17 fevereiro 2015

Fanfiction: Quem são esses garotos – Capítulo 3


POV Eduarda

         Estava parada olhando furiosamente para Ian. Ele me olhava como se não soubesse como reagir.

          _Ian! Que aposta é essa? -Ian se vira rapidamente assustado em minha direção.

         _Há quanto tempo você está aí escutando?

         _Tempo suficiente para ouvir tudo!– Estava extremamente decepcionada e com raiva de Ian. E de Taylor! Como eles poderiam fazer isso conosco?  Pego meu celular que está dentro da bolsa e Ian entra em desespero.


         _O que você vai fazer com esse celular? – Ian diz se aproximando cada vez mais de mim.

        _Vou avisar a Anna sobre o ocorrido. –Ian pula em mim ameaçando a pegar meu celular.


Algumas horas depois...

          De volta ao hotel, eu me recomponho dos acontecimentos das últimas horas. Após descobrir sobre a aposta de Ian e Taylor, nos dois brigamos na rua. Ian tentou tomar o meu celular, mas fiz um escândalo na rua que pedestres vieram ao nosso encontro.

         Fiz a maior cena e poderia ser indicado ao Oscar pela minha atuação. Enquanto, alguns homens o seguravam e pediam para que ele se afastasse de mim, eu fugi. O deixei lá sozinho com uma multidão quase que enfurecida. Ele merecia isso e muito mais.

          Já deitada e com a cabeça a mil, decido ligar para Anna e peço a ela para ao hotel. Não sabia como contar a ela sobre o que tinha descoberto. Não sabia onde Maria estava, mas esperava que ela tivesse mais sorte do que nós duas. Alguém precisava de sorte nessa viajem maldita.

         Perdida em mim pensamentos, demoro a notar que a campainha está tocando. Sei que é Anna que está do outro lado, mas não tinha coragem de abrir. Agora não tinha mais coragem de contar a ela sobre o que aconteceu, mas no fundo sabia que não tinha mais como voltar atrás. Eu me levanto e abro a porta. Ela está com cara de espanto e de preocupação.

          -Aconteceu alguma coisa? Vim o mais rápido que pude. – Era evidente que ela estava preocupada. O que eu tinha feito?

         -Amiga, sei que vai parecer loucura, mas o que vou te contar é verdade. – Sentamos em minha cama e pego suas mãos. Ela estava suando e gelada. Seus olhos castanhos escuros estavam negros. Eu estava com medo. – Hoje eu descobrir que tudo o que tivemos com os meninos... Não passava de uma aposta.

           Esperei longos minutos até Anna esboçar algum sentimento. Ela abriu a boca para me dizer alguma coisa, mas fui mais rápida e contei como descobrir. Simplesmente despejei nela tudo o que estava entalado em mim. Precisava desabafar e aquele era o momento.  A cafeteria, o beco, a ligação de Taylor, e por fim a briga. Ela me olhava cada vez mais espantada. Eu não sabia o que fazer. Percebo que lágrimas se formam no canto dos seus olhos e sinto raiva. Raiva de mim por ter viajado. Por ter falado com Ian pela primeira vez. Raiva por sermos tão ingênuas. Raiva pelo simples prazer de sentir alguma coisa que não fosse amor.

      _Eu não acredito nisso. – Sua voz sai embargada e inaudível. Ela se levanta e caminha pelo imenso quarto. Eu me recosto na cabeceira da cama e puxo minhas pernas para o peito. Pouso a minha cabeça nos joelhos e deixo que minha mente pense em algo certo para dizer. – Pensei que o que tivemos fosse amor. Amor verdadeiro. – Ainda estou com a cabeça baixa quando pronuncio as palavras mais que me levaria para um futuro incerto.

       _Um dia, vamos nos vingar.

Algumas horas antes...

       _ Não deixe que isso mude o que nós sentimos; não é só por que eu queria transar com você, que eu não a amasse. – Ele diz e eu simplesmente viro as costas e vou em direção à entrada do beco.

