04 fevereiro 2015

Fanfiction: Sem saída – Capítulo 6: Sintomas


Algumas semanas se passaram e eu não consegui nada. Minha vida já não era a mesma há muito tempo, na biblioteca as coisas não iam muito bem sem Melody e pior com Kathe me evitando, Al estava deprimido nem se importava por Liz esta saído com Arthur e eu... Eu não agüentava mais essa zona.

— Al. – sentei ao seu lado no ginásio.

— E aí? – disse ele desanimado.
                                                           
— O que ta havendo com você, cara? – o olhei.

— Eu não sei. Não consigo me afasta da Melody. – ele em olhou.


— Há quanto tempo?

— Desde o dia na lanchonete. – olhou suas mãos — A gente estava saindo depois de finalmente convencê-la de que não me importava com o que aconteceu em seu passado... E ontem depois que dormimos juntos ele deixou um bilhete pedindo para me afastar dela... Eu não entendo.

— É Albert você está apaixonado. – olhei para a quadra.

— Não. Eu não estou. – o olhei — Eu a amo.

— Já tentou dizer isso pra ela?

O silencio de Al me dizia que não.       

— Eu posso não ser a melhor pessoa a te dá um conselho, mas talvez ela só esteja com medo. – isso me fez lembrar alguém — Conte a Melody o que sente.

— Acho que não é uma boa idéia. – argumentou ele.

— Por quê? – o encarei confuso.

— E se ela fizer o mesmo que Danny?
— Nunca tinha notado que Melody era uma vadia-magricela-desprezivél. – ainda o olhava.

— Não ela é, mas...

— Ah, deixa de ser fraco e se arrisca o pior que pode te acontecer é ela te tacar alguma coisa. – ri junto com ele — Muda essa cara de “mamãe fiz xixi na calça”.

— Taylor seu idiota. – ele começou a me socar enquanto riamos e eu desviava. É claro que Al sempre bateu como mulherzinha.

O problema dele podia está resolvido, mas os meus não.

Entrei na biblioteca e encontrei Kathe.

— E o Arthur? – coloquei minha mochila no chão.

Ela não me respondeu simplesmente pegou alguns livros e caminhou entre as estantes.

— Kathe. – a segui — Ate quando vai continuar assim, me ignorando?

Não me responde, caminhei rápido parando em sua frente.      

— Me diz? – insisti.        

— Com licença. – disse ela ao tentar passar.

— Isso é bom, duas palavras em semanas. – sorri de lado — Agora me diz, por que eu já te falei que contaria a verdade.

— Não interessa mais. – sua expressão de levemente chateada.

— Como não? Eu te falei a verdade e mesmo assim você faz isso. – a encarei — Tenho certeza que isso teria acontecido de um jeito ou de outro.

— Tenho que guardar os livros. – ela tentou passar novamente.              

— Esquece essa porcaria. – segurei seu braço fazendo os livros caírem.
 — O quer que eu faça? Me humilhe? Me ajoelhe implorando seu perdão?... Quer saber você é igual a Danny.

A soltei.

— Não se preocupe não volto a te encher. – falei serio por fim.

Dei alguns passos e ouvir sua voz.

— Taylor, espera não é isso. – ela me acompanhou.

— É o que Katherine? O quê? – parei a encarando sem paciência.

Ela me olhou como se não estive muito bem.

— É que...

A segurei antes que seu corpo caísse no chão.

Levei-la para a enfermaria o mais rápido que pude, porem a porta estava trancada o que me deixou em desespero. Com um chute a porta foi aberta e a coloquei na cama e procurei por algum que pudesse acordá-la.

Lembrei de quando uma amiga da minha desmaiou em casa e ela usou álcool para acordá-la então fiz o mesmo com Katherine esperando funcionar ou a levaria para um hospital.

— O que aconteceu? – quis saber ela ao acordar depois de alguns instantes.

— Você desmaiou. – respondi frio — Agora que acordou vou indo tenho muito trabalho.

— Taylor espera. – ela tentou se levantar, mas não parecia está totalmente bem.

No mesmo instante senti vontade de correr até ela, mas meu orgulho é maior. Se ela quer o Taylor que conheceu, sinta-se a vontade por que é o que terá.

— O que quer? – permaneci frio.             

— Eu so não gosto dessa situação. – ela estava sentada na cama me olhando — Tudo que quero é confiar em você e saber que não me esconderia nada.

Me aproximei dela.

— Eu queria ter contado antes, mas não sem ter certeza. – tentei ser mais compreensivo.

— Só promete que não vai me esconder nada, promete? – pediu ela e fiquei em sua frente.

