22 fevereiro 2015

Fanfiction: Ela é para o meu irmão – Capítulo 20.


Texto/Fic: Jessica Keli.
Capa/fic: Jessica Keli.
Beta: Correção/edição: @ValzinhaBarreto
Música tema: Mine – “Naya Rivera”.


POR EMILI                            

Trancados ali, sentia-me perdida e temia perder o controle dos meus impulsos. Eu não entendia como aquela porta havia sido fechada deixando-nos presos a esperança de sermos encontrados ali ou pior que isso: uma longa noite com atitudes que nos marcariam por muito tempo. Não havia como sair, nem como fugir e encará-lo não era tarefa fácil, não depois de saber o quanto meus sentimentos eram intensos.


- Você acha que alguém vai nos encontrar ainda hoje?

- Duvido – Disse ele sentando-se.

- Seu otimismo me alegra. – Brinquei.

- Estou sendo realista, não pessimista, há uma diferença Emi.

- Sim, sei muito bem qual é.

- O que é aquilo ali no chão?

- Não sei, deixe-me ver. – Falei ligando a luz do celular e clareando o ambiente em que estávamos.

- Uma caneleira. – Disse ele sorrindo.

- Não é um bicho, não tenha medo. – Zombei.

- Não estou com medo. Você é que está. – Disse Taylor franzindo a testa e abrindo um sorriso bobo.
                 
- Posso te fazer uma pergunta íntima? – Indaguei temendo sua resposta.

- Depende do quão íntima é sua pergunta.

- Que perfume você usa?

- Eu tenho pelo menos 12 frascos que uso regularmente, mas posso te dizer o que estou usando hoje.

- Me fala, então.

- O nome do perfume é... Bem, hoje não estou usando nenhum.

- Você só pode estar brincando. Já pode riscar essa tarefa da lista.

- Que tarefa?

- A tarefa de zuar uma fã sua.

- Eu não tenho essa tarefa na minha lista, isso eu só faço com você.

- Que tipo de tarefas existe nessa lista?

- A minha primeira tarefa é dar muito orgulho a todas as minhas fãs e a segunda, é visitar os países onde tenho fãs.

- E a terceira?

- Se eu te contar, terei que te matar e eu não quero fazer isso.

- Então deve ser algo bem obscuro.

- Talvez seja.

- Eu não vou dormir em paz nunca mais sabendo que você esconde isso de mim. – Falei sorrindo.

- Não seja dramática.  – Acrescentou sorrindo e fixando seus olhos em mim. Bastante a vontade. Olhei da mesma forma e devido ao silêncio, falei voltando ao assunto da conversa:

- O Brasil você já conhece, então essa tarefa já foi cumprida e como fã brasileira eu te asseguro que ninguém nesse mundo tem mais orgulho de você do que os fãs brasileiros, então, considere-se realizado.

- Espero que seja realmente isso. – Disse ele satisfeito.

- Você tem muitos fãs no Brasil, sabia disso? – Indaguei com emoção.

- Claro que sim e sou grato por isso.

- Aposto que não pretende voltar tão cedo. – Falei incrédula.

- Porque diz isso?

- Pelo que houve na primeira vez em que visitou meu país.

- Aquilo foi um grande mal entendido, mas não tenho receio de voltar, na verdade, quero voltar ao Brasil a passeio, ver algumas capitais, as praias, quero aproveitar mais.

- Você não aproveitou quanto gostaria, não é? – Perguntei sem graça.

- Não aproveitei nada. A parte boa é que passei um tempo com os fãs, mas fiquei no quarto de hotel.

- Da próxima vez você irá tirar um tempo para conhecer mais.

- Do que você mais gosta lá? – Taylor perguntou interessado.

- Das praias, das comidas típicas, tem muita coisa boa lá.

- Quando eu for, vou querer uma lista de alguns lugares.

- Eu lhe darei com prazer. – Disse prestativa.

- Porque está tão triste?

- Não estou.

- Está sim Emi.

