31 dezembro 2014

Fanfiction: Your Love Is My Drug CAP 1

 Your Love Is My Drug
Escrita por: Kelly Tatto
Reescrita por: Jessica Keli.

Boa Leitura a Todos!

[...] Ela era aquela menina dedicada, Presidente da Turma, amiga de todos, responsável, linda, sempre com um sorriso no rosto, era tantas qualidades... E eu não passava de um simples aluno naquela merda de escola, só ia por causa dela, mesmo sem nunca ter trocado uma única palavra, era nela que eu pensava, era ela que eu queria.

Ela passou na minha frente, seus cabelos negros caíam sobre os ombros, o olhar sempre marcante, o sorriso sempre brilhante... O perfume no ar.

Ela abriu seu armário, era praticamente ao lado do meu, continuei admirando-a, fiquei envergonhado ao perceber que ela me observava, nós dois nos viramos, aquilo era constrangedor, quando me virei novamente, ela já não estava mais lá, o sinal tocou, fui andando até a sala.

[...] Todos foram para o estacionamento, entrei no meu carro e fui embora, não estava a fim de vê-la com outro. Aquilo era um sacrifício. Como ela podia ser tão ingênua? Não sacava que ele não era bom o suficiente para ela?

Quando cheguei em casa, me tranquei no quarto, liguei o som no último volume e comecei a ouvir U2, só queria esquecê-la... E me deixei levar pela música...

"Hoje eu tenho que falar com ela" foi meu único pensamento durante o dia todo.

Resolvi me arrumar hoje, quem sabe não chamo um pouco da atenção dela?Enquanto tomava banho, criei diálogos na minha cabeça e fiquei imaginando se eu veria aquele sorriso, se eu a teria por perto.Abri o guarda-roupa, fiquei horas escolhendo uma roupa maneira, nunca demorei tanto assim, eu estava parecendo uma garotinha... Eca!

Após muito tempo procurando a roupa perfeita, me vesti, passei um perfume, arrumei o cabelo, peguei as chaves do carro, a mochila e fui em direção a porta.
Minha mãe me parou.

– Filho, por que você tá todo arrumado?

Olhei meio torto pra ela.

– Tem menina no meio né?

– Já chega né Dona Deborah?

– Tá bom filho, vai lá, depois me conta tudo.

Eu olhei com uma cara de interrogação pra ela.

Não, eu não ia contar nada. Aonde já se viu? Eu hein...

Minha casa era bem próxima da escola, em poucos minutos eu estava de frente à menina que eu sempre apreciei, ela lógico, estava com aquele tal de Ryan, o cara era o maior safado, ela merecia algo muito melhor.

Bom, se meu script fosse seguido, essa era a hora perfeita para dar o primeiro-passo. Aquele babaca foi para o Ginásio e ela, foi andando com seus materiais na mão.

Que tal uma cena de cinema? Pode ser que isso dê certo. Então, vamos lá. Esbarrei nela, o que fez ela cair e derrubar tudo, agora, o cavalheiro tinha que ajudar.

– Me desculpa, estava distraído.

– Não, não foi nada.

Comecei a recolher os livros, aproveitei o momento para me apresentar.

– Prazer, meu nome é Taylor. - Estendi a mão.

– Ah oi, eu sou Lisa.

Cara, o que eu falo? Pensa, pensa, script apareça na minha cabeça.

– An, tudo bem? - Foi a única alternativa.

– Tudo sim e com você?

– Ah, estou bem.

E mais uma vez, o assunto morreu.

– Então, foi um prazer te conhecer, mas tenho que ir.

– Ah ok, vai lá.

BURRO, não podia deixar isso acontecer, e agora? Quando eu falaria com ela novamente? Vou confessar que fiquei muito decepcionado com a minha atitude, mas pelo menos, consegui trocar algumas palavras com ela.

Depois de horas e horas no tédio, chegou a hora da saída. Muitos iam para a casa e outros como eu, iam trabalhar. Eu trabalho em uma oficina, é, consertando carros...

Hoje até que tá um dia calmo, sem movimentação. Então, aproveitei para comer alguma coisa. Até que ele chegou. Cara, eu odeio esse Ryan, ele é muito ignorante, é filhinho de papai, não trabalha, tem tudo de mão beijada. Como o dono não estava, sobrou pra eu atendê-lo.

– O que deseja?

– Hum, quero que você veja o que está acontecendo com a roda, ela está fazendo um barulho estranho.

Nisso, o telefone começou a tocar.

– Entendi, espera só um momento que eu já vejo qual é o problema.

– Eu não vou esperar porra nenhuma, eu tenho coisas para fazer, então dá pra olhar logo qual é o problema?

–  Olha, eu só vou atender o telefone, tá? Volto em menos de um minuto.