 — Tudo que você quiser... – toquei seu rosto — Tudo... Tudo.

A beijei calmamente queria senti seus lábios doces e matar a enorme saudade que sentia deles.

Não voltamos para a biblioteca e sim para minha casa, matar a saudade.

— A pizza chegou. – falei ao entrar no quarto.

— Hum, to faminta. – ela deu um pulo da cama onde estava sentada. — Que sabor?

Antes mesmo que respondesse Kathe havia pegado uma fatia.

— Você já sabe. – ri.

— Humm, a minha favorita. – disse ela e pegou mais uma junto com a caixa.

— Acho que vou pedir mais uma pra mim. – a observei comer.

— É uma boa ideia mesmo. – disse ela.

— Calma aí ou vai passar mal. – ri da careta que ela fez.

Peguei meu celular e liguei para a pizzaria, sabia bem que aquela só daria para Kathe. Então pedi mais uma para mim e Rick.

Depois da pizza assistimos a um filme e a minha leoa pegou no sono antes mesmo de terminar o filme. Deliguei a TV e me ajeitei ao seu lado e dormir.

Acordei com barulhos vindo do banheiro, olhei para onde Kathe dormia e não a vi.

Levantei da cama caminhando em direção ao banheiro.

— Esta tudo bem? – quis saber preocupado a vendo lavar o rosto.

— Acho que agora sim. – ela me olhou, seus olhos estavam vermelhos.   

— Tem certeza? – me aproximei preocupado.

— Ai, de novo não. – rapidamente ela abaixou-se vomitando.

Vê-la daquela forma me preocupava Kathe não me parecia nada bem. Aproximei e segurei seus cabelos que estavam soltos.

— Por que isso não passa? – ela me olhou chorando.

— Não sei... Deve ter sido a pizza. – o olhei louco para deixa-la bem novamente.

Kathe me abraçou e deitou sua cabeça em meu peito, sentei no chão e a deixei em meu colo.

— Vou ficar aqui com você até parar. – falei afagando seus cabelos.

Mais alguns instantes depois ela foi novamente, eu estava muito preocupado com isso, mas não podia deixar que ela percebesse.

Quando acordei pela amanha Kathe dormia em meu colo e estávamos no chão do banheiro, meu corpo todo doía tentei levantar sem acordá-la, mas isso seria impossível.

— Amor. – sussurrei no seu ouvido — Já amanheceu.

Ela abriu os olhos suavemente e me olhou.

— Tenho que ir pra escola. – disse ela ao levantar sonolenta.

— Nem pensei nisso. – a peguei no colo — Você esta não bem ainda, não comeu nada esta com sono.

A coloquei na cama.

— Agora durma mais pouco. – a beijei na testa.

Seu sono era tanto que mal conseguia ficar de olhos abertos.

Enquanto ela dormia fui tomar um café para despertar mais o sono.

— Que cara. – comentou Rick a me ver.

— Cara de sono. – falei ao sentar a mesa.

— A noite foi “agitada” demais? – ele me entregou uma caneca de café.

— Bebi. Você ta precisado, festeiro.

— Mais antes fosse. – tomei um gole — Ta forte demais.

— Não. Esta no ponto pra você. – disse ele ao sentar — Por que o sono então?

— A Kathe passou mal durante a madrugada. – tomei mais um gole do horrível café.

— E o que ela tem? – me olhou um tanto preocupado.

— Não sei, ela vomitou á madrugada quase toda.

— Ah, é isso? Então não é nada grave, a leve a um hospital, mas tarde, ok? – pediu ele e olhou o relógio — To atrasado, tenho que ir sobrinho-pegador.

— Ok. – ri dele.

Deixei o resto daquele café e caminhei em direção as escadas, meus olhos foram para a sala onde tive a pior noite da minha vida. Fechei os olhos e virei o rosto, respirei fundo e os abri voltando a subir as escadas.

— Kathe. – falei ao vê-la de pé assim que entrei no quarto.

 — Taylor...

Corri para segura-la, a peguei no colo e desci as escadas rapidamente. Essa era a segunda vez que ela desmaiava e não iria espera pela terceira.

Por que quando se deseja muito esta em um lugar ele parece ficar mais distante ainda?

Estava tão nervoso com aquela situação que estava prestes a abria caminho para o hospital entre tudo que me aparecesse na frente.

— Aguente firme amor, já estamos chegando. – a olhei rapidamente.

Estacionei o carro e sair rapidamente, a peguei no colo e entrei no hospital. Para minha felicidade e sorte deles assim que a viram em meus braços nos atendeu rapidamente, caso contrario, precisariam de médicos.

