10 abril 2015

Fanfic: I Know is forever – Capítulo 2: Ian Somerhalder.


Capa: Heloísa - BWD
Texta/Fic: Jessica Fraga
Beta/Correção: @ValzinhaBarreto

Lily você vai se casar!!       

Só podia ser brincadeira, eu me casar que ideia doida era essa, eu não queria me casar, eu não acreditava que o meu pai tinha dito aquilo.

─ O que? ­ Tentei não falar gritando.


─ Filha foi isso mesmo que você ouviu, você vai se casar.

Meu pai não parecia feliz em dizer aquilo, mas não me importava ele dizia que eu iria me casar e isso me deixou maluca.

─ Não, eu não tenho que me casar, eu não quero me casar. – Falei.

─ Calma filha. – Pediu meu pai.

─ Eu não vou me casar, pode esquecer ­ Falei e fiquei ainda mais enojada quando Nina entrou na conversa.

─ É uma ótima ideia se ela casar. A despesa da casa diminuirá – Disse ela com um sorriso no rosto.

─ É isso pai, eu sou só mais uma despesa nessa casa? ­ Falei não acreditando no que ouvia.

─ Filha... – Tentou falar, mas eu o interrompi.

─ Não acredito que isso é verdade, o senhor me considera uma despesa?

─ Lógico que não minha filha, eu amo você, eu não sei de onde você tirou essa ideia Nina. A sua irmã nunca foi e nunca será uma despesa, não sei como pode pensar uma coisa dessas, eu a amo.

─ Então porque essa ideia de casamento? Agora eu quero essa resposta mais do que tudo na vida. – indaguei.

─ Tenta entender, é o melhor para você ­ Disse ele.

─ Eu não quero entender, eu sou só mais uma despesa. Se quiser eu saio de casa, sem problemas vou embora ainda hoje e não trarei mais despesas para o senhor ­ Falei. Naquele momento, eu queria chorar, mas tinha que ser forte.

─ Você está entendendo tudo errado. Papai se ela for embora, o senhor sai do vermelho. Pensa melhor – Disse Nina. Minha irmã já queria me ver pelas costas. Como sempre.

─ Nina para já com isso, a sua irmã não é uma despesa ­ Disse meu pai já irritado.

─ Filha o seu noivo tem uma ótima condição financeira, e ele propôs saldar o nossa divida se você se casar com ele. – Disse meu pai me deixando ainda mais desesperada.

─ Eu não acredito o senhor está me vendendo? Está até falando como se eu fosse uma mercadoria, eu prefiro ir embora a ser vendida.

Não aguentei e comecei a chorar ali mesmo.  Como meu próprio pai queria me vender? – Me perguntava.

─ Você está entendendo tudo errado ­ Ele tentou se aproximar, mas eu dei um passo para trás.
­ Não entendi mal. Eu entendi bem! ­ Falei.

Abri a porta do escritório ouvindo meu pai me chamar, mas, não olhei para trás. Corri para o meu quarto e tranquei a porta, me joguei na casa e desabei em lágrimas.

Meu próprio pai queria me vender, ele até podia falar que não estava me vendendo, que eu estava entendendo tudo errado, mas para ele sair do vermelho eu tinha que casar.

Eu não sou um negócio ou uma barganha. Não é apenas eles conversarem e já está tudo resolvido. Eu tenho sentimentos e eles estão feridos com essa ideia, ainda mais eu imaginando que vou me casar com uma pessoa que eu nem sei quem é.

Como eu poderia me casar com uma pessoa que eu não amo? Eu queria ser livre e casar com quem eu amasse e me amasse também. Esse cara, seja lá quem fosse, não tinha sentimentos por mim, me dava nojo pensar em como ele achava que podia me comprar do meu pai.

Eu chorava de desespero. Eu queria um casamento como o dos meus pais. Queria o brilho nos olhos deles, era via nos olhos do meu pai e da minha mãe, que eles se amavam.  Era isso que queria para minha vida, não um casamento arranjado.

O que mais pesava não era perder a liberdade, eu amava ser solteira, mas sempre imaginei que quando isso mudasse, fosse por escolha minha. Se o amor não batesse na minha porta eu ia ficar triste, pois pelo menos não iria estar casada com um homem que eu não amava.

