30 março 2015

Fanfiction: Amor de infância – Capítulo 8


Texto/Fic: Carla Ferrari.
Capa: Jessica Keli TLM
Beta/Correção: @ValzinhaBarreto.

E eu estava ficando vermelha de raiva, então resolvi ir ao banheiro que ficava do lado da cozinha.

- O que aconteceu? – Ouvi Mia perguntar.

- Nada, ela é doida. Isso que aconteceu. – Ele respondeu.

- E agora quem vai fazer a pipoca? – Perguntou Tato.

- Deixa comigo! Aproveitem pra namorar ai. – Disse Jacob.

Ele se levantou e foi pra cozinha fazer a pipoca. Ele me encontrou saindo do banheiro, e me pegou pela cintura outra vez querendo me beijar. Eu o interrompi no meio da sua intenção.


- Pode me soltar.

- Não solto não. Me da um beijo?

- Não! Já disse que isso não vai dar certo!

- Eu não tava pedindo a sua opinião. Me beija logo. – Falou ele me puxando pra mais perto, e me beijou antes de eu conseguir protestar de novo.

Enquanto isso na sala, Mia e Tato perceberam que estava muito silencioso na cozinha, e Tato falou:

- o Jake esqueceu a tigela da pipoca, vou levar pra  ele na cozinha.
Ele se levantou e foi até a cozinha, e assim que passou pela porta ficou tão chocado com a cena do nosso beijo que derrubou a panela de pipoca no chão.

Eu me assustei com o barulho, e empurrei o Jacob pra longe e antes de sair e falei:

- Idiota! Se fizer isso de novo eu te mato!

Eu fui embora, e Mia foi até a cozinha ver o que estava acontecendo.

- Vocês estão ficando? – Perguntou Tato.

- O que? Ah não, era só pra irritar ela, acredite! – Respondeu Jacob.

- Acreditar no que? – Mia interrompeu.

- Nada – Respondeu Jacob.

- Cadê a – Mia foi perguntar por mim, mas Tato interrompeu.

- Foi embora. – Disse Tato.

- E eu também já vou. – Disse Jacob saindo.

Ele saiu apressado, e Mia faz o mesmo olhar desconfiado pro Tato.

Nos dias seguintes Jacob e eu nos evitamos ao máximo na aula, bom, pelo menos eu evitei ele, mas Mia ficou no meu pé, querendo saber o que tava rolando entre a gente.

- Eu sei que rolou alguma coisa ta! Você não quer me falar não sei porque.

- Eu tenho vergonha, é só isso Mia. – Justifiquei.

Mia continuou intrigada, querendo saber se tinha rolado sexo, mas eu nada disse, até que as férias chegaram, e ela finalmente me deu um descanso desse papo com o Jacob.

Depois de alguns dias de completo tédio, eu e Mia decidimos sair pra ir a um parque de diversões que abre só a noite no centro da cidade. Eu falei pra minha mãe que ia chegar tarde, mas ela me surpreendeu e disse:

- Ah filha não precisa ter pressa! Vai se divertir.

- Quem é você, e o que você fez com a minha mãe? – Brinquei.

- Engraçadinha – Disse ela.

- É serio mãe, desde quando você deixou de ser coruja?

- Você passou muito tempo longe.  Eu já notei que você não é mais uma menininha e sim uma mulher responsável agora! – Disse ela.

Minha mãe me deu um beijo na testa, e eu fiquei com a consciência pesada, pois ela nem tinha ideia do que havia rolado na ultima vez em que ficou fora a noite toda.

- Ah... Mãe, você vai ficar em casa?

- Não, eu vou cobrir outro turno. Vida de enfermeira não é fácil. Tenho dois plantões a noite essa semana.
- Que chato mãe. Hoje vou dormir sozinha de novo.

- Ah, mas logo cedo estarei aqui.

- Ta bom.