Estava a ponto de enfartar na sala de espera quando finalmente alguém veio me dar alguma noticia dela.

— Sr. Lautner. – disse ela ao se aproximar.

— Taylor. – a corrigi, odeio quando me chamam de “Sr. Lautner”.

— Ok. Katherine quer vê-lo. – a segui ate o quarto.

Entrei e Kathe me olhava com um leve sorrisinho nos lábios.

— Como se sente? – perguntei depois de lhe dar um beijo na testa.

— Bem melhor. – sorriu.

— Fico mais tranquilo. – sorri, não de felicidade, mas para desfaça minha preocupação por não saber o que ela tinha.

— Olá, você deve ser o namorado da Katherine. – deduziu uma medica.

Kathe me olhou sem saber o que dizer.

— Sim. – falei.

— Bom, pelo o que vejo aqui. – dizia ela olhando uma prancheta — Só tenho algo a dizer, meus parabéns.

— Pelo o quê? – perguntamos igual.

— Você esta gravida de 4 semanas. – ela sorriu para nós.

Fiquei totalmente sem palavras só em pensar que tudo voltou a se repetir me assustava...

— Taylor... Taylor. – Kathe me chamava.

— Vou deixá-los a sós. – disse a medica.

— Taylor. – olhei para ela — Esta tudo bem?

“Esta tudo bem?” essa frase se ecoou na minha cabeça.

“NÃO. EU NÃO ESTOU” eu gritava em resposta.

Olhei Kathe por um instante e permaneci em meu silencio.

Ela percebeu que eu não falaria nada, então desistiu.

Fiquei com ela o tempo preciso e assim que recebeu alta a levei para sua casa, mas sempre em meu silencio, falava apenas o necessário.

— Desculpa. – disse Kathe e abaixou a cabeça — Você... Você não precisa ficar comigo por causa... Dele.

— Eu sei. – falei frio.

Ela me olhou triste em seguida abriu a porta e saiu. No mesmo instante pisei no acelerador dirigido para longe dali.

— Como posso ser tão idiota? Por que não usei a drogada da camisinha? – me xingava.

— Já não me bastou a primeira vez? Idiota, estupido. – bate no volante do carro me fazendo perder o controle por um curto momento, resolve para em algum lugar antes que matasse alguém ou ate mesmo a mim.

Eu realmente não sabia o que fazer e nessas horas que estou com a cabeça quente só recorro ao Al, nele sempre posso confiar.

— E aí Nathan. – disse ele feliz ao atender o celular.

— E aí. – falei.

— O que houve? Esse seu tom não me agrada nada. – disse ele me conhecia bem.

— É a Kathe. – encostei minha cabeça no volante.

— O que há com ela? Ta doente, não quer falar mais com você?

— Nenhum desses... Ela ta grávida. – falei.

— Nossa. De novo e você? – quis saber ele.

— Eu to um lixo. – respirei fundo tentando me acalmar.

— Relaxa ai cara. – pediu ele ­— É um filho com a mulher que você gosta.

— É eu sei, mas não consigo acreditar nisso. – admitir — Não acredito que isso aconteceu de novo e muito menos que dessa vez é real.

— Vai assumir né? – quis saber ele.

Por um curto instante me desliguei da conversa com ele.

— Porra cara é seu filho. – ele alterou a voz — Desculpa. Se você ia assumi o suposto filho daquela vadia por que não faria isso com o de Kathe?

— Eu vou... Só que isso de ter um filho é tão estranho, cara.

— Entendo... Taylor estamos falando da Katherine, a garota que não te abandonou nem mesmo quando você não a queria por perto, a mesma que sempre ta do seu lado e que é apaixonada por você, cara... E agora espera um filho seu. – disse Al calmamente — É a Kathe cara, e não qualquer uma muito menos uma Danny.
Katherine nunca podia ser compara a Danielle, sua pureza nunca me foi uma armadilha, seus sentimentos nunca foram falsos comigo e tenho certeza que agora ela esta assustada sem mim. Eu fui um canalha com a mulher que amo por que sou egoísta demais para ter um filho e ousar ser melhor que meu... Pai, porem já comecei igual ao canalha que roubou a vida da minha mãe e isso eu não quero para mim.

— Taylor... Taylor. – Al me chamava do outro lado da linha.

— Oi?  - falei ligando o carro.

— Não faça nada do que vá se arrepender depois. – pediu ele — E pergunte a si mesmo se valeu a pena tê-la ao seu lado?

Não precisava me questionar sobre isso tinha a resposta antes mesmo dessa pergunta. Tudo com Kathe valia a pena nem que fosse poucos minutos de conversa desde que eu a tivesse comigo.

