30 janeiro 2015

Fanfiction: Bizarre Love triangle – Capítulo 23


Meu deus! Esse cara não desiste... Foi a primeira coisa que eu pensei quando vi seu nome piscando no visor. Ainda queria saber como foi que ele conseguiu meu número. Apertei o botão de cancelar chamada e fui para meu exercício de concentração antes de entrar em cena. Não queria pensar em mais nada.

Amanda ainda me olhava com raiva, mas isso já estava se tornando uma rotina em nossas vidas. Me afastei dela e fui em direção ao palco.

Na mesma hora acho que ela deve ter tido um surto de adrenalina e saiu correndo feito louca e minha direção, gritando. Todos que estavam no caminho pararam para assistir a cena bizarra.


Ai aconteceu algo que ninguém poderia imaginar. Amanda tropeçou no salto do sapato e caiu como um saco de batatas na minha frente. Todos, inclusive eu, ficamos parados olhando ela no chão se contorcendo de dor. Eu me abaixei até ela e perguntei se estava bem. Foi uma péssima ideia.

-Isso é praga sua! - ela gritou. - Você é uma bruxa! - e várias pessoas vieram me tirar de perto dela, pois Amanda já se movia em minha direção para me atacar. Eu fiquei parada, estática, sem saber o que dizer ou fazer.

-Calma, Flavinha. - disse Paolo.

- Amanda está descontrolada, está tendo um ataque dos nervos. Ela precisa de ajuda médica com certeza. - ele me abraçou e eu não conseguia fazer mais nada. Estava em choque. Será que eu fiz isso mesmo??? Não seja ridícula! Uma confusão de pequenas vozes acontecia em minha mente.

Os diretores foram ao palco avisar que o espetáculo teria um pequeno atraso e todos fomos para o camarim central para uma reunião de última hora. Amanda foi carregada, pois não conseguia pisar no chão devido a torção no pé.


Eu fiquei parada próxima a uma janela, olhando ela ser carregada até o camarim. Não conseguia sentir nada por ela, nem pena, nem raiva, nada.

-É, acho que está quebrado. - um dos diretores disse. - Dificilmente ela conseguirá entrar em cena. - ele continuou e todos iniciaram uma série de zumbidos engraçados, falando ao mesmo tempo e nervosos com tudo aquilo. Como seria feito o espetáculo de hoje sem sua atriz principal?

-Flávia! - Richard gritou e todos olharam para mim.

-Eu não tive nada a ver com isso! - falei nervosa. - Todos viram, ela veio correndo em minha direção... Eu estava parada... - eu gritava e gesticulava feito doida.

-Não é isso sua tolinha. - ele falou rindo e veio em minha direção me abraçando nos ombros.

– Flavinha pode fazer o papel de Bella! Ela sempre foi muito melhor que Amanda. Será perfeita! - Richard disse me apertando e sorrindo. Eu fiquei parada olhando para ele com cara de espanto. Eu? Céus, outro dejavú?

-Não é uma má ideia.... Está preparada, garota? - um dos diretores me perguntou e eu não consegui me mexer. Apenas fiquei olhando sem saber o que responder.

-É claro que ela está! - ouvi uma voz muito conhecida responder por mim.

- Flavinha nasceu preparada. - Tomaz veio até mim e me abraçou. - Vai lá e arrasa. - ele sussurrou em meu ouvido e todos aplaudiram a ideia.

-NÃO!!! Eu não aceito! - Amanda gritou desesperada. - Não podem colocá-la em meu lugar. - ela se contorcia feito louca.

- Não ela!!!! Argh!!!!!!!

-Acalme-se Amanda. - Tomaz falou à ela.

-Você não está bem. Precisa se tratar. - e deu um tapinha em seu ombro, que para mim pareceu muito sarcástico. Ela gritava sem parar, estava descontrolada.

Um grupo levou Amanda carregada até o carro para ser levada até o hospital. Paolo e Richard vieram até mim e me abraçaram. Pulamos juntos os três, com gritinhos e risadinhas, no estilo mais gay que se pode imaginar.

Fui até o camarim e me preparei para entrar em cena. Só que dessa vez eu não seria Jéssica Stanley. Finalmente eu seria Bella Swan....

oOo

Foi como uma reestreia. Todos aplaudiram de pé no fim do espetáculo e Richard trouxe um buquê de rosas lindo para mim. Foram 10 minutos de aplausos, uma façanha na Broadway.

Eu estava em lágrimas enquanto agradecia. Não poderia imaginar tamanha aceitação do público. Olhei para a plateia e pude reconhecer Robert de pé, me aplaudindo e assoviando. Também vi Luana que chorava feito louca, sorrindo. Todos estavam felizes.

Terminados os aplausos e agradecimentos, segui até o camarim. Encontrei Luana e Tomaz me esperando lá.

-Amiga! – Luh veio me abraçar. - Estou tão orgulhosa de você! Estava perfeita! - ela me abraçava e chorava.

-Parabéns Flavinha. - Tomaz disse me abraçando também. - Eu sempre soube que você seria uma Isabella Swan muito melhor que Amanda. - ele disse alisando meu braço e sorrindo.