Eu saí de casa pensando em como ela mudou, principalmente em relação a eu sair a noite. Mas também fiquei pensando, se ela ainda estaria assim de bom humor se soubesse que eu tinha ficado de novo com o Jacob. Provavelmente me mandaria morar com o meu pai de novo, ela detestava o Jacob.

Mia me pediu pra encontrar ela na porta da casa do Tato, que ele nos levaria de carro. Eu cheguei lá e ela já estava me esperando, ela disse:

- Ui tá linda! Eu só estava com um jeans velho, saltos de veludo vermelho, e uma blusa preta de ombro caído.

Ela estava linda também, de vestidinho e meia fina, sapatilhas e um casaco leve. Tato tirou o carro do pai dele da garagem e nós três fomos para o parque.

Chegando ao parque, nós três fomos procurar um lance legal pra fazer, mas as filas estavam muito grandes. Damos algumas voltas passando por alguns brinquedos, e um pouco antes da meia noite Mia reclamou que estava com fome.

- Eu vou comprar algodão doce. – Disse Tato.

- Tudo bem, nós vamos ficar por aqui, perto do carrinho de bate-bate.

Tato saiu e nós ficamos ali esperando. Tudo corria perfeitamente bem, ate Mia dizer:
- Olha só quem esta bem ali... Você não vai acreditar! – Disse ela.

Eu me virei automaticamente pra ver, pensando até ser alguém interessante, mas aí eu me deparo com ele: Jacob Black! Ele não estava de frente pra gente, e devia ter ido sozinho ao parque.

- O que ele ta fazendo aqui? – Indaguei.

- Eu ate chamei ele, mas ele disse que não tava muito afim. – Disse Mia.

- Que droga.

- Pelo visto, ele mudou de ideia.

- Ou ele disse que não vinha, com meu de eu não vir.

- Nossa, como o Jacob é esperto. – Brincou ela.

- Ai ai. Mereço. – Comentei.

Eu fiquei desconfiada, pois ultimamente tudo o que ele fazia, era premeditado pra me encontrar ou me irritar. Então eu deduzi que se ele estava ali, só por minha causa, mas aí apareceu uma garota ruiva do lado dele, e começou a conversar com ele. Na mesma hora me senti corando, mas de nervoso. Eu não entendi porque estava com ciúmes dele, e decidi não demonstrar, senão a Mia me julgaria e implicaria pro resto da vida! Virei de costas pra ele, mas era inútil, pois ele nem sequer sabia que eu estava vendo ele.

- Humm quem é a garota? – Perguntou Mia.

- Não sei, não quero saber, e tenho raiva de quem sabe!

- Nossa, que bicho te mordeu?

Eu percebi que estava dando muito na cara, então mudei de assunto:

- Nada. Só to com fome. Cadê o seu namorado com o algodão doce?

- É mesmo, ele já saiu faz algum tempo. Acho que vou procurar por ele.

- Então não vai muito longe ta e não demora.

- Tá bom.. Já volto. – Disse ela.

Mas eu já devia imaginar que ela não iria achar o caminho de volta. Passaram-se vários minutos, e nada da Mia.

Jacob apareceu por trás de mim, e me assustou com a sua pergunta:

- Tá fazendo o que, aqui sozinha?

- Nada que te importe. – Falei elevando a voz.

- Calma, nossa. Fala baixo – Disse ele.

- Idiota! É justamente por ser você que eu estou gritando! Até um bandido é melhor companhia do que você!

- O que? Que decepção e logo eu que achava a sua companhia tão boa..... Pra passar a noite. – Disse ele com um sorriso safado.

Eu fechei a cara pra ele, e disse:

- Eu não chamei aqui, okay?!

- Olha se você continuar me tratando mal assim, vai ficar sem carona pra casa. – Disse ele.

- Eu não preciso de carona! Eu vim com a Mia e o Tato.

- Ah, eu encontrei com eles e disse que você ia comigo. – Disse ele.

- Você disse o que? Não acredito. – Falei zangada.

- Eles precisavam de um tempo a sós, você não cansa de segurar vela?

