05 janeiro 2015

Fanfiction: Your Love Is My Drug - CAP 3


 Your Love Is My Drug
Escrita por: Kelly Tatto
Reescrita por: Jessica Keli.




Quando chegamos à casa do Rodrigo, já era quase dez horas da noite e Ryan praticamente me esqueceu. Ele foi falar com os amigos dele e disse pra eu ir falar com algumas garotas que estavam naquela "festinha".





Eu não ia nem chegar perto, aquelas garotas são putas, é só um cara mostrar a carteira que elas obedecem, não se valorizam. E por grande azar, nem a Gabi e nem a Lu estavam lá... havia umas loiras junto com uma garota que era totalmente rodada “Thais” elas comentavam algo e me olhando rindo. Gabriela poderia muito bem ter me avisado que não ia aparecer.

Fiquei sentada lá, Ryan começou a beber, aquelas garotas dançando, vi que as drogas rolavam solta. Não podia ficar ali, fui até ele e disse:

– Amor, vou embora.

– Ah por que gata? Amanhã a gente nem tem aula, vamos aproveitar.

– Não estou me sentindo muito bem.

– Ah deixa que eu te levo. - Falou ele pegando as chaves.

– Não, não precisa. Pode ficar aqui.

– Tem certeza?

– Sim.

Dei um beijo nele e saí daquela casa horrível, não estou dizendo isso pela aparência, mas sim, pelas pessoas que se encontravam nela.

Minha casa não era muito longe dali, então fui andando.

Como costume, não fui direto para a casa, antes passei em uma lanchonete que tinha cada Milk Shake que era uma delícia.

Lá tinha um casal, que acho que esqueceram que estavam em um lugar público, porque eles estavam se pegando que nem uns adolescentes. Fazer o que né? Só ignorar.

Continuei andando e sentei-me naqueles bancos giratórios encostados no balcão.

– Oi Lisa, qual vai ser hoje?

- Oi Mark... Qual que você me sugere?

- Que tal o de morango?

- Ah, então pode ser.

– Em um minuto eu trago. – Respondeu, sendo bem simpático.

– Obrigada.

Mark trabalhava ali há pouco tempo e como me vê ali direto, sempre sabe o que eu quero.

Olhei novamente para aquele casal, e quando vi quem era aquele cara, quase caí da cadeira, não podia acreditar no que eu estava vendo, aproveitei quando ele entrou no banheiro e saí correndo de lá, com as lágrimas nos olhos.

[...]

* P.O.V Taylor *

Bom, era sexta-feira, o melhor dia da semana para os estudantes.

Eu estava bem animado, planejava ir viajar nesse fim de semana. Tudo estava ocorrendo do jeito que eu queria, exceto uma coisa: Lisa estava muito estranha, ela não carregava aquele sorriso que eu tanto gostava. Ela não estava com Ryan, muito menos com a Gabi e nem com a Lu. Estava quieta e pensativa.

Quando todos estavam indo embora, ela saiu correndo, como se estivesse segurando as lágrimas por muito tempo.

– Lisa, o que aconteceu? - A parei.

– Nada não. - Tentou se livrar de mim.

– Não, me fala o que você tem.

Ela não aguentou e caiu no choro, simplesmente me abraçou.

Peguei na mão dela e a levei para um lugar mais reservado.

– Agora me fala, o que tá te incomodando?

– Taylor... Ontem eu vi uma coisa horrível... - ela soluçava muito.

– O que?

- Quer dizer, não é uma coisa particularmente minha, mas ainda não acredito que ele foi capaz de fazer isso com ela.

- Ele quem, Lisa? Explica-me.

– Meu pai... Ele estava com outra mulher.

– Como assim Lisa? Você tem certeza do que tá falando?

– Sim, ele estava com outra mulher, beijava ela de um jeito, ai Taylor, não sei o que eu faço. Estou muito chocada, nunca pensei que meu pai faria isso, sinceramente.

– Olha Lisa, essa situação é muito complicada, mas agora, antes de tudo, você tem que pensar no que vai fazer.

- Você acha que eu deveria contar para a minha mãe?

- Acredito que sim, é melhor ela ficar sabendo por você, alguém em quem ela confia.