— Valeu cara por mim ouvi. – falei enquanto dirigia.

— To aqui ne? É pra essas coisas. Esfria a cabeça e qualquer coisa me liga. – disse ele antes de desligar ao ouvi um “ok” meu.

“— E a quem você daria isto? – perguntou minha mãe enquanto fazia um cafuné em minha cabeça.

— Não sei. Acho que alguém que ame. – falei olhando o anel que ela me dera – a única joia da família – de pedra safira pequena.

— Hum, isso é perfeito. – ela sorriu — Assim ela pode passar para seus filhos.

— Mãe não sonhe tão alto. – pedi a fazendo ri.

— Como não? Eu quero netos, seu moleque. – disse ela risonha.

— Acho que eu também quero filho. – falei pensativo.

— E com sorte ele vai puxa a futura mãe e não dará tanto trabalho a avó. – comentou ela e riu da minha careta.

— Que isso mãe? Assim queima meu filme, eu não sou tão levado. – me defendi.
— Não, você não é. – ela sorriu — É o melhor filho que uma mãe poderia querer. Tenho certeza que vai ser um bom pai também”.

Naquela noite Phillip chegou bêbado em casa e espancou minha mãe enquanto eu trancado em meu quarto – que ele mesmo me trancou – tentava arrebentar a porta para defendê-la.

Respirei fundo tentando me acalmar ao sair do carro queria deixar apenas as poucas boas lembranças que tinha dela fluírem em minha mente.

“— Vou guardar isso aqui, querido. – disse ela sorrindo — Vai ficar seguro e será nosso segredo.”

Eu sabia onde estava o que achei nunca ser capaz de dar a nenhuma garota havia pensado que aquele anel permaneceria guardo no fundo falso do criado mudo por muito tempo, por que ate então não havia conhecido garota que o merecesse, era apenas um objeto, porem ele era igual aos meus sentimentos, não podia ser entregue a pessoa que um dia transformou uma cara legal no que sou hoje.

Abri a porta do quarto e tudo permanecia do jeito que minha mãe havia deixado no ar era possível ainda senti seu perfume suave de fragrância delicada assim como ela.
Me aproximei do criado e abria a gaveta retira o fundo falso e pegando a caixinha de veludo azul.

Sentei na cama e observei por alguns instantes.

— Espero não esta fazendo a coisa errada. – falei como se minha mãe pudesse me ouvi.

O anel permanecia do mesmo jeito de quando o vi pela ultima vez, sua pedrinha azul ainda brilhava lembrando-me os olhos daquela que havia me dando mais motivo para ainda continuar vivo.

Eu não queria um filho, porem irei ama-lo e tenho certeza de que serei o pai que nunca tive.

Sorri e levantei da caminha tinha algo que precisava fazer antes de qualquer coisa.

“─ Qual a sua cor favorita? – quis saber ela deitada sobre meu peito.

─ Azul... O azul dos seus olhos. – olhei seu lindo rosto.  

Kathe me fitou por um instante e sorriu.

─ E você? – perguntei.

─ Rosa. A cor dos lábios quando mordo. – e ela deu uma leve mordida em meus lábios.

─ Achei que ficavam vermelhos. – comentei.

─ Isso se morder forte. – ela riu sapeca.”

Aquela risada gostosa me fazia sorri feito bobo.

“— Tudo que você quiser... – toquei seu rosto — Tudo... Tudo.

A beijei calmamente queria senti seus lábios doces e matar a enorme saudade que sentia deles.

Por ela farei tudo que estive ao meu alcance, tudo.

“Seus olhos me fitavam mergulhados em uma tristeza e lagrimas escorreram por seu belo rosto me fazendo senti o cara mais estupido do mundo. E então Kathe apenas entrou no carro sem dizer nenhuma palavra.”

— Como pude fazer isso com ela? – me questionei ao para o carro — Nunca devia ter gritado daquela forma.

— Vou corrigi meu erro. – falei ao sair do carro caminha em direção a sua casa.

Em minha mente veio todas as vezes que a vi sorri e seus lindos brilharem me deixando perdido em sua beleza, facilmente Katherine pegou todo que tenho dentro de mim e o transformou em coisas boas, sentimentos que não vao doer mais do que doerá se eu a perder.

— Oi, quem é você? – disse uma garota ao abri a porta.

— Onde esta Kathe? – a encarei.

— No quarto. – disse ela.

Entrei sem me importar com o que ela pensaria.             

— Hey, você não pode simplesmente ir entrando, cara. – reclamou a garota e a ignorei.

