05 novembro 2014

ONE-SHOT: “Rafaela, a aprendiz de Fã”

 “Rafaela, a aprendiz de Fã”One Shot
 Nome da autora @ValzinhaBarreto
Personagens: Rafaela Vargas e Taylor Lautner.
Gênero: Comédia
Capa - Designer @JESSICA_KELI 

            Seu olhar me hipnotizava diante do brilho que emanava dos seus olhos apenas através de um pôster de papel na parede do meu quarto, mas não era apenas um pôster de uma adolescente confusa entre as fases comum a idade procurando fugir da própria realidade, eu realmente o amava.
            Taylor Lautner era tudo que eu mais queria, através do seu olhar, sonhava com uma vida diferente, na qual eu, Rafaela Vargas, 15 anos pudesse um dia conhecê-lo, mas eu não era ninguém, apenas uma fã pobre e perdida entre meus sonhos e a esperança de um futuro melhor.
            Eu namoro o Igor Corato há mais 1 ano e embora o ame com todas as minhas forças, sua beleza exótica e seus 1,90m de altura me deixasse como uma songamonga apaixonada, eu também amava Taylor e seria capaz de tudo para vê-lo um dia.
            Minha vida era simples, mas sempre existem pessoas para na escola para te incomodar, como a minha vizinha Alexia Augusto que se acham só porque é bem de vida, come nutella todo dia e o pai é um homem da lei perspicaz e muito cobiçado, embora seja fiel a sua esposa Renata, uma loira de parar o transito que tal qual a Claudia Leite teve filho e no outro dia já estava com tudo em cima.
            Ser fã não é fácil.
            A vida não é fácil.
            Eu sempre tinha o mesmo sonho, todas as manhãs eu acordava e esperava que aquele dia fosse o dia em que tudo iria se realizar. No sonho, eu ganhava um carro e fugia de casa com minhas melhores amigas Talita Souza e Érica Rocha e íamos conhecer Taylor Lautner que tinha vindo ao Brasil divulgar o filme Tracers.
            Meus sonhos de tocar no jovem astro que amava foram interrompidos pela voz da minha mãe que ecoava pela cozinha. Sai correndo para ver o que ela queria, mas desatenta, não vi a poça de água que meu irmão Robson Basílio Vargas havia deixado ao jogar um copo de água por esporte, aliás, é isso que os irmãos fazem, te enchem o saco, mas o Robson era diferente, ele era possuído por for ças malignas e só me dava folga quando tava no computador assistindo as séries The Walking Dead, Sobrenatural, 2 garotas em apuros e Glee, eu era eternamente grata a essas séries pelo sossego que me proporcionavam mantendo o pequeno capeta longe de mim.
            Minha mãe gritava cada vez mais e ao meu último olhar para Robson pude sentir sua maledicência, antes que minha bunda beijasse o chão ao levar um tombo que quase me levou a morte graças ao estúpido copo de água que o maldito havia derramado.

- Meus Deus Rafaela, você está bem? – Perguntou minha mãe como se meus cabelos cacheados arrepiados e minha cara de Bella Swan não fossem o bastante para provar que eu havia pelo menos distorcido um músculo.

- Ai, meu cú mãe, a senhora ainda pergunta? Ai ai, socorroooo!

- Calma filha, respira, vou chamar seu pai pra ter levar no postinho.

- Que? Não! Deixe-me morrer aqui com dignidade no chão da cozinha, mas não me leve para aquelas tartarugas do postinho de saúde, por favor, não, elas fazem uma peneira do meu braço e não acham a veia!

- Okay, eu vou te ajudar a se levantar, vou contar de 1 a 5 e no cinco eu te puxo e você faz força para levantar. – Instruiu minha mãe.


- Um, dois, três e... – A minha mãe me puxou de uma vez quando eu menos esperava e eu gritava com minha bunda dolorida, mas em pé.

- Credo mãe, o que houve com o cinco?          

- Eu disse no três!  - Desculpou-se com a cara lavada.

- Não disse não mãe, eu to ficando velha e não doida.

- Ah é? Então eu sou louca Rafaela? Eu passei 3 dias sentindo dor de parto para te dá a vida e me rasguei todinha pra essa sua cabeça gigante passar na minha vagina e é assim que você me retribui?

- Desculpa mãe, não sabia que tinha se rasgado!

- Mas, me rasguei sim, e seu pai que lembra isso toda noite.

- Okay mãe, já entendi.

- Quero que você faça uma coisa pra mim.

- O que mãe? Se for pra ir na vizinha pedir café emprestado de novo eu to fora.

- Não é nada disso não, Rafaela. Como você sabe a nossa energia está com 2 talões de energia atrasados e um aviso de corte, se chegar a 3 talões a energia será cortada. Precisamos pagar pelo menos um talão hoje.

- Tá bom mãe, eu acho que posso andar, me dê o dinheiro. – Pedi. Mesmo com dor eu precisava ir, afinal se a Eletrobrás cortasse a energia, eu não poderia atualizar o TLM e teria que deixar a equipe.
                                  