      _Vai para o inferno! – Ele me agarra pelos braços e começo a gritar.

      _SOCORRO! ALGUÉM ME AJUDA! – Grito com todas as forças que tenho e me debato até que ele me solte.

       _Para de gritar sua maluca! – Ian agarra os meus braços por trás e chuto o ar por estar com os pés fora do chão. – Duda, pare de gritar!

        _SOCORRO! – Eu continuo a me debater quando vejo que alguns caras estão parados em frente ao beco.

        _Ei, solta a garota! – Diz um cara de pele morena. Ele estava acompanhado de outros 4 caras de tamanhos surpreendentes. Eles deveriam ter o dobro do tamanho de Ian, e isso o intimida. Ele me põe no chão e corro para onde estão os cincos gigantes.

      _Isso não é da conta de vocês. Isso é entre mim e minha namorada. – Apesar de tentar parecer o mais calmo possível, sei que Ian tem medo do que pode acontecer com ele.

       _Está tudo bem moça? Esse idiota não te machucou? – O cara de pele morena simplesmente ignora Ian e me dá toda atenção. Ele me olha nos olhos para garantir que estou bem e falando a verdade. – Você quer que chame alguém?

          _Esse louco queria pegar o meu celular. Ele não é nada meu...

          _Eduarda!

          _Estava tentando ligar para uma amiga, mas simplesmente pulou em cima de mim e tentou impedir. – Começo a chorar para dar mais veridicidade nas minhas palavras. – Eu terminei com ele, mas ele é louco e não queria me deixar ir embora... Estou tentando explicar que o que tivemos foi um erro, mas ele enlouqueceu. – Ian me olha espantado e tenta argumentar.

            _Isso é mentira! – Ele diz ferozmente e tente se aproximar de mim. Os cinco rapazes e mais os pedestres que apareceram após os meus gritos, tentam impedir que ele se aproximasse de mim.

          _Fique onde você está. Você não vai chegar perto dela. Me entendeu? – Um homem de braços largos e cheio de tatuagens, me coloca atrás dele e dá passos em direção ao Ian. Sei que deveria intervir, mas só penso em como fugir dali.

            _Duda, explique para esses cavalheiros que não é nada disso que você está contando. – Os seus lindos olhos azuis estava cheios de suplica, mas eu não poderia ceder justo agora.

       _Eu só quero ir embora e esquecer o que aconteceu. Me deixa em paz! – Chorei mais um pouco e me virei para ir embora quando ele tentou me seguir novamente.

      _Duda!

     _O meu amigo aqui já não disse para você deixar a gora em paz? – O rapaz moreno se colocou em frente a Ian e o encarou. Ele não estava pra brincadeiras. Os pedestres que se aglomeravam cada vez mais balançavam a cabeça e chamavam Ian de louco. Eu simplesmente concordava de cabeça baixa e segui o meu caminho de volta ao hotel. Precisava estar segura longe dele.
           Sinto meu celular vibrar e vejo que é uma ligação de Maria, mas não estava com cabeça para nada disso. Ignoro a sua chamada e ando mais depressa ainda para o hotel


POV Anna

         Após passar horas absorvendo o que Duda havia me contado, crio coragem e vou até o apartamento de Taylor. Não sabia ao certo o que dizer, mas sei que precisava estar cara a cara com ele.

         Ao chegar ao hotel, passo pelo porteiro sem em identificar. Certamente ele se lembrará de mim como a burra que caiu na lábia daquele safado. Mas isso estava prestes a mudar. Entro no elevador e aperto o número do seu andar. Saio do elevador e caminho até a sua porta. Junto toda a força que não tinha e toco a campainha.  Não dou tempo para que ele diga algo.

       _Nossa Taylor! Eu ainda não acredito que você fez isso. Achei que você era diferente dos outros.

        Estamos a centímetros de distância, mas posso ouvir o seu coração batendo forte contra seu peito.

      _Como assim? Do que você está falando? – Ele me olha com espanto e desejo que ele se engasgue com cada palavra.

