08 junho 2014

Fanfiction: "Um Amor Maior Que Eu" - Capítulo 45: Sonhando Acordada


Capa: Érica Rocha
Texto/Fic:  @Rafaela_Vargaas
Beta: Letícia Monteiro
Música Tema: Daydreaming - Paramore




E mais uma vez os toques quentes e carinhosos de Liam fizeram com que eu pedisse mais dele. Eram quase quatro horas da manhã e eu ainda estava acordada, com o rosto recostado no peito nu de Liam e com duas cobertas nos cobrindo por conta do frio. Meus pés estavam entrelaçados aos dele, seus dedos acariciam meus cabelos, e mesmo ele estando dormindo, o calor de seu corpo também me esquentava.
Era incrível como eu me sentia bem depois de usufruir de momentos prazerosos com Liam. Era como se tirassem todos os problemas de cima de mim e me deixasse apenas à paz.
E ali, do nada, no silencio da noite, a lembrança da noite que vi Taylor com outra me voltou à mente. Ele passou o aniversário com ela. Eu nunca imaginei que Taylor pudesse arrumar outra mulher tão depressa, talvez ele pensasse isso de mim também, mas eu já conhecia Liam. E eu não gostava da ideia de saber que Letícia estava com ele apenas para se vingar de mim e de Liam.
Eu não queria me importar com Taylor, mas sem querer, eu me importava.
Fiquei alguns minutos olhando para a face tranquila de Liam enquanto ele dormia como uma criança, para afastar-me daqueles pensamentos. Conforme eu olhava mais para seu rosto, mais lembranças voltavam em minha mente, dessa vez eram lembranças de quando ainda éramos pequenos. Eu nunca imaginei que um dia eu estaria deitada na mesma cama que Liam depois de fazermos amor. Eu sempre o vi como uma criancinha inocente e agora ele estava ali, me provando que era mais do que eu imaginava.
- O que houve? – ouvi a voz de Liam chegar aos meus ouvidos quase num sussurro.
Levantei meu olhar para olha-lo e ele estava me fitando. Eu não conseguia enxergar muito bem seu rosto no escuro, apenas tinha uma pouca visão pela luz do abajur que nos iluminava.
- Nada – falei e tateei em meio ao escuro com minhas mãos até seus cabelos.
Senti uma de suas mãos segurar meu queixo e seus lábios encostaram-se nos meus por alguns segundos, mas depois ele fechou os olhos novamente e adormeceu. Fiquei o observando por mais alguns segundos e depois me levantei da cama.
Comecei a dar passos retardados pelo quarto diante do escuro, procurando alguma coisa que desse para escrever. Em cima da cômoda tinha um pequeno bloco de notas com uma caneta ao lado e os peguei. Fui para a varanda com um cobertor enrolado no meu corpo, segurando o papel e a caneta e sentei-me em uma das cadeiras.
O vento frio batia em meu rosto descoberto, fazendo-me ter leves calafrios em minhas costas. Meus cabelos balançavam um pouco, então os amarrei em um coque improvisado e fechei meus olhos por alguns instantes.
E foi como se aquela varanda, aquelas cadeiras, aquela mesa de centro e aquele cobertor sumissem de perto de mim, e fossem substituídos pelo meu antigo quarto no Brasil, com minha cama, que eu costumava escrever minhas musicas e com minha mesinha de estudos, onde eu guardava meu caderninho musical, o mesmo que nunca mostrei a ninguém.
Comecei a deixar meus dedos rolarem pelo papel, escrevendo trechos, a letra meio torta por eu estar no escuro e com frio, a imaginação de estar no meu antigo quarto ainda em minha mente, os meus sentimentos finalmente sendo liberados e tudo acontecendo naturalmente. E a minha inspiração de sempre: o nativo americano.
Li novamente a letra da musica e eu não contive as lagrimas que ficaram aglomeradas em meus olhos. Foi como se eu tivesse voltado no tempo, quando eu ainda era uma simples fã de Taylor Lautner e ainda não tinha provado de seu veneno. Mas eu ainda o amo, independente de qualquer coisa.
Olhei novamente o papel depois que terminei de escrever, cantei mentalmente e dobrei o papel em várias partes, levando-o novamente para dentro do quarto e o escondendo dentro de minha mala.
Eu tinha grande sonho, o mesmo que se tratava de mostrar minhas musicas e meus sentimentos para o Mundo, e eu nunca conseguiria isso sem correr atrás. Eu estava decidida.

***
Alice, acorde” ouvia a voz de Liam sussurrar em meu ouvido. Abri os olhos e a primeira coisa que enxerguei foi um telefone quase encostado no meu rosto e era o loiro que estava o segurando. Arqueei uma sobrancelha e ele colocou o telefone em minha orelha.
- Alô? – falei quase que inconscientemente.
- Lice! – uma voz animada, masculina e familiar ecoou no outro lado da linha.
Pigarreei e permaneci em silencio. O sono era forte de mais para eu conseguir distinguir tudo ainda e muito menos saber de quem se tratava apenas pela voz.
- Sou eu, o Will – ele disse.
- Ah – falei finalmente voltando ao normal – Oi Senhor Will!
- Só Will – disse do outro lado da linha.
- Oi Só Will – sorri.
- Como você está?
- Eu estou bem e você? – falei mesmo sabendo que não estava bem.
- Eu não estava muito bem por que achei que nunca mais acharia uma boa voz pra Big Machine Records novamente – ele falou, a felicidade estava perceptível em sua voz – Mas eu achei e sou o homem mais feliz da face terrestre agora.
- Ooh, que boa noticia! Quem é a felicitada da vez?
- Ela se chama Alice Araújo – ele disse apenas isso e depois ficou em silencio, esperando alguma reação minha.
Abri a boca num O e apertei meus dedos na coberta o mais forte que consegui. Eu estava sem reação. Meu coração parou. Eu não sentia mais meus pulmões trabalharem. Eu não estou acreditando. Pude ver Liam abrindo um sorriso em minha frente e o silencio nos rondar.
Lagrimas começaram a cair loucamente por meu rosto e o loiro em minha frente limpava-as e continuava sorrindo. Depois de alguns minutos percebi os sentidos voltarem a mim. Eu estava sorrindo e chorando ao mesmo tempo.
Tudo o que eu mais sonhei durante anos estava se realizando ali mesmo, da maneira menos provável que eu imaginei. Eu tinha uma chance batendo em minha porta exatamente neste exato momento e eu não a deixaria ir embora. Nem que isso for a ultima coisa que eu farei em minha vida. 
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