- Tome, aqui está o dinheiro, cuidado na rua com aquele tarado que fica te seguindo.

- Pode deixar mãe, eu andei assistindo bastante o desenho Kung  fu panda e sei como me defender, sou praticamente uma lady mestre Kung  fu.

- Então vá logo e para de me olhar com esses seus olhos azuis de coruja.

Sai pela porta ainda mancando com o tombo e minhas nádegas ainda ardiam como uma chama, eu entendi finalmente a expressão fogo no rabo e não foi legal, não mesmo, nem um pouco essa dor.

No caminho até a casa lotérica da caixa econômica federal, passei na frente do cinema e fiquei perplexa com a personificação do meu sonho tão perto. Taylor viria ao Brasil em 3 dias e bem na minha frente o cinema estava sorteando um carro zero para quem comprasse 3 ingressos para assistir o filme Tracers com Taylor Lautner.

Era minha chance, não havia outra, mas eu não tinha o dinheiro! E agora? Perguntava-me com minha cara de Bella Swan adormecida.

E se...
E se eu usasse o dinheiro da energia? Minha mãe iria brigar, mas no outro dia quando o carro chegasse tudo seria esquecido.
Se eu ganhasse eu poderia ir com a Talita e com a Érica para o Hotel Fasano conhecer o Taylor. Seria perfeito.

Comprei os ingressos e o bilhete para concorrer ao carro e segui para casa já pensando na bronca que minha mãe me daria. Quando ela ficava nervosa, nada podia acalmá-la, mas eu sabia como chantageá-la, pois conhecia seu segredinho sujo.

- Cadê o comprovante de pagamento – Ela pediu como se sentisse.

- Mãe, eu gastei o dinheiro. Comprei três ingressos para ver Tracers, mas tenho certeza que vamos ganhar o carro que vão sortear como prêmio.

- Você só pode estar de brincadeira Rafaela, não acredito que você fez isso.

- Mas vamos ganhar um... – Ela interrompeu minha fala com um tapa do meu pé do ouvido, então tomada pela raiva usei o segredinho que eu sabia dela.

- Para mãe, a senhora sabe muito bem como é ser fã, pensa que eu não sei do seu amor platônico pelo Ian Somerhalder? Eu vejo você suspirando pelo Damon Salvatore pelos cantos da casa escondido do papai, então não me julgue.

Minha mãe me olhou sem piscar por meio minuto, mas mais pareceu um século. Após o termino de sua breve reflexão minha mãe nada disse, talvez as palavras estivessem ultrapassadas, não sei, mas aquele dia marcou para sempre, eu nunca me esqueceria, porque levei a maior surra de toda minha vida.

Minha mãe quase me arrancou todos os fios de cabelos e me deixou de cama de tanta peia que levei. Eu chorei por toda madrugada, mas sabia que a alegria viria pela manhã e eu ia esfregar na cara da minha mãe que ela estava errada.

Eu já havia programado tudo, iria fugir com a Talita e com a Érica e encontrar a Jéssica Keli no Rio de Janeiro, ela havia ganhado uma casa belíssima e me abriu as portas para me refugiar da minha realidade cruel, ser fã é difícil, mas ser fã pobre é o cúmulo da crueldade quando se vive no Brasil.

Pela manhã, senti o cheio do café. Parecia uma manhã gloriosa para uma reviravolta. Ouvi uma batida na porta e como era cedo, todos correram para ver.

Minha surpresa foi muito grande, quando minha mãe, o Robson e meus pais viram o carro, todos choraram.

Era o carro da Eletrobrás que havia vindo cortar a energia. Eu sei que havia dito que eu me lembraria da surra que havia levado na noite anterior como inesquecível, mas tudo se devia ao fato seu eu não saber o quanto a segunda surra que levei pela manhã deixaria marcas profundas e feridas que deixariam minha alma dolorosa para sempre.

Naquela manhã nuviosa de janeiro, levei a maior surra que eu jamais supunha levar e o pior, era que Robson sem energia, também estava sem The walking dead, minha mãe sem o Damon, e eu com cara de bunda sem carro, sem energia, e sem saber o quiser.

Existem muitas coisas entre ser fã e ser o fã que gostaríamos de ser, mas certamente, esse aprendizado seria levado até a 10ª geração taylover. :(

3 comentários:

  1. Meu Deus do Céuuuu.. Kakakakakakaakakakakakakkakakakakakakakakaka... Nunca ri tanto na minha vida! Kakakakakkakkkkkaakakakakakakakak

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  2. Riii horrores , muitoo engraçado....
    Kkkkkkkk
    Mas tem alguma partee real na história? ???
    Kkkkkkk
    Ameiii , parabéns. ..
    Bjaooo ♥

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  3. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidencia, Kkkkkkkkkkkkkkk,cara vou rir até a próxima geração Taylover! Muito bom...

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