       _Desta merda de aposta que você fez com o Ian! – Seus olhos se arregalam e sinto um pouco de prazer ao pronunciar aquelas palavras. Não era apenas aquela garota ingênua. Ele que me aguarde. – Algo a dizer em sua defesa?

       _Como você ficou sabendo?

       _A Duda que me contou. Ela escutou o seu telefonema com o Ian. – Digo dando passos em sua direção. Em um ato desesperado, ela dá passos para trás, a fim de aumentar a distância entre nós. Ao passar pela soleira da porta, eu a fecho atrás de mim com um baque ensurdecedor.

       _Foi tudo culpa do Ian, ele me forçou a fazer essa aposta.

       _Ah sim claro! Agora a culpa é do Ian! Estou quase acreditando. – Minha voz saiu mais sarcástica do que de costume. Cuspo as palavras como se fosse veneno que poderia me sufocar a qualquer momento. Estava com nojo dele.  – Mantenha essa suas mãos nojentas e imundas longe de mim e diga ao seu amigo Ian, pra ficar longe da Duda. – Digo com o máximo de raiva que eu sentia. Sabia que precisava ser forte. E aquele era o momento. Taylor me olhava como se eu fosse uma misteriosa. Caminhei de volta a porta e o olhei pela última vez. Ele não valia o meu tempo. Saí e bati, novamente, a porta atrás de mim.

       Volto para o hotel de Duda e Maria para me esconder. Tia Elle estava fora novamente e não iria se preocupar se demorasse a voltar. Não queria voltar para casa e correr o risco de saber que Taylor foi até lá. Bato na porta do quarto do 20° andar e espero que Duda abra. Ela continua abatida com os acontecimentos das últimas horas, mas parece realmente mais convencida de que nada daquilo foi culpa nossa.

         Sento na cadeira perto de sua cama e deixo que as últimas horas me vençam. Estou cansada fisicamente e mentalmente. Não deixo de reviver as horas que compartilhei com Taylor até o momento em que dormimos juntos em seu apartamento. Gostaria de apagar cada hora e cada beijo trocado. Gostaria de apagar aquela viajem. Duda me encara e não perco tempo em perguntar o que estava preso em minha garganta.

       _Deu tempo pra vocês... Vocêsabe... -Digo me sentando ao lado dela.
      _Ainda bem que não. Entretanto, eu estava acreditando que ele gostava de mim de verdade.

_Somos duas então. Quer dançar?

      _Claro.

       _Então levante essa bunda daí mulher!E vamos dançar. - Digo levantando e indo até o radio e ligando o som no máximo. Dançamos e cantamos ao som de Bangbang – Jessie J feat. Ariana Grande e Nicki Minaj. Após dançarmos por tanto tempo, estávamos cansadas e desgastadas. Acabamos por pedir um lanche no restaurante do hotel e deitamos para ver um bom filme.

No dia seguinte...

Acordo e vejo meu celular lotado de mensagens do Taylor e ignoro.Não quero falar com ele e nem quero ler as suas mensagens. Voltei para casa e percebo que tia Elle está em casa. Vejo sua bolsa e seus sapatos jogados na sala. Finjo que elas não estão ali e me levanto. Tomo um banho demorado e deixo que a água lave o meu corpo e as minhas memórias.
          Ao sair do banheiro, ouço o meu celular tocando e vejo que é Maria.

 _Anna, convidei a Duda se ela quer parque novo no centro comigo e com o Paul, e ela aceitou. Se você quiser vir também, pode.

         _Hum... Eu agradeço o convite, Maria, mas eu passar dessa vez... Fica para a próxima.

_Tudo bem, mas caso mude de ideia, vamos chegar ao parque por volta das 19hrs. Se mudar de ideia, é só ligar. Se cuida. 

_Vocês também.

          Desligo o telefone e me sento na cama.  Decidir não ir ao parque era por saber que Taylor poderia ser convidado. Ainda não estava pronta para encará-lo. Precisava de tempo e espaço.


