16 janeiro 2015

Fanfiction: Bizarre Love Triangle (BLT) - Capitulo 21


Cheguei ao banheiro atordoada e aos prantos. Isso está mesmo acontecendo? Me apoiei na bancada da pia e abri a torneira, molhando os pulsos e o pescoço. Levantei meu rosto e encarei meus olhos, vermelhos de tanto chorar, no espelho. O que você está fazendo? Eu me perguntava, encarando meu reflexo.
                                                      
Lavei as mãos, peguei um pouco de papel toalha e molhei, passando em meu pescoço, meus lábios e canto dos olhos, tudo com cuidado para não borrar a maquiagem, mais do que já estava borrada. Suspirei fundo e comecei a me recompor.

Meu mundo parecia que estava caindo em diversos pedacinhos. Como isso foi acontecer? E quando eu iria imaginar? - Como eu queria Luana aqui comigo agora... - falei baixinho, abaixando a cabeça e me ajeitando para poder sair do banheiro.

Tudo que eu mais sonhei aconteceu. Como eu esperei por esse beijo, como eu imaginei o que seria ele me beijando, o lugar que aconteceria. E pra minha surpresa, foi muito melhor que qualquer coisa que eu tivesse sonhado. Era puro desejo. Ele mexia com todas as minhas fantasias, com todos os meus sentidos...

Não poderia acontecer, eu e Robert estávamos..... Pera ai! Estávamos?E agora? O que eu e Robert éramos?E nós nem nos beijamos ainda... Isso é loucura! Mexi a cabeça tentando mandar esses pensamentos embora.

Comecei a elaborar um bom motivo para pedir a Robert para ir embora. Era o mínimo que eu poderia fazer por nós três. Não tinha como ficar ali na festa com a possibilidade de ser apresentada a Taylor. Não depois do que havia acontecido na varanda.

Levantei a cabeça e a vi parada atrás de mim. Kirsten me olhava pelo reflexo do espelho, com cara de pouco amigos. Tinha a feição fechada e os braços cruzados na frente do peito. Por um momento fiquei com medo de que ela estivesse ali por causa da situação da varanda, mas esperei pra ver o que ela iria dizer.



Abaixei os braços e continuei encarando-a, ainda pelo espelho, com um sorrisinho sínico nos lábios. Me apoiei na pia novamente e ergui uma sobrancelha como quem pergunta “Perdeu alguma coisa?” e fiquei esperando uma reação.



-Ele é meu! - ela disse forte e mostrando-se muito irritada. - Você sabe que ele está comigo. Os patrocinadores querem assim. Sai fora! - ela dizia e eu não acreditava no que ela estava dizendo. Patrocinadores? Faça-me o favor... O mais hilário foi que quando ela começou a falar, eu ainda não sabia se ela falava de Robert ou de Taylor. Quis rir da situação e perguntar quem, mas achei que não seria conveniente.

-Sério? - eu disse a ela de maneira debochada. - Sabe que eu não vi seu nome nele? - eu ainda a olhava pelo espelho e sorria debochadamente. Independente de quem fosse, Robert ou Taylor, ela não tinha o direito de vir até mim reclamar a posse. Ficou doida? Ela rolou os olhos e voltou a me encarar.

Me virei e olhei-a de frente. -E tem mais, de onde eu venho as pessoas não ficam juntas porque os patrocinadores querem, ficam juntas porque se gostam. - me ajeitei para sair do banheiro e voltar para a mesa quando ela deu um passo para o lado e ficou na minha frente, impedindo que eu saísse.

-Você vai se arrepender de ficar no meu caminho e no de Robert. Estou te avisando. Você não é nada! É uma atrizinha de segunda que já quer aparecer saindo com atores famosos. - ela empinou o dedo em minha cara e me ameaçou. Ah! Então ela falava de Robert. Devo confessar que senti um certo alívio, mas mesmo assim não iria deixar barato.

Eu a olhei nos olhos e depois olhei muito séria para seu dedo em minha direção. Ela abaixou a mão e voltou a cruzar os braços em frente ao peito. Eu poderia ofendê-la dizendo um monte de desaforo e caindo em seu joguinho besta. Mas me controlei.

