07 agosto 2014

Fanfiction: Herói de batalha - Capítulo 2: Saudade já é maior que tudo



FIXO Fanfiction  Herói de Batalha



                         Fanfic/ Texto: Daniela Pinheiro

                         Designer: @jessica_keli    

 Capitulo 1: Saudade já é maior que tudo 

Me acordei com a luz do sol, vindo no meu rosto. Olhei para o lado, e Taylor não estava mais. Eu queria ele, só ele, sai ligeiro da cama, e na cozinha, havia um bilhete, escrito à mão.

 “Isabela, eu não estou ai com você. Por favor, não fique brava, apenas quero o seu bem. Tomei a liberdade de trocar a sua roupa e colocar um pijama em você, arrumei as roupas que estavam jogadas no chão, e em cima da mesa, está o seu café da manhã, junto com um remédio para a sua dor de cabeça. Ed ligou para mim, dizendo que seus pais só vão voltar de noite, então aproveite esse dia maravilhoso.  Eu juro que sempre estarei ao lado, e sempre te cuidarei. Eu te amo a cada batida do meu coração.
          Com amor
                              Taylor Daniel Lautner               
              OBS: Seu corpo é lindo, perfeito”.

  Aquela carta fez-me me sentir a pessoa mais especial do mundo, más trouxe consigo a tristeza. Tudo aquilo era verdade? Ou não passava de uma mentira deslavada, afinal por que ele escreveu aquela carta se não estava comigo?
  
Coloquei o bilhete de volta na mesa, e olhei o que tinha para o café da manhã, em uma térmica pequena havia café e três pedaços de bolo de chocolate. Tomei o café da manhã, más a única coisa que eu lembrava era de Taylor... do toque de suas mãos em minha cintura, e de seu beijo provocante e ousado em meu pescoço.

 Fiz os serviços normais, que sempre fazia em casa. Quando fui ver era meio-dia, precisava comer alguma coisa, olhei na geladeira, e ainda tinha um restinho da macarronada que Ed tinha feito. Esquentei e comi, e de sobremesa foi à torta.

 O que eu faria agora? A casa estava arrumada, e na televisão, não tinha nada que preste... Fui ao meu 
quarto e peguei o livro “A culpa é das estrelas*”, fui até a cozinha e comecei ler sem ter noção do tempo. De repente o som da campainha tocando me tirou daquela história linda.

 Abri a porta, e um homem lindo, maravilhoso, com olhos cor de mel, abriu um sorriso. Se abri o portão? Claro. Ele foi correndo de encontro e com as mãos na minha cintura me beijou lentamente, até eu perder o folego.

 - Pode entrar Tay.

 Ele sentou-se no sofá, ligou a televisão e pela primeira vez pude desfrutar de seu olhar malicioso, me convidando para sentar com ele.

- Isa, parece que a cada beijo você melhora, e confesso que estou viciado em seus beijos, como consegue isso?

- Bem... sabe... É que sabe aquele beijo que te dei na varanda... foi o primeiro beijo na minha vida.

- Você era B.V* antes?

- Sim _ falei meio envergonhada, e tentando me esconder no seu moletom azul.

- Também foi o meu primeiro, pois todos os outros não valeram nada, pois o seu, meu amor, foi o mais sincero de todos.

- Não me chama assim, Tay, eu fico com vergonha...

- Essas bochechas ficam tão lindas vermelhinhas._ falou ele se aproximando de mim e dando pequenas mordiscadas.

 Encostei meus lábios na orelha esquerda dele, e a chupei, lenta e demoradamente.

 - Vamos assistir a um filme de terror? _ perguntei 

- Claro, não vai ficar com medo?

- Claro que não._ falei sentindo-me com coragem para enfrentar o meu maior medo. 

 Colocamos o filme Pânico na neve 4, e ainda ele desligou a luz. Mesmo eu morrendo de medo do filme, continuei firme. Afinal, por que eu teria medo se ele estava comigo, como ele mesmo disse “ estaria sempre comigo, sempre me protegendo”.

 Tantos longos anos, chorando por não ter ninguém que me amasse, que me abraçasse sem pedir, e beijar sem ter tempo certo para parar. Agora chegou a hora de eu viver um amor de verdade, sem grandes decepções, ou promessas vazias.

 Eu amo Taylor, nem nada e nem ninguém, vai fazer mudar esse sentimento.

- Calma meu amor_ sussurrou ele em meu ouvido, e segurando em minha mão.

- Por que calma?

- Suas mãos estão tremendo.

- Eu nem percebi_ falei dando risada.