Subi as escadas rapidamente chegado ao corredor dos quartos.

Respirei fundo e lá estava eu. Não voltarei atrás.

Bati na porta esperando que a abrisse.

— O que quer agora Lívia...? – reclamou Kathe ao abri-la — Ah, é você...

— Espera. – pedi segurando a porta — Só me escuta, esta bem?

Ela me olhou respirou fundo e caminhou ate sua cama.

Aproximei-me.

— Eu fui um completo idiotanunca devia ter agido daquela forma e muito menos gritado com você... É só que eu não sabia o que fazer, ter um filho não estava em meus planos. – me aproximei mais um pouco dela — Não sou a melhor pessoa para educar uma criança, tenho mais defeitos que qualidades...

Peguei em seu queixo a fazendo me olhar nos olhos.

— Mas farei tudo por você... Tudo aquilo que quiser. – seus olhos se encontravam vermelhos e algumas lagrimas escorriam por seu rosto — Guardei algo por tanto tempo que só hoje pude entender o motivo.

Peguei a caixinha em meu bolso e a abri pegando o anal.

— Ele não podia ser entregue a ninguém que não fosse você... Aquela cuja a pedra tem a mesma cor de seus olhos que conseguem me deixa perdido facilmente, a garoto por que estou completamente apaixonado. Katherine Elizabeth quer namorar comigo?

Kathe me olhava com lagrimas se misturando ao seu sorriso então me abraçou forte.

— Eu te amo. – sussurrou em meu ouvido com resposta a olhei e beijei seus lábios.

Coloquei o anel em seu dedo e beijei sua mão.

Eu só precisava dela e nada mais...

Naquela noite voltei tarde para casa e Rick me esperava na sala assistindo algo idiota na TV.

— Taylor precisamos conversar. – disse ele ao me ver.

— É, eu sei. – fomos para a cozinha, pois na sala eu não entraria.

— E sua namorada como esta? — quis saber ele ao sentar no banco do balcão.

— Bem, melhor. – abri a geladeira — E falando nela queria te conta.
— Que ela esta gravida? – disse ele.

O olhei assim que sentei.

— Eu percebi hoje quando você comentou mais cedo. Acetei né?

— Sim. Era sobre isso que queria falar com você. – coloquei um pouco de suco no copo.

— O que você fazer? – perguntou ele.

— Assumir, afinal é meu filho. – falei convicto.

— Sabe que agora suas responsabilidades serão maiores, ne? – disse Rick.

— É, sei sim. – isso era o mais chato.

— Em uma semana não estarei aqui com você. – lembrou-me ele — E tudo vai mudar totalmente, você terá independência, mas responsabilidades também.

— Rick você sabe que não precisa ir. – estava acostumado com meu tio maluco e não estava nem um pouco a fim de morar só.

  — Adoraria ficar morando com o meu sobrinho ex pegador, mas minha estadia aqui era provisória. – ele bagunçou meu cabelo como fazia quando eu era criança — Agora você será um pai de família, vai precisar de mais espaço.

Rick me deu mais uma meia dúzia de conselhos antes de irmos dormir.
No dia seguinte estava tentando abri meu armário ­– que a essa altura já deveria ter dado um soco nele – quando tive a mais bela visão daquela manhã.
Kathe caminhava em minha direção com seu rosto iluminado por seu sorriso doce, parei o que fazia para contempla sua bela. Ela conseguia roubar meu olhar para si facilmente bastava apenas me olhar.

Sorri e a puxei a beijando.

— Taylor aqui não. – pediu ela constrangida com os olhares dos outros alunos.

— Esquece eles. – falei a beijando novamente.

— Estamos na escola. – argumentou ela.

Olhei e algumas garotas próximo que nos observava surpresas por estamos juntos. Talvez nunca tenha se passado na mente delas que algum dia Taylor Lautner, o cara popular e marrento namorando uma CDF gostosa como Kathe. 

Fodam-se todos.

— Só mais um e pronto. – pedi e ela me beijou.

— Pronto, agora vamos pra aula. – disse Kathe me puxando pela mão para a sala.

— Chata. – resmunguei a fazendo ri.

As aulas que assisti com ela foram motivo de muita conversa entre os outros alunos e principalmente as garotas. Kathe se sentia incomodada com a forma que elas a olhava e isso me irritava, hoje em diante eu estava namorando a garota mais incrível que conheci e elas nunca conseguiriam nem meu olhar de carinho como tinha por Kathe.

A convenci a não dá a mínima a essas garotas estúpidas. Quando estava só nas outras aulas algumas garotas tiveram a audácia de se atrever a criticar minha “escolha” ou questionar meu namoro.