- Não estou triste, só não esperava uma situação como essa.

- Eu lamento por isso. – Disse ele docemente.

- Não é culpa sua Taylor.

- Nem sua.

- Como tem tanta certeza?

- Você não se trancaria aqui comigo.

- Nem todo mundo vai entender dessa forma. – Avisei triste.

- Eu sei que tudo isso é um grande mal entendido, uma fatalidade.

- Estou preocupada Taylor. – Acrescentei de cabeça baixa.

- Não fique. Logo pela manhã, alguém irá nos encontrar e vamos ir para casa. – Disse ele me tranquilizando.

- Só queria minha cama nesse momento. – Falei mudando de assunto.

- Eu também gostaria. – Disse ele encostando-se a uma das caixas que lá havia.

- Você é feliz, Taylor?

- Sou... E você?

- Sinto que falta algo para minha felicidade ser completa. – Admiti.

- Eu também sinto isso. – Ele disse sem pensar;

- Talvez seja a condição humana. – Comentei encarando-o novamente.

- Emi, você é tão jovem, mas parece saber mais da vida do que poderia.

- Se eu fosse tão sábia saberia como escolher a pessoa certa para amar.

- Nem Einstein saberia como fazer essa escolha, Emi. Ninguém escolhe quem amar, o coração faz isso por nós, não é racional. – Disse ele com grande ternura.

- As vezes eu gostaria de poder comandar o que eu sinto. – Falei desanimada e com um grande suspiro.

- Isso só tiraria a essência de tudo Emi. Assim, você perde toda a diversão.

- Verdade. Às vezes o inesperado pode ser perfeito. Nós somos a prova disso. Estamos trancados, com frio, com fome e mesmo assim tendo uma discussão sóbria sobre nossa existência.

- Você está com frio? – Ele indagou preocupado.

- Um pouco. Não estou muito acostumada com o clima daqui, então me resfrio com facilidade.

- Eu vou te ajudar com isso então. – Disse Taylor tirando a cEmisa e dando-a a mim.

- Não, não precisa. – Falei entregando a cEmisa.

- Vista, ou irei vestir em você e isso será embaraçoso, afinal, você já é bem grandinha.

- Obrigada. Me sinto mais aquecida.

- Não tenha medo do que vão pensar de nós quando sairmos daqui, okay? Basta falar a verdade.

- Não acho que Adria vá acreditar nisso.

- Não se preocupe com Adria, preocupe-se em descansar um pouco.

- É impossível descansar aqui. – Reclamei.

- É mesmo, acho que você pode ser bem confortável – Disse Taylor deitando em meu colo.

- Então aproveite a estadia. – Falei acomodando sua cabeça entre minhas pernas e tocando timidamente seus cabelos e tirando alguns fios que caiam sobre a testa.

 - Acho que também posso relaxar. – Falei me encostando em uma das caixas e acomodando-me melhor com ele no meu colo, mas não obtive respostas.

Taylor parecia ter adormecido, então, meus impulsos cederam ao desejo nato de tocar sua pele e por mais que minha mão escorresse trêmula pela sua face, não pude evitar de sentir a maciez de sua pele...

Pela pouca luz que o celular clareava, observei seus lábios avermelhados que me pareceram tão convidativos, não pude deixar de passar meus dedos sobre ele, sentindo-os secos, mas perfeito para os meus insalivados, e antes que pudesse refletir sobre aquilo, toquei meus lábios sobre os deles, levando-o a abrir os olhos espontaneamente pelo beijo que havia roubado, mas embora surpreso pelo que eu havia feito, não me afastou, mas continuou ali e depois de alguns segundo olhando-me, parecia indagar-se do porquê eu havia feito aquilo, na verdade, eu me fazia a mesma pergunta.

- Porque você fez isso? – Ele perguntou fechando os olhos novamente e se acomodou em meu colo.

- Eu não sei. – Respondi envergonhada e agradecida por haver pouca luz ali.

- Se você não sabe, melhor parar.