-Se eu sou realmente um nada como você diz, por que uma “super” atriz de Hollywood se deu ao trabalho de vir até o banheiro me ameaçar?- olhei para Kirsten, em seus olhos, e vi que ela ficou sem reação, baixando o olhar e os braços, a boca levemente aberta devido ao susto de minhas palavras. - E me dá licença que eu já perdi muito tempo aqui com você. Robert está me esperando.

Sai do banheiro sem nem dar chance dela falar nada. Garota doida! Segui em direção a mesa onde estavam Robert e seus amigos com um leve sorriso nos lábios. Quando eu contar pra Luana ..... e dei uma risadinha. Inacreditável que mais uma doida ia ficar no meu pé.

Cheguei na mesa e Robert veio a meu encontro e me abraçou. - Você parece bem melhor! Já estava ficando preocupado. - ele disse e eu odiei ainda mais Kirsten por ter jogado água nos meus planos. Como eu estava sorrindo, não tive como dizer a Robert que estava passando mal e pedir para ir embora. O caso agora era rezar para que Taylor estivesse muito ocupado e nem viesse até a mesa.

Continuei curtindo a festa ao lado de um Robert muito animado e de seus amigos. Aos poucos vi chegarem ali outros atores que reconheci do filme. O DJ colocou então uma música que eu não pude deixar de reconhecê-la.

- Nossa! - eu disse rindo a uma das meninas que dançavam junto, próximo da mesa. - Essa música persegue a mim e ao Robert. Sempre que estamos juntos ela toca. Que engraçado....

 

-Sério? Como uma trilha sonora? Legal! E por que você não fala pra ele? - ela me encorajou e eu fui.

Me virei rindo e fui em direção a Robert que conversava com um outro rapaz, que não reconheci pois Robert estava na frente dele, do outro lado da mesa. Me aproximei deles sorrindo e o ouvi dizer meu nome, enquanto me puxava pela cintura para perto dele, fazendo de nós dois um casal. 

- Taylor! Quero que conheça a “minha” Flávia, a mulher que me enlouquece.



No momento em que nossos olhos se cruzaram minha expressão mudou de um sorriso para um olhar de dor. O que mais eu poderia fazer? Eu fiquei paralisada, foi o momento mais atordoante da minha vida. Ficamos nos encarando sem falar nada, ao fundo tocava a tal música, uma música que falava sobre um bizarro triangulo amoroso. Só o que me faltava....

Ficamos nos encarando por um tempo, minha cara mostrava todo meu constrangimento e dor. O mundo parou a nossa volta. Eu o olhava nos olhos e ele me olhava de volta, tão sério quanto eu, tão mudo quanto eu. Robert me segurava pela cintura com um sorriso bobo no rosto esperando uma reação dos dois.


-E então? - Robert finalmente disse. - Soube escolher ou não meu velho? - e me beijou no rosto. Fiquei completamente envergonhada, abaixando o olhar. Levantei o rosto e nos olhamos novamente. Então eu sorri para os dois. Não tinha muito o que fazer naquele momento.


-Com certeza meu velho.... - Taylor disse olhando-me nos olhos com paixão e com ternura. - “Sua” Flávia é muito linda... - falou o final da frase quase como um sussurro.

Robert continuou abraçado a mim e voltou a falar com Taylor. -Mas você me dizia sobre essa garota que você beijou... E ai? Me de características dela. Quem sabe eu já a conheço...

Eu gelei! Ele já havia falado de mim e do episódio da varanda? Claro, tonta. Eles são amigos! Não conte Taylor... não conte... era o que meu olhar pedia em silencio, enquanto via os dois conversarem. 

-Ah cara. Deixa pra lá. Ela provavelmente já foi embora. - ele deu um tapinha nos ombros de Robert e eu o agradeci somente com o olhar.

-Vou voltar para Lilly que está me esperando há horas. - ele disse se despedindo. - Tchau Flávia. Foi um prazer conhecê-la. - Taylor disse estendendo-me a mão e olhando-me nos olhos. Me despedi dele com um aperto de mão e um sorriso nos lábios, uma mistura de dor e desconforto que eu sei que ele entendia perfeitamente.