 - Calma ok? Estou te protegendo_ falou ele apertando ainda mais a minha mão.

 Aquelas horas que passei com ele, foram as mais intensas que eu tive, pela primeira vez na minha vida eu não tinha certeza do que viria seguir, só sabia que eu estava fazendo tudo o que queria, sem ter ninguém para me mandar. Acho que ter 20 anos, é assim, ter a própria responsabilidade, e ter certa “ liberdade”.

- Acabou o filme meu amor_ falou ele com uma voz tristinha.

- Por que não fica mais um pouquinho comigo?_ falei abraçando ele.

- Se esqueceu? Os seus pais podem chegar a qualquer momento e não seria bom, se eles chegassem e me vissem aqui. Tenho que ir.

 Ele se levantou do sofá, e em uma tentativa frustrada me joguei para cima dele, e nós dois caímos no chão. Eu acabei ficando em cima dele. Me aproximei dele e comecei a beijá-lo.

- Amor, agora não dá os seus pais podem vir e...

Sai de cima e voltei a sentar no sofá. Ele se ajoelhou em minha frente e falou:

- Você tá braba comigo?

- Não, claro que não. Você está certo, agora não é hora. É melhor você ir logo.

- Promete que vai ficar bem?

- Sim.

 Depois que ele saiu, voltei para a sala e coloquei um filme de comédia, para ver se dava algumas risadas. E funcionou, o filme “Viajar é preciso ” é hilário... e fez me sentir melhor.

 Meus pais chegaram tarde da noite e eu já estava deitada na cama, eu percebi que eles haviam chegado, más preferi não abrir a porta, eles tinham a chave, e eu estava muito cansada.

 Fechei os olhos e adormeci rapidamente.

 Tudo em que eu pensava sempre havia o Taylor, e  isso começou a afetar os meus sonhos, que faziam sentir como se ele estivesse presente comigo.  

 Escutei um barulhinho de fundo, e me acordei ligeiro, peguei meu celular. Não consegui ver quem era más atendi assim mesmo.

- Oi meu amor

- Oi, quem fala?

- Não reconhece a minha voz?

- Ah.. é você Taylor?

-  Acertou.Está tudo bem?

- Mais ou menos.

- O que houve?

- Estou com uma dor de cabeça enorme.

- Então faz assim, abra a janela da sua sacada e olha o céu.

- Ok.

Conforme ele havia pedido, eu abri a janela. No céu não havia nem se quer uma estrela, más no jardim, havia um príncipe charmoso e lindo, com uma rosa vermelha nas mãos.

- O que você ta fazendo aqui?_ falei ainda com o celular na mão.

- Vim te ver.

- Como vai conseguir subir?

- Espera um pouco_ falou ele sumindo por uns instante e voltando com uma escada as mãos e a rosa na boca.

- Que sensual_ não contive o riso.

 Ele colocou a escada grade na sacada, e subindo cada de grau com um olhar ainda mais apaixonante desde a primeira vez em que o vi na casa do Ed.

 Ele deu um pulinho pela grade e chegou bem perto de mim, olhou por todo o meu corpo, e fez com que eu ficava ainda mais vermelha do que estava. Ele se aproximou de mim, e com a sua mão em minha cintura, me empurrou para dentro do quarto e me jogou na cama, ele fechou a janela, trancou a porta e desligou a luz.

 Eu não conseguia ver nada, não aguentei toda aquela angustia de não poder vê-lo e ousei em sair da cama, caminhei devagar e atrás de mim, senti uma respiração no meu pescoço, que fez meu corpo todo arrepiar, me virei ligeiro, e bati minha cabeça com tudo na parede.

 - Cuidado com esta na sua frente_ falou Taylor.

- Eu vou te achar ._ falei determinada.

 Ele não falou nada, o que aumentou ainda mais a minha impaciência. Procurei por alguns minutos e nada de acha-lo, desisti de uma vez, quando deitei na cama, senti os lábios dele tocando os meus. Passei as minhas mãos pelo seu rosto, e pude sentir que ele tirado à barba.

 Agora, meus olhos já estavam acostumados com a escuridão, e pude ver o seu rosto.

- Eu não disse que ia te achar?

- Eu te ajudei um pouco.

- Seu convencido. Eu te amo.

- Eu também te amo.

 Olhei para os seus olhos, e o abracei. Eu não estava nem um pouquinho de sono, então Taylor e eu começamos a fazer o plano para a nossa vida, até cairmos no sono.

- Acorda filha! _ meu pai batia na porta.

- Princesa. Acorda o dia já amanheceu, e o seu pai ta te chamando.