– Será que é o melhor a fazer? Ela vai ficar muito triste.

– Triste sim, mas não vai ser mais enganada. É melhor ela saber agora do que continuar com um homem que não a ama, que não a respeita.

– Bom Taylor, acho que você está certo, vou ver o que eu faço, como vou contar isso pra minha mãe. – Ela enxugou as lágrimas e me agradeceu.

- Bom, não precisa me agradecer, eu tento ajudar do jeito que eu posso. Mas você promete que vai tentar ficar bem? Quer dizer, você tem que ajudar a sua mãe, porque ele, querendo ou não, vai continuar sendo seu pai, então já tá mais suave, agora pra sua mãe, ele vai ser o ex-marido, quer dizer, eu acho.

- Sim, eu prometo. Foi bom poder conversar.

- Ás vezes é o melhor a se fazer.

- Obrigada, Taylor. Obrigada mesmo! – Ela me abraçou bem forte, me deu um beijo na bochecha e saiu, foi para casa, pensar um pouco.

[...]

* P.O.V Lisa *

Eu fui a pé da escola até em casa, era mais tempo para refletir.

Desabafar com o Taylor foi ótimo, nenhum dos meus outros amigos perceberam que eu estava estranha e se perceberam, não vieram falar comigo.

Em casa, encontrei minha mãe no jardim, ela cuidava de algumas flores quando eu a chamei:

– Mãe, a senhora pode vir aqui?

– Claro, filha, já estou indo.

Alguns minutos depois, minha mãe apareceu na sala.

– Algum problema?

Peguei na mão dela e nos sentamos no sofá.

– Olha mãe, preciso te contar uma coisa.

– O que?

– Mãe, isso não é fácil, mas bom, a senhora precisa saber.

Vi que seu olhar demonstrava medo.

– Conta logo, o que aconteceu? Lisa, eu estou ficando preocupada.

– Mãe, eu vi o meu pai com outra mulher. – Falei, assim, rápida, precisa acabar logo com aquilo.

Ela ficou em silêncio.

– Não filha, você tá brincando.

– Eu não brincaria com uma coisa dessas, só estou te contando mãe, porque acho que é o certo a fazer, não quero ver a senhora sendo enganada.

Minha mãe ainda em choque perguntou:

– Onde você viu? Quando?

– Ontem. Ele estava com ela em um restaurante, eles se beijavam e quando ele foi para o banheiro, vim embora, não queria que ele me visse.

Vi que uma lágrima caiu do seu rosto.

- Mãe vem aqui, me dá um abraço.

Abracei, o que ela mais precisava agora era de apoio. Ela chorou muito, perguntou diversas vezes se eu tinha certeza, desabafava, foi muito dolorido ver e ouvir aquilo.

Ela tomou um calmante e conseguiu dormir, eu fui pro meu quarto e fiquei o tempo todo imaginando como seria a situação depois que meu pai chegasse da noite de farra...

Eu estava deitada, pensando em qual decisão minha mãe iria tomar.

Será que ela aceitaria meu pai numa boa? Não, ela não é tão ingênua, mas acho que também não é forte o suficiente para dar adeus ao seu "amor".

Perdida nos meus pensamentos, ouvi a porta bater, não tinha dúvidas de que era ele que tinha chegado. Comecei a descer as escadas, e a cada passo ouvia os soluços da minha mãe, o efeito do calmante não durou por muito tempo.

Meu pai estava bêbado, não sei como teve condições de dirigir, deve ter cometido mil e umas multas, mas isso não vinha ao caso agora.

Sentei-me no último degrau da escada, fiz silêncio, só queria observar.

Minha mãe estava sentada, quando ele se aproximou e sentou-se ao seu lado.

– O que aconteceu querida? - Ele levou a mão até a sua face.

– O que não deveria ter acontecido. - Ela se afastou.

– Não estou entendendo. - Tentou se levantar, mas perdeu o equilíbrio e caiu sobre o sofá.

– Talvez seja menos confuso se perguntar para sua mulher.

– Do que você está falando?

– Daquela que você beijou, a quem estava se entregando. – E as lágrimas caíram novamente.