-Ah cara. Volte depois. - Robert ainda falou quando ele se afastava da mesa e ia em direção a mesa da tal Lilly, que o esperava. Sei que não deveria, mas senti um ciúme horrível me corroer o corpo. Fiquei olhando Taylor se afastar da mesa, feliz por Robert não ter percebido nada de diferente. Taylor ainda se voltou e me olhou uma última vez, do alto do salão, antes de ir para perto dela.



Minha cabeça estava girando com tudo aquilo. Na verdade eu não tinha nada com Robert. Mas tudo levava a pensar que teria. E eu mesma estava interessada antes. Ele era gentil e carinhoso. Estava me conquistando aos poucos...

Meu olhar estava distante no meio da festa e Robert se aproximou de mim, passando delicadamente o dedo em meu rosto. -Algum problema?

-Nada. - sorri sem jeito. - Apenas cansada. A festa está muito animada. - disse a ele disfarçando meus devaneios. - Vamos dançar! - e puxei Robert para dançar comigo. Ele sorria animado com meu jeito.

Taylor não voltou mais a noite toda. Ficamos somente eu, Robert e seus outros amigos. Acho que fui aprovada pelo grupo, não vi nenhuma cara feia para meu lado além da cara de Kirsten. Aliás, cheguei a percebê-la por duas vezes próxima da mesa, principalmente quando as meninas vieram ficar conosco.

Não sai mais da mesa em momento algum. Fiquei com medo de Taylor vir atrás de mim e eu não resistir mais uma vez. Também não o procurei com o olhar. Essa história iria acabar ali mesmo. Seria um segredo só nosso.

A noite passou muito mais agradável que eu esperava, Robert continuou investindo em mim de maneira sutil e eu retribuía com olhares e gestos. Ele começou esse joguinho e eu iria nele até o fim. E no fundo eu gostava.

-O que você acha de sairmos daqui e irmos jantar em um lugar menos barulhento? - Robert me perguntou segurando-me pela cintura e puxando meu corpo contra o dele. Nossos rostos ficaram muito próximos, senti que ele ardia e olhava para minha boca com desejo. Sorri desviando de um quase beijo e ele mordeu os lábios.

Parei de frente a ele e sorri, enquanto pensava no que iria fazer. Por mais que eu quisesse ficar com Robert não achava certo que fosse hoje, não teria clima para ficar com ele, não depois de ter beijado Taylor de maneira tão intensa na varanda. Eu não me sentiria bem, mesmo que essa história nunca fosse descoberta.

-Não sei.... - disse e em seguida me senti uma idiota completa. - Mas podemos ir a outro lugar se você quiser. - foi a melhor maneira que eu encontrei para concertar o que tinha falado antes.


Robert sorriu e pegou minha mão, entrelaçando nossos dedos e me levando até a saída do salão. Nos despedimos de todos na mesa com um aceno de longe. Os meninos ainda fizeram alguns gestos divertidos, como se eu e Robert estivéssemos indo fazer sexo em algum lugar.

-Desculpa por isso - ele disse, envergonhado, em meu ouvido. - Eles sabem ser bem grosseiros. - eu passei a mão de leve em seu rosto e mexi a cabeça como se dissesse “Está tudo bem” e sorri.

Robert sorriu e me deu um beijo no rosto, sussurrando em seguida em meu ouvido - Você é linda! Estou apaixonado... - eu o encarei com cara de assustada, mas mantive o sorriso. Apaixonado? Ai caramba...

Subimos até a saída e mais uma vez encontramos com Taylor que dessa vez estava abraçado a tal Lilly que ele falara. Senti o sangue me subir nas veias e uma vontade louca de tirá-lo dali, mas me recompus e abracei Robert pela cintura, mostrando que estávamos juntos... ou quase isso.

-Nós já vamos meu velho. - Robert disse se despedindo do casal - Mais uma vez parabéns. Marcamos outra, os quatro, outro dia. - céus ele queria marcar um encontro de casais? Isso não ia dar certo.