      POV Ian

         Quando Maria Allen me ligou e me convidou para ir ao parque, eu não queria aceitar. Entretanto, descobrir que Duda iria me fez pensar melhor no convite e na possibilidade de revê-la. Sei que ela não permitirá que eu me aproxime dela, mas será divertido vê-la criar outra cena lastimável como a do beco. Apesar de toda a dor de cabeça que ela me causou, eu amei sua determinação e sua capacidade de raciocínio rápido. Eu precisava ter aquela garota. Nem que para isso eu fosse morto.

      Já era quase 18h30min quando liguei para Maria e confirmei a minha presença. Combinamos de nos encontrar em frente à entrada do parque.

         Esperei que ela me desse um sermão pela aposta, mas não veio. Fiquei imaginando se ela sabia dos meus planos sórdidos e torci para que não fosse um plano maluco de Duda. Vou em direção ao banheiro e tomo uma ducha rápida. Escolho uma calça jeans qualquer e uma blusa branca. Precisava parecer o mais simples possível. Precisava demonstrar arrependimento.

     POV Eduarda

         Já era 19h00mine estava aguardando Maria passar para me buscar. Não perguntei quem iria, mas tive a esperança de que Ian não aparecesse. Tentei convencer Anna a ir conosco, mas ela parecia extremamente relutante a sair de casa.

         _Você não vai mesmo? –Tento convencê-la com a minha voz de tristeza. Anna, mais do que ninguém, precisava de momentos de diversão.

        _Mesmo se eu quisesse ir, não daria tempo de me arrumar. Outro dia eu vou.

_Tudo bem. Qualquer coisa me liga que apareço na sua casa.

        Desligo o celular e espero mais um pouco. Certamente Maria e Paul estavam chegando. Ainda absorta em pensamentos, escuto uma buzina e levanto a cabeça. O carro de Paul estaciona perto da calçada e entro.

         Quando chegamos, vi que na estrada do parque havia alguém a espera. Poderia estar esperando qualquer pessoa, mas aquele cabelo curto e aquela pose, só pertenciam a uma pessoa. E era ele que não queria ver hoje. Ian estava a nossa espera.

          Minha amiga foi a primeira a descer do carro. Paul parou em uma vaga que fosse bem localizada se precisássemos sair as pressas.

         _Oi, Ian! – Ainda não tinha contado a Maria sobre a descoberta da aposta. Será que Paul também estava envolvido? Será que ele também só estava com minha amiga por interesse? Precisava contar a Maria sobre tudo.

       _Oi, Ian! - Paul caminha até Ian e o cumprimenta. Enquanto, eles começam uma conversa animada, eu puxo Maria para o canto. 

        _Por que você o convidou?! – Era evidente em minha voz que estava com raiva. Maria apenas me olha e sorri.

       _Por que sim!  –Ela diz indo em direção à bilheteria com Paul. Não podia acreditar que tudo aquilo estava acontecendo.  Fiquei encarando-os voltar com alguns ingressos na mão.

        _Duda, comprei 2 ingressos para você ir no túnel do amor com o Ian. – Maria diz com uma voz calma e sem noção do tinha acontecido.

      _O que eu fiz para merecer isso?

       _Por favor, eu comprei esses ingressos com carinho e você vai negar? Seja lá o que for que tenha acontecido com vocês dois, quem sabe vocês não se acertam? – Definitivamente ela não sabia. Eu não poderia estragar o passeio dela. Precisava aguentar até o fim.

     _Tudo bem, mas se ele tentar alguma coisa eu juro que vou joga-lo para fora do barquinho. – Ian estava bem atrás de nós escutava cada palavra tocada.

_Fique tranquila, eu juro que não vou fazer nada. – Ele tinha a voz calma e serena. Quase dava para acreditar em suas palavras.

     _Do mesmo jeito que você disse que me amava.

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3 comentários:

  1. Estou adorando essa fic, mas acho que poderia ser contada com mais calma, ta acontecendo tudo muito rapido. Continua.

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