20 março 2015

Fanfiction: In choice - Capítulo 7 - I am a Monster.



*POV Selena*

         Abri a porta e era Justin quem estava parado do lado de fora com a mesma roupa de ontem. Aquilo não deveria estar acontecendo.
   
Ele estava com o rosto triste e com os olhos cansados.
   
- Desculpe... A culpa é toda minha! - Ele falou.

Baixei a minha cabeça e as lágrimas correram pelo meu rosto.

*POV Justin*

         Eu tinha passado a noite toda em claro em frente à casa de Selena. Tinha visto o céu clarear e pude escutar o início do tráfego intenso no centro. Eu estava arrasado. Aquilo tudo era culpa minha!


Após ver que sua irmã havia ido para a aula e que seu pai já não estava mais em casa, esperei mais um pouco antes de criar coragem e tocar a campainha. Eu vi quando Vanessa entrou. Não podia mais esperar. Tinha que saber como ela estava.

Saí do carro e olhei para todos os lados para saber se não estava sendo seguido. Taylor poderia ter colocado algum capanga de tocaia. Mas, eu precisava correr esse risco. Já na porta da casa de Selena, eu tive medo. Medo que ela não quisesse conversar comigo. Ou que ela me odiasse.

Quando apertei a campainha, eu já estava suando frio. Meu coração batia forte e podia sentir que ele saltaria pela boca. Após longos minutos de angústia, a porta é aberta e finalmente vejo a minha garota. Ela estava triste e com os olhos vermelhos. Aquele idiota!

Desculpe... A culpa é toda minha! - Era tudo o que eu poderia dizer. Ela estava ferida e por minha causa. Eu deveria me manter afastado, mas como sempre, eu não consiguia deixá-la partir.

Eu me joguei em seus braços. Poderia ser um ato precipitado, mas, eu precisava sentir o corpo dela junto ao meu. Precisava sentir o seu coração bater junto do meu. Ela era tão pequena em meus braços. Tão perfeita. Taylor não seria capaz de machucar aquele ser maravilhoso, mas, conhecendo ele como eu conheço, ele era capaz de machucar qualquer pessoa.
     
Ela usava uma camisola grossa de mangas longas. Aquilo não estava certo. Estava um dia claro e quente. Ela chorava baixinho em meu ombro e eu me senti despedaçado. Ela estava machucada e não era apenas sentimentalmente.

Eu a afastei levantando a manga da sua camisola. Por debaixo da blusa, ela escondia uma marca arroxeada. Os dedos de Taylor estavam nos pulsos de Selena.

- Que merda é essa? Quem te fez isso Selena? Eu mato o filho da puta! ­ Vanessa explodiu sem que nos déssemos conta de que ela estava por perto. Estávamos tão concentrados em nosso mundo particular que não percebemos que alguém poderia nos ver. Ela disse de uma maneira tão ríspida que até eu fiquei surpreso.

         - Não é nada! Esqueçam isso! ­ Disse puxando novamente a manga para baixo.
  
Vanessa, deixe-me falar com a Selena a sós, por favor. - Ela me olhou carinhosamente. Apesar de termos uma pequena história, ela sabia dos meus sentimentos por Selena.

- Ah... Claro! - Ela tirou um pequeno pedaço de papel do seu bolso colocando o seu telefone e entregando-o a mim. Beijou-me a bochecha e logo em seguida saiu porta fora.

Finalmente estávamos a sós. Selena ainda estava cabisbaixa e com lágrimas escorrendo pelos cantos dos olhos.

- Selena, o Taylor vai tentar te machucar outra vez! Eu posso te proteger! - Ela caminhou em direção à sala e se sentou no sofá na direção da janela. Ela ainda estava chorando, porém, estava mais calma.

- Pare de me tratar como uma criança, Bieber! Eu cresci e você também! Vá viver a sua vida e não se preocupe comigo! ­ Disse de forma ríspida, quase como se quisesse me expulsar.

Você não o conhece, como eu conheço... - Será que ela não percebia o medo aparente em minha voz? Ela não tinha a menor chance com ele!

- “Você não o conhece, como eu conheço"! ­ Ela repetiu a minha frase de forma sarcástica. - Agora, fala!

- O Taylor... - Droga! Eu não deveria abrir a boca! Estava colocando nós dois em perigo. - Ele é perigoso! Isso é tudo o que você precisa saber. Você tem que acreditar em mim!

- De onde você o conhece? Posso saber? - Ela se sentou no sofá e me olhando fixamente.

- Selena... Eu não posso dizer, mas, apenas tente confiar em... ­ Ela interrompeu a frase.

- Você me pede para confiar em você, mas, não me dá nada para confiar... Saia, por favor! - Ela questionou.

- Selena!

- SAI, BIEBER! SAI! ­ Ela estava visivelmente com raiva. Mas será que ela não entendeu a parte que ele é perigoso? Ela caminhou a passos largos em direção a porta e a abriu. Ainda estava sentado no sofá, mas, sei que por hoje não há nada mais que eu possa fazer.

Levantei do sofá e caminhei a passos mais largos do que ela. Irritado, limitei-me a sair sem olhar para trás. Selena fechou a porta bruscamente atrás de mim. Ela não fazia ideia no que estava se metendo. Voltei para a direção em que o carro estava e tirei a arma do meu bolso esquerdo. Esperei silenciosamente em um canto do jardim, até ter certeza de que Taylor não voltaria e repetiria o seu show.

- É uma pena. Eu realmente gostava de você. - Ela disse.