- E agora ?

- Vou ficar dentro do closet_falou ele rindo.

- Se esconde rápido.

- Antes...

  Taylor me pegou fortemente na cintura e me beijou, o maior tempo que conseguíamos.

- Chega Taylor, o meu pai...

- Sempre estragando tudo._ falou ele indo para o closet.

- Amor, espera... e a escada?

- Dá uma olhada.

 Caminhei até a sacada, e não tinha nenhum vestígio de que ele estivesse adentrada ao meu quarto.

- Como você fez isso...

- Tenho meus truques... _ falou ele me dando um selinho._ Agora vai logo antes que o seu pai desconfie de algo.

 Ele entrou no closet e fechou a porta. Escondi a rosa no meu roupeiro, e abri a porta do meu quarto. Meu 
pai, apesar de tão ter falado nada, estava desconfiado.

 - Hoje de manhã vou ter que ir à casa da Ana para tratar de alguns assuntos.

- Ok, filha vai querer carona?

- Sim... vou me arrumar.

 Fui pro quarto. Tudo aquilo estava muito estranho, o meu pai estava desconfiado, más não perguntou nada, não falou nada. Será que ele queria mudar, só por que eu fiz 20 anos?

 Olhei para a janela, que estava aberta, ele já deve ter ido embora. Tirei minha roupa, para escolher outra, e quando abro o closet, ele com o seu olhar malicioso olha para mim,  que estava só de langerie.

- Que linda em, meu amor. _ falou ele me colocando em seu colo.

- Fez isso de propósito não é?

- Claro que não, eu nunca iria fazer isso.._ falou ele fazendo biquinho.

- Okay, vou fingir que acredito, você tem que sair mocinho.. tenho que ir na minha amiga. _ falei lhe dando um selinho.

- Não dá pra mim ir junto?

- Sim.

 Passei o endereço certinho da minha amiga para ele, e combinamos de que quando chegasse, ele me ligaria.
Depois dele sair da sacada do meu quarto, eu fui me vestir. Coloquei uma calça, um sobretudo, um tênis al-star meio sujo, e um lenço. Estava pronta.

 Antes de sair, meu celular tocou, fui atender.

- Alô? Ana eu já to indo ai.

- Vem logo então, meu namorado já chegou. Vai ficar  de vela.

- Não, eu também tenho um namorado agora.

- Eu não to acreditando.

- Quando eu chegar ai eu te conto. To saindo, beijo .

- Beijo.
 Abri a porta do carro e meu pai me olhava brabo. Ele não falou nada, apenas pegou a chave do carro, e se dirigiu para a garagem. Me despedi de minha mãe e minha irmã, e corri para o portão ( onde já estava meu pai).

Eu não vejo a hora de fazer uma carteira de motorista, comprar um carro, e não depender do meu pai para tudo. Eu estava tão animada, aquela seria a melhor tarde da minha vida. Sempre queria assistir há um filme com uma amiga e nossos namorados, e hoje eu iria experimentar isso.

Meu pai freou o carro, já estava na frente da casa da Ana.

- Se cuida filha, não volta muito tarde.

- Tá, tchau pai. Ligo pra você me buscar.

 Sai do carro, e avistei os lindos cachos loiros de Ana. Fazia mais de dois meses que não nos víamos. Ela sorriu para mim e eu corri para abraça-la.

- Isa, vamos entrando. Tenho tanta coisa pra te falar.

- Eu também quando eu te contar, você vai pirar.

 Na sala, estava o namorado dela sentado, que se levantou e logo me cumprimentou. Os olhos dele eram da mesma cor que os da Ana.

 Antes que eu pudesse sentar no sofá, meu celular toca e meu coração começa a acelerar. Corri para a frente da casa de Ana, e lá estava Taylor.  Ele venho em minha direção e me beijou. Na hora, eu não me importava se o meu pai nos visse junto, eu só queria era sentir mais uma vez o gosto de seus lábios nos meus.

 Ele entrou na casa meio sem jeito, e segurando a minha mão. Ele cumprimentou a Ana e o João ( namorado dela ).

 Enquanto eu e a Ana fomos para a cozinha, para pegar os doces e as bebidas, os dois ficaram na sala.

- Como que Taylor te pediu em namoro?_ perguntou  Ana enquanto pegava os brigadeiros da geladeira.

- Ele nem chegou a me pedir na verdade, foi tudo meio que natural sabe.

- Os teus pais sabem?

- Não.

- Guria, tu é louca em ?

- Eu sou louca é por ele.