- Desculpa isso foi um erro. – Falei envergonhada.

- Não foi isso que príncipe disse quando beijou a Bella adormecida, mas tudo bem, errar é humano Emi. Estou bem acordado – Disse ele pegando no sono novamente.

Após alguns minutos pensando em como roubar um beijo de um homem adormecido era constrangedor, acabei cedendo ao cansaço, minhas costas estavam tensas por permanecer sentada ali há tanto tempo e minhas pálpebras se fecharam antes que pensasse em como dormir seria apropriado para me fazer esquecer minha gafe.

(...)

- Taylor? – Uma voz surgiu junto com a claridade, alguém havia nos achado finalmente. Era Debora, a mãe do Taylor aflita.

- Oi mãe, ficamos presos, mas estou bem. – Disse Taylor esclarecendo antes que alguém dissesse algo.

Makena olhou por alguns segundo e aproximando-se, abraçou, se afastando em seguida, ela tinha algumas perguntas, era possível ver na sua face, não apenas dela, mas de Adria e do pai do Taylor que parecia ser o mais incomodado com a cena.

- Você está bem Amy? – Indagou Makena passando as mãos pela minha face e me abraçando novamente.

- Estou sim, Make. – Respondi sem graça depois de ver a forma enojada com que Adria me observava.

- Minha filha, como você está, o que houve? – Debora me perguntou dirigindo-se a mim e me abraçando ternamente.

- Estou sim dona Debora, não sei o que houve. – Falei séria.

- O que aconteceu aqui? Como vocês ficaram presos? – Perguntou o pai do Taylor muito irritado.

- Eu não sei pai, ficamos presos, é o que sabemos. – Disse Taylor.

- Olá. – Disse o treinador se aproximando.

- Olá, pode me dizer como eles ficaram presos? – Indagou Debora.

- Eu sinto muito pelo que houve, lamento que tenham passado a noite aqui presos, mas deve ter acontecido alguma confusão que provou isso.

- Tudo bem, depois nos falamos, o Taylor e Emi estão cansados e sem comer, vamos levá-los para comer alguma coisa. – Disse Debora saindo.

Quando chegamos na frente, Taylor se afastava com seu pai, eles conversavam sobre algo, mas eu não pude ouvir. Eles entraram no carro, e eu fui com Debora e as meninas no outro, mas antes que saíssemos, Adria falou muito desapontada:

- Acho que você deveria devolver a cEmisa dele, não acha?

- Ah meu Deus, é verdade. – Admiti saindo do carro e indo até o Taylor e seu pai. Encostei-me na janela do carro e a entreguei a ele sem ao menos encarar o seu pai, ele parecia, muito irritado com aquela situação e me culparia por aquilo, assim como Adria, disso eu tinha certeza.

- Voltei ao carro, e Debora e eu saímos dali.

- Vamos comer alguma coisa? – Convidou Debora.

- Não estou arrumada por ir a nenhum restaurante. – Falei.

- Você está linda Emi, seu cabelo está perfeito, com certeza você dormiu sentada. – Disse Makena.

- Talvez ela nem tenha dormido. – Disse Adria com ironia.

- Tem um restaurante aqui perto, você precisa comer alguma coisa. – Disse Debora ignorando Adria.

- Okay, tudo bem. – Aceitei.

Chegamos ao restaurante, sentamos, notei que Makena sentou do lado de Sandra e Adria ficou próxima a mim, mas de frente para Debora. Adria me fuzilava com seus olhos, isso me incomodava, mas disfarcei.

- A comida está boa Emi – Indagou Debora.

- Está sim, obrigada pelo almoço. – Agradeci.

Durante as refeições, as meninas falavam dos jogos ou de uns garotos que estavam bem próximo a nós, eram lindinhos, mas eu estava mais preocupada com o inquérito que me esperava.

- Hora da sobremesa. – Disse Debora.

- Eu não quero nada desse menu. – Disse Adria.

- Tem sorvete ali, vamos lá pegar. – Disse Makena.

