20 março 2015

Fanfiction Bizarre Love Triangle – Capítulo 29.


Assim que entrei no carro reconheci o perfume no ar. Taylor estava sério enquanto dirigia para longe de toda aquela situação constrangedora. Evitava me olhar, ele sabia que eu estava arrasada. Me encostei no banco do carro e também me mantive calada durante o trajeto. Olhava pela janela os outros carros passando como um borrão, as luzes de Manhattan, as pessoas nas calçadas.... Tudo estava tão normal, apenas eu me sentia diferente.


Senti meu telefone vibrar, logo em seguida tocar, e tirei-o da bolsa. Era Robert, eu sabia! Parei olhando o visor por algum momento, sem saber como reagir. Minha vontade era de atender, mas e falar o que?

-Você não vai atender? - Taylor perguntou curioso, ainda sem olhar-me. Sua voz era calma, mas ao mesmo tempo me provocava um sentimento de intimidação, como se dissesse “ainda vai falar com ele?”.

-Eu não sei o que fazer... - falei a ele, ainda ouvindo o celular tocar e olhando pela janela. - Isso parece um filme repetido. Já vi essa cena, mas a pessoa que me salvou da outra vez é a mesma que está me magoando hoje. - me limitei a dizer isso e logo me encolhi no banco. Apertei o botão de desligar e coloquei o aparelho dentro da bolsa. Senti que estava de braços cruzados no peito como se estivesse me juntando, como se algo tivesse sido quebrado.

Taylor continuou dirigindo calado, deixando-me com meus pensamentos. Tantos sonhos criados, tantas esperanças desfeitas.... Na verdade eu nem saberia dizer o que estava sentindo. Estava decepcionada, isso era fato.


Ele estacionou o carro em frente ao mesmo café que um dia Robert havia me levado. Desceu e deu a volta, abrindo a porta para mim e me ajudando a sair. Foi a primeira vez que nos olhamos, seu rosto ainda estava sério, porém não estava tenso. Olhei-o nos olhos e sussurrei “obrigada”, o que me fez dar um leve sorriso.


Entramos no café e escolhemos uma mesa ao fundo. Haviam poucas pessoas devido ao adiantado da hora. Ninguém fez cara de surpresa ou espanto por nos ver ali, éramos pessoas comuns, entrando para tomar um café e conversar. Isso me agradou muito, não queria chamar atenção para a cena.

Taylor pediu dois cappuccinos e nos sentamos um de frente para o outro. Ele se recostou na cadeira e esperou que eu falasse. Mas as palavras não saíram, eu nem sabia o que queria dizer. Olhei para ele com os olhos marejados e ele estendeu a mão, acariciando meu rosto.

-Eu poderia me aproveitar da situação, mas não vou. - ele disse ainda com a mão em minha face. - Não seria justo. Rob é meu amigo, e ele nem sabe que está em uma disputa comigo.

Taylor voltou a se reclinar quando trouxeram nossos pedidos e olhou para a garçonete, que nessa hora pude ver que tinha cara de boba olhando para ele extasiada, agradecendo com um sorriso. Senti ciúmes. Pigarreei e ela saiu sem graça, enquanto que Taylor me deu uma olhada divertida.

-Eu não tinha nenhuma expectativa de que ele me amasse - eu disse dando um gole na bebida quente, esperando que ela me acalmasse. - Mas acreditei que ele gostasse de mim, que sentia algo forte. - falei desapontada. Eu e Rob, apesar do pouco tempo juntos, tínhamos uma boa relação. Eu também não o amava ainda, mas sabia que seria capaz disso com o passar do tempo.

-E ele gosta Flávia. Eu sei que ele gosta demais, acredite. - Taylor disse me olhando nos olhos. - Sei que está difícil de acreditar, mas ele me falou muito sobre você. Do o quanto é linda, divertida e talentosa. De que o deixa encantado com seu jeito moleca..... - ele fez uma pausa, tomou um gole de cappuccino como se precisasse de coragem para continuar falando. - E de como é quente e super sexy... - percebi que ele corou a face ao falar essa última parte.

Revirei os olhos, mas não falei nada. Estava gostando do que ouvia, tanto das palavras que Rob usara para me descrever, como da atitude de Taylor em defender o amigo.

-Mas apesar de sentir tudo isso... - ele continuou falando. - A relação dele com Kirsten é algo muito forte. E ela sabe manipulá-lo como ninguém. E além do mais, eles precisam.... - Taylor se calou. Percebi que havia muito mais a ser dito, mas não insisti.