– Amor, você deve tá maluca, a única que eu beijei foi você.

– Para de me chamar de "amor". - o choro foi aumentando.

– Não, isso não tá acontecendo, você sabe que meu coração é só seu.

– Não precisa mais fingir, você tá me traindo, ou melhor, me traía, porque a nossa relação acaba aqui.

É isso aí mãe...

– Espera, você deve ter se enganado, eu nunca faria isso contigo.

– CALA A BOCA! – Minha mãe resolveu mostrar quem é que manda. – Pega as suas coisas e vai embora.

Ele me olhou, na verdade, me encarou, e disse:

– Filha, que bom que você tá aí, explica pra sua mãe que eu nunca faria isso com ela, que eu a amo.

Demorei pra responder, olhei para os dois, não deveria me intrometer, mas acho que já era tarde pra isso, então tinha que falar a verdade.

– Explicar o que? Que eu te vi com outra?

– VOCÊ NÃO VIU NADA. – É, ele ficou muito estressado. Seu rosto estava vermelho por dois motivos: bebida e raiva.

– Que é? Agora você também sabe o que eu vi e o que deixei de ver? - Eu estava chateada demais para "não responder meu pai".

Acho que isso o pegou de surpresa, porque em um segundo, ele se aproximou, e logo em seguida vi sua mão batendo em meu rosto, aquilo doeu, minha face ardia, a força foi tanta que caí no chão, bati minha cabeça na quina da escada, minha mãe o puxou para longe de mim, gritava com ele, falava que aquilo já era demais, que não queria mais ver ele, ele precisava ir embora...

– OLHA O QUE VOCÊ ACABOU DE FAZER, SEU ESTÚPIDO.

– ELA MERECIA.

– UM TAPA NA CARA? SÓ POR QUE ELA FOI SINCERA?

– VOCÊ TÁ MALUCA.

Estava difícil, minha cabeça doía, mas levantei assim que vi que ele estava indo em direção a ela, então parei em frente a ele.

– Você pode até bater em mim, mas deixa minha mãe em paz.

– Olha aqui sua estúpida...

E ele caiu no chão, gritava de dor, escorria sangue da sua cabeça e no chão, só os cacos do vaso.

Minha mãe chorava muito, a abracei enquanto pegava o telefone, liguei para um hospital e eles disseram que logo haveria uma ambulância em minha casa.

[...]

Fiquei com a minha mãe o tempo todo, quando ela adormeceu, saí e segui o corredor e fui para o meu quarto. Meu rosto ainda estava muito vermelho, na minha cabeça havia um curativo, que foi colocado onde eu cortei, não iria conseguir dormir aquela noite, aquela situação foi muito complicada, nunca tinha visto como meu pai era, ele nunca tinha agido assim.

Eu precisava desabafar, e a única pessoa que sabia disso, era o Taylor.

* P.O.V. Taylor *

Eu estava arrumando minha mochila, afinal, não preciso de uma mala pra passar o fim de semana com meus amigos, né?

Eu estava falando com Cameron no telefone, nada de importante, tá, ele estava me contando sobre a Larissa, cara, ele realmente gostava dela, mas não é por isso que eu tinha que ouvir sobre ela o dia inteiro e muito menos saber qual era o seu perfume favorito.

Bom, mas eu teria que aguentar, afinal, elas iriam junto com a gente e eu ficaria de vela, mas pelo menos eu seria a "vela" embaixo da água.

O Zach só não tinha ligado ainda, porque ele estava com a Thassia, então, por enquanto era só o chatão do Cameron.

A outra linha começou a tocar.

– Cameron pera aí, tem alguém na outra linha.

– Não cara, espera, eu já falei que ela ador...

*Outra Linha*

– Alô?

– Alô.

– Lisa? – fiquei surpreso.

– Taylor, queria muito conversar com você. Claro, se eu não estiver te atrapalhando.

– Não, imagina, pode falar... Quer dizer, espera só um minutinho?

– Tá.

***
– Alô Cam.

– Nossa até que enfim. Quem era?

– A Lisa, por isso tchau, a gente se fala mais tarde.

– Não, véi, ta me trocan...

TU TU TU.

* Outra Linha*

– Então, pode falar.