- Vamos. Vocês querem? – Perguntaram para mim e Debora.

- Claro. – Disse Debora por ela e por mim.
Quando elas se afastaram e ficamos a sós, Debora começou a me perguntar o que ela queria saber, ela não seria a última que me perguntaria sobre o que havia acontecido naquela noite.

- Eu vou ser bem direta, não tenha medo de me dizer a verdade. – Disse ela.

- Eu sempre digo a verdade.

- Certo Emi. O que aconteceu entre você e Taylor enquanto vocês estavam presos?

- Não aconteceu nada. – Falei.

- Não vai te acontecer nada, eu só estou preocupada.

- Eu sei dona Debora. Entendo, mas estou sendo sincera.

- Espero que não se zangue, eu estou perguntando porque Taylor é homem, você é garota linda e uma grande fã, seria normal alguma atração.

- Não tem atração dona Debora. Eu e Taylor brigamos o tempo todo, ainda bem que a senhora nos achou ou eu já o teria matado, o seu filho é insuportável as vezes.

- Nossa! Então estar presa com ele foi um sacrifício. – Disse ela sorrindo e mudando de assunto quando as meninas chegaram com o sorvete.

Debora ainda me olhava desacreditada, o que não era de se estranhar, eu estava tensa, tremendo um pouco e envergonhada, algo tinha acontecido, mas não como ela imaginava. Depois do sorvete, ela me deixou em casa, tomei um banho e dormi um pouco...
(...)

POV TAYLOR LAUTNER

Meu pai dirigia em silêncio, mais parecia que ia explodir a qualquer momento.

- Pensei que tinha fugido com essa garota. – Insinuou seco.

- Fala sério pai - Sorri sem graça olhando para fora.

         Naquele momento senti alguém me cutucar, era Nanda. Parecia um pouco ansiosa, olhei-a estranhando sua cara de pavor, ela se aproximou do meu ouvido e perguntou:

- Posso falar com você depois?

- Claro - Respondi percebendo seu semblante triste.

         Chegamos em casa e Nanda disse que precisava ir à casa da Emili falar com Adria, mas ela não havia ido, apenas soube disso, alguns minutos depois.
          Meu pai e eu entramos em casa. Ele foi almoçar e fui tomar banho. Quando voltei do banho ele me esperava na sala.

Sentei no sofá esperando o sermão da montanha que ele faria em minutos. Alguém seria crucificado e seria Emi.

- Olha, vou ser bem direto, o que aconteceu enquanto vocês estavam naquele lugar? – Indagou ele.

- Nada, porque aconteceria alguma coisa?

- Vocês ficaram esse tempo todo juntos, e ela é sua fã, deve ter acontecido alguma coisa -  Falou tentando ficar calmo.

- Não pai, a Emi não é assim, ela é minha fã, mais soube muito bem separar as coisas. – Defendi.

- Ela deve ter percebido alguma coisa de você, você não sabe enganar ninguém Taylor - Falou se levantando e me deixando sem jeito.

- Pai, não aconteceu nada. – Garanti firme.

- Ah é?! É isso que me deixa mais Puto! Você disse que “ela não é assim”, então se realmente não aconteceu, foi porque ela não quis. Eu não vou mentir, estou muito preocupado com isso!  Você está gostando da Emiga da sua irmã, olha o problema que você foi se meter!    

- Pai, eu já falei que não aconteceu nada. Já superei isso.

- Não tenta mentir pra mim!  Eu disse uma vez, pra você ficar longe dela. Eu percebi Taylor, eu te conheço muito bem, você olha pra ela como se fosse o centro do universo. Te falei pra não estragar a Emizade dela com a sua irmã!

Eu estava ficando nervoso de tanto ouvir as acusações e desconfiança do meu pai tão alto. Ele precisava gritar daquele jeito? – Me perguntava em pensamento.

- Pai, você está vendo coisas onde não tem - Tentei mentir.

- Sério? Esqueceu da conversa que tivemos semana passada sobre ela? Acabou tudo assim? Do nada?!