Coloquei a xícara de volta na mesa de maneira nervosa. Só o nome dela me fazia o sangue borbulhar. No fundo eu sabia que Taylor estava sendo verdadeiro, não se pode ignorar um relacionamento de muito tempo. Eu mesma ainda me sentia mexida por Gill...

Olhei para Taylor e dei um sorriso.
- Está mais calma? - ele perguntou segurando minhas mãos que estavam em cima da mesa. - Converse com ele, não para ouvir desculpas, mas para ouvi-lo. Só ele pode te explicar. Ele merece isso. Eu iria gostar de ter essa chance se acontecesse comigo.

Olhei para ele mais uma vez com admiração. Eu estava vendo outro Taylor naquela hora. O rapaz adolescente e imprudente estava dando espaço para um homem maduro e seguro, que eu julgava existir apenas em seu personagem. Não posso me sentir culpada por isso, as atitudes dele com relação a nós dois me levou a pensar assim. Mas estava gostando de conhecer esse outro lado. Claro que só iria dificultar ainda mais as coisas entre nós...

-Você é um bom amigo. - disse a ele sorrindo e apertando-lhe as mãos que seguravam as minha na mesa. - Fico feliz de te conhecer melhor.

-Eu sei que não agi direito com relação a tudo isso que está acontecendo com a gente. - ele disse me lançando um olhar dizendo “nem você” e eu corei de vergonha. - Mas não sou um traidor. Apenas não consegui resistir a um sentimento que, para mim, é muito novo e intenso. Acredito que foi o mesmo com você.

Ele me olhava com paixão e eu retribuía na mesma intensidade. Nossas mãos começaram a suar, tamanha era a energia que sentíamos naquele momento.

-Quando te encontrei naquele dia na varanda da festa, eu não sabia quem você era. Eu fui atrás de você pelo seu olhar, senti nossa ligação ali. Ao me aproximar de você Flávia, eu tive certeza. Meu corpo inteiro reagiu.

Uma música suave tocava ao fundo fazendo da situação mais romântica ainda. Taylor olhava para minha boca e meus olhos enquanto falava comigo. Eu retribuía o olhar e sentia que, inconsciente ou não, molhava os lábios cada vez que o percebia olhar para eles.

Me senti envergonhada, eu sabia quem ele era e ainda assim permiti tudo aquilo. Mas, do mesmo jeito que ele sentiu a ligação, eu também sentia. Há mais tempo é verdade.

-Quando eu voltei para o salão, fui direto até a mesa dos caras. Falei de você para Robert. Meu chão sumiu quando ele me apresentou a você como sendo “sua” Flávia. É assim que ele se refere a você todo o tempo. Você é a Flávia “dele”, a mulher por quem ele suspira nos últimos meses, aquela por quem ele tem desistido de tudo, até mesmo do cigarro.

Nós dois rimos juntos e eu abaixei a cabeça. Era muita informação junta. Taylor não soltava minhas mãos. Percebi que ele precisava tê-las perto dele. Deixei e não me importei, na verdade eu estava adorando.



-Depois de descobrir quem você era, acho que só piorou ainda mais. - ele continuou contando como tudo se desencadeou. Sua confiança em dizer tudo para mim estava me deixando ainda mais encantada. - Juntando o beijo alucinante que demos na varanda, com a mulher que Robert me descrevia todos os dias, não deu para evitar o sentimento. E depois, sabendo que você é tudo isso mesmo.....- ele suspirou.

Nessa hora eu puxei as mãos pois senti que já estávamos nos passando. A qualquer momento Taylor me daria um beijo e eu, que já estava totalmente envolvida, não resistiria e isso ficaria embaraçoso. Me recostei na cadeira e deixei que continuasse a falar.

-Sei que é uma luta difícil, mas não é impossível. E também sei que nem eu, nem você queremos magoar Robert. Mas ele também não está sendo sincero com você e... - ele mexeu nos cabelos de maneira nervosa. - Eu não vou desistir de você Flávia. Sei que nos pertencemos...

Olhei para Taylor agora com preocupação. Ele não facilitaria as coisas e eu ainda precisava entender o que ele estava tentando dizer sobre Robert. Vi que era hora de irmos embora e pedi que me levasse em casa.

Durante todo o trajeto eu e ele ficamos calados, apenas ouvindo o som da música que vinha do carro. Minha cabeça, pra variar, borbulhava com tantas informações em uma só noite.

Taylor parou o carro na frente do prédio, porém do outro lado da rua, evitando assim os olhares de quem passava por ali. Recostou-se no banco ficando de frente para mim e eu fiz o mesmo. Senti meu coração ir para a boca quando nossos olhos se encontraram.