— Fala sério Taylor, o que você viu nessa nerd? – quis saber Emma debochada.

— O mesmo que não vi em você. – a encarei antes de sair.

Terão de se acostumar em saber que não sou o mesmo há muito tempo.

(...)

No almoço fomos surpreendo por Al aparecer de mãos dada com uma garota, mas não era qualquer garota, era Melody.

— Melody! – disse Kathe ao abraçar sua amiga.

— Que saudade amiga. – Melody retribuiu feliz.

Albert deu um sorriso para mim dizendo “Valeu cara”.

— E aí Taylor. – ela me abraçou.

— Fico feliz por voltar. – falei.

— Só voltei por vocês não fazem nada sem mim. – se gabou Melody rindo.

— Aham. – pigarreio Tom.

— Melody deixa eu te apresentar esses idiotas aqui. – disse Al sorrindo.

— Esse é Tom e DJ.

Ele apontou para cada.

— É um prazer conhece-la. – disse Tom todo galanteador.       

— O mesmo. – ela sorriu.

— Prazer. – disse DJ.

— Apresentados, agora afastem-se não quero muito contato físico com esses dois. – disse Al risonho ao puxa Melody pela mão.

— Calma Al, sabe que só temos olhos pra você. – disse DJ com voz gay.
— É por isso mesmo amor. – Al o imitou.

— Ainda tem tempo de fugir desses gays apaixonados. – comentou Tom para Melody.

— Owtch, ta com ciúmes. – disse DJ.

— A gente te ama também gostoso. – Al piscou para ele.

— Que gays. – comentei rindo.

— Mais um ciumento. – disse DJ.

— Não por vocês. – falei.

— Ai, Taylor assim fico machucada. – disse DJ.

— Nós. – corrigiu Al.

— É hora de voltamos a ser homens de novo, garotas a vista, não para os casados. – comentou Tom fazendo charme.

— Que putas. – reclamou ele, por elas passarem e nos ignorar — Não vão mais a nenhuma das minhas festas.

— Thomas. – o repreendeu Kathe.

— Foi mal, escapou. – ele sorriu.

— Se o Taylor estivesse sem camisa e sujo elas já tavam tudo aqui. – reclamou DJ — O que temos de errado?

Kathe me olhou esperando que explicasse e dei de ombros.

— Que mesmo que eu fale? – disse Al.

— Fale. – incentivou Tom.

— Ironia e sarcasmos. – disse ele.

— Como? – perguntou DJ confuso.

— Taylor é um bom exemplo, quando foi que vocês o viram ser gentil ou educado com alguma mulher?... Ele é sempre irônico ou sarcástico, ta ai o que elas gostam. – concluir Al sua “excelente” observação.

— Isso não deixa de ser verdade. – disse Tom — Esse é o ogro do quarteto.

— Eu to aqui sabiam? – falei sarcástico.

— Olha ai a prova. – disse DJ.

As meninas apenas riam.

— Dá pra não me envolverem nisso? – pedi.

— Ok. – disse Tom.

— Como você aguenta ele Kathe? – quis saber DJ.

— Ele é diferente comigo. – ela me olhou e sorriu.

— Oh! – exclamou DJ.

— Lesado. – disse Tom.

— Dormente. – retrucou DJ.
— É doente, sua ata. – o corrigiu Al.

— Que seja.

Apenas rimos dele.

— Como estão indo as coisas na biblioteca? – quis saber Melody.

— Não muito bem, apenas três pessoas não terminam tão cedo. – respondeu Kathe.

— Precisamos de mais voluntários. – falei.

— Me considere um. – se ofereceu Al.

Melody sorriu e lhe beijou o rosto.

— E vocês? – olhei os dois festeiros.

— Tem CDFs igual as suas namoradas? – quis saber Tom.

— Não. – falei.

— Então não, muito obrigado. – disse ele.

— Se o problema é garotas pode deixar eu resolvo. – disse Melody nos fazendo ri.

— Então tamo dentro. – disse DJ.

— Ok, ok. – vez de Tom.
Conversamos por todo o horário de almoço que tínhamos, nada seria mais agradável naquele momento que estamos todos juntos jogando conversar fora.

No ginásio esperávamos a treinadora para que a aula de educação física finalmente fosse iniciada a mesma aula que fazia com Al e Kathe.

— Vamos começar! – gritou a treinadora que para mim parecia um cara te malhada e grande que era — Acabou a conversa. Forme seus times em dois minutos e nada mais!

Odiava os gritos dela eram extremamente irritantes.

