23 julho 2014

Fanfiction: A filha do chefe - Capítulo 06: Enterro



― Eu queria te agradecer por tudo que você está fazendo por nós... ― ele me interrompeu antes que eu terminasse a frase.

― Não precisa Elena, eu gostava do seu pai, gosto da sua mãe e... Gosto de você também! ― dei um sorriso de leve. Talvez se ele me dissesse isso em outra circunstância, eu poderia encarar isso como uma cantada, mas não ali, não naquela hora no meio do cemitério.



― Me deixa terminar... ― pedi. ― Você largou a sua vida só para cuidar da gente, se não fosse por sua ajuda... ― olhei para minha mãe que parecia um zumbi e tornei olhar novamente para ele. Meus olhos estavam repletos de lágrimas e meu rosto todo molhado ― Eu não sei há quanto tempo você está ao lado da nossa família, mas agradeço por todo esse tempo! ― ele então me abraçou forte, e eu retribuo o abraço.

― Só para você saber, seu pai se orgulhava muito de você ― quando ele disse isso enterrei mais o rosto em seu peito e comecei a chorar ainda mais. Então, disse em meios aos soluços um "obrigado".

Alguém nos chamou. Era hora do adeus final. Apesar daquela situação triste, me sentia bastante confortável ao lado dele e arrisquei até a segurar sua mão. Olhava para minha mãe que estava aos prantos, e sendo amparada por minha tia que chorava também. Taylor apertou ainda mais a minha mão, enquanto sussurrava ao meu ouvido: ‘‘força”. Eu olhava para ele e sacudia a cabeça, arriscando um sorriso que quase sempre não saia.
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Mais tarde, amigos e familiares se reuniram em nossa casa para alguns comprimentos de pêsames. Foi quando eu reparei em três senhores de terno, e eu já tinha visto aqueles homens, mas não os reconhecia. Eles discutiam com Taylor desde o cemitério.

― Com licença ― me levantei e minha mãe, que estava segurando a minha mão, apertando-a e me segurando no lugar. Olhei pra ela e disse: ― Eu só vou ali falar com o senhor Taylor, ok? Volto já! - eu sorri para ela e acenei para minha tia. Assumi o meu lugar ao lado dela, e então fui em direção deles e perguntei: ― Desculpe, aconteceu alguma coisa?

― Elena! ― Taylor me puxou para o meio da roda e me apresentou ao grupo. ― Senhores, essa é a senhorita Elena Formam! ― Os homens esticaram as mãos para me cumprimentar e eu fiz o mesmo ― Esse são os sócios de seu pai, você já deve ter visto algum deles aqui ou na empresa?

― Sim, eu já os vi! Eu posso ajudar? Algum problema? ― eu olhava de Taylor para os homens.

― Queremos saber como vai ficar a situação da empresa, agora que seu pai não está mais entre nós - disse um dos sócios.

― Eu disse para eles que aqui não é hora e nem lugar pra isso. Podemos resolver isso mais tarde. ― Taylor sussurrou no meu ouvido.

― Mas, senhor Lautner, precisamos de uma resposta o mais rápido possível ― disse outro homem, o mais novo dos três. Olhei para eles confusa e disse:

 ― Eu não sei que resposta vocês querem, mas, por favor, respeitem a minha mãe! Aqui não é lugar para isso! ― os três se desculparam e então eu concluí: ― Queiram me acompanhar até o escritório! ― virei de costas e todos me seguiram. Ao passar por minha mãe, eu lhe joguei um beijo e soltei um "eu te amo" bem baixinho.

Ao chegarmos ao escritório, disse:

― Sente-se, por favor! ― apontei as cadeiras aos três homens e me dirigi até a cadeira do meu pai. Quando pequena, ficava observando-o sentado aqui nessa cadeira tão imponente, mas nunca imaginei que um dia me sentaria aqui não desse jeito. Falava com uma voz firme igual ao do meu pai ao lidar com os negócios ― Agora me digam o quê está acontecendo, que resposta é essa que os senhores tanto querem?

Eles me explicaram tudo, colocando várias pastas na minha frente. Eu me mantinha calada e quando eu não entendia algo, olhava para Taylor e ele me explicava ou até mesmo ele respondia por mim. Eu os interrompi e perguntei:

― Vocês estão me dizendo que as empresas Formam estão entrando em falência, e para que nós não entremos em ruína total teremos que vendê-las e vocês estão pedindo minha autorização?

― Isso mesmo! ― disse um dos homens.

― Todas! ― eles acenaram com a cabeça. ― NUNCA não essa! ― eu apontei para pasta onde dizia "matriz". ―... Eu não me importo com o que vocês farão com as outras, mas essa eu não vou vender!

― A senhorita estava indo tão bem nessa pose de executiva, mas eu vi que nem com toda ajuda do mundo a senhorita seria uma, porque não volta para o seu mundinho fashion?! ― zombou um dos sócios. Imediatamente fechei a cara. Minha vontade era de voar em cima dele, porém preferi usar a sabedoria de meu pai, que dizia "NESSAS OCASIÕES SEMPRE SE MANTENHA FRIA!" e muito calmamente me levantei, indo em direção a porta a abrindo dizendo.

― Senhores, o senhor Taylor me deixará a par de tudo e nos veremos em breve! ― com certeza meu humor antes não era tão bom, e agora não era um dos melhores para dar continuidade a uma reunião tão importante assim.

Quando saímos do escritório, todos na sala já haviam ido embora. Minha tia ia levar minha mãe para casa dela.

― Querida, tem certeza que vai ficar bem?

― Tenho sim, vai com a tia, a senhora precisa. Eu ainda tenho umas coisas pra resolver aqui.

― Você vai ficar aqui sozinha?

Taylor saiu do escritório nos dando um tremendo susto.

― Se quiser eu posso lhe fazer companhia!

― Ah, por que você não me fez essa proposta antes?! ― eu me aproximei dele ― Desculpe, me esqueci totalmente de você. Eu adoraria sua companhia mais que tudo mais hoje não... Eu quero ficar sozinha.

Ele insistiu, mas eu sinalizei com a cabeça e abri a porta para eles.



― Eu preciso pensar um pouco. Até manhã senhor Taylor! ― dei um beijo em seu rosto, me despedi da minha mãe e da minha tia e entrei me jogando com força no sofá. E depois de tanto chorar, acabei adormecendo ali mesmo.

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