Dei um pulo ao ouvir a voz de Vanessa. Eu não sabia que ela ainda estava por perto!

- Vanessa, o que está fazendo aqui? Isto é perigoso! Você tem que sair daqui!

Sem perceber, Vanessa tomou a arma da minha mão e deu uma coronhada na lateral da minha cabeça. Só me lembro de cair e ficar inconsciente.

*POV Selena*

Custou-me ter que expulsar Justin daquele jeito. Sei que ele só estava tentando me proteger. Mas, eu não iria suportar se lhe acontecesse alguma coisa! Eu já tinha perdido muitas pessoas na vida e recusava-me a perder mais uma pessoa. Caminhei até a cozinha e me servi de um copo de suco. Precisava me alimentar para enfrentar o que estava por vir. Precisava ser forte.

     Voltei para a sala decidida a me distrair um pouco. Liguei a TV esperando que algum programa me distraísse. Após zapear por todos os canais, decidi por um desenho animado. Qualquer coisa que me fizesse ficar acordada. Tinha medo de dormir e reviver as últimas horas de ontem.

         Já havia se passado muito tempo desde que Justin partiu. Hope não voltaria para casa aquela tarde. Ela iria dormir na casa de uma das amiguinhas da escola. Então, precisava me preparar pra momentos longos de solidão.

Passei toda a manhã tentada em ligar e me desculpar, mas, acreditava que ele não quisesse conversar comigo. O desenho não me agradava e eu já estava ficando sonolenta, mas, o meu momento de descanso foi interrompido quando ouvi batidas estridentes na porta.

Com receio de abrir, demorei a me levantar. Uma segunda batida forte vem da entrada da casa. Mais receosa ainda, caminhei lentamente até a porta. Antes que me desse conta, a porta já estava aberta e era Taylor quem estava do lado de fora.

- Aqui está o seu amado! ­ Disse arrastando o corpo de Justin que estava desacordado e sangrava pela testa. Entrei em pânico.

- O seu problema é comigo e não com ele! ­ Gritei, tremendo. Tentei me aproximar quando avistei a testa de Justin coberta de sangue. Taylor não permitiu.

- O meu problema é com você e com ele também. - Taylor estava tremendamente calmo. Sua voz era suave e cheia de carisma. - Sabe, eu realmente gosto de você. Tão inocente. Tão pura. ­ Ele disse chegando cada vez mais perto de mim. Ele pegou uma mecha do meu cabelo e a colocou atrás da orelha. - O que me diz de irmos lá para cima outra vez e...? Para mim, parece ser uma boa ideia! ­ Estava prensada contra o armário, perto da porta. Taylor estava concentrado em mim, mas nem percebeu quando tirei o gás de pimenta que mantinha escondido no bolso da minha calça. Então, mirei e atirei direto em seus olhos. Antes de sair correndo, garanti que ele não se levantasse por alguns instantes: chutei repetidas vezes a sua barriga e suas costelas. O seu saco também foi premiado com um belo chute.

Enquanto Taylor se debatia no chão de dor, eu tentei arrastar o corpo de Justin até o meu carro. Mas era uma missão impossível. Ele era maior e mais pesado do que eu. Tive que arrastá-lo pelo chão até a entrada da casa. Para a minha sorte, ele começava a acordar.

- Nem mais um passo, amiga! ­ Ordenou Vanessa aparecendo por trás de mim. Com a arma encostada na minha cabeça. Larguei o corpo de Justin junto à pilastra e virei-me de frente para ela.

- Vanessa você também está...? ­ Perguntei completamente perplexa. Será que durante todo esse tempo, ela estava fingindo?

Como que por um milagre ouço um tiro e Vanessa, que se encontrava a minha frente, caiu, já coberta de sangue. Virei-me para trás e vi Justin tentando se manter em pé com dificuldade. Ele deu dois passos em minha direção, ainda com a arma engatilhada. Ele me olhou e disparou mais dois tiros no corpo já ensanguentado da minha ex-amiga. Eu estava apavorada. A minha melhor amiga estava morta em meu jardim e aquele não era o Justin amoroso que eu conhecera. Era um monstro.

*POV Justin*

A adrenalina percorreu o meu corpo assim como o meu lado negro. Ver Selena em perigo despertou em mim o que há de pior. Eu sei que não deveria ter feito aquilo na frente dela, mas, eu precisava salvá-la! Apesar de não ser a coisa certa a se fazer, era mais forte que eu, uma necessidade que precisa ser saciada.

Matar. A sensação de se tirar a vida de alguém, é única e particular. Sentia o meu sangue mais quente e a correr desesperadamente pelas minhas veias. Minha respiração estava acelerada e eu me sentia cansado. Ainda me recordo da pancada. O tiro foi o meu jeito de revidar. Eu a matei para saciar o meu desejo de vingança.

Selena me olhou apavorada e, por segundos, me senti culpado. Eu sei que ela nunca me veria do mesmo jeito... De garoto bonzinho, a um assassino a sangue frio. Mas, tudo o que eu fiz foi para protegê-la! A verdade é que, quando eu estou com Selena, eu sou diferente, eu sou aquele rapaz inocente que era há 6 anos. Eu deixo de ser o monstro e me torno um rapaz apaixonado. E a Selena era a chave para esse meu enigma. Eu adorava a sensação de ter uma arma em minhas mãos, mas também adoro o meu lado gentil. E Selena era a chave para que eu voltasse a ser a pessoa que eu era: ela era a chave da minha humanidade.

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