Entre a correria dos outros alunos puxei Kathe para meu time, precisava tê-la perto o suficiente para saber que não se machucaria, embora tenha insistido de que ela não devia fazer educação física, porem nunca vi garota mais teimosa. Estou começando a ficar mole com ela.

— Taylor. – me chamou Al — Tire Kathe daqui, hoje é queimada.

— Droga. Vou falar com a treinadora. – falei.

Caminhei ate ela que no exato momento gritava com Tim Cleiton por ser tão magro e fraco, assim nas palavras dela.

— Treinadora Fox posso falar com você? – falei.
Ela me encarou com seu olhar de estresse o que quando se tratava dela era seu normal.

— Seja breve Lautner e nem vem me pedi pra te dispensar. – disse ela rude.


— Preciso que dispense a Cullins da queimada hoje. Ela esta gravida e não pode jogar. – fui direto ao ponto.

A trinadora riu alto me tirando a paciência, odiava tudo nela.

— Inventa outra Lautner. Quer que dispense sua “ficante” de hoje para transarem em algum lugar da escola por ai. – disse ela debochada — Não faça graça garoto.

Eu tinha que me controlar para não manda a filha da puta para o inferno.

— Volte ao seu lugar agora! – ela gritou.

O que Kathe estava fazendo comigo? Como posso permitir que esse machão fale assim?

Que droga! Se fosse em outro momento já teria a mandado para todos os piores lugares possíveis e estaria suspenso das malditas aulas.

— Cullins seu time começa! – gritou a treinadora e jogou a bola com força em Kathe que se Al não a segura ela se machucaria.

— Ela não vai jogar porra nenhuma! – praticamente gritei rude.

E me aproximei de Kathe e a puxei pela mão para que saíssemos.

— Não fale palavrões no meu ginásio seu moleque atrevido! – gritou ela me encarando.

— Foda-se você e o seu ginásio! – gritei na mesma frequência.

Todos nos olhavam surpresos e assustando inclusive Kathe.

— Voce esta suspenso de todas as minhas aulas Lautner! – gritou ela.

— Agradeço por isso! – falei caminhando em direção a saída com Kathe.

— Você vai apodrecer no ensino médio! Eu garanto isso! – consegui despetara fúria da mulher macho.

Levantei a mão lhe mostrando meu dedo do meu em resposta.

Kathe se mantia em silencio com expressão de preocupação estampada em seu belo rosto.

— Amor. – parei a fazendo me olhar ­— Você esta bem? Ela te manchou?
— Estou bem... Taylor você vai ser expulso por minha culpa. – ela começou a chorar.

— Não, eu não vou. – abracei-la — Hey, você não tem culpa alguma.
Ela me olhou ainda chorando, acho que sintoma da gravidez.

— Eu sou culpada sim, você disse para não ir a aula e eu fui. – eu não sabia se ria ou a consolava.

Meu Deus! Ate chorando ela conseguia sem a garota mais linda, seu rostinho perfeito me deixava feito bobo, seu jeito de falar e a culpa que senti por algo tão bobo. Por ela sou capaz de coisas maiores que uma simples discussão, sou capaz de entregar minha vida para que ela possa ter mais uma.

— Por você sou capaz de tudo e nunca deixaria nada ameaçar a segurança do meu filho. – coloquei minha mão em sua barriga fazendo um carinho — Vocês dois são tudo que eu tenho, a minha família.
Viu um sorriso iluminar seu rosto então a beijei.

Eu amava essa garota.

— Você me chamou de amor. – comentou ela quando voltamos a caminhar.

— Serio? Não lembro. – fingir e ela fez biquinho.

— Mentira. Você é sim, é o meu amor. – dei vários beijinhos em sua bochecha a fazendo ri.

— Que cena nojenta. – ouvi a voz irritante de Nicole — Deviam proibi isso aqui.

— Concordo plenamente, deveriam proibi a circulação de vadia estragadas pelos corredores da escola. – retruquei abraçado a Kathe.
— Idiota. – rosnou ela.

— Que você não esquece. – falei sarcástico.

Nicole passou furiosa por nós.

— “Que você nunca esquece?” – Kathe me olhou.

— Só isso explica a implicância dela. – me defendi.

— Hum, sei. – ela sorriu de lado em olhando.

— Que lindo. Faz de novo. – pedi.

— O que?

— Esse meu sorriso de lado. – sorri.

— Acho que estou passando muito tempo com você. – ela sorriu — To aprendendo as suas manias, só me falta fica batendo o pé no chão.

— Você percebeu isso? – ri — Logo você faz também.

— Deixo como exclusividade sua. – ela riu.