Eu havia me esquecido da conversa sobre a Emili que tive com o meu pai. Como eu poderia lembrar? Estava pouco sóbrio para isso. Fiquei sem graça, mas continuei convicto de que ele estava exagerando.

- Taylor, olha, sinceramente, achei isso tudo muito estranho, vocês dois pararem ali. Ou foi você, ou foi ela quem causou isso! E creio que você não seria tão idiota. Então a Emi teve alguma coisa a ver com isso. Não pode ter sido coincidência Taylor! – Continuou as acusações.

- Não! Pai... Pelo pouco que conhece dela deveria saber! Ela jamais faria isso. - Falei parecendo desesperado, não queria que meu pai ficasse contra a Emili, isso me incomodava bastante.

- Ta defendendo ela? Ela é sua fã, não é? E se ela se aproximou da sua irmã para isso?! – Indagou levando-me ao limite, mas antes que eu dissesse qualquer coisa, Nanda entrou chorando e interrompeu a discussão.

- Não tio! Ela jamais faria isso, a culpa disso tudo foi minha!!

- O que?   - Perguntei não entendendo.

- Fui eu que provoquei isso tudo. Fui eu que fiz o Taylor parar lá naquele lugar, fui eu quem causei tudo a eles. Me desculpa!! – Nanda chorou mais ainda.

- Calma... Por que fez isso? – Perguntei pasmo.

- Foi ela quem mandou?  - Perguntou meu pai irritado. Mesmo Nanda assumindo a culpa, ele ainda queria acusar Emi.

- Não! A Emi jamais faria isso. - Falou Nanda olhando para ele e em seguida para mim.

- Ela... Só estragou todas as chances que tive com um garoto e fiquei com muita raiva. Eu precisava me vingar dela, eu estava cega de raiva. Era para a Emi ficar presa sozinha, mas depois as meninas souberam por mim que vocês não paravam de brigar o tempo todo quando estavam juntos, achei que seria uma brincadeira. Então minhas 3 colegas me ajudaram, mas as estou arrependida, não sabia que seria tão perigoso assim!  - Confessou Nanda chorando.

Olhei para o meu pai e ele parecia assustado, com o pensamento longe. Por isso não se meteu.

- Sabe que essa brincadeira poderia ter terminado mal, não é?  - Falei calmo.

- Eu sei, Taylor... Por favor, me perdoa!!

- Tá, fica calma... Não é o fim do mundo.

- Eu não pensei na hora. As meninas tiveram a ideia e na hora achei que fosse boa! - Soluçou.

- Tio, me perdoa? – Falou Nanda diante do meu pai, que despertou somente balançando a cabeça que sim.

- Okay Nanda, não aconteceu nada de mais.

- A Luane, disse que ia avisar ao treinador no final, mas não avisou! Foi ela quem trancou! – Disse Nanda olhando para o meu pai que parecia muito irritado com ela.

- Pai, deixa isso pra lá. Pode piorar, vamos fingir que nada aconteceu.

Ele passou as mãos no rosto.

- Concordo... Deixa pra lá.

Sandra preferiu esperar Emi em sua casa para se explicar. Me deitei na cama pensando no que havia acontecido, mas o beijo roubado e que sequer pude retribuir, me tirou o sono...

POV DE EMILI:

         Depois que saímos do restaurante, notei que Makena ainda estava um pouco diferente comigo. Ficava muito mais grudada com Sandra. Até julguei ser meus ciúmes, mas não era. Ela ainda estava distante.

         Fui para casa e encontrei Nanda sentada no sofá com o semblante triste, respirei fundo parando na sala. Pensei no que ela poderia dizer. Temi uma confusão. Ela quebrou o silêncio.

- Seu... Motorista permitiu que esperasse você aqui.

- Ele não é meu motorista, o Trevan já é de casa - Falei séria.

- Desculpe. - Abri os olhos, ela havia pedido desculpas?