Eu me virei rápido preocupada, mas não vi absolutamente nada, principalmente por que havia centenas de pessoas naquele lugar.

- Vamos, eu te levo em casa. – Disse ele.

- Não precisa, eu pego um taxi. – Falei.

- Aonde? Não tem nenhum aqui e ta ficando tarde, é quase 1 da manhã.

- Eu me viro. – Falei fechando a cara pra ele de novo, e Jacob tentou me convencer outra vez:

- Olha eu to falando a verdade, mas se você prefere ficar ai sozinha, eu já vou, então – Disse ele se virando e sai andando.

Eu penso um pouco, e falei: - Espera!

Jacob olhou pra trás e falou:

- Vamos. Eu vou me comportar. – Assegurou ele.


- Espero que sim ou eu te mato.

- Sim senhora.

Eu fui na frente dele até ao estacionamento, e lá Jacob montou numa moto enorme, e me ofereceu o capacete.

- Mas e você? Vai dirigir sem?

- Relaxa, eu já to acostumado. Além do mais, se alguma coisa acontecer com você... - Ele faz uma carinha muito fofa, e pela primeira vez eu pensei que ele podia se preocupar comigo de verdade!

Jacob riu, e depois de eu subir na moto, eu pude ver ele sorrindo pelo retrovisor, quando apertei a cintura dele, e o abracei. De moto a viajem foi bem mais rápida, e nós chegamos em minutos.

Eu desci da moto, devolvi o capacete ao Jacob e disse: obrigada, boa noite. Ele me segurou pelo braço, ainda não querendo se despedir de mim e diz:

- Eii, calma! Não vai me convidar pra entrar?

- Desculpa, mas da ultima vez que você esteve na minha casa sozinho comigo, não deu muito certo.

- Então você tá sozinha de novo? - Perguntou ele morde o lábio, e dando um sorriso bem safado, erguendo as sobrancelhas.

- Estou, mas isso não quer dizer que você vai entrar. Tchau!

Jacob passa por mim, e entra na minha frente depois de eu abrir a porta.
- Pode parar. – Falei.

- Se você está sozinha em casa mesmo, eu tenho que checar pra ver se não tem nenhum ladrão.

- Pior do que isso, já tem um tarado e é você.  - Eu olhei feio pra ele de cima a baixo. Jacob me olhou de novo com aquele jeito e entra indo em direção a cozinha.

Eu fui atrás dele, e perguntei:

- Já achou o que queria?

Jacob estava com a cabeça dentro da geladeira, e quando se virou estava com uma lata de refrigerante na mão.

Ele disse:

- Sim, mas você não podia ter comprado um refri diet?

Eu revirei os olhos pra ele, e disse:

- Bom. Então agora já pode ir embora né?

Jacob colocou o refrigerante na pia, e se aproximou de mim. Ele olha nos meus olhos e perguntou:

- E quem vai cuidar de você, se eu for embora?

Eu tentei não olhar para a boca dele, linda, carnuda e me chamando desde que eu o encontrei.

Eu respondi: - Você não pode ficar a-aqui.

Jacob se aproximou mais um pouco, e colocou as mãos na minha cintura. Eu senti minha respiração ofegar, e ele me ergueu e me colocou encima da mesa, com as pernas envolta da cintura dele. Ele apertou a minha coxa e disse: você tem pernas lindas.

- Jacob... Você devia ir...

Ele se aproximou ainda mais, e colocou a boca no meu ombro e disse:

- Ir pra onde? Pra cá - Ele beija o meu ombro - Ou pra ca? - Ele beijou o meu pescoço.

- Devia ir embora.

Jacob se afastou um pouco, o suficiente pra olhar nos meus olhos e dizer:

- Tudo bem, acho que você vai ficar bem.

Ele me deu um beijo na bochecha, bem perto do canto da boca, me arrepiando toda. Eu falei quase com a língua enrolada:

- Tchau.      

Ele saiu, mas logo depois dele bater a porta eu fiquei desejando que ele voltasse e passasse a noite ali comigo.


Continua...

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