No mesmo instante seu sorriso se desfez e senti seu corpo pesar.

— Ta passando mal, amor? – me preocupei.

— Não, foi só uma tontura. Não se preocupe. – Kathe sorriu, mas não me convenceu.

— Quer ir a enfermaria? – continuei preocupado.

— Taylor isso é normal. – ela me olhou — E já passou.

— Então vamos pra casa você precisa descansar. – falei enquanto caminhávamos, mas sem tirar minha mão de sua cintura.

— Não. Vamos para a biblioteca. – pediu ela.

— Não Kathe, vou te levar pra casa. – falei firme.

— Taylor termos que ajudar na biblioteca, esqueceu. E essa era nossa ultima aula, podíamos ir adiantado as coisas lá. – propôs ela.

— Já disse que não. – falei firme — Você não esta em condições de protestar.
— Por favor, Tay. – pediu ela toda manhosa — Prometo que não vamos demorar.

— Não.

Eu estava decidido de forma alguma eu permitiria que ela ficasse naquela biblioteca nesse estado.

“Cara, já vi que estou fraco, mesmo.” Pensava enquanto segurava alguns livros e Kathe organizava a prateleira.

— Já estão aqui? – disse Melody ao chegar com Al.

— Saímos mais cedo da aula. – falei sarcástico.

— Al me contou o que aconteceu. – disse Melody — Vocês precisam falar com o diretor para que a dispense da aula durantes o período de gestação... Ah, muito obrigada amiga por não me contar.

  — Desculpa Mel, é que foi algo tão inesperado e confuso que não te contei, mas ia sim. – se desculpou Kathe.

— Ta desculpada. – ela sorriu.

— Então por onde começamos? – quis saber Al.

— Por aquela sessão ali fifi. – falei.

— Fifi? Ela é minha namorada e nossa amiga. Então não há segredos. – se defendeu ele.

— Sei. – dei um sorriso de lado.

— Cadê as garotas? – disse Tom ao entrar junto de DJ.

— Ainda vão chegarar. – disse Melody.

— Espero que sim. – Tom cruzou os braços.

— Enquanto isso vao ajudando tem muito trabalho pra fazer. – ouvi Al falar.

Kathe eu continuamos com as nossas prateleiras.

Minutos depois chegaram as tais garotas não pude vê-las, pois minha namorada me puxou para o local mais longe possível delas.

— Esse livro não é das enciclopédias? – perguntei olhando o livro de capa estranha.

Ouvi o som des livros caindo no chão olhei em direção a Kathe e vi se apoiando na estante. Rapidamente me aproximei e a peguei no colo.

— Chega agora vamos pra casa. – falei e ela deitou sua cabeça em meu peito.

— O que aconteceu? – quis saber Mel preocupada.

— Ela não esta bem, me desculpe Melody, mas temos que ir.

— Qualquer coisa me avisa. – pediu ela preocupada.

— Pode deixar. – falei ao sair.

Caminhei em direção ao estacionamento a carregando em meus braços se isso era normal durante a gravidez tenho certeza que antes dos nove meses eu já teria morrido de preocupação, por mais que a ouvisse dizer que vai ficar bem, não consegui deixar suas palavras me tranquilizar.

Kathe e meu filho eram o que me mantia vivo, a razão para querer acordar todos os dias so para vê-la reclamar de como estava enjoada e logo depois sorri deixando um “Eu te amo” sair de seus lábios rosados, embora talvez eu possa nunca dizer o que gostaria de ouviu em resposta, porem farei tudo que estiver ao meu alcance para que saiba que o quanto eu a amo e talvez atos sejam melhor que palavras... Por que sua felicidade e seu rosto iluminado por seu sorriso são a minha força, o que me move a faze-la a mulher mais amada do mundo.


E isso é algo que nunca me arrependerei, por um dia em um corredor de escola eu agir com a cara mais estupido do mundo e troca recebi o amor da garota com dom de me transformar em alguém que nunca imaginei ser... Um cara amado.

8 comentários:

  1. Como eu estou agora ? D.E.S.M.A.I.A.D.A , continua logo *---*

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  2. Ah mds. Essa fic ta cada vez mais perfeita
    Continuaa

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    1. Muito obg, foi feita especialmente para voces rs *---*

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  3. OMG! Essa fic é muito perfeita, cada vez que a leio fico mais apaixonada Kathe uma garota de sorte por que Taylor tem seus defeitos, mas ele a amar e eu adoraria conhecer alguem assim.

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    1. Sabe que eu tambem adoraria? Ele realmente tentar dá o melhor de si por ela rs

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