06 fevereiro 2015

Fanfiction: In Choices - Capítulo 1: The Pilot


Com certa dificuldade, eu não queria fazer. Hoje era o pior dia da minha vida e como uma maldição era obrigada a vivê-lo ano após ano. Ela era tudo para mim, ela me completava, e abençoada foi a minha irmã por ser muito nova e não se lembrar daquele momento. O momento em que ela partiu eternamente. Eu não tive essa sorte.

A partir do momento em que ela se foi, formou-se em mim um buraco em meu coração tão profundo, que nem luxuria ou riqueza o podia preencher.

 POV Selena

_Hope, olha a porta! -Disse gritando de maneira em que ela pudesse me ouvir.

_Já vou! Não era preciso gritar, ainda tenho ouvidos.

Ouço os passos de Hope correndo até a porta da frente. Ela hesita alguns instantes em abrir, mas ao criar coragem, ela abre e vê que quem está do lado de fora é o meu pai. Entusiasmada, ela o abraça com todas as suas forças, e como boa irmã que sou, retiro-me para o meu quarto para poupar-me da falsidade vinda do meu próprio pai.


Após isso dirigir-me ao meu quarto e me entregar à dor de saber que meu pai estava em casa, coloco meus fones de ouvido no volume máximo e tento aproveitar os momentos de solidão. Isso só dura alguns instantes, quando ouço alguém de batendo na porta. Tiro os fones dos meus ouvidos e a abro.

_O que é que você quer? – Era impossível esconder a minha frustação. Eu não queria que meu pai tivesse voltado para casa.

_O que está acontecendo contigo, Selena?  Estou preocupado. – Se fosse em outros tempos, eu poderia acreditar naquelas palavras.

_Você nunca se preocupou, porque agora?

_Como se atreve a tratar com tanta frieza o teu próprio pai, o teu próprio sangue?

_Você pode enganar a Hope o quanto quiser, eu sei o que você fez, e você sabe que dia é hoje, certo? Foi por isso que veio para casa? Para me esfregar isso na cara...? ­ Disse intimidando­ o.

_Selena... ­ Se antes as feições do meu pai era apenas sorrisos, sua face transformou-se em magoa e ressentimento, não o deixaria terminar aquela frase.

_Quando sair feche a porta... ­ Disse voltando a colocar os fones nos meus ouvidos ignorando qualquer palavra que saísse daquela boca. Eu nunca o irei perdoar.

Ele bem que tentou, mas a magoa invadiu o seu coração. Um homem que se considera invencível, mas que com uma frase destrói-se tão facilmente.

Ele saiu e fechou a porta atrás de si. Não fiz menção de sair de casa naquele dia, então continuei trancada no meu quarto com os fones nos ouvidos.

Coloquei Lana Del Rey para tocar bem alto. “Ride” estava tocando quando coloquei a minha cabeça na almofada aonde os meus longos cabelos encaracolados se espalharam.

Eu bem que tentei perdoá-lo, eu juro que tentava todos os dias. Mas a minha mente fazia questão de me relembrar dia após dia, daquele momento infernal.

*Flashback on*

_Você quer o divorcio, então pede! Que eu mesmo terei gosto em assinar!

_Para quê? Para ir atrás de outra? Você deve pensar que eu sou estúpida!

_Eu já te expliquei! Não vamos ter esta conversa outra vez.

Estava agachada no topo da escada com as mãos na cabeça. Aquelas brigas vinham acontecendo há vários dias, mas eu não sabia o porquê. Eu só queria que chegasse ao fim e voltássemos a ser aquela família de antes.

_Parem, por favor... Apenas PAREM! ­ Disse gritando do andar de cima. Meus pais olham para cima e se surpreendem, não contavam com a minha reação.

Minha mãe frustrada sai porta fora, e com um revirar de olhos, meu pai dirige-se ao escritório e se tranca lá dentro. Não demorou muito até eu e a minha irmã ouvirmos o som de certos objetos quebrando-se.

Como irmã mais velha era o meu dever proteger a minha irmã mais nova, eu daria a minha vida por ela se fosse necessário. Enfrentava tudo e todos por ela, mesmo os meus próprios pais. Ajudei-a vestir-se e a fazer a sua higiene. Pegamos nossas pastas as colocamos nas costas e seguimos para a escola.

Mesmo estando ali presente, a minha mente estava em outro lugar. Eu sabia que o meu pai tinha outra. EU SABIA! Mas eu apenas queria esquecer eu era uma criança... Tão inocente. Até certo ponto, as diversões do meu pai levavam a minha mãe a loucura, ele não admitia mesmo sabendo a verdade... A verdade...

Fecho os meus olhos e percebo que já se passaram 3 anos, mas ainda consigo ouvir o som das sirenes tocando... Havia tanto sangue... Tanto sangue.

_Você tem que ser forte filha... Têm que ser forte! ­ Ele sussurrava ao meu ouvido, enquanto, o cadáver da minha mãe já frio era levado.

De certa forma, culpei-me durante muitos anos por aquele incidente que eu poderia ter evitado se apenas chegasse a casa mais cedo.

_Ela suicidou-se ­ Os médicos diziam. Eles têm uma maneira cala de darem esse tipo de notícia. Será que era por isso que era incapaz de sentir algo naquele instante?

      Depois de muito tempo, as lágrimas que percorriam o meu rosto eram como se o mundo parasse naquele momento para vê-las jorrarem. Passou tanto tempo, mas cada vez que me lembro, a dor é a mesma. Os seus pulsos cortados, as lágrimas secas e a alma fria. Eu encontrei-a e a perdi...

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