 Doía muito não ter com quem conversar. Eu queria me abrir, desabafar, mas tudo ficou engasgado. Minha mãe que era minha conselheira estava morta, meu era a causa do meu sofrimento e minha irmã adorou a ideia de me ver deixando a casa e tudo que mais amava. Ela poderia ter um pouco de respeito, já que eu seria a responsável pela mordomia dela continuar.

Ela não parou de rir em nenhum momento e eu apenas chorava ultimamente. Primeiro pela minha mãe e agora por ter que me casar com um desconhecido. Eu pensava nisso, quando ouvi uma batida na porta.

─ Não quero falar com ninguém ­ Falei. Tentei fazer uma voz normal, mas o choro não ajudava em nada.
                                           
─ Sou eu filha. Abra a porta, por favor ­ Ele parecia triste, mas a minha tristeza era muito maior.

─ Vai embora ­ Falei e escondi o rosto no travesseiro para abafar o choro.

─ Abra e deixa eu te explicar ­ Ele pediu com voz de choro também.

Meu pai já estava velho, temi que passasse mal, afinal, sempre fomos muito apegados, esse era dos motivos por Nina me odiar. Levantei e destranquei a porta e voltei para a cama.

─ Filha, eu odeio te ver chorando.

─ Se não quer ver o meu choro desista dessa ideia maluca ­ Supliquei.

─ Não posso. Vai ser melhor para você, filha.

─ Melhor pra mim ou para o senhor, pai?

─ Será melhor para todos nós. – Disse ele, mas pareceu assustado com a pergunta.

─ Eu não vejo nada de bom nisso, por favor, pai eu não quero me casar com quem eu não amo, não faça isso comigo.

─ Para de chorar, eu pensei muito antes de eu te contar, e resolvi aceitar a proposta do seu noivo.

Ele pareceu convicto do que estava falando. A nossa situação financeira já estava se espalhando e sei que o noivo quando ficou sabendo propôs o casamento, ele precisava de uma esposa. Nós precisamos nos restabelecer e os dois lados saem ganhando.

─ Os dois saem ganhando? Eu não posso estar ouvindo isso.

─ Eu não acredito pai. O dinheiro é mais importante para você do que eu que sou sua própria filha?

─ Você é muito importante para mim.

─ Sério. Então pai, me responde uma coisa: porque Nina não casa, já que ela é a filha mais velha?

─ Porque o seu noivo quis você. Eu juro que falei sobre a Nina porque como você mesma disse, ela é a minha filha mais velha, só que ele não queria ela, ele queria você.

─ Não importa o que esse cara quer. Importa o que eu quero e não quero me casar de forma alguma.

─ Por favor, filha, me ajuda. – Ele me pedia.

─ Eu não quero isso para a minha vida ­ Falei voltando a chorar.

─ Pense bem filha. Eu não viria aqui e pediria uma coisa dessas para você se não fosse mesmo necessário. Eu não estou pensando só em mim pensa na Ana, a filha dela está doente e você sabe que o tratamento dela não é barato, e eu não posso pagá­la na condição que estamos financeiramente. – Disse ele deixando uma lágrima rola.

Eu não tinha pensando na filha da Ana, não podia deixá-la sem o seu tratamento e também eu tinha que demitir os outros empregados e achar trabalho era muito difícil.

Meu pai tocou no meu ponto fraco. Se eu teria que me sacrificar para eles continuarem no emprego e Luíza terminar o tratamento tudo bem, parece que vou ia mesmo me casar, mas não era tão fácil de aceitar, mesmo em pensamento, a ideia era absurda.

─ Vou deixar você pensar uma pouco. Foi muita informação, para você, filha. - Disse ele se levantando para sair, mas tinha uma coisa que eu deveria saber antes que ele saísse.

─ Pai qual é o nome dele? ­ Ele se virou e deu um meio sorriso e disse:

─ Ian Somerhalder.

Continua!!!!

Notas Finais:

E aí, vocês casavam? Espero que tenham gostado! Comentem!

2 comentários:

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