– Na verdade, eu gostaria de te ver.

A Lisa quer me ver?

– Olha, Lisa, bom espera um pouquinho, daqui a pouco chego na sua casa.

– Tá.

TU TU TU.

Bom, pelo que eu percebi, ela estava aflita, então, precisava desabafar. Fui até a garagem, meu carro estava na oficina, peguei a antiga bicicleta azul e saí pedalando à noite, não demorei muito para chegar. Já era mais de 00:00, não queria incomodar ninguém, fui até os fundos e vi que a janela dela estava aberta.

Eu praticamente escalei aquela parede, sorte que tinha umas árvores, onde eu conseguia me apoiar.

Quando subi, vi que Lisa se assustou, ela estava sentada e dei um pulo de imediato.

– Taylor!

– É, sou eu.

– Por que não tocou a companhia?

– Não queria incomodar.

Ela me olhou de um jeito estranho, mas logo bateu em um espaço vazio na cama, pedindo para que eu me sentasse.

Ela secou as lágrimas e soluçando, procurou forças para falar.

– Taylor, aconteceu uma coisa horrível.

– Tá envolvendo seu pai não é?

– Sim - parecia que afirmar aquilo fosse pior que tudo. - Como você sabe?

– Ouvi algumas pessoas comentando ali na rua.

– Fofoqueiros.

– Sim, mas então, o que aconteceu?

[...]

– Lisa, eu sei que deve ser muito difícil pra você, mas...

– Mas o que Taylor? Ele me bateu, me derrubou no chão, queria machucar a minha mãe.

– Lisa, eu sei que seu pai errou, e errou feio, se ele estivesse sóbrio, poderia, quem sabe ir embora numa boa, - balancei os ombros - mas não podemos esquecer de um detalhe: ele estava bêbado, e ambos sabemos que isso pode ter ajudado ele se descontrolar mais ainda.

– Não sei Taylor, você deve estar certo. Outra coisa, meu pai foi tão, tão...

– Burro?

– Nao sei se essa é a palavra certa. O pior mesmo, foi ver ele negando tudo, ai que ódio dele.

Ela começou a chorar novamente, dessa vez foi por raiva e não por tristeza.

– Ele não ía confirmar, não se entregaria tão fácil.

– É, você tem razão. Coitada da minha mãe, se iludiu muito com ele.

– Isso acontece muito, nos enganamos com as pessoas que mais confiamos.

– Sim, eu já deveria saber disso.

– Lisa, desculpa perguntar, mas você já contou pro Ryan?

– Não, ele tá me excluindo muito.

– Hum, e pras suas amigas? Alguma sabe sobre isso?

– Não, parei de confiar em todo mundo.

Me senti mal quando ela disse "todo mundo", então, me defendi.

– Olha, não sei à quem você se refere quando diz "todo mundo", mas saiba que pode confiar em mim, pode sempre contar comigo.

– Nos piores momentos? - fez cara triste.

– Claro que sim!

– Taylor, literalmente, você está sendo o melhor ombro pra chorar - ela disse me abraçando - e com certeza, o meu melhor amigo.

Aquilo realmente me tocou, a única coisa que consegui fazer, foi retribuir o abraço.

– Taylor, eu to com um pouquinho de sono, acho que é melhor eu descansar, foi um dia tenso.

– Será que você vai mesmo conseguir dormir? Com tanta coisa na sua cabeça?

– Verdade, mas bom, vou tentar.

– Bom, então eu vou indo, se cuida minha bebê.   Falei sorrindo.

– Pode deixar, se cuida também.

– Ah, Lisa, amanhã vamos pra Carolina do Norte, quer ir com a gente?

– Vai quem?

– Eu, Cameron, Michael, Zach, Larissa, Thassy e Mônica.

– Hum, não sei, se eu estiver melhor eu te ligo.

– Ok então. - Dei um beijo na testa dela, percebi que um sorriso se abriu, ela levantou os olhos, me deu mais um abraço e logo depois, pulei a janela.

Eu sei que Lisa estava péssima com o que tinha acontecido, mas fiquei feliz por a gente ter tido essa conversa, por me sentir tão especial pra ela.
 


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