–  Então vai logo seu filho da puta.

– O que você disse? - Fiquei irritado.

– Eu disse "vai logo seu filho da puta".

Não aguentei, dei um soco na cara dele, os amigos – que estavam fora da oficina, entraram correndo e vieram pra cima, acertaram em cheio na minha boca, era cinco contra um, não tinha como eu ganhar, por sorte, fiz artes marciais quando criança e consegui me livrar de dois, quando eu ia acertar aquele canalha, meu chefe chegou.

– O que tá acontecendo aqui?

[...]
Depois de tudo explicado, ele me mandou ir pra casa, limpar aquele sangue, esfriar a cabeça. Foi o que eu fiz. No caminho, vi Lisa entrando na biblioteca...

Acho que seria uma boa hora para estudar. Estacionei e a segui. Limpei meu sangue e entrei, ela estava na recepção, mostrando o seu cartão e sorrindo, como sempre. Bom, eu nunca tinha entrado ali, então criei um cartão, bem rapidinho e fui atrás dela.

– Hum, oi de novo.

Ela parou e deu meia volta, quando me viu, sorriu, não entendi o porquê, mas gostei.

– Oi. - Ela fez uma cara de preocupação. - O que aconteceu com sua boca?

Puta merda, começou a sangrar de novo.

– Me envolvi em uma briga. - Falei abaixando a cabeça.

– Nossa, deixa eu limpar isso aqui. - Ela pegou alguns lenços na sua bolsa e com todo cuidado, foi tratando daquele ferimento.

– Obrigada, acho que já estou bem melhor agora. - Dei um sorriso.

Ela sorriu de volta.

– Mas então, por que você passa em uma biblioteca depois de uma briga?

Putz, o que eu falo?

-  Então, é que eu lembrei que tinha que pegar um livro, aproveitei o caminho. Foi isso? É, foi isso. -  Ok, eu sou péssimo com mentiras, ela riu, acho que não acreditou nessa. Bom, depois continuou a procurar.

– Tá procurando que livro?

– "Silêncio" da Becca Fitzpatrick, na verdade, eu vim pegar o livro Crescendo, que é da mesma coleção, mas a recepcionista disse tá emprestado, então estou procurando a continuação, senão depois fica difícil de achar esse. Eu já tinha ouvido falar desse livro, não sei aonde, mas tinha. Se eu não me engano, sei aonde conseguir.

– Bom, eu vou indo nessa tá?

– Pera, você não ia pegar um livro?

- Ia, quer dizer, vou. Mas ele fica no outro corredor. – Preciso mentir melhor.

- Ah, então tá bom. Coloca algum curativo na sua boca e vê se não se mete mais em brigas. A gente se vê amanhã na escola.

– Pode deixar - dei uma piscadinha.

Sim, eu sei que eu devia ter ficado lá com ela, mas ela queria estudar e afinal, eu tenho uma outra coisa pra fazer neste exato momento.

[...]

Tomei um banho muito rápido, me joguei na cama, queria dormir um pouco mas não consegui. O soco foi na boca, mas meu rosto todo estava doendo.

Então, fui tomar um remédio pra dor e procurar o livro.

– Mãe, onde tá aquele livro chamado Crescendo?

– Deve tá na estante... Por quê?

– Ah, quero emprestar pra uma amiga.

– Amiga né?

– Mãe, para com isso.

– Tá bom, tá bom, já parei. – Ela disse levantando as mãos, em sinal de rendimento. – Se não achar aí, deve estar com tua irmã.

Por sorte, achei.

Peguei o livro e coloquei na bolsa.

Makena tinha acabado de chegar da escola, ela é minha irmã mais nova, insuportável.

– E aí mané?

– Oi sua chata.

– Apanhou de novo foi?

– Não é da sua conta.

Assim, era o nosso amor. Fui até a garagem, conversei com meu pai sobre a Lisa, ele me deu alguns conselhos, falou que primeiro eu tinha que virar amigo dela e com o tempo, ir me aproximando mais.

– Mas pai, e se ela não quiser ser minha amiga?

– Olha, pelo o que você falou, acho que ela não seria tão estúpida a ponto de ignorar meu filhote.

– PAIIÊ.

[...]

Joguei-me na cama, fiquei pensando em como eu comecei a gostar dela. Ainda me lembro, sempre a via na praça, enquanto eu andava de skate, observava ela com suas amigas, no primeiro momento, achei ela muito linda, mas depois, não era apenas a beleza que chamava a minha atenção e sim o seu jeito. Seu jeito de sorrir, de agir, de pensar, seu jeito compreensivo com os outros...

Perdido no meu pensamento, relembrando algumas cenas e inventando outras, acabei pegando no sono...

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