-Tchau cara. Que bom que vocês vieram. - Taylor disse animado, batendo no ombro de Robert. Ele sorria, tentando disfarçar. - Foi um prazer novamente, Flávia. - e veio em minha direção para abraçar-me.

Abracei-o e senti seu perfume de novo. Foi torturante não poder beijá-lo como antes. Ao aproximar-se de meu ouvido, Taylor sussurrou. - Precisamos conversar, eu te procuro. - eu me arrepiei da cabeça aos pés. Sai de seu abraço e sorri para ele, olhando-lhe nos olhos como se estivesse respondendo “Estarei esperando”.

Robert pegou minha mão de novo e saímos da festa. Lá fora mais fotógrafos nos procuraram, mas fomos fugindo e correndo para dentro do carro. Entramos no carro rindo da situação.

-Sair com você é perigoso. - ele disse rindo, ligando o carro e já saindo dali.

-Como assim perigoso? - zombei dele, dando-lhe um tapinha no ombro e rindo para ele.

-Onde vamos? - ele perguntou e eu percebi que Robert tinha outras intenções. Precisava me desvencilhar da situação sem magoá-lo. Mas como? A noite era para ser nossa, era quase que um acordo selado na hora em que liguei pra ele. E Robert esperava por isso.

-Você vai ficar muito chateado se jantarmos amanhã? - eu disse esperando a reação que ele teria. Eu não era nenhuma criança e ele sabia disso. Robert me olhou sério, eu sabia que ele acharia estranha a minha atitude. Ele sabia que eu estava afim, era nítido.

Ele estacionou o carro em frente ao meu edifício e ficou me olhando com dúvida no olhar. Esse joguinho já não estava mais tão engraçado assim. Eu tinha que concertar isso, afinal Robert não tinha culpa do que acontecera na varanda com Taylor.

Soltei o sinto de segurança e me aproximei de Robert até que nossos lábios ficassem bem próximos. Podia sentir seu hálito de bebida e cigarros, que naquele momento não me incomodava. Querendo ou não eu me sentia atraída por Robert. Olhei para ele e percebi que ficou um tanto nervoso com meu movimento, mas não se opôs em nenhum momento.

Sorri maliciosamente. - Estou cansada hoje, mas amanhã teremos o tempo que você quiser. - olhei para seus lábios e depois para seus olhos e o vi sorrir, tão malicioso quanto eu.

Robert me apertou de encontro a seu corpo, olhou para minha boca com desejo e me beijou. Seus lábios sugaram os meus com paixão e vontade. Logo sua língua pediu passagem e eu cedi, sugando-a e sentindo todos os sabores novos que vinham com ela. Foi um beijo quente e cheio de malicia, como pedia o momento. Um beijo prometido desde o primeiro encontro que tivemos no café.

Robert saiu do beijo e me abraçou, beijando-me as bochechas e o pescoço e colocando seu nariz de maneira a suspirar profundamente enquanto me apertava. Era como se finalmente tivesse conseguido algo tão esperado.

-Como eu sonhei com esse beijo. - ele sussurrou em meu ouvido. Nos afastamos lentamente um do outro mas ainda ficamos abraçados, nos olhando com ternura. - Compreendo que esteja cansada. Tudo bem. Eu ligo pra você amanhã. - e me deu um beijo suave.

Olhei para Robert com carinho e sussurrei um “obrigada” enquanto descia do carro e entrava no edifício. Entrei em casa e me joguei na cama do jeito que estava. Comecei a pensar em todas as coisas que tinham acontecido naquela noite.

Estava com a bolsa na mão quando ouvi meu celular vibrar e tocar. Atendi sem nem olhar o visor, pois pensei que só poderia ser Robert, ligando-me para dizer boa noite.

-Alô? - eu atendi com voz de quem estaria sorrindo, esperando que ele falasse. Meu sorriso murchou e eu gelei quando percebi que a voz do outro lado da linha não era de Robert...

-Flávia. Sou eu, Taylor. Estou aqui embaixo na portaria. Posso subir? - Taylor falou e eu me sentei na cama em um pulo, com o coração saindo pela boca.





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