Sentei no outro sofá. Nanda se aproximou temerosa.

 – O que veio fazer aqui? Eu já sei que não vai querer minhas desculpas... Minhas explicações você não quer ouvir - Falei sem graça sem olhar nos seus olhos.

- Eu vim falar... Que. - Ela respirou fundo e vi uma lágrima cair. Ela me contou tudo que havia acontecido e fiquei super chateada.

- Me desculpa Emi!! Fiquei cega de raiva! Não sabia que estava fazendo! Eu sabia que vocês viviam brigando! Na verdade ele não deveria ter ido pra lá! Mas isso foi ideia das meninas! Uma ideia em cima da hora! Por favor Emili! Me perdoa!

Cruzei os braços. Elas queriam me prender lá?!

- Você não viu!? Eu fui tão vitima quanto você! O Junior não me contou nada! Muito menos Você! Eu não posso ler pensamentos Nanda... Eu não sabia. - Falei deixando uma lágrima cair.

- Desculpa Emi, é sério, desculpa mesmo.

- Tudo que você pensou de mim, Adria deve pensar agora!

- Eu já falei com ela.. Emi. Me perdoa!

         Respirei fundo, fiquei pensativa e tentei me acalmar. Ela já estava calma disposta a me ouvir. Poderíamos esclarecer as coisas e ficarmos bem... Ou poderíamos continuar uma chateada com a outra e tornar as coisas piores.
         Fui tomar banho e depois conversamos por horas. Ela pediu para saber mais das minhas Emigas brasileiras. Me mostrou as fotos do campeonato que ganhamos e falou que teríamos uma comemoraçãozinha na casa de Sandra no próximo dia.
         Tiramos uma foto para por em nossas redes sociais e finalmente a perdoei, e o mesmo ela fez. Chegando a noite Nanda foi para casa.

         Adria estava muito irritada. Trevan saiu e ainda não havia chegado, ela  estava em um silêncio desde que chegou.

- Adria? - Falei enquanto ela olhava uma revista sentada no sofá.
- Oi?  - Olhou ela séria.

- Você parece ter ficado chateada com o que aconteceu. Escuta... Me desculpa, não foi nossa culpa..

- Nossa? Já esta defendendo em conjunto?   - Perguntou irritada olhando para revista.

Eu me assustei, mas continuei:

- É... Porque não quero que fique chateada comigo e muito menos com ele... Ainda mais que você disse que gostava dele... Que ele era legal.

- Eu nunca disse que gostava dele ao ponto de me chatear com besteiras desse tipo.

- Não? - Perguntei confusa.

- É. Eu prefiro assim. A não ser que você queira me dizer o que aconteceu naquele lugar.

- Não aconteceu nada, Adria.

Ela se levantou irritada.

- Pára de graça, Emili! Qual é? Você é fã dele! O que você não faria?!  

- Adria... Eu estou surpresa com isso que estou ouvindo. Como assim o que não faria? Acha que eu sou o que? – Indaguei chateada.

- Okay Emili, me poupe, a sua Emiga já me explicou tudo, não precisamos ter essa conversa. - Ela respirou fundo e se retirou dizendo:  - Estou farta de você e do Taylor.

- Como assim?  - Perguntei, mas a única resposta que tive, foi o som da porta batendo com violência.

         Estranhei, queria conversar com ela direito, mas não entendi porque estava cansada de nós dois. Pensei onde Trevan estaria. Ele estava saindo quase todos os dias a noite.

Fui para a cozinha ver Dona Marli preparar o jantar e ela estava vendo TV. Me sentei na cadeira.

- Nossa... Que susto você me deu, pensei que tinha voltado para o Brasil. – Riu ela.

- Nem pensar que eu volto pra lá.  - Ri.

- O bom é que você estava com aquele rapaz lindo do seu lado. Meu Deus!! Que sortuda! - Gargalhou.

- Pensei que íamos ficar lá pra sempre. - Ri ignorando o que ela disse.