- Eu também sou louco por você minha princesa_ falou Taylor surgindo na cozinha e colocando suas mãos em minha cintura. _ Esta tudo pronto ?

- Sim, e já que você venho aqui... você leva os refrigerantes. _ falei

 Taylor  me olhou uma carrinha de marrento más mesmo assim levou os refrigerantes. Me dirigi para a sala. Taylor estava praticamente deitado no sofá, aproveitei um certo “ vãozinho ” que havia no meio de suas pernas e me encachei. 

 Ana foi para o quarto dela, e voltou com dois cobertores. Ao invés de assistir à um filme romântico, preferimos assistir à um filme ação que havia muitas lutas.

O filme já havia acabo, e os doces também. Saimos da sala de estar e fomos no jardim dela, onde, ( em cima da mesa ) havia algumas garrafas de champagne e cerveja. Tomei apenas 2 taças, para não ficar bêbada demais.

Nos divertimos bastante e demos várias risadas. Taylor, era um ótimo piadista, e só naquele momento eu havia percebido.

 A campainha começou a tocar, e Taylor foi atender. Nesse meio tempo, comi mais um brigadeiro.

 Taylor voltou mais branco que um fantasma e os olhos quase sem piscar.

- Amor, quem é? _ perguntei segurei as suas mãos.

- Sou eu filha, já pra casa está muito tarde._ falou ele entrando na casa de Ana e pegando a minha bolsa. 

Me despedi de todo mundo o mais depressa possível, e entrei no carro do meu pai.

- Quando chegarmos em casa, vai ter uma reunião de família. _ falou o meu pai.
Ele dirigia o carro em uma velocidade muita rápida. Meu celular não parava de tocar, e eu não podia atender, por se não ai sim, meu pai ficaria mais bravo ainda. Aqueles foram os 15 minutos mais angustiantes da minha vida.

Chegamos em casa, pelo jeito minha irmã não estava , agora sim, eu estava mais nervosa, eu levaria um xingão daqueles ou ainda pior.

Coloquei minha bolsa em cima da cama, e voltei para a cozinha.- Filha, precisamos conversar.

- Sobre o que?

- Por que você não me ligou na hora que tinha que ser? Nós estamos preocupados com você, o seu celular só chamava e você não atendia. Tanta violência que tem nesse mundo, e você nem pra ligar, para avisar que demoraria um pouco mais? Ia esperar quando para ligar pra nós, em? Quando fosse de madrugada? Sua mãe estava quase desmaiando de preocupação, enquanto você estava se divertindo.

 Eu tinha muito coisa para dizer, para dizer pra eles, más o melhor agora, era ficar quieta e deixar as coisas se acalmarem para depois falar. Se eu falar agora, ai sim as coisas vão piorar, e brabo do jeito que ele estava era capaz dele me  expulsar de casa.

 Eu estava com medo dele, o seu rosto estava vermelho, e seu olhos pareciam que a qualquer momento iriam saltar de tanta raiva.

- Não faça mais isso tá filha?_ falou minha mãe

- Não, Amanda, pode ter certeza que a próxima vez em que ela sair, ela não vai esquecer. Vamos ter um longa conversinha com ela. Acha que somos pais que larga você e não ficam preocupados?

 Eu não falei nada, apenas continuei a olhar para ele.

- Em? Acha que somos palhaços? Ficamos preocupados com você. Acha que iria sair de manhã e  voltar de madrugada e não iriamos nos preocupar? Eu não vou falar mais nada, más saiba que o meu recado está 
dado.

 Ele virou as costas e foi para a sala assistir televisão. Olhei para a minha mãe, mas ela não falou nada , apenas foi para a sala também. Eu não ficaria nem um pouco no mesmo cômodo que meu pai até ele se acalmar, então fui para o meu quarto, coloquei um pijama, e deitei na cama.

 Olhei no meu celular e tinha umas 20 ligações de Taylor, mandei uma mensagem disendo que “ Taylor, eu estou bem. Não posso atender o telefone”

Os dias que seguiram foram um verdadeiro inferno, não vi mais Taylor, ele nem venho me visitar. A cada minuto, olhava no watts e nenhuma mensagem dele. Raiva de vida, Raiva de pais que não me entendem. Eu só conseguia pensar em sair daquela casa, e finalmente, não ter eles por perto.
Eu dou graças a Deus, por que amanhã, vou para o exército, e não tenho tempo determinado para voltar. Sinceramente, talvez seja melhor assim sabe, se afastar por algum tempo, e ter uma certa “ paz”.