-Como foi que você soube que eu faria o papel, Tomaz? - perguntei a ele curiosa por sua atitude na hora da reunião, antes do espetáculo.

-Aprendi a te conhecer através da mulher que eu amo. Ela te ama como uma irmã, ou filha... eu sei lá... - os três rimos nessa hora.

- Mas o fato é que eu sei que ela diria isso a você se estivesse ali, naquela hora. Eu devia isso à ela, e eu sabia que seria verdadeiro. Você já nasceu preparada para brilhar!

Luanaabraçou Tomaz e o beijou carinhosamente. Depois os dois me abraçaram juntos. De certa forma éramos uma família.

-Parabéns! - ouvi enquanto estava presa no abraço de Tomaz e Luana. Olhei por cima do abraço em direção a porta e vi Gill parado, encostado sem entrar no camarim.

- Você foi fabulosa... - ele ainda sussurrou antes de abaixar a cabeça e sair andando pelo corredor.


-Gill! - corri até o corredor e o vi sair cabisbaixo. Ele parou e se virou, me olhando com ternura nos olhos.
- Obrigada... - disse a ele, sorrindo. Eu sabia que seu cumprimento era sincero.

-Você é maravilhosa Flavinha. Em tudo... - ele disse ainda, parado no corredor e com voz embargada. -Só sinto não poder estar contigo para celebrar sua conquista.

-Onde você vai? - eu perguntei. Também estava triste. Minha relação com Gill nunca foi um casinho, eu realmente o amei muito. Mas ele me perdeu no momento em que deixou a víbora da Amanda se aproximar dele.

-Ainda não sei... - ele disse. - Talvez visite Amanda no hospital. Ouvi dizer que ela iria para uma clínica de reabilitação. - ele deu um sorriso sem graça. Não pude deixar de rir com o que ele falou sobre Amanda. Foi a sua amargura e sua inveja que a deixou assim desequilibrada. Credo! Coitada...

-Bom... obrigada. - eu disse e o vi acenar com a cabeça, se virar e continuar seu caminho. Na mesma hora senti um abraço por trás de mim. Me virei e dei de cara com Robert sorrindo. Ele me beijou e me levantou em um abraço apertado.

-Você não imaginaria todos os elogios que escutei sobre sua atuação! - ele disse muito orgulhoso. - Estava brilhante! Divina! Uma deusa Flávia! - ele me abraçava e me beijava muito feliz.

Eu sorri encabulada. Entramos no camarim e encontramos com Luhe Tomaz. Todos comemoramos com a champanhe que estava no frigobar do camarim. Outros atores foram chegando e se juntando a nossa pequena comemoração.

Pude perceber os olhares assustados de alguns que reconheciam Robert no meio do grupo. Uns cochichavam, outros apontavam. Eu ria. Robert estava muito a vontade, um amor, interagindo com todos e comemorando. Conversava com todos que dele se aproximavam, interagia e brincava.

Chegou a distribuir alguns autógrafos inclusive. Às vezes me olhava e me mandava um beijo ou dava uma piscadinha. Estava ali, mas sabia que era meu momento, então me deu o espaço que eu precisava.

Robert estava cada vez mais me conquistando com seu jeito alegre e despojado. Nada parecido com o que eu imaginava dele. Estava me deixando encantada.

Eu estava comemorando ainda dentro do camarim, que estava pra lá de apertado com tanta gente, quando ouvi meu celular tocar em cima da bancada de maquiagens.

Fui até ele e mais uma vez vi que era Taylor ligando. Tremi as pernas e quase cai, tive que me segurar na bancada. Olhei para Luana que me olhava também, nervosa e já entendendo tudo. Ela se aproximou de mim.

-Atende ele. - eu a olhei incrédula. - Uma coisa que você nunca foi, Flávia, é mal educada. Atende e vê o que ele quer. - ela disse segurando em meu ombro.

-Eu já sei o que ele quer Luh. E o que ele quer não pode ser.... - eu disse com os olhos marejados. Ela fez que não com a cabeça e me empurrou porta a fora, me deixando sozinha para atender o telefonema.

-Vai. - ela falou apontando em direção a uma varanda que tinha próxima aos camarins. - Deixa que eu dou conta aqui. - sai sorrindo como se dissesse obrigada, andando de costas ainda e me virei indo em direção a varanda.

Ainda olhei para o celular em dúvida. Resolvi atender, na verdade eu queria muito falar com ele de novo...

-Oi Taylor... - eu disse em um fio de voz. -Como você está? - sabia que era uma pergunta ridícula, mas não ia me arriscar em perguntar ou falar mais nada.

-Eu preciso te ver! - ele falou com urgência. - Estou enlouquecendo aqui. Vamos conversar. - ele pedia insistentemente. Eu não sabia o que dizer. Já sentia as lágrimas caindo.

-Taylor.... por favor. Você sabe que é difícil.... Aquilo que aconteceu na varanda não deveria ter acontecido nunca. Você e Robert são amigos, eu nunca deveria ter deixado acontecer... - eu falava nervosa e chorando.