-Está entregue, sob protestos devo dizer. - ele brincou e nós sorrimos.

-Preciso pensar, foi muita coisa hoje... - eu disse a ele me ajeitando para sair do carro. Taylor me segurou antes que me virasse totalmente.

-Eu te falei que não iria desistir e realmente não vou, mas quero que saiba que respeito seu espaço. - ele segurava meu rosto com uma das mãos. Olhei para sua boca com desejo, ele me enlouquecia, ainda mais mostrando esse lado tão maduro.


-Entendo seu lado Taylor. Mas para todos os efeitos, eu e Rob ainda estamos juntos. E devo dizer que você não se ajudou muito hoje defendendo ele. - ele abaixou a cabeça e eu e ele rimos. - Mas não vou negar que também estou envolvida por você. E conhecer você hoje também não facilitou em nada minha decisão.

Taylor sorriu ainda mais forte seu sorriso lindo, uma característica sua, e suspirou. Nos olhamos intensamente e nessa hora não poderíamos evitar nosso beijo. Ele me puxou para perto dele com tanta vontade e segurança que eu apenas me deixei levar, aproximando nossas bocas que já ansiavam por isso.

Não fiz resistência nenhuma, Taylor me beijou com volúpia, com o mesmo desejo que sempre nos beijamos. Nosso beijo era o encaixe perfeito de duas pessoas que se pertencem, que foram feitas uma para a outra. Sua língua quente pediu passagem e eu a recebi calorosamente, sugando-a na medida perfeita. Senti-o gemer quando meus dedos entrelaçaram seus cabelos da nuca, aproximando meu corpo ainda mais do seu. O tempo parou e nós ficamos ali, nos beijando e nos permitindo sentir e viver esse sentimento a tanto escondido. Era o nosso momento.


Quando o beijo parou, percebi que tanto eu e como ele suspiramos pelo afastamento de nossos corpos, como se já sentíssemos falta um do outro. Era preciso sair do carro e seguir até a realidade, deixando nosso pequeno paraíso para trás.

Ele me deu um último selinho. -Ligue se precisar conversar. Principalmente depois de falar com ele. Você precisa saber que... - disse e logo parou de falar. Deu um sorriso ainda antes que eu saísse do carro. Atravessei a rua pensativa e entrei no edifício, cumprimentando John que me olhava com cautela.

-Boa noite Srta. Flávia. - ele falou receoso e eu estranhei.

-Boa noite John. Algum problema? - eu não estava entendendo tanto zelo em me receber em meu próprio apartamento.

-É que a senhora tem uma visita lhe esperando no hall de seu andar. Ele estava nervoso, então deixei-o subir para que não houvesse outra cena na portaria.

John ainda se lembrava do barraco com Gill. Desde aquele dia ele ficava muito preocupado quando nós nos encontrávamos no hall ou nos elevadores. Pobre John!

Subi até meu andar já esperando me encontrar com Gill. Era de se esperar que ele quisesse conversar, afinal foi a primeira vez que eu o vi com outra mulher, ainda mais ela sendo Amanda Beins. Argh! Só o fato de me lembrar da cena me causava ânsia. E eu ainda estava sem entender aquela conversa estranha de Taylor.


Quando a porta abriu tive outra surpresa. Não era Gill quem me esperava tão nervoso e ansioso. Encontrei um assustado e desolado Robert, me olhando com o olhar mais piedoso possível.
Sai do elevador e fiquei parada, olhando-o, assim como ele fazia segurando os cabelos. Meu corpo tremeu inteiro, não sei se por estar vendo-o ali, tão frágil e arrependido, ou se por ter acabado de beijar Taylor com tanta intensidade e ainda assim sentir-me atraída por ele. Seria possível apaixonar-se por vários ao mesmo tempo? Eu era caso de internação, definitivamente...

-Me deixe explicar ... - ele falou levantando-se e vindo em minha direção. Dei um passo para trás de forma instintiva, me afastando dele. Robert suspirou e baixou a cabeça e os braços, rendendo-se.

-O que você teria para explicar Robert? Diga. Que você estava com outra mulher? Que essa mulher seria supostamente sua ex-namorada? Que você traiu, mentiu e magoou a mulher por quem você diz estar apaixonado? - falei de forma calma. Eu o olhei fixamente, dura. Não poderia deixá-lo notar que eu queria abraçá-lo, precisava que ele entendesse que eu estava magoada. Graças a Taylor eu estava disposta a conversar e perdoar. Seria cômico, se não fosse trágico...