 Já se passava das 2 da manhã e eu não conseguia dormir. Fechava os olhos e só me vinha a imagem de 
Taylor, sorrindo para mim. O que havia acontecido com ele? Pensei, e pensei... e resolvi tomar a inciativa, peguei meu celular e disquei o numero dele, e liguei “ O numero está fora de área ou encontra-se desligado”.

 Que raiva! Por que ele desligaria o celular. Quer saber, vou esquecer ele de uma vez . Coloquei o fone de ouvido e escutei várias musicas. Não consegui dormir até a minha mãe vir no meu quarto.

- Filha, acorda. Você tem que levantar...

- Ta mãe, já to indo.

 Minha mãe ligou a luz e saiu do quarto. Levantei da cama devagar. Tomei café ligeiro, coloquei minha farda, e estava pronta.

Antes de sair, dei uma ultima olhada no meu quarto, não veria ele por um bom tempo, ou até nunca mais.

 Meu pai já havia colocado a mala no porta-malas do carro, quando Ana e Ed chegaram. Eu abracei os dois de uma vez, me despedi deles quase chorando, e entrei no carro, coloquei o cinto, e respirei fundo, “ a partir de agora essa será a minha nova jornada” falei para mim mesma.

Demorou uma hora para chegar até a sede do exército. Me despedi do meu pai, e fui me apresentar. Mal cheguei e o capitão Sanchyes, foi me levando às pressas para onde eu deveria ficar.

- Me desculpe Isabella, teremos que deixar as cordialidades de lado, pois está chegando um batalhão. E eles estão com vários ferimentos. Faça seu trabalho.


- Sim senhor.

Fiz um coque improvisado no meu cabelo e coloquei uma luva em minhas mãos. Em poucos segundos, ouvi os gritos de um soldado, sendo carregado por outros dois.

- Coloquem na maca, rápido_ ordenei.

 O soldado,estava com duas balas cravadas em sua perna. A única solução era arrancá-las.

- Soldado, olhe pra mim.. eu vou aplicar uma anestesia, mas mesmo assim irá doer um pouco. Seja forte.

 Arranquei a primeira bala, e gritava alto de dor. Apliquei mais anestesia e tirei a segunda. Enfachei a sua perna, e estava pronto. Depois de ter atendido vários soldados, era a vez do capitão.

- Deve ter sido bem difícil, a guerra._ falei para ele, enquanto fazia dois pontos no ferimento que ele tinha no braço.

- Foi sim, más todos saíram vivos.

- Prontinho, aguentou bem capitão..._ falei sorrindo para ele.

 Foi nessa que ele se virou e vi o paraiso na minha frente. Tentei me comportar adequadamente, apesar do espanto.

- Capitão Lautner.

- Fez um ótimo trabalho._ falou ele com aquele lindo sorriso de sempre no seu rosto.

- Obrigado senhor.

 Juro que me aguentei para não desmaiar na frente. Agora tudo se encaixava, por isso ele me ajudou naquele noite na casa do Ed, todos aqueles músculos... ele usava-os para proteger o nosso pais, e as pessoas. De repente toda a raiva que me consumia, foi-se embora em apenas algumas palavras.
Ele foi embora junto com os soldados. Depois que ele saiu comecei com raiva de mim mesma, por que eu não falei com ele, sobre nós dois? É.. novamente minha timidez estava me dominando e me fazendo perder oportunidades de ouro. Fiquei ali sozinha, repensado em tudo que eu havia pensado dele, ele não era o um cafajeste, era um herói. Comecei a chorar, lembrando dos momentos que passamos.

- Isabela, preciso falar com  você._ falou ele surgindo atrás de mim.

 Me virei para trás, e agora ele já estava mais arrumado. Ele havia trocado de roupa e estava com o cabelo jogado para trás, ele estava ainda mais charmoso.

- O que o senhor deseja?

- Isa, por favor, fale direito comigo.._ falou ele me levando para um lugar onde não havia ninguém._ Me perdoe._ falou ele me beijando à força.

 Aquele seu beijo, estava melhor. Por mais que eu queria ele todinho para mim, eu teria que me mostrar forte. Dei um empurrão nele, que o fez sair de perto de mim.

- O que houve amor?

- Você acha que é bom, ficar vários dias sem saber uma noticia se quer sua, sem sequer uma mensagem? E depois você me aparece aqui , me leva pra um lugar sossegado e me beija. Não é desse jeito que vai me conquistar.

- Venha comigo._ falou ele pegando na minha mão.

*A culpa é das estrelas = Livro de John Green. 
*B.V= Abreviação de boca virgem.

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