- Imagina... Uma hora iam ir lá...  Mexeu na panela e continou:

- Mas não seria nada mal ficar presa com aquele gato! - Riu se sentando do meu lado.

- A senhora deve ter tido muitos gatos.

- Ah, eu tive minha cota sim? Ai se ele me quisesse!  Ui! – Brincou.

- Mas minha irmã quer. - Comentei.

- Até pode querer, mas só como um Emiguinho mesmo. Porque vivo pegando ela agarrada pelos cantinhos da casa com o Trevan - riu ela e falou baixinho.

- Deixa eles pensarem que eu não sei! Que eu não vejo!

Ela parou de rir e se aproximou de mim para falar baixinho.

- Fala a verdade... Não rolou nenhum beijinho?

- Marli! Para...

- Rolou né?! – Riu ela.

- Claro que não.

- Ahaha. Duvido. O que fizeram pra passar o tempo? Se não fizeram isso vocês foram muito bobos! Onde já se viu, desperdiçar a juventude assim?

Olhei pra ela estranhando.

- Vamos parar? - Sorri sem graça. Ela foi cortando o sorriso me fazendo agir do mesmo jeito.

- Emi. Eu sei. Ele é o rapaz dos seus sonhos.

- O que?  - Perguntei sem graça.

- Eu repito! Ele é o rapaz que apareceu nos seus sonhos, eu tenho certeza! Percebi no dia em que ele estava aqui.

- Claro que não - Falei sem graça.

- Como você diz isso? Não... Não é ele!

Olhei para ver se alguém vinha.
       
- Como você disse agora cautelosa, já confirma que estou certa!

- Você fala isso e se alguém escutar não vai ser legal, vão ficar no meu pé.

- É... Tipo o Trevan, que vai te zoar... É... Estou ciente das coisas!  
                                                                    
 Adria chegou à cozinha em silêncio abrindo a geladeira pegando a jarra de suco. Marli estranhou o seu mal humor.

Trevan entrou na cozinha sorridente.

- Olha só! A minha namorada chegou! - Falou ele me abraçando por traz, como sempre brincalhão.

- O que?! -  Perguntei estranhando.

- Ah, é! Eu estou sabendo! - Brincou Marli.

Eles dois começaram a rir e ele se apoiou na parede.      

- Sabendo do que?! – Perguntei.


(Continua...).
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11 comentários:

  1. Ahhhhhhhh. Muito bom. A Emi só tem que deixar a Adria pra lá, e pensar mais nela mesma. Acho que Taylor não vai esquecer como ele foi burro em não corresponder o beijo da Emi, ele deve ter ficado com isso na cabeça kkkk. A Emi tem que cair em si, viver um pouco poxa. Ter um romance com o Tay bem sigiloso seria bom já que ela é rodeada de cobras, e não demora pra Makena ter uma decepção com a Sandra e vir correndo atrás da amizade dela. Continue com a fic e boa sorte.

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  2. Val sua Linda... adivinhou meus pensamentos.... continue logo e não demore pelo amr de Deus

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  3. Taylor e Emi Dois burros em nao se pegarem la kkkkkkkk
    Adria uma bitch
    Trevan *-*
    Nao demore muito a postar o proximo ;)

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  4. Nossa a irmã da Emi em , Deus me livre , que chata !
    Continua logo , a Fic tá ótima ;) *--*

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  5. Finalmente um beijo! Bom não foi um BEEEEIJO mas já é alguma coisa! Espero que a Emi finalmente decida viver esse amor independente da irmã dela que venhamos e convenhamos é uma super falsa, e que a Makena volte a falar com a Emili como antes. Continua mas posta logo, fico super chateada quando chega o dia da fic e ela não foi postada! Bj parabéns pela fanfic! ;)

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  6. Nossa q barra essa da Emi,q cobra essa irmã dela,com uma irmã dessas quem precisa de inimigos?!Contt..

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  7. Nossa q barra essa da Emi,q cobra essa irmã dela,com uma irmã dessas quem precisa de inimigos?!Contt..

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