-Você tem razão, ... Não tenho nada o que explicar. E não vou menti pra você. - ele respirou fundo e sentou-se novamente, colocando a cabeça entre as mãos. - Voltei das filmagens hoje, no fim do dia. Fui para o apart descansar um pouco antes de ligar para você e avisar. Estava morto, foram semanas puxadas....


Eu o ouvia atentamente, mantendo meus braços cruzados na frente do peito, mostrando-me totalmente na defensiva. Pensei de entrar em casa e terminar a conversa, mas não queria correr o risco de fraquejar. Não hoje. Por mais que eu pudesse entender os motivos, iria dar um tempo para que ele sentisse que o que fez não foi certo. Não que eu fosse a pessoa mais indicada para julgá-lo...

-Kirsten apareceu para conversar. Estava carente, triste... dizia estar com saudades. - eu arquei uma de minha sobrancelha e o fitei com reprovação. Robert, Robert... não fale nada que possa piorar sua situação, eu pensei na hora. - Mas eu apenas a consolei. É verdade, eu juro.

A cena dele com ela em seu apart, lugar onde nós havíamos passados os últimos dias juntos, me fez sentir um bolo no estômago. Andei de um lado para o outro, ainda olhando-o sentado, mostrando ainda mais meu desconforto com a situação depois de saber novos detalhes.

-Começamos a beber e, por fraqueza minha, confesso, Kirsten me convenceu que, já que você não sabia que eu havia voltado, poderíamos sair juntos, pelos velhos tempos. - o sangue borbulhava em minhas veias. Bem que Taylor disse que ela era convincente.

-Encontramos um pessoal com quem costumávamos sair para beber e, uma coisa leva a outra e.... - ele se enrolava cada vez mais. Senti que estava com receio de continuar contando.

-Já que você começou a contar, seria muito honesto de sua parte dizer toda a verdade. Eu mereço, não acha? - eu o encorajei, sentindo que ele já estava pensando em omitir algumas partes. Que eles estavam juntos era fato, só precisava saber até onde esse “juntos” era.

-Eu a beijei Flávia. Ficamos juntos na frente do bar, como você pode ver. Me perdoa. Mas só porque eu estava mais alterado, se é que isso possa ser considerada uma desculpa. - ele suspirou.

-Não... não pode. Mas agradeço sua sinceridade. - eu disse a ele indo em direção a porta de casa. Rob levantou o olhar e me olhou novamente, triste. Dava pra ver o arrependimento em seu olhar. Eu o encarei.

-Então é isso? Acabou? - ele perguntou com voz um tanto alterada. Senti que estava prestes a me agarrar, tentando numa última súplica me fazer mudar de ideia.

-Você tem bons amigos, sabia? Devia sempre agradecer por eles. - eu abri a porta e entrei na sala, me colocando entre a porta, mantendo a distancia entre nós. - Vá pra casa, descanse. Amanhã a gente se encontra e vê o que acontece. Não quero fazer nada de cabeça quente. - ele colocou as mãos nos bolsos. Estava triste, mas minha fala deu à ele uma pequena esperança.

-Depois que você saiu de lá com Taylor, eu fui embora e deixei Kirsten sozinha. Te liguei milhões de vezes, e para ele também. - claro que ele sabia quem tinha me tirado de lá... - Mas nenhum de vocês me atendeu. - senti agora um gosto amargo na boca, me sentindo culpada. - Fui pra casa, tomei banho e vim pra cá te esperar. Precisava te ver.

-Taylor só me ajudou a sair daquele desconforto. - eu me justificava, me sentindo uma criminosa, apesar de saber que ele não sabia de nada. - E como eu falei, você tem bons amigos.

-Os melhores... - ele disse com seu sorriso de canto que me deixava tonta.

Nos despedimos pelo momento e combinamos de sair no dia seguinte, depois do teatro, para resolver a situação. Minha culpa me fazia aceitar de maneira mais comedida a situação que Robert me fizera passar. Eu tinha o rabo preso, como diria minha mãe, e não me sentia com moral para julgá-lo com tanta veracidade.

Tomei um banho e cai na cama, exausta. Minha vida amorosa estava uma montanha russa de emoções...


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2 comentários:

  1. Eu simplesmente amo essa fanfic! É muito bem escrita!!! Espero ansiosa o proximo capitulo!!

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    Respostas
    1. Obrigada Jennifer! Pode esperar que os próximos capítulos serão uma surpresa bjão

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