-Vamos conversar Flávia. Só uma xícara de café, eu prometo. Eu preciso realmente te ver. - ele disse nervoso porém parecendo muito sincero. Ainda fiquei sem responder por um momento. Tinha medo de rever Taylor e não conseguir me controlar. Tudo me atraia para ele, e pelo jeito ele também se sentia assim em relação a mim.

-Ok. - eu finalmente disse. - Amanhã, antes de vir para o teatro. Nos encontramos em um café aqui próximo, é discreto e não seremos assediados. - eu marquei com ele e me virei em direção a porta. Vi a figura de Robert vindo em minha direção e me apavorei.

- 17 horas. Tenho que desligar. Tchau. - e desliguei sem esperar que ele respondesse.

-Te procurei por toda parte. O que houve? - Robert me perguntou, abraçando-me carinhosamente. Eu me aconcheguei em seu peito, sentido seu perfume característico de aroma e cigarros que àquela altura não me incomodavam mais.

-Precisava de ar. Estava sufocando lá dentro. - eu disse a ele mentindo, mas era o melhor a se fazer. Nunca poderia deixar isso vazar. Ele afagou minhas costas e me beijou na testa, me afastando para conversar olhando para mim, cara a cara.

-Sei o que você está sentindo. É tudo muito intenso. Mas tenha certeza de que tudo que disseram é verdade, Flávia. Você é uma atriz nata, linda e talentosa. Deve sentir-se orgulhosa de si mesma. - eu o olhava enternecida. Robert era perfeito! Me senti um tanto culpada por ainda estar em dúvida com tudo o que estava acontecendo.

Ele se aproximou de mim lentamente e encostou seus lábios nos meus. Olhou-me dentro dos meus olhos como se ainda pedisse minha autorização para fazer o que estava prestes a fazer. Eu sorri e fechei os olhos, inclinando-me ainda mais para que nossas bocas se unissem.

Os lábios de Robert sugaram os meus com vontade. Era nítida a urgência que ele tinha em me beijar daquela forma. Abri minha boca dando passagem a sua língua quente e iniciamos uma dança envolvente de lábios e línguas ali na varanda.

Robert me apertava contra ele como se quisesse fazer de nós dois um só corpo. Levei minhas mãos até sua nuca, entrelaçando meus dedos em seus cabelos e também forcei sua boca na minha, mostrando a ele o quanto eu também o queria.

O beijo foi longo e envolvente. Não tínhamos motivo para sairmos dali. Éramos eu e Robert, sozinhos no mundo, e eu estava feliz de ele estar comigo naquela hora.

Robert se afastou um pouco para tomarmos ar e beijou a ponta do meu nariz, carinhosamente.

- Você é como eu imaginei, suave e quente ao mesmo tempo. Não imagina a quantidade de noites que fiquei acordado sonhando com tudo isso. - ele me abraçava e acariciava minhas costas, eu ainda estava abraçada a seu peito, aninhada, sentindo mais protegida do que nunca.

-Eu quero ficar com você, Flávia. - ele disse se afastando e olhando-me nos olhos novamente. - Diga que será minha, só minha. - mais uma vez um arrepio me percorreu a espinha. Eu sabia que queria que aquilo fosse verdade, mas estava certa de que teria problemas.

-Eu serei sua, Rob. - foi o que consegui dizer naquela hora. Robert me beijou mais uma vez, tão quente quanto a primeira vez e tão urgente. Mostrava todo seu sentimento naquele beijo. Percebi que o beijo já estava ficando mais que ousado, com Robert passando suas mãos pelo meu corpo com desejo.

-Ownnnnnnnn - ouvimos Paolo falar e paramos o beijo. Ele chegou bem na hora em que as coisas estavam esquentando.

-Edward e Bella se beijando.... Que lindo! - caímos na gargalhada. Paolo era o mais afetado de todos os gays do elenco. Era até divertido vê-lo interpretar o lobo, sendo o personagem tão másculo. Mas na hora da cena ele era incrível.

Fiquei ali esperando Robert fumar seu cigarro, ainda implicando com ele por causa disso. Ele fumava e se desculpava, dizendo que iria parar. Me abraçava e cheirava meus cabelos como sempre.

-Posso perguntar por que você faz isso sempre que me encontra? - eu quis saber o porquê desse gesto tão incomum dele.

Robert jogou o cigarro fora e olhou para mim com doçura.

- Porque dessa forma eu te coloco dentro de mim. E seu perfume fica comigo sempre, assim não sofro tanto quando lembro de você e não está por perto. - e me deu um beijo suave nos lábios.

Voltamos para o camarim para nos despedir de Luana e Tomaz. Como já havíamos combinado antes, eu e Robert iríamos jantar, e pelo jeito a noite prometia muito mais coisa.

N/A: Oie! Finalmente acho que vai acontecer alguma coisa.... Será que ela está certa??? Ou deve esperar e ver como fica com Taylor?? Decisões... decisões....Kkkkkkkk Vamos esperar pra ver..... Beijos apertados e Abraços sufocantes. Fui!



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