, parecia que as guardava. Fiquei atenta.

A voz de Greice falhou.  –mais esse palácio não tem graça sem você!

O silêncio fazia dor em meu peito, ela gostava dele.
Completou.
–pena que o seu não é sem graça sem mim..

Gritou.  –então vai Thalis! Vai! Você vai acabar sozinho..

Diminuiu o tom de voz.  –você esta cego! Será que não percebe quanto amo você?

Provocou-me tontura ao ouvir o que Greice dizia. Respirei fundo achando que não poderia me sentir pior. Mais me enganei ao ouvir.
–também te amo Greice..

Soltei um ar surpresa fazendo minhas lágrimas saltarem, Fechei os olhos controlando minhas emoções, me retirei antes que me encontrassem.

 Minha dor nunca foi tão forte, parecendo que não aguentaria. Fui até meu jardim novamente ainda tremula secando as lágrimas que insistiam em cair, tomando a decisão dentro de mim que iria para Herreiro e nunca mais pensaria em Thalis.

Olhei para as folhas, para o céu e pedi a Deus para aquelas sensações serem amenizadas.

 Ainda pensando no que havia ouvido, Lembrei das vezes que estive perto daquela Plebéia e não estávamos bem.

Assim que cheguei de volta um ano atrás Teresa e algumas servas estavam ajustando um vestido novo em meu corpo.
 Senti alguém me olhar, Quando olhei em direção ao meu sentido Greice desviou o olhar se e retirou.

 Teresa também olhou então a perguntei.
–quem é ela?

–É filha de um soldado antigo do seu pai. ela esta no reino há alguns meses. Eu estou cuidando dela por um tempo.

–e porque ela veio?

–a mãe dela faleceu recentemente.

Estranhei.  –viu como me olhou?

Teresa respirou fundo.
–vou ser sincera Mine, ela havia amado o seu vestido, vestiu achando que era para ela, por ter visto em cima de minha cama.

Olhei para onde ela havia saído, enquanto elas ajustavam pensei em entregá-lo para ela, tinha vários, não me faria falta e poderia ganhar uma nova amiga. A naquela noite coloquei sem sua porta.
 Depois de alguns dias, estava a noite em meu jardim e ouvi passos se aproximarem por trás, Era Greice que estava com a caixa do vestido em suas mãos.

–oi..

Olhei para suas mãos.

Seu semblante parecia irritado.

–vim entregar isto.
Passou para meus braços.

–por quê? É para você, ouvi que você gostou muito dele..

Ela respondeu fria.

–não, obrigada.

–porque não quer?

–não posso me dirigir há tanto senhorita Mine. Desculpe-me.
Forçou sua honra e se retirou apressada.
 Depois disto passamos ser mais indiferentes do que deveríamos e com o tempo ficávamos muito mais por vê ela sempre ao lado de Thalis.

  Meus pensamentos foram cortados por um barulho do cavalo se aproximando.

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