11 julho 2014

Fanfiction: "Além Da Vida" - Capítulo 8


Capa: Jéssica Kelly
Texto/Fic:  Lela Matuskellah
BETA: TLM

Não demorou muito para que eu dormisse e entrasse em um sono profundo e logo algumas imagens apareceram, no inicio distorcidas, mas que aos poucos foram tomando forma. Eu me via dentro do carro, como se a cena estivesse se repetindo.




Ouvi aqueles mesmos gritos, mas dessa vez eles me apavoraram, as mesmas pessoas desesperadas, fiquei apavorado com tudo aquilo e resolvi descer e dessa vez ver o que era, e no caminho o mesmo senhor me segurou pelo braço.



–Se eu fosse você eu não iria lá. Está cheio de gente e se você aparecer imagine a confusão.

–O que ouve, porque essa gritaria?

–Um acidente feio meu jovem. Um caminhão passou pelo sinal vermelho e pegou uma moto em cheio e mais alguns carros.

–Meu Deus! Eu disse em choque.

– Se eu fosse você eu voltaria daqui enquanto ainda dá.

Reviver aquilo tudo outra vez estava sendo um pesadelo, algo me dizia pra ir até lá e ver o que estava acontecendo, era como se algo muito forte me chamasse, então tomei coragem e fui.

Conforme eu me aproximava, meu coração ia se apertando mais, eu estava apavorado, algo me dizia que eu não iria gostar do que veria ali, mas mesmo assim eu fui. Logo avistei a frente do caminhão todo arrebentado, alguns carros batidos, outros virados de rodas pra cima e o que mais me chocou foi ver uma Ducati vermelha e preta toda destruída, perca total, com certeza o motoqueiro não havia sobrevivido.

Avistei pessoas gritando e pedindo socorro, outras imóveis no chão, a cena era horrível. Avistei alguns paramédicos dando atenção pra uma pessoa mais a frente, até que eles pararam o que estavam fazendo, falaram algo entre eles e logo eles se levantaram, e um deles pegou um lençol e colocou em cima da pessoa, provavelmente era o motoqueiro.

Assim que fui me aproximando comecei a ouvir os comentários deles:

–Nossa ela era muito bonita, que forma trágica de se morrer. Disse um dos paramédicos.

–Tente achar o celular na mochila dela, temos que avisar os familiares.

Sem perder tempo me aproximei e vi o corpo ali estirado e em volta muito sangue, até que ouvi um dos paramédicos dizer:



–Dansky. Emanuelly Dansky. Disse o paramédico.

– Emanuelly Dansky... - Me arrepiei inteiro em pronunciar esse nome, então me aproximei do corpo e me ajoelhei, eu estava tremendo, algo me dizia que eu não iria gostar do que iria ver.

Fui me aproximando vagarosamente, eu estava com medo, mas fui em frente e assim que retirei o pano meu mundo desabou, era como se tudo o que acreditava ser bom desaparecesse. Entrei em choque ao ver a motoqueira e caí sentado, eu tremia inteiro.

– Não! –Eu gritava aos prantos. –Não pode ser!

Eu não queria acreditar no que estava vendo diante dos meus olhos, mas como isso é possível? Sem perder tempo me levantei e corri até meu carro, se a cena estava se repetindo eu ainda tinha alguma esperança, mas ao virar a esquina não havia nada lá, “ELA” não estava lá. Sem perder tempo corri pra minha casa, eu não estava muito longe, mas a trajetória estava demorando mais que o normal, parecia que eu nunca iria chegar, eu corria feito louco desesperado pelas ruas e depois de um bom tempo finalmente eu havia chegado a minha casa, eu tinha que entrar e constatar com meus próprios olhos.



Quando eu finalmente conheço o verdadeiro significado do amor, ele me é tirado assim violentamente. Eu havia encontrado a mulher que preencheria todos os vazios da minha vida, mas ela estava escapando por entre meus dedos.

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