30 julho 2014

Fanfiction: A filha do chefe - Capítulo 07: Verdades


Depois daquele, dia Taylor passou a ser um pouco mais agradável comigo e eu com ele. Ele me ligava todos os dias ou vinha até aqui apenas para nós conversarmos, era só mesmo isso que a gente fazia, no máximo ele me emprestava o ombro para que eu pudesse chorar. A minha mãe estava passando uns dias na casa de alguma de suas irmãs. Ainda não tinha coragem de ir até a empresa, quem estava à frente de tudo era Taylor, mas eu pedi a ele que me explicasse todos os termos e os números dos negócios. Um dia, antes da reunião que decidia á venda das empresas, estávamos reunidos na minha casa em cima de uma "pilha" de papeis.

― Acho que nunca vou entender isso! ― eu olhava para os cálculos enquanto colocava a mão entre os cabelos ― Podemos parar um pouquinho?!

― Você não quer assumir os negócios do seu pai?

Eu estava prestes a responder quando o telefone dele tocou, mas uma vez naquela tarde.

― Atende, vou pegar alguma coisa para beber, quer? ― ele acenou com a cabeça e eu saí. Logo ele atendeu. Não era costume eu ouvir a conversa dos outros, mas estava curiosa para saber quem ligava tanto para ele e ele se derretia todo ao falar. Eu fiquei ali escutando por um tempo. Beatriz era o nome da mulher com quem ele falava, uma namorada ou até a mulher dele! Eu pensei “ele era muito discreto sobre sua vida pessoal”.

― Aqui está seu suco de laranja, seu preferido, estou certa? ― imediatamente ele desligou o celular mandando um beijo de despedida. Me encostei sentando na mesa à sua frente, lhe passando o copo de suco e comecei assim como quem não quer nada a falar ― Sabe Taylor, eu percebi uma coisa eu não sei nada sobre você, você trabalha a tanto tempo para o meu pai, praticamente vive na nossa casa e não sabemos nada sobre você? ― ele apertou os olhos me olhando desconfiança

― E o quê você quer saber exatamente?

― Ah, o básico. Onde você mora? Com quem você mora? ― me virei coloquei o copo em cima da mesa e olhei para ele lhe perguntando o que realmente eu queria saber ― Quem é Beatriz? ― ele riu e eu continuei.  ― Não que seja da minha conta, mas é que ela liga tanto. Por acaso é alguma namorada?

― Ah é isso que você quer saber ― ele pôs o copo ao lado do meu e se ajeitou mais na cadeira, concluindo sério e categórico ― Não, ela não é minha namorada, eu não tenho namorada. Só tem uma mulher na minha vida.

― Quem? ― perguntei já enciumada. ― Então você é casado?

― Não ― respondeu rindo. ― Beatriz é minha filha! ― disse todo orgulhoso.

― Você tem uma filha? ― falei totalmente surpresa. ― Isso sim é uma surpresa! ― passei para cadeira ao lado dele. Taylor pegou a carteira no bolso para mostrar uma foto da menina. ― Ela é linda, se parece com você.
― Quantos anos ela tem? ― disse lhe entregando a foto.
― Seis ― ele respondeu mais orgulhoso ainda enquanto guardava sua carteira e me contava toda a sua vida de antes de conhecer meu pai. Eu ficava o observava encantada com o modo que ele falava da filha. Taylor me tirou de meu devaneio particular ― Agora é sua vez!

― Dê?

― Eu também sei muito pouco sobre você, me conta, por que você é assim?

― Assim como?

Ele dizia que eu não era igual às outras meninas que ele estava acostumado a ver, era mais do tipo "louquinha" como ele mesmo costumava dizer.

― Por que você fala e faz essas coisas? É para chamar a atenção ou o quê? ― na hora gelei com a pergunta, não queria que ele soubesse da verdade, mas depois endireitei meu corpo na cadeira limpei a garganta e comecei.

― A história é longa... ― eu tentava sorrir, mas não conseguia. ― Mas eu vou tentar resumir ela toda pra você ― respirei fundo e recomecei. ― Você sabe que eu não sou filha legítima da Sarah e do Nicolas ― ele fez um gesto negativo totalmente surpreso e eu sorri de novo. ―... Pois é, eu não sou filha deles. Eu fui abandonada pela minha mãe quando tinha apenas um ano de vida eu não conheci meu pai. No primeiro orfanato em que fui morar no começo eu era tratada muito bem depois quando eu completei dez anos tudo mudou. Já não tinha tantas regalias assim e um dia junto com outras consegui fugir, mas a polícia conseguiu nos achar e eu fui parar em outro orfanato bem pior que o primeiro... ― parei e abaixei a cabeça olhando para minhas mãos em meu colo. Taylor me incentivou a continuar e foi o que eu fiz. ― Uma noite um funcionário entrou no dormitório das meninas... ― os meus olhos se encheram de vergonha então eu levantei e caminhei para longe dele.

― E vocês não contaram para ninguém? ― eu dei uma risada irônica e me virei pra ele.

― Até que tentamos, mas em quem você acha que eles iam acreditar: em um bando de meninas órfãs ou num funcionário patrão pai de família?!

― E depois o que aconteceu?

― O óbvio, eu fugi mais uma vez, desta vez sozinha, quando eu encontrei a Sarah e o Nicolas estava com fome e resolvi assaltá-los e em vez de me levarem para uma delegacia a Sra. Formam me levou para casa cuidou de mim, e eu pude sentir o que é ter uma família. É isso essa sou eu agora cheg... ― eu virei para ele e quase o beijei de tão perto que ele estava de mim. Encaramos-nos por um minuto e, estava preste a beijá-lo quando o seu celular tocou novamente. Nós dois demos um passo pra trás

― Desculpa! ― ele disse todo envergonhado.

― Deve ser sua filha ― eu disse indo para trás da mesa, fingindo organizar alguns papeis ― Diga a ela que eu estou lhe mandando um beijo! ― Taylor acenou e atendeu ao telefone.

Depois de alguns minutos ele desligou.

― Hoje é dia de ir ao cinema e ela já está impaciente. Ela também lhe mandou um beijo! ― sorri ainda um pouco tímida e me lembrei dos compromissos inadiáveis de domingo.

― Domingo! Pode ir, filhos zangados às vezes são piores que namoradas zangadas ― eu disse num tom de brincadeira ― Ainda tenho que terminar de entender isso, para manhã!

― Desculpa, você entende né, filhos sabe como é? Mais se você quiser eu... ― acompanhei Taylor até a porta.

― Nem pense nisso. Tem uma garotinha a sua espera e depois eu não quero ser acusada de nada! ― disse brincando e nós dois rimos.

Mas, antes de sair, ele perguntou:

― Elena, eu só não entendi uma. Coisa qual é o "lance" com a matriz? Por que você se opôs a vendê-la e já com as outras...? ― respondi num tom calmo e baixo de mais.

― Foi com ela que tudo começou, o império Forman. Meu pai dizia que aquela empresa era "a menina dos olhos dele"!

― Agora vai, senão ela te mata e de sobra a mim também, por te segurar aqui. Até amanhã Taylor!


Fiquei observando ele sair com o carro e quando ele saiu da propriedade disse olhando seu carro indo longe ― O QUÊ TÁ ACONTECENDO COM VOCÊ ELENA?

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